Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Cabo Verde - Ministério da Educação “não tem competência para acto de padronização linguística” segundo escritor José Luiz Tavares

Cidade da Praia – O escritor José Luiz Tavares afirmou que o Ministério da Educação “não tem competência orgânica” para a realização de um acto de padronização linguística.


“Tal competência é do Ministério da Cultura, que resolveu que a melhor tática é permanecer mudo até que a borrasca passe”, esclareceu o escritor, em entrevista à Inforpress a propósito de uma providencia cautelar que vai interpor, ainda esta semana, para a suspensão do uso do manual do 10.º ano de Língua e Cultura Cabo-verdiana.

À Inforpress, o poeta explicou que, além do “atropelo de todos os comandos legais” sobre a língua cabo-verdiana, há ainda a “incompetência orgânica do Ministério da Educação para a realização de um acto de padronização linguística, ainda que encapotada", pois que “as mentes engendradoras de tal façanha, apesar das evidências em contrário, juram por este mundo e pelo outro que não se trata de tal coisa”.

“Portanto, o ministro Amadeu Cruz tem duas opções: uma sensata, que é suspender e mandar refazer o manual, extirpando a montanha de ilegalidade e anticientificidade, que é a tal (anti)norma pandialetal”, lançou, ou insistir nesse projecto “bairrista e divisionista”, com vista “à eliminação” da matriz histórica da língua cabo-verdiana.

E, então, continuou, arcar com as consequências cíveis e penais, que irá pedir ao tribunal, e que se averigue se as houver, para além das políticas, que, “estranhamente ninguém neste país assaca ao ministro”, finalizou. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 12 de julho de 2025

Cabo Verde - Novo livro de José Luiz Tavares lançado domingo na cidade da Praia

Lisboa - O escritor cabo-verdiano José Luiz Tavares descreve o seu novo livro “Sonoru Tenpestadi di Fumu Flor i Flexa”, que lança domingo, 13, na cidade da Praia, como uma obra de “índole dramática, lírica e filosófica”.

A mais recente produção poética de Tavares chega a Cabo Verde através da editora fundada pelo autor, a Pretomau, e terá uma sessão oficial de apresentação conduzida por Mário Loff, no largo do Memorial Amílcar Cabral, pelas 15:00, no último dia da Grande Feira do Livro.

A obra, totalmente escrita em língua cabo-verdiana, é constituída pelas grandes odes corais que integravam o volume “É Ka Lobu Ki Fase”, publicado em 2022, um livro de índole dramática, lírica e filosófica, de 400 páginas, que nem chegou às livrarias, dado ter-se vendida toda a tiragem feita nessa altura.

Em entrevista à Inforpress, em Lisboa, José Luiz Tavares explicou porquê a opção de publicar agora em separado as odes corais que integravam essa obra de 2022.

“É porque inseridas na dinâmica dramática e filosófica, muitas vezes o leitor podia não se dar conta da complexidade e da autonomia poética daqueles poemas, que originalmente foram escritos autonomamente e só depois enxertados nessa obra. Agora com esta edição autónoma, com algumas modificações, o leitor terá a oportunidade de ler o poema sem outra qualquer condicionante, sendo estas odes a primeira tentativa conseguida de poesia de grande fôlego discursivo, metrificado e rimado”, contou Tavares.

O poeta, que habitualmente reside em Portugal, diz esperar que o livro seja um “valioso contributo” para a perenidade literária da variante-matriz da língua cabo-verdiana.

Variante-matriz da língua, prosseguiu, que o “Ministério da Educação de Cabo Verde tenta agora assassinar com uma engenharia bairrista de laboratório, praticado por nortistas e estrangeiras sem vínculo afectivo com a língua materna cabo-verdiana”, numa ilegalidade que o escritor considera ser “criminosa”, acobertado pelo “ministro da Educação e o coordenador nacional da língua cabo-verdiana ao nível do ensino secundário”.

Ainda uma outra razão para esta publicação agora é, segundo o autor, o conteúdo destes poemas: parte deles são reflexões sobre o transcurso histórico, de que uma parte acabou de ser celebrada há poucos dias, os cinquenta anos da independência nacional.

Para José Luiz Tavares, este facto pesou também nessa reunião, que pode ser um factor de significância na apreensão destes poemas, mas visando sobretudo fazer escola entre aqueles jovens ou menos jovens, que usam a língua cabo-verdiana como meio de expressão literária, mas não só, dado que estas criações “inflam a língua de um vigor novo”, que vai para lá da estrita expressão literária.

“Mas a grande peça desse livro é um manifesto (po)ético-político-filosófico, um longo poema de cerca de vinte páginas, e que esteve na origem desse livro, que espero venha a inspirar muitos daqueles que hoje escrevem em língua cabo-verdiana, com maior ou menor acerto”, reforçou.

Este livro inaugura também a colecção Noti, o “seminal livro” de Koaoberdiano Dambará, das edições Pretomau, a editora que o poeta criou para a publicação dos seus próprios livros e dalguns outros, cuja “qualidade possa fazer a diferença” no cenário literário cabo-verdiano.

“Infelizmente, apesar de a Inforpress ter noticiado o aparecimento desta editora em Fevereiro, com o lançamento da obra de combate contra o supremacismo linguístico diglóssico, ´Uma Selvajaria civilizacional´, nenhum órgão de imprensa em Cabo Verde fez menção ao facto, como se em Cabo Verde nascessem editoras do tipo todos os dias”, lamentou.

Referiu, no entanto, que a Pretomau veio para “incomodar e deixar uma marca indelével até onde a minha disponibilidade e paciência resistirem”.

José Luiz Tavares nasceu no dia de Camões, 10 de Junho, em 1967, em Txonbon, cercanias do antigo Campo de Concentração, concelho do Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde.

Estudou Literatura e Filosofia em Portugal, onde vive em exílio voluntário, dedicado à sua obra.

Publicou 22 livros desde a sua estreia em 2003, com “Paraíso Apagado por um Trovão”, que, segundo o autor, “vêm pondo a nu a mediocridade do panorama poético cabo-verdiano, apesar dos seus inchados pergaminhos, via certo Caliban e outras mirabílicas misérias”.

Os seus livros integram o Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e de Portugal.

Está traduzido para inglês, francês, espanhol, italiano, alemão, mandarim, neerlandês, russo, finlandês, catalão, galês e letão. Traduziu Camões e Pessoa para a língua cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 3 de dezembro de 2022

Cabo Verde - José Luiz Tavares ganha prémio Ulysses 2022 numa semana em que o poeta apresenta dois livros em Lisboa

Lisboa – O poeta José Luiz Tavares, com a obra «Perder o Pio a Emendar a Morte”, venceu o prémio Ulysses 2022, atribuído pela editora The Poetry and Dragons Society e The World Poetry Movement Portugal, anunciou o autor.

Em declarações à Inforpress, o poeta cabo-verdiano radicado em Portugal avançou que a obra galardoada foi escrita em Março/Abril de 2020, durante o primeiro confinamento, e retomada em Fevereiro de 2021, enquanto o autor padecia de infecção pela covid-19.

“Não sendo uma obra sobre esse evento planetário, esse serviu, no entanto, ao autor de mola desencadeadora dessas antipoéticas, desencantadas, mas sempre lúcidas, visões do mundo e do homem lançado no mar da existência”, explicou o poeta que, esta sexta-feira apresentou, em Lisboa, o livro “Uma Pedra Contra o Firmamento” e hoje, sábado, “De Neve e de Bruma”

José Luiz tavares considerou que a obra “Perder o Pio a Emendar a Morte” é, de um certo modo, “tributária das leituras” que o autor foi fazendo durante esse período, nomeadamente “o grande poeta e ensaísta alemão”, Hans Magnus Enzensberger, (falecido há poucos dias), Nicanor Parra, o iconoclasta chileno e inventor da chamada antipoesia, Daniil Harms, Stig Dagerman,  E.M. Cioran, Nietzsche, Kierkegaard, Arno Schmidt e Alberto Pimenta.

Ao prémio concorreram cerca de seis centenas de obras e o volume agora distinguido será editado em meados do próximo ano pela The Poetry and Dragons Society.

Esta é a segunda distinção concedida ao poeta cabo-verdiano este ano em Portugal. O mesmo já tinha sido agraciado em Outubro com a Bolsa de Criação da Fundação Eça de Queirós, tendo, no rescaldo noticioso, o poeta alertado para a inexistência de políticas públicas consistentes para o livro e a leitura em Cabo Verde, ao que o ministro da Cultura retorquiu acusando o poeta maior de viver de Prémios.

“A reacção do poeta, contundente como sempre, não se fez esperar, em texto publicado num jornal cabo-verdiano, sem resposta da parte do ministro”, lembrou.

Depois da apresentação ontem, no Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa, da obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, José Luiz Tavares dá a conhecer ao público, hoje, sábado e no mesmo espaço, o livro de poesia dedicado à filha “De Neve e de Bruma, Editora“, editado sob a chancela da Gongon Cartoneira.


Escrito durante a primeira década do presente milénio, para a sua filha, então criança, “De Neve e de Bruma” é, segundo o autor, a primeira obra em verso escrita para leitores dessa faixa etária, em português ou em língua cabo-verdiana, o que não a impede, sublinhou, também de ser uma obra para graúdos, como sucede no Brasil, onde foi premiado em 2009 pelo Ministério de Educação num concurso destinado a obras para neo-leitores, intitulado Literatura para Todos.

“Tomando como motivo um tempo específico, o Natal, recordando sobretudo os natais da sua infância, o autor faz o trânsito entre a fabulação e as peripécias existenciais, abordando situações e assuntos, os mais diversos, numa construção elaborada, onde a métrica e a rima conferem uma musicalidade, não de embalar, mas que acorda o leitor quer para as peculiaridades da linguagem poética, quer pela candência (por vezes de tom disfarçadamente filosófico) de alguns dos temas abordados”, explica a nota de apresentação da obra.

Escritos originalmente em português, os poemas, ainda segundo o documento, ganharam “notáveis versões em língua cabo-verdiana, o que o torna um objecto estético e didáctico único (no momento em que a língua cabo-verdiana é introduzida, ainda que de forma tímida, no ensino secundário em Cabo Verde), quer para os mais jovens, mas também para os mais crescidos”.

José Luiz Tavares nasceu no Tarrafal no dia de Camões, 10 de Junho, em 1967. Publicou 19 livros, recebeu inúmeros prémios no estrangeiro e em Cabo Verde, e está traduzido para diversas línguas.

“De Neve e de Bruma” é o primeiro de um conjunto de cinco livros infantis e dois juvenis escritos para a sua filha no início da década, mantendo-se todos inéditos, até agora. In “Inforpress” – Cabo Verde




 

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Portugal - Obra “Uma Pedra Contra o Firmamento” do cabo-verdiano José Luiz Tavares apresentada em Lisboa

Lisboa – A obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, do cabo-verdiano José Luiz Tavares, é apresentado na próxima sexta-feira, 02 de Dezembro, no Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, e estará a cargo de Pires Laranjeira e Zetho Gonçalves.

Segundo a organização do evento, a obra abarca um período de 23 anos, 1999/2022, em que o autor compila discursos, intervenções, entrevistas, “polémicas cívicas e literárias”, notas antropológicas, históricas, paisagísticas, políticas e sociais sobre Cabo Verde, estudos sobre a sua obra, e um poema sobre a “marginalidade poética, contraposta a uma certa marginalidade social”.

De acordo com a mesma fonte, o livro “intenso e extenso”, com cerca de 600 páginas, é um “testemunho para durar e perdurar”, no ano em que o autor comemora 55 anos de vida, e 35 de escrita.

José Luiz Tavares nasceu a 10 de Junho de 1967, em Tarrafal de Santiago, Cabo Verde, e estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Publicou vários trabalhos, nomeadamente “Paraíso apagado por um trovão”, “Agreste matéria mundo”, “Polaróides de distintos naufrágios”, “Rua antes do céu”, “Prólogo à invenção do dilúvio/prólogo a la invención del diluvio”, “Ku ki vos/ Com que voz”, “Instruções para uso posterior ao naufrágio” e “Com o fósforo duma só estrela/Com el fósforo de una sola estrella”.

Os poemas do escritor, que é membro da Academia Cabo-verdiana de Letras, estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês, sendo que ele já traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana.

O poeta já foi agraciado com prémios como Prémio Revelação Cesário Verde em 1999, Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian em 2004, Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos em 2006, Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura em 2009, Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha”), em 2010, e prémio BCA/Academia Cabo-verdiana de Letras, em 2016.

Por três vezes consecutivas – 2008, 2009 e 2010 – recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos, Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018), e em Outubro foi seleccionado para a primeira edição das Bolsas de Residência Literária Eça de Queiroz, que tem por objectivo promover a produção literária em língua portuguesa.

A apresentação da obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, de José Luiz Tavares, está marcada para as 17:00 (16:00 em Cabo Verde). In “Inforpress” – Cabo Verde


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Portugal - “Diklarason Universal di Direitos Linguístiku” de José Luiz Tavares chega a Cabo Verde

Lisboa – O poeta cabo-verdiano residente em Portugal José Luiz Tavares apresentou na Cidade da Praia a tradução para a língua cabo-verdiana da Declaração Universal dos Direitos Linguísticos – “Diklarason Universal di Direitos Linguístiku”.

À Inforpress, em Lisboa, o poeta explicou que a tradução da Declaração Universal dos Direitos Linguísticos é um documento de trabalho da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) que diz aos povos dominados linguisticamente e às línguas imperiais que, do ponto de vista humano, todas as línguas naturais têm o mesmo valor.

“É um empreendimento que achei necessário, na medida em que muitas cabeças, sobretudo as dos nossos governantes, têm de acordar para a situação de denegação de um direito humano basilar que é o de qualquer pessoa poder aprender, formalmente, a sua língua e expressar-se através dela em todas as circunstâncias”, afirmou.

De acordo com José Luiz Tavares, esta edição serviu de base às comemorações do Dia Internacional da Língua Materna no Centro Cultural de Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, em Fevereiro de 2019, não tendo, contudo, sido apresentado em Cabo Verde, o que só acontece agora.

“Coincidentemente, esta apresentação acontece no momento em que vieram a público notícias desse acto neocolonial da escola portuguesa na Praia, proibindo os estudantes cabo-verdianos de se expressarem na sua língua materna até nos intervalos e nos seus momentos de lazer”, frisou.

A apresentação esteve a cargo do engenheiro António do Espírito Santo Fonseca, antigo presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde e também ex-Provedor de Justiça, na Presidência da República.

“Neste momento tenho em andamento duas traduções de livros meus inéditos, que serão publicados no próximo ano em formato bilingue (a longo prazo quero traduzir toda a minha obra escrita originalmente em português para a língua cabo-verdiana) e assim que estes dois projectos estiverem concluídos avançarei para a tradução da grande obra, o Livro do Desassossego, do semi-heterónimo de Fernando Pessoa, Bernardo Soares”, contou.

José Luiz Tavares desloca-se a Cabo Verde também para participar no X Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que decorre de 06 a 08 de Outubro, que tem como tema “Insularidade e universalidade na literatura”.

Durante esse evento também irá acontecer a estreia nacional da peça “Coração de Lava”, pelo grupo de dança contemporânea Raiz di Polon, com a coreografia da autoria de Mano Preto.

A peça é baseada na obra da autoria de José Luiz Tavares, “Coração de Lava”, sobre o vulcão do Fogo e a paisagem física e humana de Chã das Caldeiras, livro que conforme o autor, ficou pronto no dia em que o vulcão entrou em erupção pela última vez, em Novembro de 2014. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sábado, 25 de junho de 2022

Cabo Verde - Livro “É Ka Lobu Ki Fase” de José Luiz Tavares lançado em Tarrafal de Santiago

Depois de Portugal e da cidade da Praia, o livro “É Ka Lobu Ki Fase” do escritor cabo-verdiano José Luiz Tavares será lançado este sábado, 25, no concelho de Tarrafal de Santiago.

“É ka Lobu ki Fase – Stórias di nha tiu lobu i dotus inda mutu más lobu, o tratadu di grandeza i mizéria di pátria kabuverdi” é a primeira obra do autor escrita integralmente na língua cabo-verdiana.

Esta obra conta com a ilustração do artista plástico Tchalé Figueira. Segundo a sinopse, nesta obra o autor toma como personagens as figuras bem conhecidas da cena política, social cultural e intelectual de Cabo Verde, utilizando técnicas da tragédia grega, entre as quais o uso omnisciente do coro, em versos rimados e metrificados.


“O autor espraia-se em cerca de quatrocentas páginas de pungentes ou delirantes reflexões sobre as feridas da pátria. Apesar das técnicas tomadas de empréstimo à tragédia grega, tal obra não se insere na categoria de tragédia, estando mais próxima da sátira, se não moralista, pelo menos comportando certos aspectos edificantes”, refere.

O lançamento da obra acontece, às 18 horas, na Rua d'Horta, Chão Bom, sítio onde viu nascer o autor. Natural de Tarrafal de Santiago, José Luiz Tavares estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Já publicou diversas obras, nomeadamente Paraíso Apagado por um Trovão (Lisboa, 2003); Agreste Matéria Mundo (Porto, 2004); Lisbon Blues seguido de Desarmonia (S. Paulo, 2008); Cabotagem & Ressaca (Maputo, 2008); Cidade do Mais Antigo Nome (Lisboa, 2009); Ku Ki Vos/ Com que Voz (Lisboa, 2019): Instruções para Uso Posterior ao Naufrágio (Lisboa, 2019); entre várias outras.

José Luiz Tavares já recebeu vários prémios, com destaque para o Prémio Revelação Cesário Verde, CMO 1999; Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian (2004); Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos (2006); Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura de Cabo Verde (2009); Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha, 2010); Prémio BCA/Academia Cabo-verdiana de Letras (2016). Por três vezes consecutivas - 2008, 2009 e 2010 - recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos; Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018);

Os seus poemas estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês. Traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana. Os seus livros estão incluídos no Plano Nacional de Leitura de Cabo Verde e Portugal.

José Luiz Tavares é membro da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL). Fez parte do júri do Prémio Camões em 2017 e 2018.

Em 2018 foi distinguido na categoria Cultura na gala Somos Cabo Verde. A sua obra foi objeto de duas teses de doutoramento: «Exemplo cosmopolita», de Rui Guilherme Figueiredo Silva, defendida na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2013, e «A expressão metafórica do sentido de existir na literatura cabo-verdiana contemporânea – João Varela, Corsino Fortes, José Luiz Tavares», de Maria de Fátima Fernandes, defendida na Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade de S. Paulo em 2013. In “Expresso das ilhas” – Cabo Verde


 

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Portugal - Sonetos de Camões traduzidos para língua cabo-verdiana por José Tavares integram Plano Nacional de Leitura


Lisboa – O livro Ku ki Vos/Com que Voz, resultado da tradução feita para a língua cabo-verdiana, por José Luiz Tavares, de 65 sonetos de Luís de Camões, foi incluído no Plano Nacional de Leitura de Portugal.

A informação está no sítio do programa Ler+ do Plano Nacional de Leitura consultado hoje pela Inforpress e posteriormente confirmada pelo autor e pela editora Abysmo, que destacou as “qualidades pedagógicas” desse volume.

“A escolha do Ku Ki Vos/Com Que Voz acaba sendo um singelo reconhecimento do valor do trabalho de criação de um corpus literário pujante em cabo-verdiano pelo José Luiz Tavares, mas também das potencialidades pedagógicas deste volume”, considerou o fundador da editora João Paulo Cotrim, em comentário enviado à Agência Inforpress.

Luís Vaz de Camões, prosseguiu João Paulo Cotrim, “renova-se com esta transmigração” e “encontrará novos leitores, sobretudo na comunidade escolar”.

“Pelo menos, nisso depositamos esperança”, concluiu.

Contactado pela Inforpress, o autor de “Paraíso Apagado por um Trovão”, Prémio Mário António de Poesia 2004, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian à melhor obra de autor africano de língua portuguesa e de Timor-Leste publicada no triénio 2001-2003, explicou que quando traduziu os sonetos de Camões não tinha público algum em vista.

“Fi-lo, primeiramente, para o meu próprio prazer de ouvir aqueles poemas a reverberar na minha língua materna, e, segundo, na tentativa de dar um corpus poético relevante à língua cabo-verdiana”, esclareceu.

O objectivo maior deste livro é a defesa da diversidade cultural dentro da unidade, tendo para tal o autor dado a ganhar, à língua cabo-verdiana, um “monumento literário” onde se poderão, mais tarde, alicerçar outros poetas, como explica o autor no prefácio da obra.

“Sirva este trabalho (ambicioso enquanto ideia, se não pelo resultado) como pretexto de um fito bem maior: a construção de uma comunidade de povos, línguas e culturas, ao abrigo de tentações hegemónicas, tutelares ou neoimperiais, ainda que urdidas sob os véus da `política da língua`”, escreve José Luiz Tavares.

José Luiz Tavares nasceu a 10 de Junho 1967, no Tarrafal, ilha de Santiago, Cabo Verde. Estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Entre 2003 e 2020 publicou catorze livros espalhados por Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Colômbia.

Recebeu uma dezena de prémios atribuídos em Cabo Verde, Brasil, Portugal e Espanha, sendo o autor cabo-verdiano mais premiado de sempre. Não aceitou nenhuma medalha ou comenda, até agora.

Traduziu Camões e Pessoa para a língua cabo-verdiana. As obras do poeta estão traduzidas para inglês, castelhano, francês, alemão, mandarim, neerlandês, italiano, catalão, russo, galês, finlandês e letão. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cabo Verde – Lançamento do livro “Coração de lava”

O livro “Coração de Lava”, com poemas de José Luiz Tavares e fotografia de Duarte Belo, vai ser lançado no dia 16 de Dezembro de 2014, às 18h30, no Centro Cultural Português do Mindelo /Camões, IP.

O lançamento tem como pano de fundo o Parque Natural de Chã das Caldeiras, na Ilha do Fogo, onde se situa o mais importante geo-monumento de Cabo Verde e um dos mais significativos vulcões do Atlântico Sul que neste momento se encontra em actividade.
 
A apresentação da obra estará a cargo de Ana Cordeiro, e contará com a presença do autor.

José Luiz Tavares nasceu na Ilha de Santiago, Cabo Verde, a 10 de Junho de 1967. É formado em Literatura e Filosofia. O seu primeiro livro foi “Paraíso Apagado por um Trovão”, seguindo-se em 2005 “Agreste Matéria Mundo”, em 2008 e 2009 escreveu “À Bolina em Redor do Natal”, “Lisbon Blues”, “Desarmonia”, “Tempu di Dilubri” e “Cidade do Mais antigo Nome”. Colaborou com jornais e revistas de Cabo Verde, Portugal e Brasil. Actualmente trabalha na tradução de poemas de Fernando Pessoa e Camões.

Duarte Belo nasceu em Lisboa, em 1968. É licenciado em Arquitectura. Desenvolve projectos em Fotografia e expõe individualmente desde 1989. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.

José Luiz Tavares recebeu os seguintes prémios:

1999 - Prémio Revelação Cesário Verde da Câmara Municipal de Oeiras
2004 - Prémio Mário António de Poesia pela Fundação Calouste Gulbenkian
2005 - Prémio Jorge Barbosa da Associação dos Escritores Cabo-Verdianos
2008 - Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil
2009 - Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil
2009 - Prémio Pedro Cardoso do Ministério da Cultura de Cabo Verde

Camões Instituto da Cooperação e da Língua e Baía da Lusofonia