Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Timor-Leste - Professores querem mais formação para melhorar ensino do português

Os professores Domingas, Filipe e Odete fazem parte do grupo de milhares de docentes timorenses que receberam formação pedagógica e em língua portuguesa no âmbito do “Pró – Português” e que defendem que o projeto da cooperação deve continuar


“Este curso tem de continuar. Só há duas vezes por semana e não é o suficiente para aprendermos. Deve continuar mais anos, para que não esqueçamos as matérias que aprendemos” afirmou à Lusa Domingas Mendonça, professora do primeiro ciclo.

O projecto da cooperação “Pró – Português”, iniciado em 2019 e cofinanciado entre Portugal e Timor-Leste, terminou a sua segunda fase em julho, tendo alcançado em todo o território timorense mais de quatro mil professores, do ensino pré-escolar até ao secundário.

Domingas Mendonça, Filipe Assunção e Odete Barreto são professores em aldeias do posto administrativo de Maubisse, a cerca de 70 quilómetros a sul de Díli, e receberam este mês os seus certificados de formação. “Todas as semanas vinha duas vezes a Maubisse para a formação”, explicou à Lusa Filipe Assunção. “Para um futuro mais brilhante é preciso esta formação continuar para os professores. Dá um conhecimento profundo, o que leva ao desenvolvimento do país”, disse o docente, acrescentando que além da língua portuguesa aprendeu também conteúdos para ensinar aos alunos.

A opinião também é partilhada pela professora Odete Barreto, que afirmou que, apesar de difícil, a formação lhe permitiu aumentar o conhecimento e defendeu a sua continuidade.

Apesar dos constrangimentos e dificuldades que muitos professores enfrentaram, o coordenador-geral do projeto, Estáquio Madeira, destacou o entusiasmo com que os docentes participaram na formação, que teve como objetivo “reforçar e desenvolver o seu conhecimento na parte pedagógica e na língua portuguesa”. “Muitos professores já foram capacitados, apesar de ainda terem alguma dificuldade em comunicação, mas devagar se vai ao longe. Em geral, a maioria dos professores compreendem a língua portuguesa”, disse.

Para a embaixadora de Portugal em Timor-Leste, Manuela Bairos, que se tem deslocado a quase todos os postos administrativos do país para participar nas cerimónias de entrega dos diplomas aos professores, o projeto tem de ter muito apoio.

“É o único projecto da nossa cooperação com a abrangência de milhares de professores. Na anterior fase distribuí mais de três mil diplomas, agora estou a distribuir mil e tal diplomas”, afirmou Manuela Bairos, para quem a “aprendizagem e a capacitação em língua não pode parar”. “A língua portuguesa em Timor-Leste ainda precisa de muito apoio, por mais motivação que as pessoas tenham, não há de facto um contexto, nem há recursos humanos ainda preparados para aguentar este desafio. Este projeto não pode parar, porque faz parte de um puzzle em que este também é necessário, porque este é que chega às zonas remotas”, salientou a diplomata.

O puzzle inclui a Escola Portuguesa de Díli, o Centro de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) ou as escolas CAFE, e o programa FOCO na Universidade Nacional de Timor-Leste, que tem como objetivo melhorar a qualidade do ensino e a proficiência da língua portuguesa. “Se falhasse, que não vai falhar, esta componente falhava qualquer coisa no puzzle. Isto só faz sentido se as quatro coisas caminharem em conjunto”, referiu a embaixadora. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Timor-Leste - Parceria com Portugal tem sido vital “na melhoria da qualidade do ensino”

A ministra da Educação de Timor-Leste, Dulce de Jesus Soares, afirmou que a parceria com Portugal tem sido “vital na melhoria da qualidade de ensino” no país


A ministra falava na Escola CAFE (Centro de Aprendizagem e Formação Escolar) de Díli, uma das 13 que existem em Timor-Leste, durante a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, àquele estabelecimento de ensino, frequentado por 1250 alunos desde o pré-escolar até ao secundário.

“Expresso publicamente o nosso profundo agradecimento pelo compromisso contínuo de Portugal com Timor-Leste, sobretudo na cooperação educacional, que tem proporcionado benefícios incalculáveis para o nosso sistema de ensino e para o desenvolvimento do nosso capital humano”, afirmou Dulce de Jesus Soares. “Esta parceria tem sido vital na melhoria da qualidade do ensino e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, salientou a ministra timorense.

Durante a visita, Dulce Soares e Paulo Rangel assistiram também a um pequeno espetáculo preparado pelos alunos, que incluiu a música “Somos Livres”, numa alusão aos 50 anos da revolução de abril, e o poema “Lágrima de Preta”, de António Gedeão.

No seu discurso, Paulo Rangel destacou “os alunos, os professores e os auxiliares”, agradecendo a todos que com “grande brio” e “amor” trabalham com aquelas crianças e jovens timorenses. “É um projecto fortíssimo que está a fazer um bem enorme a tantas crianças e a tantos jovens”, disse o ministro.

Dirigindo-se aos alunos, Paulo Rangel afirmou que António Gedeão era o seu poeta favorito, dizendo de seguida o poema do poeta português, “Catedral de Burgos”, que “ensina como nós a partir de uma coisa tão pequena somos capazes de alcançar coisas gigantes”. “Isto é o que é este projeto, é pegar nas coisas mais pequenas para que toda esta juventude, todas estas crianças, possam alcançar coisas gigantes”, disse o ministro.

O projecto CAFE foi iniciado há 10 anos, em 2014, e “continuou, foi crescendo, primeiro só alguns níveis de escolaridade e neste momento desde o pré-escolar até ao secundário”, disse à Lusa Lina Vicente, coordenadora portuguesa do lado português do projeto, que é implementado em conjunto com Timor-Leste.

O CAFE, como explicou Lina Vicente, tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e, por outro lado, uma formação complementar aos professores timorenses.

Nas escolas CAFE, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas tétum, segunda língua oficial de Timor-Leste. Aqueles estabelecimentos de ensino, localizados em 12 municípios e no enclave de Oecussi, são frequentadas por 11.125 alunos e “sempre com pedido de inscrição para entrarem mais para o ano”, salientou a coordenadora do projeto.

Actualmente, Portugal tem 138 professores portugueses destacados em Timor-Leste. Em Março do ano passado foi assinado um protocolo entre os dois países que prevê a expansão das escolas CAFE para Ataúro, ilha situada em frente a Díli, e para os postos administrativos. “Este ano começamos no posto administrativo de Maubisse. É uma escola básica, tem até ao nono ano e nós temos três professores portugueses a trabalhar em conjunto com os professores timorenses”, disse. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 7 de julho de 2020

Timor-Leste - Ministério da Educação, Juventude e Desporto quer reforçar formação de língua portuguesa e CAFE

DÍLI – O Ministro da Educação, Juventude e Desporto, Armindo Maia, pretende reforçar a cooperação com Portugal para dar continuidade ao programa de formação da língua portuguesa bem como ao reforço do projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) em Timor-Leste (TL).

O governante falava à margem de uma visita de cortesia do Embaixador de Portugal em Timor-Leste, José Pedro Machado Vieira, ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), em Vila-Verde, Díli.

Segundo Armindo Maia, durante o encontro foi discutida a estreita cooperação mantida entre os dois países no setor da educação.

“Encontrámo-nos para partilharmos ideias sobre a cooperação realizada até hoje, tendo o MEJD manifestado a vontade de continuar a colaborar com Portugal”, disse o ministro em declarações aos jornalistas.

De acordo com Armindo Maia, o desejo de cimentar as relações de cooperação na área educativa entre os dois países prende-se com o facto de a Constituição da República Democrática de Timor-Leste definir a língua portuguesa a par do tétum como língua oficial. Salientou, como tal, a necessidade de se reforçar o sistema educativo bem como promover a formação.

O projeto CAFE a funcionar desde 2010, composto por 13 escolas, está atualmente presente em todos os municípios de Timor-Leste.

Recorde-se que o Embaixador português em Díli tinha afirmado que Portugal pretende manter o apoio a Timor-Leste em setores chave que contribuam para o desenvolvimento.

O diplomata lembrou na altura que os dois países assinaram, em 2019, um programa estratégico de cooperação em três setores de intervenção prioritária – a Consolidação do Estado de Direito e Boa Governação, a Educação, Formação e Cultura e o Desenvolvimento Socioeconómico Inclusivo.

José Pedro destacou ainda a importância de o programa de cooperação ser implementado com seriedade, focando-se nestes três eixos de intervenção prioritários.

“Entre os projetos de cooperação em que se investe, aqueles que assumem um maior impacto são os ligados à educação”, disse. Tomé Amado – Timor-Leste in “Tatoli”

quinta-feira, 12 de março de 2020

Timor-Leste – Chegaram mais 34 professores de Portugal para apoiar os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar

DÍLI – O Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) recebeu, na passada segunda-feira (09/03), mais 34 professores de Portugal para apoiar os Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE).

“Recebemos hoje mais de 30 docentes portugueses para darem continuidade às atividades letivas nos CAFE do país”, afirmou a Ministra da Educação, Juventude e Desporto, Dulce Soares, em declarações aos jornalistas, no salão do MEJD, em Vila Verde.

Segundo a governante, os CAFE têm mais de oito mil alunos e 338 professores, sendo que 138 são portugueses e os restantes timorenses.

De acordo com Dulce Soares, os CAFE garantem uma educação de qualidade em todos os municípios, incluindo na Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA).

Para a ministra, os professores timorenses têm agora grandes oportunidades de poderem aprender com os docentes portugueses, em termos pedagógicos e científicos.

A governante lembrou, de igual modo, que os professores deviam ter chegado em janeiro e que, devido à sua ausência, durante dois meses, os docentes timorenses permitiram que as atividades letivas decorressem com normalidade.

Também o Coordenador em exercício dos CAFE, Justino Ximenes, disse que os professores timorenses se devem esforçar para aprender com os colegas portugueses, visto que a ideia principal é “entregar os CAFE nas mãos dos professores timorenses para gerirem totalmente a escola”.

“Devemo-nos esforçar para aprender com eles [professores portugueses] para que, caso o projeto apresente sucesso, a responsabilidade total da escola fique a cargo dos docentes timorenses”, referiu o coordenador.

De acordo com Justino Ximenes, a presença dos professores portugueses é de extrema importância, pois tem contribuído para a melhoria do conhecimento dos colegas timorenses.

“Todos os professores timorenses dos CAFE trabalham com, pelo menos, um docente português de modo a que possam melhorar os conhecimentos. Serão avaliados. Caso apresentem bons resultados, os CAFE serão imediatamente entregues aos timorenses”, concluiu.

Recorde-se que já tinham chegado a Díli, no dia 28 de fevereiro, mais 101 professores portugueses dos CAFE. In “Timor Post” – Timor-Leste