Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Suíça - Os vencedores do Prémio Nobel de Economia de 2019, Esther Duflo e Abhijit Banerjee, deixam o Instituto de Tecnologia de Massachusetts e vão trabalhar na Universidade de Zurique

O casal de investigadores vencedor do Prémio Nobel deixa os Estados Unidos para se estabelecer em Zurique com o apoio financeiro da Fundação Lemann. Em 2019, eles receberam o Prémio Nobel pelo seu trabalho na redução da pobreza global


Os vencedores do Prémio Nobel de Economia de 2019, Esther Duflo e Abhijit Banerjee, deixarão os Estados Unidos no próximo ano para trabalhar na Universidade de Zurique. Lá, eles estabelecerão um centro dedicado à economia do desenvolvimento, educação e políticas públicas.

O casal atualmente trabalha junto no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Eles assumirão o novo cargo em Zurique em julho de 2026, na Faculdade de Economia, anunciou a universidade na sexta-feira.

Em 2019, Esther Duflo e Abhijit Banerjee receberam o Prémio Nobel de Economia, juntamente com Michael Kremer, pela sua abordagem experimental para reduzir a pobreza global.

Educação, pobreza e saúde

Na Universidade de Zurique, Duflo e Banerjee assumirão, cada um, uma cátedra financiada pela Fundação Lemann. Lá, darão continuidade às suas pesquisas em economia do desenvolvimento e na eficácia de medidas políticas nas áreas de educação, pobreza e saúde.

A criação do novo Centro Lemann para o Desenvolvimento, Educação e Políticas Públicas, bem como das duas cátedras associadas, é financiada por uma doação de 26 milhões de francos da Fundação Lemann. Esta última é uma fundação de utilidade pública com sede em São Paulo, Brasil, fundada pelo investidor suíço-brasileiro Jorge Paulo Lemann.

Apoiar os relacionamentos entre a Universidade de Zurique e investigadores e formuladores de políticas brasileiros é um ponto forte do Centro Lemann. In “Le Temps” - Suíça


quarta-feira, 10 de julho de 2019

África – Bluegrowth distribui Sistema de Dessalinização

A Bluegrowth, consultora tecnológica portuguesa especializada nos domínios da Economia Azul, firmou uma parceria internacional com apoio do Fundo Azul para distribuir os novos Sistemas de Dessalinização do MIT em África



Os novos Sistemas de Dessalinização desenvolvidos pelo MIT, Massachusetts Institute of Technology, designados genericamente como OffGridBox, consistem essencialmente num sistema de dessalinização e purificação de água, instalado no interior de um contentor coberto de painéis solares, que garantem uma operação neutra em carbono, com a capacidade de abastecer água a 25o famílias.

Fabricados actualmente em Itália, a par do fornecimento de água potável e combate à proliferação de doenças transmissíveis por água contaminada, como é o caso da cólera, febre amarela, diarreia infecciosa e outras, as OffGridBox foram igualmente concebidas como um modelo de negócio que assegura rendimento às comunidades locais dos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo que permitem asseguram um posto de trabalho de uma mulher responsável pela gestão do negócio, manutenção dos equipamentos e relação com a população, como forma de promover uma maior igualdade de género.

Segundo o comunicado da própria Bluegrowth, com o acordo agora firmado com o apoio do Fundo Azul, a empresa assume o compromisso de disseminar a implementação das OffGridBox nos PALOP, constituindo-se também como um primeiro passo nos domínios da Economia Social, destacando Custódia Rebocho, Presidente da Bluegrowth, não esperar lucros expressivos., adiantando ter a empresa entrado negócio por permitir «uma maturação tecnológica que tornará a nossa oferta tecnológica mais resiliente, capaz de operar nas condições mais extremas, de  permitir desenvolver o capital humano da empresa e tornar a equipa mais responsável, mais consciente e com maior capacidade de pensar globalmente», factores tidos igualmente como «determinantes para o incremento da competitividade da Consultora». In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Portugal - Manga que ajuda doentes com cancro da mama vale prémio a aluno português

Uma manga de compressão desenvolvida por Carlos Gonçalves, aluno de doutoramento do programa MIT Portugal na Universidade do Minho, foi a mais inovadora das ideias incubadas durante dez semanas no Startup Nano, o primeiro programa nacional de aceleração e incubação para startups na área da nanotecnologia



O programa foi promovido pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), pelo Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CeNTI) e com a parceria da Startup Braga.

Desenvolvida no âmbito do doutoramento em Líderes para as Indústrias Tecnológicas (EDAM-LTI) do Programa MIT Portugal na UMinho, a manga de compressão ativa permite auxiliar doentes no tratamento do braço inchado (linfedema dos membros superiores), frequente em portadores do cancro da mama e caracterizada por um aumento do diâmetro do braço, o que provoca dores incapacitantes. As terapias atuais consistem em compressões no braço feitas por massagens de drenagem linfática e por pressoterapia, com recurso a mangas insufláveis.

A nova manga de compressão mimetiza de forma eficaz massagens de drenagem linfática feitas por fisioterapeutas, graças a cinco estágios de compressão embebidos num substrato têxtil. Os estágios de compressão são ativados sequencialmente, permitindo criar uma “onda choque” que propulsiona a linfa de volta para os canais linfáticos.

O dispositivo é alimentado por uma bateria semelhante à de um telemóvel, tornando-o portátil. Isso permite que aquela manga seja usada no dia-a-dia por baixo de peças de vestuário comuns, possibilitando não só uma melhoria mais rápida, mas também evitando algum tipo de estigma inerente ao tratamento.

Este projeto surge de uma parceria entre a UMinho, o CeNTI e o MIT e está num processo de patente a nível nacional. “Estamos a aguardar para breve o resultado do pedido de patenteamento e a finalizar os procedimentos necessários para submetermos o pedido para uma patente europeia, tendo em vista a futura comercialização do projeto”, refere o investigador. Carlos Gonçalves considera que “este prémio é certamente uma forma de alavancar o projeto; no entanto, para garantir o desenvolvimento e a comercialização do produto, é preciso mais investimento, sendo esse um dos principais objetivos a curto/médio prazo”.

O 2º prémio desta segunda edição do Startup Nano foi atribuído a um projeto de microfiltragem de fluídos contra poeiras e agentes patogénicos, coordenado por Hugo Macedo, e o terceiro prémio a um biorreator que permite um controlo mais apertado das condições de cultura de células, apresentado por Marta Maciel e Ricardo Pereira, ex-alunos da UMinho. A pré-seleção dos candidatos decorreu em outubro, tendo nove projetos seguido para a fase de incubação. Nuno de Noronha - Portugal In “SAPO Lifestyle”