O programa centrou-se nas vozes da cultura da Guiné Equatorial. Autores da Guiné Equatorial participaram neste evento, tudo com o objetivo de destacar a cultura e a história da Guiné Equatorial
Na passada quarta-feira, 3 de junho, o
Instituto Cervantes de Frankfurt acolheu o "Dia do Cinema e da Literatura:
Guiné Equatorial", um encontro cultural monográfico que se realizou na
sede do centro, na Alemanha.
Em entrevista à Rádio Nacional da Espanha, Ferrán
Ferrando Melià, diretor do Instituto Cervantes em Frankfurt, afirmou que,
diferentemente das atividades individuais normalmente oferecidas nos centros
Cervantes, este evento combinou literatura, cinema e debate sobre a Guiné
Equatorial num único dia. O objetivo foi facilitar o deslocamento dos
participantes de toda a Alemanha, que puderam chegar pela manhã e regressar à
tarde.
O programa centrou-se em vozes da cultura da Guiné
Equatorial. Entre os participantes estiveram a escritora Trifonia Melibea
Obono, atualmente bolsista da Fundação Humboldt na Universidade de Essen, e o
escritor Joaquín Mbomío Bachen, que reside em França.
Na seção de cinema, foram exibidos o filme FEGUIBOX, de
Rubén Monsuy, o primeiro documentário realizado na Guiné Equatorial e premiado
no Festival de Luxemburgo, e Negrolimbo, de Lorenzo Benítez, uma obra sobre o
passado colonial espanhol no país durante as décadas de 50 e 60.
O dia começou com uma visão geral histórica apresentada
por Augusto, autor de vários livros sobre a Guiné Equatorial e as relações
entre a África e a Europa, que reside em Valência. A sua apresentação visou
contextualizar o papel do período colonial, a influência espanhola e a
diversidade étnica do país.
Cada exibição e palestra foi seguida de um debate com
diretores, autores e especialistas. O evento gratuito teve a participação do
público.
Ferrando Melià explicou que o Instituto Cervantes
trabalha não só para a América Latina, mas também para a Guiné Equatorial
devido à sua ligação histórica com a Espanha: foi uma colónia espanhola durante
200 anos até à sua independência em 1968. Além disso, continua a ser o único
país africano com o espanhol como língua oficial. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial
in “Real Equatorial Guinea”
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