Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 23 de junho de 2026

Macau – 18.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa

Entre os cerca de 60 artistas e cozinheiros lusófonos da 18.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, Portugal vai estar representado pela voz de Marta Miranda e pelos pratos do chef Luís Américo. Segundo Ji Xianzheng, secretário-geral do Fórum de Macau, serão expostas 158 peças de artesanato lusófono nas três cidades participantes


A música Marta Miranda e o chef Luís Américo vão representar Portugal na 18.ª edição da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, segundo anunciou Danilo Afonso Henriques, secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, em conferência de imprensa. Co-realizado na RAEM, em Pequim e na cidade de Xining da Província de Qinghai, o evento terá cerca de 60 artistas e cozinheiros lusófonos, segundo Ji Xianzheng, secretário-geral do Fórum Macau.

Para além de Marta Miranda, a vocalista portuguesa do conjunto “OqueStrada”, os artistas de música e dança convidados incluem Az Khinera de Moçambique, a banda Vungo Téla, de São Tomé e Príncipe, os “New Arquiris” de Timor-Leste, a cabo-verdiana Elly Paris, “Patche-Di-Rima” e “Anderking Skididi” da Guiné-Bissau e o rapper “Fristong Boy” da Guiné Equatorial. O Brasil será representado pelos músicos José de Holanda, Maurício Tizumba e Sérgio Pererê.

As actuações em Macau terão lugar no Largo do Senado, no dia 30 deste mês e a 1 de Julho. Os espectáculos em Qinghai acontecerão a 4 e 5 de Julho, enquanto Pequim acolherá os concertos nos dias 9 e 10 do próximo mês.

Na gastronomia, as chefs Marina de Senna Fernandes, descendente de uma família macaense, e a timorense Carlota Freitas também participarão nas mostras culinárias, juntamente com o português Luís Américo.

Por outro lado, Angola não terá artistas ou cozinheiros a representar o país africano, lamentou Ji Xianzheng. A “decisão difícil” teve por base as orientações de prevenção sanitária dos Serviços de Saúde, justificou o secretário-geral, devido ao surto de Ébola na República Democrática do Congo, país que faz fronteira com Angola. “Colocámos a segurança, a saúde e a prevenção de riscos em primeiro lugar”, explicou.

Além dos espectáculos e da gastronomia, será inaugurada, no dia 29 deste mês, uma exposição de artesanato com 158 peças, na Galeria do Instituto para os Assuntos Municipais. O público poderá visitar a mostra da curadora Chan Chang entre as 10h00 e as 20h00 do dia 30 de Junho a 5 de Julho.

Os trabalhos artísticos em exposição incluirão diferentes formas de artesanato tradicional dos países lusófonos, como as máscaras “fang” da Guiné Equatorial, as tradicionais peças de madeira de Angola, o instrumento “balafon” da Guiné-Bissau ou as esculturas em pedra vulcânica de Cabo Verde, entre outras.

Face à Semana Cultural de 2025, a principal diferença da edição deste ano prende-se com o facto de se realizar na Província de Qinghai, explicou Ji Xianzheng à margem da conferência de imprensa. “Vamos entrar numa região muito especial da China, situada no oeste”, disse. “É um lugar pouco frequentado por estrangeiros, muito menos pelos de países de língua portuguesa”, continuou. “Será também um dos eventos mais internacionalizados nos últimos anos nesta região”, destacou.

Durante a apresentação, Ji explicou que o tema deste ano “sublinha a importância do intercâmbio e a aprendizagem mútua entre diferentes culturas e civilizações”. “Os preparativos envolvem dez países e onze partes, muitas entidades e instituições, com um longo ciclo de planeamento e uma grande dificuldade de coordenação”, observou.

Ji Xianzheng justificou a escolha de Qinghai pelo facto de, no ano passado, ter sido assinado um acordo de cooperação entre o governo da província chinesa e a RAEM. Além disso, as autoridades de Qinghai manifestaram “muito interesse e apoio” e estabeleceram contacto “mais cedo”. Pedro Milheirão – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


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