Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Massificação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Massificação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de março de 2024

Portugal - Petição com mais de duas mil assinaturas pede regresso dos manuais em papel

Mais de duas mil pessoas assinaram uma petição a pedir o fim do projecto-piloto de manuais digitais nas escolas portuguesas, apontando atrasos na aprendizagem e riscos de acesso a conteúdos indevidos, como pornografia ou violência.

O Ministério da Educação decidiu levar a cabo um projecto de substituição de manuais em papel por livros digitais, que começou de forma gradual em 2020/2021. O programa é voluntário e conta com cada vez mais estabelecimentos de ensino: Este ano são 23159 alunos do 3º ao 12º anos em cerca de 160 escolas de todo o país, segundo dados avançados pela tutela.

No entanto, há pais e professores que estão contra o projecto e pedem a sua suspensão. Há três meses, Catarina Prado e Castro lançou uma petição “Contra a excessiva digitalização no ensino e a massificação dos manuais escolares digitais: Petição Pública (peticaopublica.com)”, que conta agora com mais de 2 mil assinaturas.

O abaixo-assinado defende que os livros em papel são “recursos mais saudáveis e eficazes para todas as crianças” e por isso pede o “fim imediato do projecto-piloto” dos manuais digitais, lembrando que as crianças e adolescentes já passam tempo excessivo em frente a ecrãs, com consequências negativas para a sua saúde.

“Especialistas das mais variadas áreas, desde a neurociência, à oftalmologia, psicólogos ou professores, têm alertado para a exposição e o uso excessivo de ecrãs, mas a escola decidiu aumentá-lo, sem perguntar aos pais nem aos professores”, criticou Catarina Prado e Castro, em declarações à Lusa.

“Aprender através de um ecrã prejudica as aprendizagens, porque diminui a capacidade de leitura, de atenção e de memorização”. Além disso, acrescentou, os computadores onde as crianças têm os livros para estudar são os mesmos “onde estão os jogos e as redes sociais”.

A mãe de dois rapazes conta que já percebeu que por vezes os filhos estão a estudar no computador, mas têm também os jogos abertos ou estão a ver vídeos.

Catarina Prado e Castro disse ainda estar preocupada com a navegação online sem supervisão, contando que na escola dos filhos já houve alunos apanhados a ver pornografia ou outros sítios inapropriados nos telemóveis. A mãe alerta que “os riscos nos computadores são precisamente os mesmos, caso os mesmos não tenham filtros, o que nem sempre é garantido na entrega dos computadores e nem sequer é ensinado aos pais”.

Além disso, com este projecto-piloto, o acesso à Internet “deixa de ser uma opção dos pais e passa a ser obrigatório em crianças logo a partir dos 7 ou 8 anos”, salientou a mãe que defende um acesso controlado à Internet.

“Não quero que os meus filhos passem demasiado tempo a olhar para ecrãs e que em vez de estudarem estejam num registo multitasking a envolver tarefas escolares e recreativas simultaneamente. As crianças usam ecrãs para fins meramente recreativos e não têm capacidade de se auto-regularem no momento em que devem estudar por um dispositivo que oferece inúmeras possibilidades de distracção”, disse à Lusa.

A autora do abaixo-assinado revelou que a petição será entregue no início do próximo mês na Assembleia da República. In “Jornal Tribuna de Macau – Macau com “Lusa”

Por que a Suécia desistiu da educação 100% digital e gastará milhões de euros para voltar aos livros impressos? In “G1” - Brasil


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Angola – Fundo de Apoio Social avança com projecto “Xadrez nas comunidades precárias do Uíge”

Cinco milhões de kwanzas é o valor que o Fundo de Apoio Social (FAS) vai gastar no projecto de massificação do xadrez em, pelo menos, quatro dos 16 municípios da província do Uíge. Tiro de partida será dado já no próximo mês de Julho

A partir de Julho, crianças e jovens das comunidades precárias, residentes nos municípios do Songo e Mucaba, província do Uíge, vão começar a praticar xadrez, o também conhecido por desporto-ciência, confidenciou ao Novo Jornal o director provincial do Fundo de Apoio Social (FAS), Nanizaiawo Capitão.

A este semanário, o responsável fez saber que o tiro de partida para o projecto de massificação do xadrez na província do Uíge será dado no município do Songo, onde, nos próximos dias, vai começar o processo de selecção de crianças e adolescentes que, numa primeira fase, irá abranger 20 praticantes.

Para o projecto "Xadrez nas Comunidades Precárias do Uíge", o NJ apurou que, para os primeiros quatro municípios do Uíge, o FAS vai gastar pelo menos cinco milhões de kwanzas.

"A missão do FAS é promover o desenvolvimento das localidades, que, por sua vez, se faz também com o desporto, cultura e turismo. Durante o processo de implementação do projecto Kwenda, vamos descobrindo potencialidades nas comunidades, que são outras áreas de actuação, por isso entendemos começar com o xadrez, de forma a promover a inclusão social das comunidades e a impulsionar a capacidade de raciocínio das crianças, aliás, a própria modalidade é conhecida no mundo como o desporto-ciência. A implementação do xadrez nas comunidades visa promover a educação, o desporto e a inclusão social", lembrou Nanizaiawo Capitão ao NJ. Eduardo Gito – Angola in “Novo Jornal”