Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Delta Cafés. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Delta Cafés. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Angola - Café Amboim à venda nos mercados de Paris

A Delta Coffee House Experience abriu as suas portas, pela primeira vez, fora de Portugal, levando o Café Amboim para o centro de Paris (França), com uma edição especial denominado “Impossible Coffee Angola – Café Amboim: O café coragem das mulheres de Angola”


À abertura da primeira Delta Coffee House Experience além-fronteiras posiciona-se não só o café português, mas também o café angolano, no mapa global, reforçando o plano de expansão internacional do Grupo Nabeiro.

Com presença em mais de 40 países, há mais de uma década na emblemática capital francesa, a Delta dá agora um passo firme rumo ao Top 10 mundial.

“Depois de dois anos de trabalho árduo, abrimos a nossa primeira loja fora de portas, em Paris, um mercado exigente, que valoriza verdadeiramente o café e com um enorme potencial de crescimento. Este é, sem dúvida, um marco na história do nosso grupo e um passo importante que nos aproxima do Top 10 mundial das marcas de café”, afirma Clara Melícias, directora de Lojas Delta Coffee House Experience e Commerce do Grupo Nabeiro.

A carta inclui cafés de extracção lenta, slow coffee, blends exclusivos, origens únicas, como Angola, e ainda propostas gastronómicas que acompanham todos os momentos do dia, desde pequenos-almoços, brunches a refeições ligeiras.

“A venda do Impossible Coffee Angola na Delta Coffee House Experience em Paris não é só mais um passo na estratégia do Grupo Nabeiro em recuperar o prestígio internacional do café angolano, mas também o reconhecimento e a valorização do esforço e empenho da Associação das Mulheres Empreendedoras de Porto Amboim, que tem feito um trabalho notável na produção e preservação de um café único no mundo”, afirma Rui Gonçalves, director-geral da Angonabeiro.

O responsável salientou que o Grupo está “fortemente empenhado em revitalizar a fileira do café de Angola e em contribuir para a notoriedade e reconhecimento internacional da qualidade desse café”.

Recorde-se que a edição especial Impossible Coffee Angola resulta da coragem e resiliência de 12 mulheres da Associação das Mulheres Empreendedoras de Porto Amboim (AMEA) que se uniram para manter viva a produção de café no município de Amboim, província do Cuanza-Sul, numa altura em que a variedade local, café Robusta Amboim, estava seriamente ameaçada pelos efeitos da guerra colonial e pela falta de recursos e de mão-de-obra.

Este lote de café foi lançado em Março deste ano, no âmbito do projecto de empreendedorismo e activismo social Impossible Coffees, promovido pela Delta Coffee House Experience.

As vendas do Impossible Coffee Angola resultaram já na angariação de mais de 15 milhões de kwanzas, revertidos para a AMEA. Até Dezembro de 2025, 20 por cento das receitas obtidas com a venda deste lote especial, nas lojas Delta Coffee House Experience e na loja online, continuarão a ser revertidas para a AMEA.

O Projecto Impossible Coffees, que dá a conhecer histórias de pessoas únicas que sempre acreditaram em si e nos seus sonhos, reforça a ligação da Delta Cafés a Angola e o apoio aos pequenos produtores de café no País, onde está empenhada em contribuir para a revitalização da fileira do café.

Presente há 27 anos em território angolano, através da Angonabeiro, a Delta Cafés já apoiou mais de 40 mil famílias produtoras de café, levando o melhor café de Angola e o nome deste País, a mais de 40 países, nos blends da marca. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Açores - Delta lança primeiro café português produzido no arquipélago

A Delta lançou hoje o primeiro café português totalmente produzido nos Açores, um arquipélago que tem “condições muito propícias” para ter uma produção de “extrema qualidade”, segundo revelou o presidente executivo do grupo.


“O mais especial de tudo é tornar o impossível em possível. A Europa não tem condições climáticas e de terreno para produzir café. Aquilo que nós chamámos-lhe foi de ‘Impossible Coffee [Café Impossível]”, afirmou Rui Miguel Nabeiro em declarações à agência Lusa.

E acrescentou: “A Europa, sendo um dos maiores consumidores, não produzia café e agora tornou-se possível produzir café na Europa, em particular em Portugal e nos Açores”.

A Delta Cafés anunciou hoje em Lisboa o lançamento do lote de café dos Açores, que resultou de uma parceria entre o Governo dos Açores e a Associação de Produtores Açorianos de Café, que vai estar disponível nas lojas “Delta The Coffee House Experience”.

O diretor executivo do grupo lembrou que o “sonho” de produzir café em Portugal começou em 2018, aquando da entrada da empresa na International Coffee Partners.

Naquele ano, a Delta teve conhecimento da existência de pequenos produtores de café nos Açores e no ano seguinte promoveu um estudo para “perceber quais as espécies de café” mais propícias ao clima açoriano, uma investigação que resultou num relatório entregue ao executivo regional.

“Nestes últimos quatro anos, temos vindo a apoiar todos os pequenos produtores de café nos Açores. Nesta altura, como já há algum café, acabamos por conseguir, comercialmente, lançar um lote com 100% café português, 100% café dos Açores”, salientou.

O café agora disponibilizado é de espécie arábica, mas Rui Miguel Nabeiro destaca que as ilhas açorianas têm condições para produzir outros tipos de café.

“Os Açores têm um clima muito propício. É um clima muito húmido, com chuvas constantes e temperatura amena. A própria terra vulcânica, que pensaríamos que poderia dificultar a plantação, acaba por ter, ao fim desses últimos quatro anos de estudos, condições ótimas para a produção de pelo menos seis espécies de café”, afirmou.

O diretor executivo da Delta realça, contudo, que ainda existe “muito caminho a percorrer” para “estimular a produção de café” no arquipélago.

“O café que se vai produzir nos Açores é um café de especialidade, com um sabor muito próprio, com uma qualidade extremamente alta. Não vai haver grandes volumes, mas sobretudo um café muito, muito bom”, vincou.

Na cerimónia de apresentação, o presidente do Governo dos Açores considerou a Delta como o “parceiro ideal” para aumentar a produção de café na região.

“Estamos a fazer história (…). Vamos fazer de Portugal um país de produção de excelência no café”, assinalou José Manuel Bolieiro.

O líder regional defendeu que os Açores devem apostar na “excelência” e na “dimensão do valor acrescentado”, em detrimento da produção em “quantidade”.

“O lançamento do café dos Açores honra a região, mas não representa um fim, antes o começo de uma nova etapa. Valorizo, enquanto presidente do Governo Regional e enquanto açoriano, o trabalho desenvolvido em parceria com a Delta”, afirmou Bolieiro. In “Executive Digest” – Portugal com “Lusa”


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Etiópia - International Coffee Partners apoia pequenos produtores de café

A International Coffee Partners (ICP), que a Delta Cafés integra, acaba de anunciar a extensão do seu projeto à Etiópia. Com o projeto “Coffee Alliances for Ethiopia” (CAFE), co-financiado pela Agência Austríaca de Desenvolvimento (ADA), a unidade operacional da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, irá contribuir para a melhoria da situação económica e bem-estar das famílias de pequenos cafeicultores de Amhara na região da Etiópia. Até Agosto de 2023, o objectivo do programa é atingir 2.500 famílias de pequenos agricultores



“Estando já presentes em Uganda desde 2005 e na Tanzânia desde 2010, o ICP oferece uma ampla gama de experiências e aprendizagens para a Etiópia”, diz Kathrine Löfberg, Presidente do ICP.

O projeto apoia a instalação de organizações de agricultores eficientes e inclusivas, melhorando os sistemas agrícolas e a sua resiliência às mudanças climáticas, segurança alimentar e nutricional, além de contribuir para a igualdade de género.

“Para as famílias, a produção de café representa uma importante fonte de rendimento”, acrescenta. “Em termos de produtividade, pretendemos um aumento em 40% por hectare, em média, até agosto de 2023.”

O projeto será implementado pela organização independente sem fins lucrativos Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), parceiro de implementação do ICP, que atua nas regiões cafeeiras da Etiópia desde 2014.

“Além do trabalho a nível doméstico, iremos trabalhar com um número total de 71 “Farmer Field Schools – FFS”, sublinha Desalegn Eyob, Gerente Nacional da HRNS em Adis Abeba. “As sessões do FFS cobrem cerca de 20 tópicos, que dependem do calendário sazonal da colheita. Além disso, a nossa experiência com a HRNS Gender Household Approach, será utilizada na formação de casais que possam ser agentes de mudança, para promover a tomada conjunta de decisões domésticas nas comunidades.”

“O nosso objetivo final é combater a pobreza à escala global”, sublinha o diretor-geral da ADA, Martin Ledolter. “A parceria com a International Coffee Partners e a Hanns R. Neumann Stiftung ajuda-nos a ficar significativamente mais perto desse objetivo numa das regiões mais pobres da Etiópia. Estima-se que 15 mil pessoas terão uma vida melhor, graças a métodos de cultivo mais eficientes e resistentes ao clima, e graças ao aumento da renda que serão capazes de gerar. Sou particularmente grato pela nossa cooperação na abordagem efectuada relativamente à desigualdade de género: juntos, garantimos que mulheres e homens tenham igual acesso aos recursos naturais disponíveis. Além de que encorajamos especialmente as mulheres a assumirem posições de liderança em associações agrícolas.”

A região de Amhara irá beneficiar do projeto CAFE, demonstrando como a produção de café pode ser desenvolvida como parte de sistemas agrícolas diversificados, sustentáveis e lucrativos.

“O projeto segue uma abordagem holística e aborda o café como um elemento da subsistência das famílias de agricultores”, refere Michael Opitz, diretor administrativo da HRNS.

A Etiópia é o maior produtor de café de África. Aproximadamente 2,2 milhões de famílias de pequenos agricultores estão envolvidos na produção de café, tendo o café como sua principal cultura comercial. Muitos desses pequenos agricultores enfrentam uma série de problemas económicos, sociais e ambientais que ameaçam os seus meios de subsistência e comprometem o desenvolvimento de cada fazenda.

Com a nova intervenção do projeto, o ICP aproveita as experiências realizadas durante a fase 1 do Cafe, implementada desde 2014 na Região. Co-financiado pela Agência Austríaca de Desenvolvimento, The Löfberg Family Foundation, Lavazza Foundation e Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), alcançou 2500 famílias de pequenos agricultores, apoiou 10 organizações de agricultores e criou uma União.

Sobre o ICP:

International Coffee Partners (ICP) é uma iniciativa das principais empresas familiares europeias de café, Delta Cafés de Portugal, Franck da Croácia, Paulig da Finlândia, Joh. Johannson da Noruega, Löfbergs da Suécia, Lavazza da Itália, Neumann Gruppe da Alemanha e Tchibo da Alemanha. O objetivo do ICP é contribuir com o conhecimento para estabelecer um setor cafeeiro sustentável nos principais países produtores através da implementação de projetos de boas práticas nas comunidades de cafeicultores. Desde 2001, o ICP alcançou mais de 80 000 famílias de pequenos agricultores em 12 países.

Sobre a ADA:

A Agência de Desenvolvimento Austríaca (ADA), a unidade operacional da Cooperação Austríaca para o Desenvolvimento, apoia países da África, Ásia, Sudeste e Leste da Europa para o desenvolvimento sustentável. Juntamente com instituições públicas, organizações não-governamentais e empresas, a ADA atualmente implementa projetos e programas com um volume total de 500 milhões de euros. In “Mundo Português” - Portugal