Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Alemanha - O Instituto Cervantes em Frankfurt dedica um dia especial à Guiné Equatorial

O programa centrou-se nas vozes da cultura da Guiné Equatorial. Autores da Guiné Equatorial participaram neste evento, tudo com o objetivo de destacar a cultura e a história da Guiné Equatorial


Na passada quarta-feira, 3 de junho, o Instituto Cervantes de Frankfurt acolheu o "Dia do Cinema e da Literatura: Guiné Equatorial", um encontro cultural monográfico que se realizou na sede do centro, na Alemanha.

Em entrevista à Rádio Nacional da Espanha, Ferrán Ferrando Melià, diretor do Instituto Cervantes em Frankfurt, afirmou que, diferentemente das atividades individuais normalmente oferecidas nos centros Cervantes, este evento combinou literatura, cinema e debate sobre a Guiné Equatorial num único dia. O objetivo foi facilitar o deslocamento dos participantes de toda a Alemanha, que puderam chegar pela manhã e regressar à tarde.

O programa centrou-se em vozes da cultura da Guiné Equatorial. Entre os participantes estiveram a escritora Trifonia Melibea Obono, atualmente bolsista da Fundação Humboldt na Universidade de Essen, e o escritor Joaquín Mbomío Bachen, que reside em França.

Na seção de cinema, foram exibidos o filme FEGUIBOX, de Rubén Monsuy, o primeiro documentário realizado na Guiné Equatorial e premiado no Festival de Luxemburgo, e Negrolimbo, de Lorenzo Benítez, uma obra sobre o passado colonial espanhol no país durante as décadas de 50 e 60.

O dia começou com uma visão geral histórica apresentada por Augusto, autor de vários livros sobre a Guiné Equatorial e as relações entre a África e a Europa, que reside em Valência. A sua apresentação visou contextualizar o papel do período colonial, a influência espanhola e a diversidade étnica do país.

Cada exibição e palestra foi seguida de um debate com diretores, autores e especialistas. O evento gratuito teve a participação do público.

Ferrando Melià explicou que o Instituto Cervantes trabalha não só para a América Latina, mas também para a Guiné Equatorial devido à sua ligação histórica com a Espanha: foi uma colónia espanhola durante 200 anos até à sua independência em 1968. Além disso, continua a ser o único país africano com o espanhol como língua oficial. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


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