Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 22 de março de 2024

Portugal - Lançamento do livro e sessão de “stórias” com Adriano Reis celebra o Dia Internacional do Contador de Histórias

Lisboa – O Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, será palco, este sábado, 23, de um evento cultural, onde a tradição oral cabo-verdiana e a celebração da literatura se encontram para homenagear o Dia Internacional do Contador de Histórias.


De acordo com a programação do CCCV, no âmbito da comemoração de “Março, Mês da Mulher”, o autor cabo-verdiano Adriano Reis, estará a lançar o seu mais recente livro, intitulado “Cidade Velha - Solera Porta ku Nôs Géntis Grándi – 1ª Jornada”.

Depois do lançamento da obra, que promete transportar os leitores para os recantos históricos e míticos da Cidade Velha, “mergulhando nas profundezas das estórias e lendas que permeiam as ruas e becos da antiga capital”, a vez será para uma sessão de “stórias” e lendas de Cabo Verde, com Adriano Reis e convidados.

Adriano Reis, nascido na ilha de Santo Antão, traz consigo uma bagagem cultural rica, enraizada nas tradições e vivências da sua terra natal. Desde tenra idade, absorveu as estórias contadas pelos mais velhos, um legado que agora partilha com o mundo através da sua escrita e das suas múltiplas actividades culturais.

Além do lançamento do livro, o evento contará com uma emocionante sessão de estórias e lendas de Cabo Verde, conduzida pelo próprio Adriano Reis e convidados especiais. Os presentes terão a oportunidade única de mergulhar no mundo encantado da oralidade cabo-verdiana, onde as palavras ganham vida e os mitos se entrelaçam com a realidade.

Adriano Reis que diz ser um “filho da ilha de Santo Antão” que nasceu em Luanda, Angola, “por um acaso”, com um ano de idade, os seus pais, Tonaya e Txikou, voltaram à ilha e escolheram a Vila de Porto Novo para viverem e trabalharem.

O autor, cujo trabalho se estende para além da literatura, é reconhecido internacionalmente como um mestre contador de estórias e um defensor da cultura cabo-verdiana, tendo uma carreira diversificada que abarca desde o teatro até à formação cultural.

O lançamento do livro “Cidade Velha - Solera Porta ku Nôs Géntis Grándi – 1ª Jornada” e sessão de “stórias” e lendas de Cabo Verde com Adriano Reis e convidados, por ocasião do Dia Internacional do Contador de Histórias, estão agendados para às 16:00 (15:00 em Cabo Verde).

O Dia Internacional do Contador de História é assinalado a 20 de Março e foi criada na Suécia, em 1991, para reunir os contadores e incentivar a actividade no mundo todo. In “Inforpress” – Cabo Verde


domingo, 19 de março de 2023

Cabo Verde – O País tem mais produção cultural e artística na diáspora do que no território nacional, diz embaixador Eurico Monteiro


Lisboa – O embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Correia Monteiro, considerou em Lisboa, que no País, pode-se afirmar que há mais produção artística e cultural na diáspora do que no território nacional.

O representante diplomático fez essa afirmação na abertura da sessão musical e cultural, denominada “Canções com cores cabo-verdianas – Chansons Françaises aux couleurs cap-verdiennes”, no âmbito da Festa da Francofonia 2023, que decorreu no CCCV, com sala completamente cheia.

“Hoje Cabo Verde pode dizer que tem mais produção cultural e artística na sua diáspora do que no território nacional, por isso faz todo o sentido ter este centro em Portugal e no concelho da cidade de Lisboa”, considerou o embaixador, lembrando que São Bento, onde fica o CCCV, no passado, “foi muito frequentado por cabo-verdianos e onde vários artistas se expressaram na música”.

Segundo ele, o CCCV procura acolher iniciativas de quase todos os países, sublinhando que no município de Lisboa existe uma comunidade cabo-verdiana muito significativa, em termos de números, mas também muito activa e com uma expressão social e cultural “muito intensa”.

“O CCCV é um espaço de diálogos entre culturas e para nós essa é uma função importante”, disse Eurico Monteiro na sessão que contou com a presença da embaixadora de Luxemburgo em Portugal e vários representantes diplomáticos de diferentes países, em Lisboa.

Para o embaixador de Cabo Verde, esta é uma “importante iniciativa de cooperação entre os dois países”, num espaço que se quer fazer a “afirmação da cultura” cabo-verdiana e lusófona, mas, particularmente, “partilhar” todas as culturas.

No evento promovido pelo CCCV e as embaixadas de Cabo Verde e do Luxemburgo em Portugal, e que contou com actuações de Carla Correia e Lucibela, acompanhadas por Humberto Ramos no piano, Eurico Monteiro lembrou que o CCCV é o resultado de uma cooperação “muito estreita e muito intensa” com o município de Lisboa.

De acordo com a organização, “Canções com cores cabo-verdianas – Chanson française aux couleurs cap-verdiennes”, é um evento de “celebração da amizade” entre Cabo Verde e o Luxemburgo, e da Francofonia, que foi honrada com algumas melodias da “Chanson Française”, misturado com toques dos países organizadores”.

Canções com cores cabo-verdianas – Chanson française aux couleurs cap-verdiennes” surge do trabalho comum entre o Luxemburgo e Cabo Verde, sendo que esse país europeu é membro fundador da Organização Internacional da Francofonia (OIF), fundada em 1970 e Cabo Verde juntou-se em 1996.

O concerto na sessão musical e cultural foi seguido de uma recepção gastronómica onde o público saboreou as especialidades de todos os países da Francofonia.

Este ano, a celebração da Festa da Francofonia, que acontece sempre em Março, tem como tema “Une semaine à tous les temps?”, tema que convida todos a reflectir sobre a percepção e relação com o tempo, em particular jogando com as palavras francesas que o exprimem.

Em Portugal, será prestada uma homenagem à Roménia, que está a celebrar 30 anos de participação na OIF, representado por parceiros e 13 países, nomeadamente Andorra, Bélgica, Cabo Verde, Canadá, Costa do Marfim, Egipto, França, Luxemburgo, Marrocos, Moldávia, Roménia, Senegal e Tunísia. In “Inforpress” – Cabo Verde


 

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Portugal - Obra “Uma Pedra Contra o Firmamento” do cabo-verdiano José Luiz Tavares apresentada em Lisboa

Lisboa – A obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, do cabo-verdiano José Luiz Tavares, é apresentado na próxima sexta-feira, 02 de Dezembro, no Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), em Lisboa, e estará a cargo de Pires Laranjeira e Zetho Gonçalves.

Segundo a organização do evento, a obra abarca um período de 23 anos, 1999/2022, em que o autor compila discursos, intervenções, entrevistas, “polémicas cívicas e literárias”, notas antropológicas, históricas, paisagísticas, políticas e sociais sobre Cabo Verde, estudos sobre a sua obra, e um poema sobre a “marginalidade poética, contraposta a uma certa marginalidade social”.

De acordo com a mesma fonte, o livro “intenso e extenso”, com cerca de 600 páginas, é um “testemunho para durar e perdurar”, no ano em que o autor comemora 55 anos de vida, e 35 de escrita.

José Luiz Tavares nasceu a 10 de Junho de 1967, em Tarrafal de Santiago, Cabo Verde, e estudou literatura e filosofia em Portugal, onde vive.

Publicou vários trabalhos, nomeadamente “Paraíso apagado por um trovão”, “Agreste matéria mundo”, “Polaróides de distintos naufrágios”, “Rua antes do céu”, “Prólogo à invenção do dilúvio/prólogo a la invención del diluvio”, “Ku ki vos/ Com que voz”, “Instruções para uso posterior ao naufrágio” e “Com o fósforo duma só estrela/Com el fósforo de una sola estrella”.

Os poemas do escritor, que é membro da Academia Cabo-verdiana de Letras, estão traduzidos para inglês, espanhol, francês, alemão, neerlandês, italiano, catalão, letão, finlandês, russo, mandarim e galês, sendo que ele já traduziu Camões, Pessoa e João Cabral de Melo Neto para a língua cabo-verdiana.

O poeta já foi agraciado com prémios como Prémio Revelação Cesário Verde em 1999, Prémio Mário António de Poesia, Fundação Calouste Gulbenkian em 2004, Prémio Jorge Barbosa, Associação de Escritores Cabo-verdianos em 2006, Prémio Pedro Cardoso, Ministério da Cultura em 2009, Prémio de Poesia Cidade de Ourense (Espanha”), em 2010, e prémio BCA/Academia Cabo-verdiana de Letras, em 2016.

Por três vezes consecutivas – 2008, 2009 e 2010 – recebeu o Prémio Literatura para Todos do Ministério da Educação do Brasil, por livros destinados a neo-leitores jovens e adultos, Prémio Vasco Graça Moura /Imprensa Nacional Casa da Moeda (2018), e em Outubro foi seleccionado para a primeira edição das Bolsas de Residência Literária Eça de Queiroz, que tem por objectivo promover a produção literária em língua portuguesa.

A apresentação da obra “Uma Pedra Contra o Firmamento”, de José Luiz Tavares, está marcada para as 17:00 (16:00 em Cabo Verde). In “Inforpress” – Cabo Verde


sábado, 23 de outubro de 2021

Portugal – Exposição “Veleiros de Cabo Verde do Séc. XX” em Lisboa

Jorge Soares Silva inaugurou esta sexta-feira,22, a exposição “Veleiros de Cabo Verde do Séc. XX”, no Centro Cultural Cabo Verde (CCCV), em Lisboa


Em nota de imprensa, os organizadores do evento explicam que, apesar de ter havido um número bastante elevado de navios à vela em Cabo Verde, esta exposição vai apresentar apenas oito (8), dos mais utilizados no país.

Entre eles, “cúter”, “falucho”, “palhabote”, “iate”, “escuna”, “patacho” e “lugre”.

A ideia é trazer à tona a história destes navios à vela, as suas origens, utilizações, entre outros aspectos importantes, referindo-se ainda à evolução das embarcações à vela para embarcações a motor.

“Veleiros de Cabo Verde do Século XX” vai estar patente no CCCV até ao dia 5 de novembro, com visitas abertas de segunda à sexta, das 10 às 17 horas. A entrada é livre.

Sobre o autor

Jorge Octávio Soares Silva, nasceu a 17 de agosto de 1945, em São Vicente. Frequentou os estudos secundários no Colégio dos Maristas, em Luanda, Angola.

Nesta altura, já colaborava na revista Tan-Tan dos alunos com dois artigos sobre Cabo Verde.

Jorge Soares Silva é membro da Associação de Escritores Cabo-Verdianos (AEC), da Sociedade Cabo-Verdiana de Autores (SOCA) e da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL).

Enquanto literário, colaborou em vários jornais e revistas, nomeadamente A Semana, Emigrassom, Arte & Letra, Pré-Textos, Echos de Paul.

O autor do conto infantil “A Família do Chibim” (1995) “Esquisito” (2009), “Contos”, (2013) e “Sul 1” venceu em 2020, com o trabalho “Mundo”, a 3ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com a Imprensa Nacional de Cabo Verde. In “A Nação” – Cabo Verde