Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Leopardo de Ouro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leopardo de Ouro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

Suíça - Filme luso-suíço concorre ao principal prémio do Festival de Locarno

O filme O Jacaré, coprodução entre Suíça e Portugal dirigida por Basil Da Cunha, está entre os concorrentes ao Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, que acontece de 5 a 15 de agosto


A organização do Festival de Locarno anunciou que O Jacaré disputará o principal prémio da mostra internacional. A longa-metragem encerra a trilogia do cineasta Basil Da Cunha, radicado em Lausanne, e passa-se num subúrbio de Lisboa, o bairro da Reboleira, na cidade da Amadora.

Misturando drama e suspense, a produção acompanha as consequências de um assalto e é resultado de uma coprodução entre a Suíça e Portugal.

Na tradicional exibição ao ar livre da Piazza Grande será apresentado The Invite, da diretora norte-americana Olivia Wilde (Don’t Worry Darling), na sua estreia na Suíça. O público também poderá assistir a Frank & Louis, primeiro filme em língua inglesa da diretora suíça Petra Volpe (The Divine Order e Heldin). As duas cineastas participarão do festival.


Entre 5 e 15 de agosto, o Festival de Locarno exibirá 233 filmes, dos quais 103 serão apresentados em estreia mundial. In “Swissinfo” - Suíça




sábado, 17 de agosto de 2024

Suíça - Filme lituano ganha o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno

O Leopardo de Ouro prêmio máximo do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça, concedido à realizadora lituana Saulé Bliuvaitéi por seu filme Akiplésa (Tóxico), assim definido pelo júri: "uma visão impressionante do corpo feminino adolescente como um campo de batalha".


O filme lituano premiado com o Leopardo de Ouro mostra o retrato de uma juventude abandonada.

O Prêmio Especial do Júri foi para o filme austríaco Mond (Lua), dirigido pela realizadora austro-iraquiana Kurdwin Ayub, Austria. Uma estranha história de três jovens filhas de uma riquíssima família em Aman, capital da Jordânia, que desejam fugir do que consideram seu cativeiro.

O Prêmio de Melhor Direção foi para a realizadora lituana Laurynas Bareiša por seu filme Seses (Afogamento no seco), no qual as famílias de duas irmãs escapam de uma tragédia, o quase afogamento da filha menor, seguido de um acidente mortal de automóvel.

Prêmio de Melhor Interpretação para os atores do filme lituânio-letoniano Seses, Gelminė Glemžaitė, Agnė Kaktaitė, Giedrius Kiela, Paulius Markevičius. E ainda Prêmio de Melhor Interpretação para a atriz sul-coreana Kim Minhee no filme Suyoocheon (Pela corrente) do realizador sul-coreano Hong Sangsoo.

Menções especiais para os filmes:

Qing Chun (Juventude - Duros Tempos) do realizador chinês Wang Bing, coprodução France/Luxembourg/Netherlands.

E o filme Salve Maria, da realizadora espanhola Mar Coll. (já comentado sob o título Maternidade é thriler e cria suspense em Locarno).

Um destaque especial para a realizadora cabo-verdiana Denise Fernandes, Prêmio de Melhor Diretora Emergente por seu filme Hanami, uma coprodução suíço-portuguesa-cabo-verdiana. Rui Martins – Suíça

_____________

Rui Martins, convidado pelo Festival de Locarno


Suíça – Festival de Locarno, que filme ganhará o Leopardo de Ouro?

Hoje, aqui no Festival de Cinema de Locarno, saberemos qual dos dezessete filmes apresentados na Competição Internacional ganhará o Leopardo de Ouro. Seria temerário fazer uma previsão, pois diversos filmes, embora diferentes no tema e na estrutura, podem aspirar esse prêmio.


São raras as vezes em que um filme consegue unanimidade da crítica. Foi o caso, há cinco anos, da produção portuguesa, Vitalina Varela, dirigida pelo realizador Pedro Costa. Houve unanimidade mesmo entre os jurados, contou a presidente do júri da época, a francesa Catherine Breillat.

Este ano, para evitar o vexame de errar, o melhor é citar alguns filmes prováveis escolhidos pelo júri, mas sem descartar os não mencionados. Neste caso, vou me basear na minha sensibilidade provavelmente diversa da dos cinco jurados de formação e nacionalidade diferentes.

A presidente do júri é a cineasta austríaca Jessica Hausner, acompanhada da produtora belga Diana Elnaum, da cineasta indiana Payal Kapadia, do ator italiano Luca Marinelli e do ator, produtor e cineasta norte americano Tim Blake Nelson. Maioria feminina, como se vê.

Já comentei Salve Maria, filme espanhol, da realizadora Mar Coli, um thriller sobre a depressão pós-parto, mostrando a rejeição do bebê por uma jovem mãe. O tema é de atualidade.

Saindo de comportamento e psicologia, há o filme Qing chun sobre trabalho operário, coprodução da França com Holanda e Luxemburgo dirigida pelo chinês Wang Bing, já premiado em 2017 com o Leopardo de Ouro. Mostra a situação de trabalhadores e  trabalhadoras em ateliers de costura, na cidade chinesa de Zhili, sem proteção trabalhista e em situação semelhante à de escravos.

Dois filmes dedicados às relações familiares podem ser citados: O Pardal na Chaminé, filme suíço dedicado a uma família com relações deterioradas, e Seses, filme lituano com uma família que se poderia definir como normal, afetada com o quase afogamento da filha menor num lago, seguido de um acidente de automóvel com o pai e marido.

Já comentámos Transamazônia com sua jovem curandeira e os choques dos indígenas com os madeireiros destruidores da floresta.

Há o filme português Fogo do Vento, de Marta Mateus, elogiado por alguns como filme onírico, irreal, fantástico, numa alegoria crítica ao capitalismo, onde os trabalhadores na vindima são atacados por um touro, referência imagino ao touro de Wall Street representando o mercado financeiro.

Linha Verde é um filme sobre as lembranças de uma jovem libanesa da cidade de Beirute durante a guerra nos anos 80. E o filme turco Yeni Safak Solarken com um jovem desorientado e desesperado, circulando por Istambul e mostrando, sem ser esse o objetivo do filme, as belezas da cidade e suas mesquitas com uma música de fundo melhor que o enredo.

E o filme Lua, onde uma professora de artes marciais tem três jovens alunas na Jordânia, filhas de família riquíssima, mas vivendo seu luxo numa espécie de prisão. Rui Martins – Suíça

_____________

Rui Martins, convidado pelo Festival de Locarno


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Suíça – Festival Internacional de Locarno, para que filme irá o Leopardo de Ouro?

O ator francês Lambert Wilson preside ao júri responsável pela atribuição do Pardo d'Oro nesta 76ª edição do Festival de Cinema de Locarno, no cantão do Ticino, na Suíça, que começou dia 2 e terminará no sábado, 12 de agosto.

O Festival está terminando de exibir 17 filmes, na mostra Competição Internacional, já selecionados entre centenas de novos filmes de todos os países, na competição internacional. Para o ganhador do Leopardo de Ouro, símbolo do Festival, isso corresponde a ser considerado o melhor filme da safra deste ano.

Arriscar a dar sua opinião sobre os prováveis filmes premiados é um tanto temerário. Já houve festivais nos quais a entrega do Leopardo surpreendeu a todos. Mas vou correr esse risco. Este ano, o grupo ou júri liderado pelo ator francês Lambert Wilson tem uma atriz iraniana, uma realizadora e produtora norte-americana, uma realizadora escocesa vivendo nos EUA e um produtor holandês. São eles que dirão quem ganha o troféu de ouro, com forma de leopardo.

Faltando ainda ver dois filmes, minhas preferências ou previsões de prêmio são para os filmes Estepe (Stepne), filme dirigido pela ucraniana Maryna Vroda; Manga D´Terra, dirigido pelo suíço-português Basil da Cunha, ou Doces Sonhos, dirigido pela holandesa Ena Sendijarevic. Melhores intérpretes (não há mais prêmio para ator e atriz) seriam para Andrea Fuorto, no filme italiano Patagônia; Dimitra Viagopoulou, no filme grego Animal; ou Ilinca Manolache, no filme romeno Não Espere Muito do fim do Mundo.

O ator Lambert Wilson

Biografia da responsabilidade do Festival de Locarno:

Ao longo de sua rica e intensa carreira, Lambert Wilson encarnou personagens memoráveis da tela grande, alternando o cinema autoral com as grandes produções de Hollywood.

Uma voz artística extraordinária, sublinha a diretora artística do Festival de Cinema de Locarno, Giona A. Nazzaro, que acrescenta: “Graças à sua carreira excepcional, alimentada por encontros com cineastas do calibre de Chabrol, Demy, Żuławski, Techiné, Resnais e muitos outros, Lambert Wilson teve um impacto profundo no cinema europeu e internacional.

Artista camaleão capaz de se colocar na pele de vários personagens, ele se consolidou como um dos performers mais apreciados pelo público, alternando cinema de autor e teatro, enquanto explora produções tão espetaculares quanto Matrix.

Ator versátil e avesso ao risco, Lambert Wilson sempre demonstrou uma curiosidade extraordinária sobre as possibilidades oferecidas pelo cinema. Ele, portanto, personifica um presidente ideal do júri para o Concorso internazionale de Locarno.

Filho do baile – seu pai era o ator Georges Wilson – estreou no cinema com apenas vinte anos, quando Fred Zinnemann lhe confiou um pequeno papel em Julia (1977). Na década seguinte, seu rosto tornou-se conhecido do grande público graças às aparições no cinema e a sucessos populares como "La Boum 2” (1982). É ainda Fred Zinnemann quem lhe oferece um dos papéis mais bonitos da sua carreira cinematográfica com Five Days One Summer (Cinco dias, naquela primavera de 1982), onde partilha o cartaz com o casal formado por Sean Connery e Betsy Brantley.

Dirigido por cineastas como Claude Chabrol, Andrzej Żuławski, André Téchiné, James Ivory, Andrzej Wajda, Luigi Comencini e Alain Resnais – na comédia sentimental Conhecemos a canção, que ganhou o Urso de Prata em Berlim em 1998, ele se consolidou como um dos intérpretes preferidos dos grandes realizadores franceses e internacionais. Rui Martins – Suíça

______________________

Rui Martins é jornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI. Texto disponibilizado livremente.