Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Portugal - Programa pioneiro quer formar autistas em tecnologias de informação

Um programa pioneiro em Portugal, desenvolvido pela Critical Software, quer formar e dar emprego em tecnologias de informação a pessoas com autismo ou síndrome de Asperger, disse à agência Lusa o diretor executivo da empresa sediada em Coimbra


O programa de talentos Neurodiversidade aceita, até 9 de julho, candidaturas de portugueses maiores de 18 anos com diagnóstico de autismo/Asperger e procura candidatos com motivação para a área das tecnologias de informação (TI) e conhecimentos de inglês de nível médio.

“É um programa de empregabilidade, dirigido a pessoas que estão no espetro do autismo ou de Asperger. E a motivação é muito simples: a Critical é uma empresa de pessoas, dependemos muitíssimo do talento. Para nós, a criatividade, a inovação e construir conhecimento são a chave para o nosso sucesso e esta é uma oportunidade para ter pessoas com características especiais envolvidas nesse processo de criação de inovação”, afirmou João Carreira, cofundador e diretor executivo (CEO) da Critical Software.

“Acredito que em todas as áreas, mas especialmente na nossa, em TI, a inovação, as ideias diferentes, vêm das zonas de fronteira, não vêm do ‘mainstream’ [do convencional]. Se as pessoas pensam todas da mesma maneira, eventualmente não vai haver muita inovação. E, portanto, pessoas neurodiversas vão trazer essa riqueza para dentro de empresa”, acrescentou João Carreira.

O CEO da Critical insistiu que a “grande motivação” é levar talento à empresa de sistemas de informação e recusou que se trate de caridade para com as pessoas no espetro do autismo.

“Não é uma caridade que estamos a fazer, não queremos este programa com essa mentalidade, mas sim para integrar as pessoas por aquilo que elas são. São pessoas com competências por vezes extraordinárias, que são incompreendidas e dificilmente aceites, e nós estamos a fazer este esforço para identificar e enquadrar essas pessoas”, argumentou João Carreira.

O programa da Critical Software é feito em parceria com a fundação dinamarquesa Specialisterne (que se traduz, em português, como ‘os especialistas’), uma entidade que está atualmente em 13 países e que tem como objetivo criar um milhão de empregos para pessoas com autismo.

“Eles estão a fazer um trabalho muito interessante já há bastantes anos, também na área de TI. E, entretanto, também nos apercebemos que em Portugal há outros programas de empregabilidade para pessoas com autismo ou pessoas neurodiversas, mas este programa da Critical é o primeiro dirigido essencialmente a esta área específica”, explicou.

“Neste domínio [das tecnologias de informação] não há [em Portugal] nenhum programa específico com este foco”, enfatizou João Carreira.

A seleção e avaliação dos candidatos ao programa Neurodiversidade vai ser realizada com o apoio da Specialisterne. A formação decorrerá, depois, durante cinco semanas, em áreas “relevantes para a empresa”, como o teste e desenvolvimento de software, cibersegurança e consultoria operacional de tecnologia de informação.

Neste primeiro projeto, João Carreira revelou que serão selecionadas nove pessoas, para serem integrados, após a formação e a partir de outubro, na Critical Software em Lisboa, Porto e Coimbra: “É a primeira vez, estamos a ver como funciona, mas, claramente, é um programa que, correndo bem, é para continuar”, garantiu.

Em paralelo à formação dos candidatos ao programa, a Critical Software vai também formar alguns dos seus quadros, especialmente os gestores de projeto, para saberem como lidar com o autismo.

“Vão saber como estar atentos a sinais de pessoas que são neurodiversas, como perceber a diferença e como tirar partido dessa diferença. Como perceber que essa diferença não é um problema, mas pode ser uma grande vantagem para os projetos em que eles estão envolvidos”, explicou João Carreira, definindo a formação dos colaboradores como “um efeito colateral muito interessante”.

“Os nossos gestores vão estar expostos a esta questão, que será uma nova realidade. Esta capacidade de olhar para o outro, olhar para a diferença, que num autista, muitas vezes, é muito evidente, pelas dificuldades que tem em termos interpessoais, ver para além disso e conseguir integrar as pessoas na equipa, é um desafio extraordinário, mas também enriquecedor e fonte de crescimento pessoal para as pessoas. E vai ajudá-las a tornarem-se melhores gestores e melhores líderes”, observou. In “Milénio Stadium” – Canadá com “Lusa”


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Mapeamento

Tecnologia e know-how da Critical Software suportam missão da Agência Espacial Europeia para mapear a nossa galáxia

A Critical Software, empresa portuguesa especializada no desenvolvimento e comercialização de sistemas de informação críticos, contribuiu com a sua tecnologia e know-how para a concretização da missão Gaia- Global Astrometric Interferometer for Astrophysics – Interferómetro Astrométrico Global para Astrofísica, da Agência Espacial Europeia, que visa construir o mapa mais completo e rigoroso do nosso sistema solar.

O principal objetivo da missão Gaia é construir o mapa tridimensional da nossa galáxia mais preciso e rigoroso de sempre, através do levantamento de 1% das cerca de 100 mil milhões de estrelas existentes no Universo, de modo a permitir a revelação da composição, formação e evolução da galáxia.

Os instrumentos da missão Gaia vão fornecer medidas de velocidade radial e posicional com as precisões necessárias para produzir um censo estereoscópico e cinemático de cerca de mil milhões de estrelas da nossa galáxia e todo o Grupo Local, valor que representa cerca de 1% da população estelar galática.

A Critical Software, cuja génese está profundamente ligada à Agência Espacial Americana – NASA, para quem desenhou as suas primeiras soluções e projetos, participou em várias fases e projetos relacionados com o desenvolvimento e concretização da missão Gaia, destacando-se o trabalho realizado em estreita colaboração com a ESA para a avaliação e melhoria do Sistema de Controlo de Missão.

Este Sistema é responsável, e entre outras ações, pelas operações de receção de dados científicos e envio de comandos, pela monitorização de todos os parâmetros da missão, pelas operações de manutenção da órbita; iv) pelas manobras de correção da navegação, e ainda por evitar que o satélite seja afetado por eclipses terrestres.

A Critical Software participou igualmente na criação de um simulador do Focal PlaneAssembly (FPA) para gerar imagens iguais às que a missão GAIA vai captar. A validação do FPA foi executada contra as imagens de referência geradas pelo simulador desenvolvido, tendo em consideração o modelo de física do CCD (Charge Coupled Devices) e as características dos corpos celestes.

Os resultados do simulador serviram para consolidar o FPA, para as especificações CCD e para permitirem a integração com o simulador de unidade de processamento de vídeo da sonda GAIA, apoiando assim a validação end-to-end de toda a cadeia de processamento de dados.

A Critical Software prestou também suporte à GAIA VPU (Unidade de Processamento de Vídeo) SW Production Team nas instalações do Reino Unido da Astrium Ltd. A Unidade de Processamento de Vídeo é um dos instrumentos de carga a bordo da missão. O suporte prestado pela Critical Software incluiu as especificações da arquitetura, bem como a conceção e a implementação do software da Unidade de Processamento de Vídeo.

A Critical Software foi particularmente responsável pelo design e pela codificação da maioria dos componentes de software, nomeadamente: Payload algorithms sequencer; Payload interfaces; Health & Monitoring; FDIR; e Low-level HW interfaces. Este é o software que vai a bordo da sonda e que vai processar os dados científicos antes destes serem enviados para a Terra.

O satélite, sucessor natural do Hipparcos, pesa 2050 kg, foi lançado a partir de Kourou, na Guiana Francesa, no passado dia 19 de Dezembro de 2013, a bordo de um lançador Soyuz-Fregat. Este satélite vai ficar numa órbita a cerca de 1,5 milhões de km da terra e a missão tem uma duração prevista de cinco anos para completar o mapeamento previsto das estrelas.

“A Critical Software está muito orgulhosa por participar em mais um relevante projeto da indústria espacial. A preferência da Agência Europeia Espacial pelas nossas soluções e know-how corrobora a inegável capacidade e liderança da empresa enquanto parceiro tecnológico numa das áreas de mercado mais exigentes e competitivas do mundo- o setor da exploração espacial,” afirma Paulo Guedes, Business Development Manager da Critical Software.

A Critical Software é uma empresa global que fornece tecnologia de Software fiável para sistemas de informação críticos para o Negócio e/ou Missão de empresas e organismos líderes nos seus mercados. As suas soluções de software ajudam as empresas a controlar os seus custos e melhorar o seu desempenho, fornecendo feedback em tempo real, necessário para identificar e resolver rapidamente problemas que inibem o processo, produto e melhorias de serviços.

Fundada em Portugal em 1998, a Critical Software tem atualmente escritórios em Coimbra, Lisboa e Porto, e subsidiárias no Reino Unido (com escritórios em Southampton e Yeovil), Alemanha (Frankfurt), EUA (Califórnia), Brasil (São Paulo), Moçambique (Maputo), Angola (Luanda) e Singapura.

A empresa possui um sistema de gestão de qualidade com certificações CMMI® Level5, ISO 9001:2008 Tick-IT, EN 9100, AQAP 2110 e 2210 (NATO), e implementa também os standards ISO 12207 e ISO 15504 (SPICE). in Sul Informação – Portugal

Critical Software, SA - Parque Industrial de Taveiro, Lote 49 3045-504 Coimbra, Portugal - t +351 239 989 100 f +351 239 989 119 - e info@criticalsoftware.com - u www.criticalsoftware.com – Marco Costa CEO Critical Software