Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Suécia - Filme de Denise Fernandes ganha prémio Ingmar Bergman

O filme “Hanami”, da realizadora portuguesa Denise Fernandes de origem cabo-verdiana, formada na Suíça, foi distinguido este sábado com o prémio Ingmar Bergman no Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia



De acordo com a organização, “Hanami” venceu aquele prémio internacional, destinado a primeiras obras, integrando uma seleção de oito candidatos da qual fazia ainda parte “On Falling”, de Laura Carreira.

“Hanami” é uma primeira longa-metragem de Denise Fernandes, foi rodada na ilha do Fogo, em Cabo Verde, e o elenco integra maioritariamente não-atores, na sua primeira experiência em cinema, explica a produtora portuguesa O Som e a Fúria.

Denise Fernandes, que nasceu em Lisboa, filha de pais cabo-verdianos, e cresceu na Suíça, aborda em “Hunami” as etapas e dores do crescimento de uma menina, desde que está na barriga da mãe até à adolescência.

“Quando eu era criança, reparei que Cabo Verde, por ser muito pequeno, era muitas vezes omitido dos mapas e dos globos. Crescendo na Europa, tinha a sensação de vir de um país que não existia fora das paredes da minha casa. Para o tornar visível, fiz de Cabo Verde e dos seus habitantes o tema central da minha primeira longa-metragem”, explicou Denise Fernandes em nota de intenções.

O elenco integra Sanaya Andrade, Daílma Mendes, Alice da Luz, Nha Nha Rodrigues, João Mendes e Yuta Nakano.

“Hanami” conquistou em 2024 o prémio revelação no festival de cinema de Locarno (Suíça). Desde então, o filme já foi selecionado para vários festivais e tem conquistado outros prémios, nomeadamente em Chicago (Estados Unidos) e São Paulo (Brasil).

Anteriormente, Denise Fernandes fez as curtas-metragens “Nha Mila” (2020), “Idyllium” (2013), “Pan sin mermelada” (2012) e “Una notte” (2011).

De acordo com a produtora O Som e a Fúria, “Hanami” vai estrear-se nas salas de cinema da Suíça – país coprodutor – a 19 de março e chega aos cinemas portugueses a 15 de maio.

A 48ª. edição do Festival de Cinema de Gotemburgo terminou hoje, domingo. In “Bom dia Europa” – Luxemburgo

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Suécia - Filmes de Laura Carreira e Denise Fernandes em competição

Suíça - “Hanami” de Denise Fernandes vence prémio revelação do Festival de Cinema de Locarno


quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Suécia - Filmes de Laura Carreira e Denise Fernandes em competição

Os filmes “On Falling”, de Laura Carreira, e “Hanami”, de Denise Fernandes, vão estar em competição no Festival de Cinema de Gotemburgo, que começa a 24 de janeiro na Suécia



De acordo com a organização, os dois filmes estão entre os oito candidatos ao prémio internacional Ingmar Bergman, para primeiras obras.

“On Falling”, que se estreia a 27 de março em Portugal, é a primeira longa-metragem de ficção da realizadora portuguesa Laura Carreira, radicada na Escócia, depois das curtas-metragens “Red Hill” (2018) e “The Shift” (2020).

O filme, que explora questões sobre precariedade laboral e solidão, teve estreia mundial em setembro no festival de cinema de Toronto, no Canadá, e desde então tem sido exibido noutros festivais e arrecadado vários prémios e elogios.

Em San Sebastián (Espanha), Laura Carreira venceu um prémio de realização e em Salónica (Grécia), a protagonista, Joana Santos, conquistou um prémio de representação.

Em “On Falling”, a figura central é Aurora, uma jovem mulher portuguesa emigrada na Escócia, que tem um trabalho monótono, precário e profundamente desumanizado num armazém, e que tem dificuldade em subsistir mensalmente e em socializar, numa casa partilhada com outros imigrantes.

De acordo com informação na sua página oficial, Laura Carreira tem em desenvolvimento uma segunda longa-metragem, com a produtora britânica Film4.



“Hanami” também é uma primeira obra em longa-metragem da realizadora Denise Fernandes, que conquistou o prémio revelação em agosto passado no festival de Locarno (Suíça).

Denise Fernandes, que nasceu em Lisboa e cresceu na Suíça, aborda em “Hunami” as etapas e dores do crescimento de uma menina, desde que está na barriga da mãe até à adolescência.

“Hanami”, filmado na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, é uma coprodução entre Portugal, Suíça e Cabo Verde. Anteriormente, Denise Fernandes fez a curta-metragem “Nha Mila” (2020).

A 48ª. edição do Festival de Cinema de Gotemburgo vai decorrer de 24 de janeiro a 02 de fevereiro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Suíça - “Hanami” de Denise Fernandes vence prémio revelação do Festival de Cinema de Locarno

A realizadora Denise Fernandes conquistou, com “Hanami”, projecto filmado na Ilha do Fogo, em Cabo Verde, o prémio revelação na 77ª edição do Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, foi agora revelado.


Denise Fernandes, que já tinha apresentado em Locarno a curta-metragem “Nha Mila” (2020), é uma realizadora portuguesa de origem cabo-verdiana, formada na Suíça. O seu nome consta por duas vezes na lista de premiados, primeiro com o Prémio de Melhor Realizador Revelação – Cidade e Região de Locarno e, depois, nas Menções Especiais.

Esta longa-metragem fala das etapas e dores do crescimento de uma menina, desde que está na barriga da mãe até à adolescência.

Na secção “Cineastas do Presente”, “Hanami” centra-se na história de uma família de “uma ilha vulcânica remota”, de onde toda a gente quer partir, mas onde uma criança, “a pequena Nana, aprende a ficar”.

O grande vencedor foi Akiplėša (Toxic) que deu à cineasta lituana Saulė Bliuvaitė o Leopardo de Ouro. O filme acompanha duas meninas de 13 anos, Marija e Kristina, que criam um vínculo único numa escola de modelos local, onde a promessa de uma vida melhor leva as meninas a violar os seus corpos de maneiras cada vez mais extremas.

Mond, de Kurdwin Ayub (Áustria), ganhou o Prémio Especial do Júri, enquanto o Prémio de Melhor Direcção foi para Laurynas Bareiša por Seses (Afogando-se a Seco).

Os dois prémios de Melhor Performance foram dados respectivamente a Gelminė Glemžaitė, Agnė Kaktaitė, Giedrius Kiela e Paulius Markevičius por Seses e a Kim Minhee, estrela de Suyoocheon de Hong Sangsoo (Coreia do Sul). O Pardo d’Oro no “Concorso Cineasti del Presente” foi concedido a Holy Electricity de Tato Kotetishvili.

Em comunicado, a organização destaca que esta 77ª edição teve “um programa rico e variado de filmes”, e que “a selecção oficial do Locarno77 serviu como uma defesa robusta de todos os tipos possíveis de cinema, abrangendo do popular ao cinema de arte, do experimental ao clássico, do de autor ao colectivo”.

“Uma edição verdadeiramente única que marcou mais uma vez o que torna Locarno um festival tão querido tanto pelo público mundial quanto pela indústria cinematográfica. Criatividade e esperança por um amanhã melhor foram os elementos que percorreram todas as seções. O cinema é uma força motriz e Locarno é um carro-chefe para isso”, refere o director artístico do Festival de Cinema de Locarno, Giona A. Nazzaro, citado no comunicado.

Este ano, na competição internacional de Locarno esteve também “Fogo do Vento”, primeira longa-metragem de Marta Mateus, que sucede à curta-metragem “Farpões Baldios” (2017). “Fogo do Vento”, co-produzido por Marta Mateus e Pedro Costa, em co-produção com França e Suíça, conta com alguns dos protagonistas do filme anterior, aprofundando histórias de uma comunidade alentejana, “num filme político que convoca a memória das gerações anteriores”, indo “da resistência à ditadura salazarista ao tempo presente”, segundo a sua apresentação.

O realizador português Carlos Pereira, que trabalha na Alemanha, foi seleccionado para a competição internacional da secção “Leopardo de amanhã”, com a curta-metragem “Icebergs”, de produção alemã.

Fora de competição, num festival que teve início no dia 07 e terminou no fim-de-semana, Edgar Pêra estreou “Cartas Telepáticas”, um filme com imagens geradas por Inteligência Artificial e que põe em diálogo os universos literários dos escritores H.P. Lovecraft e Fernando Pessoa.

Também extraconcurso, Locarno acolheu o filme “O vento assobiando nas gruas”, que a realizadora suíça Jeanne Waltz fez a partir de um romance de Lídia Jorge. In “Jornal Tribuna de Macau – Macau com “Lusa”