Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Brasil - Golpe, invasão e roubo de nossas terras raras

Infelizmente não tenho bola de cristal e não posso prever o futuro, mas, com base em certas evidências, podemos imaginar certos riscos próximos à democracia e à soberania brasileiras. A existência desses riscos decorre da tolerância mantida com relação a certos políticos dispostos a traírem o país em favor dos Estados Unidos e aceitarem desempenhar funções de lacaios, em troca de terem apoio para instaurar uma ditadura familiar, uma dinastia, e assim desfrutarem do poder.

Ainda recentemente, o candidato Flávio Bolsonaro confirmou sua vocação golpista ao afirmar que libertará imediatamente seu pai, preso por tentativa de golpe, e reagirá contra o STF se seus ministros quiserem impedir essa libertação em nome de inconstitucionalidade.

Faz alguns dias, afirmou com seu sorriso cínico, que seu pai subirá com ele a rampa do Planalto na posse como presidente.

Diante dessa declaração, o jornalista e crítico político Reinaldo Azevedo disse, no canal Metrópoles, querer ter mais detalhes. Como seu pai poderá subir a rampa sem ter sido libertado e como Flávio poderá libertar seu pai antes de ser empossado? Ora, só depois de eleito Flávio poderia decretar o indulto e, mesmo assim, teria de esperar a reação do STF! Ou Flávio estaria programando um golpe logo depois das eleições, ou mais precisamente, logo depois de sua derrota nas eleições?

E outra: num encontro para o qual foram convidados embaixadores e representantes de diversos países, Flávio Bolsonaro veio com a velha história de urnas não seguras, defendida pelo pai e que lhe custou a inelegibilidade: a de que a Smartmatic, empresa venezuelana fabricante das urnas eletrônicas, não garante invulnerabilidade. Por que teria repetido o mesmo argumento já desmentido? Sua expectativa é a de que o Tribunal Superior Eleitoral, agora dirigido pelo ministro Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, aceite a história das urnas não seguras e crie um caos logo após a apuração, na hipótese mais provável de ser derrotado?

São três narrativas golpistas ou mesmo três projetos golpistas fadados ao fracasso, piores e menos consistentes que o plano golpista paterno. Mas aqui poderia entrar um apoio inexistente na derrota de Jair Bolsonaro: em lugar de apelar às Forças Armadas como costuma ocorrer nos países sul-americanos, Flávio e seu irmão Eduardo, mais o foragido neto de ditador, Paulo Figueiredo estariam negociando uma intervenção norte-americana no Brasil, a pretexto a priori de ter havido eleições fraudulentas, tema preferido do presidente Donald Trump. Um golpe rápido capaz de impedir reações e evitar uma guerra civil, perto do modelo aplicado na Venezuela. Para isso contariam com o apoio dos Estados governados por bolsonaristas e suas estruturas policiais e militares. O apoio de São Paulo e Estados sulistas seria decisivo, junto com o apoio religioso evangélico.

Si non è vero è bene trovato, como diria o filósofo Giordano Bruno, queimado pela Inquisição em 1600.

Descrevemos o quadro e os riscos, mas ficaria a pergunta: por que os EUA endossariam a intervenção e apoiariam o golpe?

Razões existem e seria bom ficarmos alertas. A imprensa francesa deu eco aos temores brasileiros do uso da força militar e a Agência France Presse e o jornal Le Figaro não deixaram por menos: "O Brasil se inquieta quanto ao risco dos EUA recorrerem à força militar no seu território, depois que Washington classificou como organizações terroristas dois grupos criminosos brasileiros". Na verdade, essa classificação é pretexto para justificar qualquer intervenção norte-americana no Brasil, mesmo porque, diz o jornal, "a oposição de direita saudou a decisão de Washington".

E por que tanto interesse pelo Brasil?

Antes já havia muitos países de olho nas riquezas da Amazônia. Agora, isso continua, mas reforçado com a cupidez pelas chamadas terras raras. E o jornal suíço Le Temps sintetiza bem essa ganância no título de primeira página - "O Brasil no centro de uma guerra fria econômica entre a China e os Estados Unidos por suas terras raras".

O texto trata do controle da sociedade mineira e de minerais Terra Brasil Minerals pelos EUA e Emirados Árabes com a participação da Inglaterra, Canadá, Austrália e União Europeia para a exploração de terras raras no Brasil, com o objetivo de concorrer com a China, detentora das maiores jazidas dessas terras.

O Brasil possui grandes jazidas mas é um simples exportador dessa matéria-prima, como ocorre com o ferro e a soja. O Brasil sabe extrair mas não tem o controle do processo que permite transformar a rocha em tecnologia e a tecnologia em soberania, comenta o jornal. E dá um exemplo, o lítio bruto exportado por 800 dólares a tonelada é importado, já transformado em hidróxido de lítio, por 8000 dólares.

O Brasil quer ter sua soberania nesse setor, mas a ganância norte-americana por essas terras pode criar mudanças políticas e fazer o Brasil continuar como simples exportador. Isso é o que tramam os chamados patriotas, na verdade traidores da pátria políticos e entreguistas de nossas riquezas. É o limiar de uma luta pela soberania e controle das terras raras como foi a luta da Petrobras pelo petróleo e que os patriotas também querem privatizar. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins, é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Brasil - Master vai acabar em pizza como Boi Gordo?

O golpe do Banco Master terminará em pizza e Daniel Bueno Vorcaro vai rir da nossa cara, enquanto estiver tomando seu uísque à beira-mar de um resort de renome, curtido só por milionários?

Ao seu lado, poderá estar gargalhando até do nosso Judiciário um de seus prováveis inspiradores, Paulo Roberto de Andrade, famoso por um golpe de mais de 2,5 bilhões, não em ministros, políticos e bancos mas em 34 mil pequenos investidores da classe média.

O professor Marcos Assi, no seu site e também na revista Exame, foi mais longe, e publicou os 6 golpes financeiros que enganaram milhares de investidores em todo mundo. Ficou faltando, por ser mais recente, o sétimo golpe, o do Banco Master, no qual existe uma diferença marcante: os maiores lesados não foram apenas pequenos e médios investidores, mas fundos de pensão, municípios, até Estados e empresas de capital aberto, com envolvimento direto ou indireto de políticos e até de importantes juristas, num total astronômico calculado em 10 bilhões de dólares.

E, nessa coletânea de golpes, há uma exceção saltando aos olhos - o trambiqueiro Paulo Roberto de Andrade, criador e gestor da pirâmide ou safadeza das Fazendas Reunidas Boi Gordo, nunca foi preso, depois de um habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal de Justiça. Depois da programada delação, Daniel Vorcaro também sairá livre e poderá comemorar com seus amigos que viajavam no seu avião?

Mais de vinte anos depois da falência do Boi Gordo, a Justiça se arrasta na venda das fazendas tomadas de Andrade, cujo total serviria para indenizar parcialmente os investidores lesados. Quem conta com pessimismo é o advogado de muitos dos lesados, Aurélio de Almeida Paiva.

E, embora grande parte dos investidores tenham enviado seus investimentos em dólares para Miami, até hoje a Justiça brasileira, encarregada da falência, não pediu aos Estados Unidos o retorno total desses investimentos ao Brasil.

Diante do escândalo do Banco Master, me lembrei da falência das Fazendas Reunidas Boi Gordo e quis fazer um paralelo. Achei um resumo no site do agronegócio, o Notícias Agrícolas, e só no momento de copiar o link percebi ser texto meu publicado em 2009, no Correio do Brasil! Um texto de descrença e pessimismo na Justiça brasileira, bem evidente já no título: "Dono da Boi Gordo rico, feliz e livre".

O "empresário" Paulo Roberto de Andrade tinha sido processado por crime falimentar e condenado a três anos de prisão pela 13. Vara Criminal de São Paulo. Mas seu advogado entrou com um habeas corpus para Andrade aguardar em liberdade o fim do processo. E o ministro Og Fernandes, da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, concedeu a liminar alegando que o "TJ paulista não podia determinar a prisão, antes do trânsito em julgado da sentença".

Enfim, o Superior Tribunal de Justiça anulou a ação penal contra Paulo de Andrade e reconheceu a prescrição do processo, resumiu o jornal gaúcho Gazeta do Povo, na edição de 13 de agosto de 2009.

Mas acrescentou um parágrafo bem elucidativo: "É a pizza. Fazer o quê?, afirma o promotor de Justiça Eronides Aparecido Rodrigues dos Santos, da Vara de Falências de São Paulo. Lamento a anulação de um caso emblemático como esse. Houve um golpe, milhares de pessoas foram lesadas e não haverá responsabilização penal". Procurado por meio da assessoria de imprensa, o ministro Nilson Naves, responsável pela decisão do STJ, está ocupado e não tinha tempo para a atender".

Vai ser assim com Daniel Vorcaro? Quem viver verá! "A lei, ora a lei", dizia Getúlio Vargas. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é Jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Brasil - Nova tentativa de Golpe, desta vez por deputados

A aprovação pela Câmara dos Deputados de uma drástica diminuição da pena de prisão do ex-presidente golpista Jair Bolsonaro teve repercussão internacional e foi interpretada como uma nova manobra golpista da extrema-direita brasileira. Ao mesmo tempo, deprecia o valor da democracia brasileira pela rapidez com que o Legislativo procura anular, numa única sessão tumultuada, todo o longo processo contra o ex-presidente, envolvendo também generais e demais golpistas, inclusive depredadores do 8 de janeiro de 2023.

Apenas alguns dias depois da condenação e prisão de Bolsonaro, essa tentativa de diminuição da pena do ex-presidente golpista e dos demais condenados, teria também por objetivo criar um caos político no Brasil e relançar um putsch, um golpe, como qualificou o jornal francês Liberation, ao comentar a agitada sessão e votação da madrugada da quarta-feira, na Câmara dos Deputados.

Mas existiria outro objetivo velado: pagar o preço exigido por Flávio Bolsonaro para retirar sua candidatura, ou seja, na impossibilidade de uma anistia total ao seu pai, uma pena reduzida de dois anos e quatro meses convertida em prisão domiciliar. Menos que isso, no caso de uma vitória do candidato preferido pela direita, Tarcísio, que libertaria Bolsonaro no mesmo dia de sua posse.

A presença ativa na votação do deputado Sóstenes Cavalcanti, chefe da bancada evangélica, demonstra o envolvimento dos deputados evangélicos na manobra da dosimetria, numa nova trama golpista, resultante dessa espúria união de política e religião contra a democracia. Foi essa mesma união calculada em 30% dos votos que levou Bolsonaro, convertido no Messias, à presidência.

Num mundo em que a extrema-direita vai se apossando do poder em numerosos países, os deputados golpistas devem estar esperando apoio exterior, no caso do Senado pautar e aprovar a redução das penas ainda neste mês de dezembro, e provocar agitação no país, em pleno ano eleitoral, diante de um veto governamental de Lula e de uma declaração de inconstitucionalidade pelo STF.

Haverá mobilização popular como ocorreu contra a tentativa de blindagem judiciária dos deputados e senadores? Ou desta vez serão os evangélicos bolsonaristas que irão novamente às ruas? De qualquer forma, a imagem do Brasil sofre com a manobra do presidente da Câmara, Hugo Motta, propondo uma pacificação, mas sabendo estar envenenando o clima político brasileiro, considerado fraco e já nas mãos dos bolsonaristas e das lideranças evangélicas de extrema-direita.

Hugo Motta vai deixar marcado seu nome por favorecer a bancada golpista, por aceitar a existência de deputados golpistas fora do Brasil, custando meio milhão de reais por mês ao país, e por aceitar fazer parte do atual conchavo golpista institucional, com o objetivo de abalar a democracia. A sequência desse caos programado depende agora do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Uma consequente confusão e um caos institucional no Brasil com eleição apertada de Lula poderão dar novos argumentos ao deputado traidor Eduardo Bolsonaro, em favor de uma intervenção no Brasil, junto ao norte-americano Donald Trump.

Esta quarta-feira, 10 de dezembro, vergonhosa, e o nome do irresponsável Hugo Motta já estão gravados, nesta nova tentativa de golpe. Rui Martins – Suíça

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Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.

 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Brasil - PIX, amigo ou inimigo da população?

Criminosos precisam dos seus dados pessoais para realizarem ataques ou golpes conhecidos como: “rei do pix”, “robô do pix”, phishing, entre outros


Desde os últimos anos, a internet tem transformado a vida de muitas pessoas e organizações. Com as novas tecnologias da informação, as empresas não só melhoraram sua eficiência, como também começaram a oferecer diversos produtos e serviços através dos meios e plataformas digitais.

Segundo Azevedo (1998) “a internet tanto ao nível científico, como de divulgação ou recriação, é sem dúvida o espaço planetário mais importante pelo volume de informação disponível e pela facilidade de acesso”.

Por meio das plataformas digitais, é possível acessar informações sobre diversos assuntos, comunicar com pessoas, independente do lugar, seja por mensagens ou vídeo chamadas, dar palestras, ver filmes, ouvir músicas, acessar biblioteca online, artigos, projetos de pesquisas, além das inúmeras ferramentas para reuniões, elaboração de documentos, questionários, para qualquer área: jurídica, tecnológica, comercial, financeira e muitas outras.

As tecnologias foram um grande fator de desenvolvimento e crescimento para as instituições financeiras, pois facilitaram a sua gestão permitindo que tarefas do dia a dia fossem executadas de modo mais rápido e simples. Todo esse avanço facilitou muito a vida do ser humano que não precisa mais se deslocar até uma instituição financeira para realizar transferências, pagamentos, podendo acessar o sistema remotamente, seja pelo próprio navegador ou aplicativo, independente do dia ou da hora, a fim de passar mais segurança e acessibilidade.

Por esse motivo, no dia 05 de outubro de 2020 foi lançado oficialmente o PIX, funcionando apenas no dia 16 de novembro do mesmo ano.

Pix é o meio de pagamento eletrônico, instantâneo, gratuito, criado pelo Banco Central – BC, com o objetivo de facilitar as transações financeiras, podendo ser realizado entre contas em poucos segundos, aumentando assim, a velocidade dos pagamentos, baixando o custo e gerando facilidade de acesso à toda população. Porém, o PIX seria um amigo ou inimigo da população????

Diariamente, pode-se ver ou ouvir casos de golpes sendo aplicados no Brasil. Alguns já até antigos, como por exemplo, a famosa ligação “você ganhou um prêmio, preciso dos seus dados para enviar”, ou “você ganhou um sorteio”, trotes ou os cartões, números de telefones clonados. Porém, muitos utilizam as próprias instituições financeiras para a aplicação de golpes.

Os criminosos têm usado bastante a internet para inovar na tentativa desses golpes, uma técnica conhecida é o phishing, que utiliza mensagens ou e-mails falsos criados com algum link, e que a pessoa clicando, conseguem coletar os dados e invadirem contas.

De acordo com a Receita Federal, foram bloqueados 2,7 milhões de tentativas de golpes. A maioria utilizando pix por meio de ferramentas de engenharia social, que são técnicas empregadas pelos criminosos para enganarem os usuários fazendo com que cedem informações pessoais, através de mensagens ou cadastros.

Uma pesquisa realizada pelo Banco Central, informou que desde novembro de 2020 até junho de 2021, o pix já tinha movimentado cerca de 1,6 trilhões. Porém entre janeiro e julho de 2021, foram registrados 206 boletins de ocorrências de sequestro relâmpago no estado de São Paulo. E segundo o BC, a cada mil transações usando o pix, uma tem suspeita de fraude.

Para conter esses golpes, foram divulgadas algumas regras de segurança para o sistema. Uma das regras seria o limite de horário para transações acima de mil reais, ficando bloqueadas todas as transações realizadas dentro das 20h às 6h. Para as transferências que ultrapassarem tal limite, o cliente precisará de autorização prévia do Banco no período de 24 horas. As novas regras se aplicarão também as outras modalidades de transferência bancária, como o TED – Transferência eletrônica disponível.

Ainda assim, com todas as medidas de segurança fornecidas, o número de golpes não diminui e a população continua caindo, muitas vezes, por descuido ou falta de orientação e/ou conhecimento, clicando em links suspeitos na internet e fornecendo informações pessoais em cadastros de sites e fontes não seguras.

Um assunto que fora muito repercutido nas plataformas digitais – youtube, twitter e instagram, foi sobre um suposto golpe “robô do pix”.

O robô do pix foi amplamente divulgado por influenciadores digitais, em grupos de redes sociais, garantindo uma nova forma de ganhar prêmios e sorteios. O robô do pix, segundo os influenciadores, facilitaria a participação automatizada em sorteios do instagram. Acontece, que para isso, a pessoa precisaria realizar um cadastro em site totalmente não seguro, deixando os dados pessoais mais vulneráveis a ataques e golpes digitais.

Com o avanço tecnológico, é impossível não notar a grande mudança no mundo. Diversas ferramentas que ajudam, facilitam, melhoram o dia a dia da população, como por exemplo, a criação do PIX nas instituições financeiras. Porém, vemos a necessidade de ter muito cuidado, pois os golpes vêm sendo aplicados através dessa forma instantânea de pagamento.

Portanto, a atenção ao fornecer os dados pessoais deve ser dobrada, triplicada, principalmente se forem sites não confiáveis ou fontes não seguras. Alguns cuidados como a troca de senhas regularmente, não sair clicando em links suspeitos e não fornecer excessivas informações pessoais, pois segundo Clive Humby “dados são o novo petróleo”, e é exatamente através dos nossos dados que os criminosos, hackers conseguem invadir nossas contas bancárias. Caroline Silva – Brasil in “Jusbrasil”