Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Brasil - Organização Mundial da Saúde elogia ação que transforma surfistas em salva-vidas contra afogamentos

Surf-Salva quer combater acidentes que matam uma pessoa a cada 90 minutos no país. O programa treina atletas para salvamentos e transforma cultura do surf em rede de proteção comunitária


A cada 90 minutos, uma vida é perdida por afogamento no Brasil. Diante desta realidade, a Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta para a urgência de ações coordenadas de prevenção a nível global.

É nesse cenário que o programa Surf-Salva, idealizado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, Sobrasa, atua há 26 anos.

Parceria local com impacto global

A iniciativa transformou a relação dos entusiastas do mar com as praias do país ao capacitar mais de 40 mil surfistas como socorristas qualificados, habilitando os amantes do desporto a intervirem em situações de extremo risco.

A agência da ONU defende a urgência de decisões que integrem diferentes setores e parcerias comunitárias para conter a ameaça do afogamento pelo mundo.

O Surf-Salva responde a essa chamada por meio da descentralização do conhecimento técnico, levando a educação sobre segurança aquática e o treino prático de salvamento para quem vive o dia a dia do ocêano.

Como o surf no Brasil ocorre maioritariamente em águas abertas e imprevisíveis, o ambiente impõe altos riscos tanto para banhistas quanto para os próprios atletas.

Desafio crítico de saúde pública

Para mitigar esses perigos, o programa instrui os participantes com técnicas avançadas de resgate aplicadas a surfistas e nadadores, protocolos essenciais de primeiros socorros e manobras de ressuscitação cardiopulmonar para vítimas de afogamento.

Além disso, o projeto promove a consciencialização sobre os perigos locais voltada para a comunidade e os turistas, garantindo a presença constante de pessoas preparadas para agir rapidamente em cenários de desespero.

A mobilização local ganha ainda mais relevância quando analisada sob a ótica dos dados globais monitorizados pela OMS.

O afogamento é uma das principais causas de mortes acidentais no planeta, somando mais de 236 mil vítimas anuais, das quais 90% se concentram em nações de rendimentos baixo e médio.

Poder da prevenção comunitária

No cenário brasileiro, as crianças menores de cinco anos figuram entre os grupos mais vulneráveis, dividindo o foco de atenção com a população jovem que frequenta o litoral em massa.

Ao aliar a cultura de proteção a uma prática desportiva de imenso apelo popular e acessibilidade, o Surf-Salva revela o poder da prevenção por meio da participação comunitária ativa.

Como o desporto está enraizado na identidade costeira do Brasil, treinar os surfistas como salva-vidas amplia significativamente a cobertura de vigilância nas praias.

Estes atletas passam a atuar também como embaixadores da segurança aquática, estimulando a intervenção consciente e segura de testemunhas.

O conceito dessa iniciativa ganha destaque com a proximidade do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, em 25 de julho, reforçando a premissa de que, em comunidades costeiras, cada nova sessão de surf pode ser a oportunidade de salvar uma vida. ONU News – Nações Unidas


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