Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 31 de janeiro de 2026

Angola - Angonabeiro exportou 1,4 mil milhões Kz em café no ano passado

A Angonabeiro exportou no ano passado cerca de 1,4 mil milhões Kz (1,29 milhões de euros) de café produzido no País para vários mercados internacionais, segundo um comunicado divulgado esta semana em Luanda


De acordo com o documento, as exportações estão inseridas na estratégia de relançamento da produção de café nacional, e no objectivo de diversificar a economia e contribuir para a dinamização de toda a cadeia produtiva do café, o que tem permitido levar o café angolano para diferentes partes do mundo.

"Hoje, levamos o café angolano a vários mercados internacionais, como França, Suíça, Cabo Verde, Senegal e Brasil, promovendo a sua qualidade, identidade e potencial junto de diferentes públicos no mundo. Este percurso reflecte o nosso compromisso contínuo com a valorização do café produzido em Angola e com o desenvolvimento sustentável da fileira do café", salienta Rui Gonçalves, citado no comunicado da Angonabeiro, que não avança a quantidade exportada.

A empresa garante que, em 2025, registou um volume de negócios de cerca de 29,9 mil milhões Kz, um crescimento de aproximadamente 13,3% face a 2024. "Estes resultados reflectem a trajectória de crescimento sustentado da Angonabeiro, reafirmando o nosso compromisso e contributo para o desenvolvimento do sector em Angola. São fruto de uma estratégia consistente, assente no reforço da capacidade produtiva, na valorização do talento local e numa aposta contínua na qualidade, inovação e proximidade com os consumidores e parceiros. Continuamos focados em criar valor para a economia angolana e em consolidar a Angonabeiro como um actor de referência no sector do café no País".

Para isso, a empresa tem apostado na recuperação de infraestruturas, formação de recursos humanos e disponibilização de meios técnicos, com o objectivo de revitalizar a fileira do café de Angola e recuperar o prestígio internacional que o País já teve nesta fileira de produção "Acreditamos na aposta que temos vindo a fazer, centrada no estímulo da produção nacional, através da compra de café a grandes e médias fazendas, bem como a pequenos agricultores", lê-se no comunicado.

A empresa, que se dedica à produção de café, garante também que tem apoiado produtores de café na integração das melhores práticas agrícolas, de forma a maximizarem o seu rendimento, assegurando ainda a venda de toda a produção de café verde destes produtores. "Este negócio tem vindo a ganhar relevo na economia angolana e, ao longo destes anos, já chegámos a mais de 40 mil famílias, que apoiamos e às quais adquirimos o seu café", refere o comunicado citando Rui Gonçalves, que lidera a empresa. A empresa, que emprega actualmente 106 trabalhadores, lidera o mercado de café torrado no País e detém marcas próprias, como a Delta e a Ginga. Faustino Diogo – Angola in “Expansão”


terça-feira, 19 de agosto de 2025

Angola - Café Amboim à venda nos mercados de Paris

A Delta Coffee House Experience abriu as suas portas, pela primeira vez, fora de Portugal, levando o Café Amboim para o centro de Paris (França), com uma edição especial denominado “Impossible Coffee Angola – Café Amboim: O café coragem das mulheres de Angola”


À abertura da primeira Delta Coffee House Experience além-fronteiras posiciona-se não só o café português, mas também o café angolano, no mapa global, reforçando o plano de expansão internacional do Grupo Nabeiro.

Com presença em mais de 40 países, há mais de uma década na emblemática capital francesa, a Delta dá agora um passo firme rumo ao Top 10 mundial.

“Depois de dois anos de trabalho árduo, abrimos a nossa primeira loja fora de portas, em Paris, um mercado exigente, que valoriza verdadeiramente o café e com um enorme potencial de crescimento. Este é, sem dúvida, um marco na história do nosso grupo e um passo importante que nos aproxima do Top 10 mundial das marcas de café”, afirma Clara Melícias, directora de Lojas Delta Coffee House Experience e Commerce do Grupo Nabeiro.

A carta inclui cafés de extracção lenta, slow coffee, blends exclusivos, origens únicas, como Angola, e ainda propostas gastronómicas que acompanham todos os momentos do dia, desde pequenos-almoços, brunches a refeições ligeiras.

“A venda do Impossible Coffee Angola na Delta Coffee House Experience em Paris não é só mais um passo na estratégia do Grupo Nabeiro em recuperar o prestígio internacional do café angolano, mas também o reconhecimento e a valorização do esforço e empenho da Associação das Mulheres Empreendedoras de Porto Amboim, que tem feito um trabalho notável na produção e preservação de um café único no mundo”, afirma Rui Gonçalves, director-geral da Angonabeiro.

O responsável salientou que o Grupo está “fortemente empenhado em revitalizar a fileira do café de Angola e em contribuir para a notoriedade e reconhecimento internacional da qualidade desse café”.

Recorde-se que a edição especial Impossible Coffee Angola resulta da coragem e resiliência de 12 mulheres da Associação das Mulheres Empreendedoras de Porto Amboim (AMEA) que se uniram para manter viva a produção de café no município de Amboim, província do Cuanza-Sul, numa altura em que a variedade local, café Robusta Amboim, estava seriamente ameaçada pelos efeitos da guerra colonial e pela falta de recursos e de mão-de-obra.

Este lote de café foi lançado em Março deste ano, no âmbito do projecto de empreendedorismo e activismo social Impossible Coffees, promovido pela Delta Coffee House Experience.

As vendas do Impossible Coffee Angola resultaram já na angariação de mais de 15 milhões de kwanzas, revertidos para a AMEA. Até Dezembro de 2025, 20 por cento das receitas obtidas com a venda deste lote especial, nas lojas Delta Coffee House Experience e na loja online, continuarão a ser revertidas para a AMEA.

O Projecto Impossible Coffees, que dá a conhecer histórias de pessoas únicas que sempre acreditaram em si e nos seus sonhos, reforça a ligação da Delta Cafés a Angola e o apoio aos pequenos produtores de café no País, onde está empenhada em contribuir para a revitalização da fileira do café.

Presente há 27 anos em território angolano, através da Angonabeiro, a Delta Cafés já apoiou mais de 40 mil famílias produtoras de café, levando o melhor café de Angola e o nome deste País, a mais de 40 países, nos blends da marca. In “Jornal de Angola” - Angola


domingo, 24 de maio de 2015

Angola – Angonabeiro compra totalidade de empresa pública de café

A Angonabeiro, empresa angolana do grupo português Nabeiro, vai investir cerca de 900 mil euros na aquisição da totalidade do capital da empresa pública angolana de produção de café Liangol.

A Angonabeiro, empresa angolana do grupo português Nabeiro, vai investir um milhão de dólares (cerca de 900 mil euros) na aquisição da totalidade do capital da empresa pública angolana de produção de café Liangol, cuja gestão já assegura há 14 anos.

A informação foi avançada à Lusa pelo director-geral da Angonabeiro, José Carlos Beato, e surge na sequência do decreto executivo conjunto dos ministérios da Economia e da Indústria, de 13 de Novembro, autorizando a privatização desta unidade, instalada em Cacuaco, nos arredores de Luanda.

"O grupo Nabeiro veio para Angola no ano 2000, a convite do Governo angolano, numa lógica de revitalização da fileira do café e que supunha a reabilitação de uma fábrica. Isso foi feito e, portanto, estávamos em Angola ao abrigo de um contrato de gestão [da antiga Liangol], mas havia a perspectiva que esse activo fosse privatizado um dia, e foi isso que aconteceu", explicou o diretor da Angonabeiro.

Desde 2001 que a empresa do grupo português assume a gestão da fábrica da Liangol, depois de garantir também a sua reabilitação e modernização, tendo em conta que estava desactivada desde 1984.

Nas próximas semanas, segundo José Carlos Beato, será assinada a escritura pública de compra e venda da empresa com o Estado angolano, tendo esta primeira fase do investimento, de mais de um milhão de dólares (900 mil euros), sido candidatado a incentivos públicos, ao abrigo da lei do investimento privado em Angola.

"No fundo é o culminar de um processo que justificou a vinda do grupo [Delta] para Angola, a criação de uma empresa de direito angolano, a Angonabeiro, e o desenvolvimento que temos feito ao longo destes 15 anos na fileira do café em Angola", apontou ainda o administrador.

A empresa ocupa uma área de quatro hectares, com uma zona de armazenamento, torra e embalagem de café, onde o grupo Nabeiro assegura a produção e comercialização de 250 toneladas do café (2014) da marca própria Ginga, que lidera destacada as vendas em Angola.

Na mesma área, onde já trabalham cerca de 100 pessoas, a Angonabeiro tem projectos para, numa segunda fase, aumentar a capacidade de armazenamento e de distribuição, tendo em conta o objectivo de revitalizar o sector do café no país.

Angola já foi o quarto maior produtor mundial de café, com 200 mil toneladas anuais, antes de 1975. Essa produção está hoje reduzida a menos de 5%, fruto do abandono do cultivo durante a guerra civil angolana que se seguiu à independência.

As empresas do sector estimam que o país produz actualmente cerca de 3000 toneladas de café - embora números oficiais apontem para 15000 - e só a Angonabeiro comprou em 2014, a cerca de 20000 produtores de várias províncias angolanas, 800 toneladas, o maior registo de sempre. No ano anterior conseguiu adquirir 600 toneladas e em 2012 apenas 500.

Só para Portugal, excluindo assim a quantidade necessária para a produção da marca angolana Ginga, a empresa exportou 500 toneladas de café, um volume recorde que segundo José Carlos Beato apenas cobre cinco dias de produção na fábrica portuguesa.

Portanto, garante, mais café fosse produzido (sobretudo recolhido) em Angola e mais seria comprado e exportado pela empresa, que tem vindo a alargar as zonas onde compra directamente aos produtores, quando os consegue.

"Temos uma actividade que é quase de garimpar o café, vamos atrás dos agricultores, sempre com parceiros locais que têm a capacidade de descascar o café, de assegurar a primeira fase do tratamento", explicou o responsável da Angonabeiro.

As vendas da empresa angolana do grupo Nabeiro cresceram 32% em 2014, face ao ano anterior, com um volume de facturação anual que se cifra acima dos 20 milhões de dólares (18 milhões de euros).

Em Angola, o negócio tem sido impulsionado nos últimos anos pela venda de cápsulas da marca Delta e pelo negócio da marca Ginga, com origem em café 100% angolano. In “Económico Digital” - Portugal