Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

China - Conselho Regional da Ásia e da Oceânia das comunidades portuguesas reúne-se em Pequim

O ensino da língua portuguesa ou o pagamento de pensões aos portugueses na Austrália, China, Hong Kong e Macau são temas da reunião do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, que arranca segunda-feira em Pequim



Segundo um comunicado da presidente daquele conselho regional, Rita Santos, a colaboração dos conselheiros com as embaixadas e consulados de Portugal para resolução dos problemas das comunidades, as questões relacionadas com as pensões de aposentação e de sobrevivência dos portugueses residentes nos países de acolhimento, o ensino e a divulgação da língua portuguesa, sobretudo aos jovens, vão ser alguns dos temas em foco na reunião, que vai decorrer na capital chinesa de 8 a 10 de Abril.

Na reunião, presidida por Rita Santos, vai ser ainda discutida a proposta do estatuto dos conselheiros, a eleição anual dos cargos do Conselho Regional da Ásia e da Oceânia, bem como o programa do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, marcado para 28 e 29 de Maio próximo, em Lisboa.

Os conselheiros da Austrália, Sílvia Renda e Melissa da Silva, e do círculo da China, Macau e Hong Kong, José Pereira Coutinho e Armando de Jesus, vão estar também reunidos com o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte, indicou a mesma nota.

O Conselho das Comunidades Portuguesas tem actualmente 65 membros. O Brasil é o país que elegeu mais conselheiros, 13 no total, seguindo-se França, com dez conselheiros, Estados Unidos (sete), Venezuela (seis) e Alemanha, África do Sul e Suíça, com quatro cada.

Aquele conselho reúne-se anualmente em Lisboa e é o órgão consultivo do Governo para as políticas relativas às comunidades portuguesas, competindo-lhe, em geral, emitir pareceres, produzir informações e formular propostas e recomendações sobre as matérias que respeitem aos portugueses residentes no estrangeiro e ao desenvolvimento da presença portuguesa no mundo. In “Hoje Macau” - Macau

terça-feira, 2 de abril de 2019

Congresso internacional "Macau e a língua portuguesa: Novas pontes a Oriente"

Início: 27/11/2019 Fim: 29/11/2019 Data de abertura: 22/03/2019 Data de encerramento: 01/06/2019 Países: China, Macau

Chamada de trabalhos
Congresso internacional "Macau e a língua portuguesa: novas pontes a Oriente"
27 a 29 de novembro de 2019
Instituto Português do Oriente & Instituto Politécnico de Macau

Macau tem constituído, desde o século XVI, uma ponte importantíssima entre Oriente e Ocidente, um ponto de referência no diálogo e enriquecimento mútuo de culturas e línguas tão diferentes. Atualmente, no âmbito da estratégia “Uma Faixa, uma Rota”, a nova Rota da Seda proposta pelo Governo Central da República Popular da China, pretende-se que Macau funcione, cada vez mais, como uma plataforma entre a China e os países de língua portuguesa. É também em e desde Macau que se tem realizado um grande investimento na formação de quadros bilingues em chinês-português, o que implica investigação em temas tão diversos como a língua portuguesa, as literaturas e as culturas dos países lusófonos, as metodologias de ensino do português, bem como a tradução e interpretação.

No ano em que se comemoram os 40 anos do restabelecimento de relações diplomáticas entre a China e Portugal, e os 20 anos da criação da Região Administrativa Especial de Macau, o Instituto Politécnico de Macau e o Instituto Português do Oriente, que também comemora 30 anos de existência, organizam em Macau um congresso internacional em que professores e investigadores de diferentes geografias possam partilhar as suas pesquisas sobre temas relativos à língua portuguesa, nas suas realidades diversas, multifacetadas e dispersas pelo mundo.

Procura-se, assim:
  • promover a reflexão académica e a partilha de investigação sobre a língua portuguesa, o seu ensino, tradução e interpretação, bem como as literaturas e culturas que em português se exprimem;
  • contribuir para consolidar e divulgar o papel de Macau e da língua portuguesa como ponte e plataforma entre a China e os países de língua portuguesa.
O congresso incluirá sessões plenárias com conferencistas convidados de renome (a divulgar oportunamente) e sessões de comunicações livres nas seguintes áreas:
  • Linguística
  • Literatura e cultura
  • Pedagogia e didática
  • Tradução e interpretação
As comunicações livres deverão ser apresentadas em português e terão uma duração individual de 20 minutos, seguidos de 10 minutos de discussão. As propostas devem ser submetidas através da plataforma EasyChair (https://easychair.org/conferences/?conf=maclp2019).
Datas importantes
  • Submissão de resumos: até 01/06/2019
  • Notificação sobre a aceitação de resumos e envio das respetivas cartas de aceitação: até 15/07/2019
  • Envio de inscrições e respetivo pagamento: 15/07/2019 – 15/10/2019
  • Divulgação do programa final do congresso: 15/11/2019
  • Realização do congresso: 27-29/11/2019
  • Submissão de textos para publicação nas atas do congresso: 29/02/2020
Veja a chamada completa e a ficha de inscrição em anexo. In “Plataforma 9”
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Documentos

sábado, 30 de março de 2019

Macau - Fórum Macau coloca formação e cultura nas prioridades da relação com a CPLP



O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) colocou ontem a formação de recursos humanos e o intercâmbio cultural entre as prioridades para 2019. Falando no final de uma reunião de ontem, a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, explicou que o encontro visou realizar um balanço dos trabalhos efectuados em 2018 e aprovar o programa de actividades para este ano, tendo sido definidas cinco áreas prioritárias.

Em 2019, os principais objectivos do Fórum Macau vão centrar-se na promoção do comércio e do investimento, fomento da cooperação na capacidade produtiva, formação de recursos humanos, intercâmbio cultural entre a China e os países de língua portuguesa, bem como no apoio à construção de Macau enquanto plataforma entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O Fórum Macau anunciou igualmente ontem a realização de uma conferência empresarial em São Tomé e Príncipe, país que só retomou relações diplomáticas com Pequim em 2016. A conferência empresarial, vai realizar-se em Julho 2019, referiu Xu Yingzhen. São Tomé e Príncipe foi, durante anos, um dos poucos países com relações diplomáticas com Taiwan durante ano, o que invalidava laços com a República Popular da China, devido à política externa de Pequim. Com este anúncio, o Fórum Macau cumpre essa nova orientação estratégica de Pequim, que visa fomentar parcerias económicas com países que renunciaram a relações diplomáticas com Taiwan. No quadro dessa estratégia de aproximação de São Tomé e Príncipe a Pequim, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, está esta semana na China para uma série de encontros, que incluem Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro Li Keqiang. In “Ponto Final” - Macau

quinta-feira, 14 de março de 2019

Lusofonia – Governo de Macau vai contratar mais professores de português

O Governo vai contratar mais professores de português e atribuir mais bolsas a alunos chineses que estudem português e a estudantes de países de língua portuguesa que queiram aprender chinês, afirmou esta segunda-feira, em Lisboa, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, que recebeu na segunda-feira o doutoramento ‘Honoris Causa’ na Universidade de Lisboa, salientou no seu discurso a importância de reforçar a cooperação entre os países lusófonos e a China, destacando áreas como o turismo e o comércio. “Iremos apostar ainda mais na promoção da cooperação nos domínios educativo e cultural, dando continuidade ao Festival de Artes de Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa e ao Fórum Cultural, contratando mais docentes de língua portuguesa, aumentando o número de bolsas para estudantes dos países de língua portuguesa que desejem aprender o chinês e para alunos chineses que estudem o português”, realçou o governante.

Além de ser uma das línguas oficiais de Macau, o português é uma das línguas estrangeiras mais procuradas pelos estudantes chineses e o Governo de Macau tem vindo a planear um sistema educativo bilingue para criar oportunidades para aprender o português e o chinês. “Estamos a implementar políticas para atrair os alunos não apenas portugueses, mas também de países de língua portuguesa para estudar em Macau”, declarou Alexis Tam aos jornalistas, lembrando que o português “é uma das línguas mais faladas do mundo”, despertando interesse não só em Macau, mas também na China “devido à amizade entre os dois países” e às ligações comerciais.

Durante o discurso, Alexis Tam adiantou que o título que lhe foi atribuído tem “um significado especial”, já que foi aluno da Universidade de Lisboa, onde além de abrir “horizontes” e estabelecer contactos com mundo ocidental, conheceu também a mulher. “Foi-me difícil não ficar apaixonado por este país e pelo seu povo”, confessou.

O secretário enalteceu o relacionamento de Portugal e da China ao longo de quatro séculos, do qual resultaram “laços de amizade e confiança mútuas” e sublinhou que ao regressar a Macau, “um território onde se cruzam e coexistem as civilizações ocidental e oriental”, trabalhou em prol da educação e do desenvolvimento de políticas de promoção da aprendizagem de línguas estrangeiras.

Na cerimónia de atribuição do título ‘Honoris Causa’, o ex-reitor da Universidade de Lisboa e padrinho do homenageado, António Sampaio da Nóvoa, elogiou o antigo aluno da Faculdade de Letras por ser um “homem que sempre cuidou da língua e cultura portuguesas”. Várias individualidades ligadas à educação e a Macau estiveram também presentes no tributo, desde diplomatas a ex-governadores, passando pelo presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e o ex-ministro da Educação, Roberto Carneiro. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

sexta-feira, 8 de março de 2019

Macau - Nasce agência literária dedicada a autores asiáticos e lusófonos

A Capítulo Oriental, agência literária focada na Ásia e nos países e territórios de língua portuguesa, foi hoje oficialmente lançada

Nasceu para aproximar literaturas. A Capítulo Oriental, primeira agência literária sediada em Macau, quer servir de ponte entre a Ásia e os países e territórios de língua portuguesa. Para já, representa cerca de 60 nomes de mais de uma dezena de países e regiões. O agenciamento dos direitos autorais, a promoção da participação dos escritores em festivais e feiras do livro e a publicação de antologias multilingues em Macau são alguns dos objectivos da agência, oficialmente lançada.

À frente do projecto está Hélder Beja, jornalista, fundador e antigo director de programação do festival literário de Macau Rota das Letras. “Era uma ideia que já me acompanhava há alguns anos e que se me apresentava como um desenvolvimento natural do trabalho que venho fazendo há quase uma década, sempre ligado à literatura dos países de língua de portuguesa e da Ásia. Além disso, não havia nenhum projecto com este cariz, realmente dedicado a estes dois mundos, com foco nas línguas portuguesa e chinesa mas também capaz de olhar para os outros espaços em volta, no continente asiático”, revelou o director da agência ao Extramuros.

A Capítulo Oriental, que já assinou acordos com outras agências literárias, como é o caso das portuguesas Bookoffice e Storyspell e da brasileira MTS Agência, oferece ainda serviços de tradução entre chinês, inglês, português e outros idiomas, maioritariamente para publicações de arte e instituições artísticas, escolas e universidades, e ainda traduções literárias para editoras e autores.

A literatura chinesa “ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa”

Han Shaogong, Sheng Keyi, Lijia Zhang, Hong Yin, btr e Yu Jian são para já os nomes dos autores do Interior da China representados pela Capítulo Oriental. Ao Extramuros, Hélder Beja realça que a literatura chinesa tem ainda pouco espaço no universo de língua portuguesa. “Ainda é bastante desconhecida dos leitores de língua portuguesa. Há honrosas excepções, como a recente publicação de Yu Hua em Portugal, mas ainda muitos e bons autores cuja obra continua a simplesmente não existir para quem vive em Portugal, no Brasil e noutras paragens. A Capítulo Oriental representa alguns desses nomes, como Sheng Keyi [Interior da China] e Xu Xi [Hong Kong], e outros se juntarão em breve. Se conseguirmos levar estas autoras para a língua portuguesa, será qualquer coisa importante e bonita”, salienta.

O reforço da literatura de e sobre Macau é também uma das ambições da agência, que lança em paralelo uma editora com a missão de publicar “sobretudo obras de autores de Macau ou que se dediquem a escrever sobre o território, bem como antologias multilingues com autores dos espaços de língua portuguesa e chinesa”.

Os primeiros títulos a serem publicados são da autoria de dois autores locais. A obra “A Humidade dos Dias” de Luís Mesquita de Melo, vai ser lançada ainda este mês, e “Vidro Imaculado”, livro trilingue [chinês, inglês e português] de poesia de Jenny-Lao Phillips chega às bancas em Abril. Catarina Domingues - Macau In “Extramuros”

China - Jornal do Partido Comunista Chinês publica reportagem sobre língua e literatura portuguesas

Um jornal oficial do Partido Comunista da China (PCC) publicou hoje uma reportagem sobre o ensino do português na China e literatura portuguesa traduzida para chinês, com destaque para Luís de Camões e Fernando Pessoa



"Embora não seja particularmente conhecida na China, não significa que não haja fãs chineses de literatura portuguesa", escreve o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC.

O jornal compara o "profundo impacto" de “Os Lusíadas”, em Portugal e na literatura portuguesa, com a importância do autor William Shakespeare no universo anglo-saxónico.

E destaca a popularidade de Fernando Pessoa: "outro nome que não pode ser evitado".

"O grande autor é um dos escritores portugueses mais populares na China", refere.

Foi só em 1999 que uma obra de Pessoa foi pela primeira vez publicada na China continental, mas o português é apreciado por vários escritores e artistas do país.

"Os chineses que verdadeiramente amam a literatura, gostam muito de Pessoa", revelou Cheng Yisheng, doutorado em literatura e professor na Universidade de Henan, em entrevista à agência Lusa.

Cheng, que publicou já vários poemas de Alberto Caeiro traduzidos a partir do inglês, lembrou que a obra de Pessoa "une a poesia e a reflexão, algo raro na poesia chinesa, que tende a ser mais emotiva ou narrativa".

"Ele faz uma análise muito acertada sobre como se sentem as pessoas em ambientes urbanos. É um poeta profundo, muito à frente do seu tempo e que compreende o homem moderno", contou.

Com uma pontuação de 9 pontos, numa escala de 0 a 10, no Douban, um portal chinês de crítica literária e cinematográfica, a obra mais popular de Pessoa é "O Livro do Desassossego", assinada pelo heterónimo Bernardo Soares, revela o Global Times.

O jornal destaca ainda a crescente oferta de cursos de língua portuguesa no continente chinês, onde 25 universidades incluem hoje licenciaturas em português.

Também vários eventos com artistas portugueses vão realizar-se ao longo de 2019 na China, incluindo festivais de cinema, literatura, teatro ou música, em paralelo com o ano da China em Portugal, num programa pensado pelos dois governos.

"A cultura é um instrumento fundamental para aproximar os povos, dialogar e criar emoções conjuntas", frisou à Lusa o embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte.

"Este será um ano que reforçará em muito a visibilidade do grande talento dos portugueses junto da opinião publica chinesa", disse.

Este ano celebra-se o 40.º aniversário desde que Portugal e a República Popular da China estabeleceram relações diplomáticas, em 08 de fevereiro de 1979. In “Sapo Timor-Leste” com “Lusa”

sábado, 2 de março de 2019

China - Praça ao estilo português abre este ano em Hengqin

A Praça “Ponto”, uma construção ao estilo “neo-manuelino”, será inaugurada no final deste ano na Ilha da Montanha, garante a empresa gerida por David Chow



O projecto de investimento de empresas de Macau em Hengqin está concluído e será inaugurado no final deste ano, confirmou a “Macau Legend Development” que organiza hoje uma visita à praça denominada “PONTO”.

Desenhada ao estilo “neo-manuelino”, pelo atelier do arquitecto Carlos Marreiros, a praça ocupa uma área superior a 130 mil metros quadrados estando ligada ao território através do posto fronteiriço da Ilha da Montanha (aberto 24 horas).

“PONTO é o primeiro mega-complexo em Hengqin, com um valor de investimento superior a 1,6 mil milhões de yuans. PONTO está estrategicamente localizado em Hengqin […] e irá oferecer mais de 300 lojas que providenciarão aos visitantes compras, restauração e entretenimento diversificado”, refere a Macau Legend Development, empresa co-presidida por David Chow.

Em Março de 2014 na cerimónia de lançamento da primeira pedra do empreendimento, foi anunciado que o projecto englobaria um conjunto de grande dimensão constituído por uma praça que liga o edifício principal, preenchido por áreas comerciais, spa, cinema 3D, entre outras instalações e duas alas secundárias, fundamentalmente para restauração. A grande praça terá calçada à portuguesa, todo o conjunto foi inspirado no estilo manuelino e a abertura chegou a estar planeada para 2016. Já em 2014 foi assinado um acordo de financiamento com o Banco ICBC, de Hong Kong, prevendo a concessão de um empréstimo de 680 milhões de dólares de Hong Kong numa primeira fase.

A “Macau Legend Development” revelou num comunicado à Bolsa de Hong Kong que chegou a acordo para comprar 21,5% da “Lai Ieng Investment” que está a desenvolver o projecto na Ilha da Montanha. O projecto já era maioritariamente controlado pelo director executivo da “Macau Legend”, David Chow. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sexta-feira, 1 de março de 2019

China - Liderança em nova capacidade eólica offshore instalada em 2018

Com nova capacidade China superou mesmo o Reino Unido e a Alemanha no esforço desenvolvido em 2018

A China foi o país que mais capacidade energética eólica offshore instalou em 2018, de acordo com um estudo da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado recentemente e citado pela Safety4Sea.

Com uma capacidade instalada de 1,8 GiggaWatts (GW) em 2018, a China superou mesmo o Reino Unido (1,3 GW) e a Alemanha (0,9 GW), num mercado que cresceu 0,5% e atinge agora 23 GW. O estudo revela também que em 2018, a capacidade de toda a energia eólica instalada a nível global foi de 51,3 GW. Com este acréscimo, a capacidade global instalada em energia eólica passou para 591 GW.

Neste sentido, o GWEC prevê que se os Governos continuarem comprometidos em projetos e investimentos, a Ásia instalará anualmente 5 GW ou mais de capacidade.

Além disso, o relatório prevê que as novas instalações atinjam 55 GW ou mais anualmente, até 2023. Um volume estável que se prevê que derive da Europa e dos Estados Unidos, enquanto um crescimento importante será impulsionado pelos mercados em desenvolvimento no Sudeste Asiático e no mercado offshore global.

“2018 foi um ano positivo para a energia eólica em todos os principais mercados, com a China na liderança do crescimento onshore e offshore. Prevemos, por isso, um enorme crescimento na Ásia na próxima década, como parte da mudança contínua da Europa para a Ásia como a região determinante para o desenvolvimento eólico”, referiu Ben Backwell, CEO do GWEC. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

Macau - Os rostos portugueses deixados na Ásia, fotografados por João Palla

O arquitecto João Palla está há dois anos a fotografar os rostos luso-descendentes herdados pela Ásia ao longo dos séculos e vai, no próximo mês, mostrar as caras dos macaenses na Universidade de Aveiro. A exposição “Retratos de Luso-Asiáticos de Macau” acontece a propósito de um congresso sobre as relações entre Portugal e a China. Para João Palla, os rostos dos macaenses mostram bem “a mistura entre a cultura chinesa e a cultura portuguesa”



Serão 19 os rostos dos macaenses a ser expostos na Universidade de Aveiro entre os dias 13 e 15 de Março. Além desses, haverá ainda lugar para outras 80 fotografias, em formato reduzido. Esta exposição dos rostos macaenses é uma parte do trabalho desenvolvido por João Palla ao longo de dois anos, em que vem fotografando as feições deixadas pelos portugueses em toda a Ásia. “O que me interessou foi constatar que embora passados 300, 400 ou 500 anos, os rostos nestas comunidades luso-descendentes são ainda diferenciados, o que dá como resultado rostos muito interessantes e muito bonitos”, explica o arquitecto ao Ponto Final.



Esta é uma “mini-exposição”, como descreve João Palla, que surge no contexto do 2.º Congresso Internacional da Universidade de Aveiro e que tem por tema “Diálogos Interculturais Portugal-China”. Para ilustrar as relações entre Portugal e a China, nada melhor do que apresentar os rostos dos luso-descendentes de Macau: “Fazia sentido mostrar os luso-asiáticos especificamente de Macau, é a mistura entre a cultura chinesa e a cultura portuguesa”. Em Aveiro serão apresentadas 19 fotografias em formato grande e outras 80 em formato mais reduzido. “Os rostos têm uma sequência, tenho pessoas da mesma família, tenho pais, filhos e netos. Achei interessante colocar diferentes gerações na exposição. Por outro lado, tenho pessoas mais idosas, a crianças, jovens e adultos, mulher e homens. Tenho um bocadinho de tudo. Apesar de serem somente 19 fotografias, tentei que tivessem o maior espectro possível”, explica o arquitecto, que desde 1982 tem vivido entre Macau e Portugal.

As fotografias dos traços macaenses inserem-se num projecto mais alargado de João Palla, que anda há dois anos a fotografar as faces dos luso-descendentes na Ásia, desde o Myanmar à Indonésia, passando pela Tailândia. No total, serão mais de 500 os retratos feitos pelo arquitecto inseridos neste projecto. “Esta exposição centra-se só nos luso-descendentes de Macau, apesar de já ter registos de outros sítios, como o Myanmar, como Goa, na Tailândia também há comunidades de luso-descendentes que são diferentes, Indonésia, Malaca”, exemplifica, salvaguardando que “este projecto ainda não acabou”. “Ainda há sítios que eu quero visitar, falta-me ir a Timor-Leste e falta-me ir às Flores”, ilha indonésia a Leste de Java, onde os portugueses se estabeleceram no início do séc. XVI.



João Palla explica que foi no Myanmar que o projecto nasceu. “Este projecto começou no Myanmar, numa viagem que fiz a umas aldeias que existem no Norte do Myanmar de luso-descendentes. Nem levava em ideia fazer este projecto”, conta, lembrando: “Estive dois ou três dias nessa aldeia e fotografei umas dezenas de pessoas quase involuntariamente. É interessante ver a fisionomia do rosto das pessoas, essas pessoas são identificadas não propriamente como birmaneses, eles já vêm com estas misturas desde há muitos séculos e ainda se notam hoje em dia. Foi isso que me interessou, essa diferença na fisionomia”.

“O que me inspira é a beleza humana, é a constatação de que, independentemente das guerras e das vicissitudes da história, passados 500 anos, estas comunidades mantêm uma coesão e os seus traços identitários, neste caso, fisionómicos. Foi só mesmo isso que me interessou captar”, conta o arquitecto, sublinhando: “O que me interessou foi constatar que, embora passados 300, 400 ou 500 anos, os rostos nestas comunidades luso-descendentes são ainda diferenciados, o que dá como resultado rostos muito interessantes e muito bonitos. Fiquei apaixonado pela beleza humana desta história”.



Apesar do projecto, João Palla não se considera fotógrafo: “Não me considero fotógrafo e normalmente uso a fotografia para apoio do meu trabalho enquanto arquitecto. Fotografar rostos é uma coisa complicada, isto foi uma aventura no campo dessa especificidade na fotografia, eu nunca o tinha feito”. “Vejo isto como uma experiência e como uma recolha, não vejo como um trabalho artístico fotográfico, nesse sentido mais intelectual da coisa”, acrescenta.

João Palla é neto de Victor Palla, fotógrafo reconhecido internacionalmente pelo livro de fotografia “Lisboa, Cidade Triste e Alegre”, em co-autoria com Costa Martins. Questionado sobre se o interesse pela fotografia vem do avô, João Palla respondeu que “talvez um bocadinho, sim”. “Mas não penso muito nisso, ele é uma referência para mim, mas isso não impede de eu seguir o caminho que acho que tenho de fazer, independentemente daquilo que ele fez”, diz, recordando que também Victor Palla fez retrato: “Ele também fez retratos, tem piada, sobretudo de pessoas do círculo de amigos dele, que nunca mostrou, nunca publicou. Eram retratos mais intimistas, de amigos e família”. Questionado sobre se teve em conta esses retratos neste seu projecto, João Palla diz que “não, são premissas completamente diferentes”. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Guiné-Bissau – Forças Armadas recebem presente da República Popular da China

O Governo da República Popular da China ofereceu na passada quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019, às Forças Armadas da Guiné-Bissau, seis (6) máquinas agrícolas nomeadamente, tratores de lavoura, máquinas debulhadoras-cheiradora de arroz e milho, máquina bulldozer, pá escavadora, carregador de rodas e grade-charrua e cinco (5) máquinas de construção civil a fim de melhorar a produção do arroz.

A cerimónia da entrega dos materiais foi presidida pelo embaixador da China acreditado no país e decorreu no Estado Maior General das Forças Armadas, em Amura. Eduardo Costa Sanhá, Ministro da defesa nacional, disse que o cumprimento do papel das forças armadas em tempo de paz torna-se mais evidente quando as suas estruturas dispõem de condições necessárias para executar o papel que lhes é reservado pela Constituição da República e demais instrumentos jurídicos que regulam o seu funcionamento.

Aquele responsável assegurou que o apoio vai permitir às estruturas das forças armadas responder objetivamente aos desafios da modernização da produção e da engenheira militar, contribuindo assim na redução dos gastos do erário público para com as forças armadas.

Por seu lado, o Embaixador da República Popular da China, Jin Hong Jun, informou que as duas forças armadas, as da Guiné-Bissau e as China, têm uma relação muito antiga que começou desde os primórdios da luta de libertação, baseadas em profunda amizade, razão pela qual, após a independência, a China tem apoiado firmemente a Guiné-Bissau e troca continua de visitas de alto nível e na formação de quadros.

“A China é amiga e irmã da Guiné-Bissau, daí quando soubemos que as forças armadas guineenses estão com falta de maquinaria agrícola e de construção, respondemos pronta e positivamente à demanda do General Biaguê Nam Tam, trazendo 6 máquinas agrícolas e de construção civil. Estamos convencidos que estas máquinas vão contribuir positivamente para dar mais um passo firme em termos da fortificação das ações desenvolvidas”, espelhou. 

O Chefe de Estado das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Biaguê Nam Tam, garantiu que os materiais agora recebidos serão usados de forma cautelosa e racional, permitindo assim uma boa gestão dos mesmos. Adiantou ainda que neste momento as forças armadas guineenses dispõem de três campos agrícolas nomeadamente, Fá-Mandinga de 130 hectares, Bedinga Na Nhasse de 60 hectares e campo de Salato.

Importa salientar que os materiais agrícolas e de construção oferecidos pelo governo chinês foram orçados no valor de 385 milhões de franco CFA. Aguinaldo Ampa – Guiné-Bissau in “O Democrata”

Internacional - Relações Portugal-China marcam congresso em Aveiro

Os temas centrais das relações bilaterais entre Portugal e a República Popular da China vão estar abertos a debate com uma perspectiva internacional. Em Março decorrerá na Universidade de Aveiro a segunda edição de um congresso cujas atividades vão de exposições a análises sobre o impacto económico global da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”



Entre os dias 13 e 15 de Março realiza-se na Universidade de Aveiro a segunda edição do congresso internacional “Diálogos Interculturais Portugal-China”. O programa revela uma passagem por acontecimentos históricos, como os 40 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a República Popular da China (RPC), mas também se foca em pontos chave das relações entre os dois países na actualidade.

De resto, os 70 anos da proclamação da República Popular da China e os 20 anos da transferência de soberania de Macau são datas que a iniciativa pretende também assinalar. Organizado pelo Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, em parceria com outros departamentos da mesma instituição de ensino superior, o evento conta com personalidades internacionais para conferências, quatro painéis temáticos, exposições e workshops, entre outras actividades.

Entre os oradores dos debates encontram-se nomes conhecidos de Macau, como Carlos André, cuja intervenção se intitula “Má fortuna a Oriente: Camões em dois romances contemporâneos”, apresentando também a exposição “Deambulações pela China”, José Luís de Sales Marques, que vai abordar “O lugar de Macau no contexto actual da Política Externa da RPC”, ou os investigadores António Aresta e Beatriz Basto da Silva, com apresentações sobre “A presença de Confúcio na cultura portuguesa” e “Macau e os Labirintos da História”, respectivamente.

Caio César Christiano, do Instituto Politécnico de Macau, também vai estar presente para abordar o tópico “Falâ Portuguesado: Percepções sobre a língua portuguesa entre a comunidade maquista”. O professor está a desenvolver um estudo, acompanhado por uma outra docente que desenvolve os trabalhos junto com os participantes que falam cantonês, no qual procura perceber a importância da língua portuguesa para a identidade macaense.

“É um tema que suscita, sim, interesse. Porque o tema identitário dentro da sociolinguística e da análise do discurso é bastante importante. Obviamente estamos a falar de uma comunidade extremamente pequena, então não vai haver o mesmo interesse que comunidades muito maiores, como a diáspora portuguesa. Mas a simples presença de macaenses em Hong Kong, no Brasil, nos EUA, desperta o interesse de pesquisadores locais que dialogam sobre isso”, comentou à Tribuna de Macau.

Trabalhar com a comunidade macaense e o seu português pareceu-lhe “essencial neste momento”, que considera estar em transição, uma vez que há uma geração que cresceu a estudar português, mas já surge uma outra que muitas vezes se afastou da língua.

Actualidade marca painéis temáticos

Nos painéis temáticos dá-se um enfoque maior aos temas de relevância nas relações bilaterais entre os dois países. O primeiro é sobre a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, na qual Portugal tem procurado participar activamente. Nele pretende-se debater a relevância da iniciativa, bem como compreender o seu significado e impacto na economia global e nas relações entre os povos, nomeadamente entre a China, Portugal e os países de língua oficial portuguesa.

O ensino da língua também não foi esquecido, com o segundo tema em debate intitulado “Diálogos entre Línguas: Literatura, Tradução e Ensino”. Pretende-se aqui dar conta dos esforços de ensino das duas línguas, bem como da tradução nos dois sentidos, é explicado no programa. Por outro lado, ressalva-se que a China está presente na literatura portuguesa tanto em resultado das viagens dos navegadores portugueses como pela passagem de escritores ao longo do último século por Macau.

“Constitui, portanto, um tema de investigação o modo como os escritores portugueses têm percepcionado a cultura chinesa. De igual modo, afigura-se desafiador tentar perceber a visão que os chineses transmitem de Portugal”, é descrito na página online.

A cultura e o turismo constituem outro ponto chave, pretendendo-se uma análise dos testemunhos culturais da presença dos Portugueses na China e abordar o desenvolvimento das formas de turismo e lazer. Por outro lado, sobre os diálogos artísticos vai dar-se a conhecer projectos desenvolvidos nos domínios da música, do teatro, da dança, do audiovisual, da multimédia e do design. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Lusofonia – As cidades do Porto e de Macau juntas para “aprofundar relações”



O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, reuniu-se na segunda-feira com o presidente da Câmara do Porto e “amigo de Macau”, Rui Moreira, com o autarca a admitir querer “aprofundar as relações” entre as duas cidades, geminadas desde 1991.

A visita de Alexis Tam ao Porto surgiu no âmbito das celebrações dos 40 anos do retomar das relações diplomáticas entre Portugal e a China e, após a reunião bilateral, seguiu-se uma actuação cultural desempenhada pela delegação de Macau, composta por alunos de 16 escolas, desde um grupo de artes marciais até um grupo de ópera chinesa de Cantão, com o objectivo de fazer “actuações no Porto”, algo que Alexis Tam considerou ser “uma grande honra”.

“Este ano é importante para a China e Portugal, porque se celebram 40 anos do estabelecimento da boa relação diplomática entre a China e Portugal. Para nós, a amizade já existe há muitos anos. Por exemplo, Macau e o Porto têm uma amizade, é uma cidade geminada desde 1991 e, para nós, esta amizade é preciosa. Utilizando a expressão portuguesa de quanto mais velho é o vinho, melhor é. Com a amizade é igual”, afirmou à Lusa.

O responsável revelou ainda que os temas abordados na reunião com Rui Moreira foram “a cooperação e o futuro na área do turismo, porque Macau e Porto são cidades turísticas, também Património Mundial da Unesco”, admitindo que ainda se podem “desenvolver as áreas do turismo, atividades culturais, assim como a educação, saúde e desporto”.

Já o autarca portuense indicou que “a visita ainda está a decorrer” e que haverá uma nova conversa, mas sublinhou a utilidade da reunião que serviu para “discutir agendas comuns” que existem há muitos anos, “nomeadamente na área do turismo e cultura”. “A visita do Presidente chinês, Xi Jinping, a Portugal foi um momento único que vai ser replicado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na visita à China [em Abril] e que irá passar por Macau. Tudo isto tem contribuído para esta afirmação que existe de Portugal na China, em Macau, em particular”, revelou Rui Moreira.

Considerou ainda que, a “velha aliança com Macau”, tem aberto as portas do Porto para a China, com “protocolos importantes de colaboração com Shenzhen que só foram possíveis através da mediação de Macau” e que são “importantes para a região”, porque se abrem “novas perspectivas” às universidades e trabalhadores portuenses. “Gostava que esta relação pudesse ser mais aprofundada na parte da cultura. Hoje tivemos uma actividade cultural interessante. Na parte da educação, gostava que fossem feitas mais coisas, espero que haja essa abertura e é isso que vamos falar logo à noite”, admitiu o presidente da câmara.

Para o autarca, os benefícios que o Porto colhe da relação com Macau têm a ver com o turismo, visto que o território chinês “é um ponto de promoção do Porto como cidade geminada”, explicando que essa presença portuense se transmite, “não só no mercado macaense, mas também para os mercados limítrofes, numa zona da China que é a mais rica do país”.

“Aproveitando também a presença do Presidente da República de Portugal em Macau, gostaria que levássemos alguma coisa no plano cultural. Estivemos em Pequim, no dia 10 Junho, com a Orquestra Barroca da Casa da Música, foi um extraordinário sucesso, teve um impacto incrível e gostava que alguma coisa fosse feita mais no âmbito dos jovens, gostava de levar lá a Orquestra Juvenil da Bonjóia para retribuir esta visita aqui”, finalizou o autarca, referindo-se à comitiva macaense. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

China – Relações bilaterais com Portugal “vão de vento em popa”

O principal jornal oficial chinês de língua inglesa assinala na primeira página o 40.º aniversário das relações diplomáticas Portugal-China, citando a vontade expressa pelos chefes de Estado dos dois países em impulsionar os laços bilaterais



Na edição de fim-de-semana, o China Daily destacou o compromisso do Presidente chinês, Xi Jinping, e do homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, em "fazerem esforços concertados para impulsionar as relações bilaterais, visando beneficiar os dois países e os dois povos".

Portugal e a República Popular da China estabeleceram relações diplomáticas a 08 de fevereiro de 1979.

As relações bilaterais ficaram marcadas, nas primeiras duas décadas, pelo processo de transição de Macau para a soberania chinesa, mas, nos últimos anos, voltaram-se a intensificar, à medida que o país asiático se tornou num dos principais investidores em Portugal.

Na mensagem congratulatória enviada ao homólogo português, e citada pelo China Daily, Xi Jinping referiu que, nos últimos 40 anos, os dois países "têm promovido o desenvolvimento saudável dos laços bilaterais, no espírito do respeito mútuo".

Portugal e China "tratam-se com igualdade e beneficiam de uma cooperação assente em benefícios para ambos", afirmou o chefe de Estado chinês.

Xi destacou ainda o processo de transição de Macau para a soberania chinesa.

"Os dois lados estabeleceram um bom exemplo sobre como resolver questões herdadas da História através de consultas amigáveis", realçou.

O líder chinês destacou ainda o aumento das visitas de alto nível, desde que, em 2005, Lisboa e Pequim estabeleceram uma Parceria Estratégica Global, visando reforçar a cooperação nos domínios político, economia, língua, cultura e educação, ciência e tecnologia, justiça e saúde.

"A confiança política mútua foi aprofundada e resultados foram alcançados em várias áreas", escreveu.

Xi, que realizou, em dezembro passado, uma visita de Estado a Portugal, afirmou estar pronto para trabalhar com Marcelo Rebelo de Sousa para que o 40.º aniversário sirva como um "novo ponto de partida" para "elevar as relações bilaterais para um novo nível".

Segundo o China Daily, também o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, trocou mensagens congratulatórias com o homólogo António Costa.

Fundado no início da década de 1980, depois de o Partido Comunista Chinês ter adotado a política de "Reforma Económica e Abertura ao Exterior", o China Daily é o mais antigo jornal oficial chinês de língua inglesa, com edições diárias no continente, em Hong Kong e nos Estados Unidos, e edições semanais para a Europa e África. João Pimenta – Portugal in “Lusa Macau 20 anos”