Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Internacional - PIB-PPC: Estas serão as maiores economias do mundo em 2026, segundo o FMI

Dados do World Economic Outlook mostram protagonismo do Sul Global na economia mundial


Os dados mais recentes do World Economic Outlook, divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro de 2025, revelam uma mudança estrutural profunda na economia global. Considerando o PIB em Paridade do Poder de Compra (PPC) — indicador que mede o tamanho real das economias ao levar em conta o custo de vida interno —, o ranking de 2026 confirma que o eixo do crescimento mundial já não está concentrado no Ocidente.

A China permanece como a maior economia do planeta em termos reais, respondendo por 19,84% do PIB mundial. Mesmo com uma desaceleração gradual, o país mantém uma liderança sólida baseada em mercado interno robusto, cadeia industrial completa e forte presença no comércio global. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 14,52%, ainda como potência central, mas com peso relativo em declínio frente às economias emergentes.

O grande destaque do ranking é a Índia, que já concentra 8,73% da economia mundial, consolidando-se como a terceira maior economia do planeta. A combinação entre demografia favorável, expansão industrial e crescimento do consumo interno sustenta a ascensão indiana no longo prazo.

A Rússia ocupa a quarta posição, com 3,35% do PIB global, à frente de todas as grandes economias europeias. O resultado evidencia a capacidade do país de reorganizar sua economia apesar das sanções ocidentais, ampliando laços comerciais com a Ásia, o Oriente Médio e o Sul Global.

Entre as economias tradicionais, Japão (3,16%), Alemanha (2,89%), França (2,12%) e Reino Unido (2,10%) seguem relevantes, mas com participação cada vez menor no PIB mundial, reflexo de baixo crescimento, envelhecimento populacional e limitações estruturais.

Dois países do Sul Global reforçam a mudança de eixo econômico: a Indonésia, com 2,44%, e o Brasil, com 2,35%, figuram entre as dez maiores economias do mundo. No caso brasileiro, o desempenho reflete o peso do mercado interno, do agronegócio e a maior integração com os países do BRICS.

Os números do FMI confirmam que o século XXI é marcado pela consolidação de um mundo multipolar, no qual o protagonismo econômico se desloca de forma acelerada para a Ásia e o Sul Global. Yuri Ferreira – Brasil in “Revista Fórum”


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Macau - Considerado o segundo território mais rico do mundo, o primeiro lugar pertence ao Luxemburgo

Macau ficou em segundo lugar da lista dos países e territórios mais ricos do mundo, compilada pela revista Forbes. A lista é feita com base no cruzamento dos valores do PIB per capita com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC) e diz que esse índice na RAEM é agora de 134,140 dólares norte-americanos. O primeiro lugar desta lista pertence ao Luxemburgo


Macau é o segundo território mais rico do mundo, segundo a lista compilada pela Forbes, estando apenas atrás do Luxemburgo. A lista, que tem por base o cruzamento dos valores do PIB per capita com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC) de cada economia mundial, estimado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), foi divulgada ontem pela revista.

Macau está, então, na segunda posição, com 134,140 dólares norte-americanos e com um crescimento anual do PIB na ordem dos 13,9%, constata a Forbes. O Luxemburgo supera Macau com 143,740 dólares, apesar do crescimento anual de 1,3%.

A Forbes detalha que Macau tem, neste momento, um PIB de 54,68 mil milhões de dólares norte-americanos e uma população de 695,168 pessoas. A riqueza de Macau “provém principalmente dos seus mais de 40 casinos, o que a torna um dos principais destinos turísticos do mundo. Macau foi a primeira e última colónia europeia na Ásia”, descreve a Forbes, acrescentando que, “apesar de ter sofrido um tremendo golpe durante a crise da Covid-19 devido às restrições de viagem e aos frequentes confinamentos, a economia está a recuperar rapidamente graças à sua abordagem capitalista distinta, que difere das leis da China continental”.

Neste ranking, a Irlanda está na terceira posição, com a cifra de 133,900 dólares. Singapura e o Qatar fecham o top-5. Taiwan está em 14.º lugar e Hong Kong no 15.º.

No ano passado, um estudo levado a cabo pela revista Global Finance colocava Macau no quinto lugar dos territórios mais ricos do mundo. A RAEM ultrapassou o Qatar em 2014, e esteve em primeiro lugar até ser ultrapassada pelo Luxemburgo em 2019, caindo depois a pique durante a Covid-19 para 16.º lugar. Depois da reabertura das fronteiras, a posição de Macau voltou a subir, dizia a Global Finance na altura.

No mês passado, recorde-se, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgou os resultados do Inquérito às Despesas e Receitas Familiares, que mostram que, em Macau, o rendimento médio mensal por agregado familiar, incluindo os rendimentos do emprego, os rendimentos de propriedade, as transferências monetárias e as transferências não monetárias, está actualmente nas 58.835 patacas. Já o rendimento mensal per capita – receita média mensal do agregado familiar dividida pelo número médio de membros por agregado -, situa-se nas 20.815 patacas. André Vinagre – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Macau - Estudo coloca a RAEM no quinto lugar das regiões mais ricas do mundo

A revista Global Finance publicou um estudo onde Macau aparece em quinto lugar dos territórios com maior PIB per capita do mundo. Em 2023, a RAEM subiu no ranking, ficando apenas atrás de outros pequenos territórios com grandes economias como a Irlanda, o Luxemburgo, Singapura e o Qatar


A RAEM ultrapassou o Qatar em 2014, e esteve em primeiro lugar até ser ultrapassado pelo Luxemburgo em 2019, caindo depois a pique durante a Covid-19 para 16.º lugar. Isto até as fronteiras reabrirem e chegarmos a 2023: Macau, apesar de ter vivido vertiginosas oscilações, está agora no 5.º lugar das regiões mais ricas do mundo, revelou um estudo elaborado pela revista financeira Global Finance.

O estudo, que analisa o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o cruza com os valores da Paridade de Poder de Compra (PPC), que leva em consideração a inflação e custo de vida local, refere que o território este ano capitalizou em 89,558 dólares norte-americanos. “Há apenas alguns anos, muitos apostavam que a Las Vegas da Ásia estava a caminho de se tornar na região mais rica do mundo”, recordou o mesmo artigo, acrescentando que a “região administrativa especial da República Popular da China tem visto a sua riqueza crescer a um ritmo espantoso”.

O mesmo texto comentou que a região se tornou numa “máquina de fazer dinheiro”, até a máquina “começar a perder dinheiro em vez de o ganhar” durante a pandemia. Nessa altura, com o fecho das fronteiras, “Macau chegou mesmo a sair do ranking dos dez países mais ricos”, lembrou. No entanto, a RAEM está “lentamente a regressar à normalidade”, mesmo apesar de, curiosamente, ter sido o único país da lista com um actual poder de compra per capita inferior ao da pré-pandemia: em 2019, este era de cerca de 125 mil dólares em 2019, e agora, em 2023, ainda tem uma redução de mais 35 mil dólares.

Em primeiro lugar da classificação, está a Irlanda, com um PIB/PPC per capita de 145.196 dólares, seguida de perto pelo Luxemburgo, com 142.490 dólares. A cidade-Estado de Singapura ocupa o terceiro lugar, com 133.895 dólares, e o Qatar o quarto lugar com 124.848 dólares. Quanto a Hong Kong, a região vizinha ficou em 12.º lugar, com 74.598 dólares. A China ficou classificada em 77.º lugar (23.382), e Portugal em 45.º lugar (44,708).

De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, o PIB de Macau registou uma expansão anual de 116,1% no terceiro trimestre de 2023. Este crescimento foi impulsionado pelas exportações de serviços, nomeadamente nos sectores do jogo e do turismo, que registaram taxas de crescimento de 781,4% e 255,4%, respectivamente. A produção económica global da cidade para os primeiros três trimestres de 2023 voltou a 77,4% em comparação com o mesmo período de 2019.

A Associação Económica de Macau afirmou há um mês que as perspectivas da economia de Macau “continuam a ser positivas” e que o desempenho económico global de Macau para este ano poderá ser ainda melhor do que a previsão feita recentemente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em que se antevê que a taxa de crescimento do PIB para 2023 seja superior a 74,4%, atingindo 38,48 mil milhões de dólares, o que corresponde a 69,7% dos 55,21 mil milhões de 2019. A organização internacional estimou ainda que o PIB de Macau só ultrapasse o nível pré-epidémico em 2025. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”