O Teatro D. Pedro V poderá sofrer “actualizações” por forma a receber espectáculos focados no “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, adiantou a Secretária O Lam
O Governo da RAEM planeia proceder a
“actualizações” no Teatro D. Pedro V, edifício incluído na lista do Património
Mundial da UNESCO, para realizar espectáculos de palco imersivos subordinados
ao tema “encontro de civilizações durante a Era dos Descobrimentos”, revelou
ontem a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Segundo O Lam, com esta
iniciativa as autoridades pretendem recriar o intercâmbio e a aprendizagem
mútua entre as civilizações oriental e ocidental, e “contar bem” a história da
China.
Construído em 1860, o D. Pedro V foi o primeiro teatro de
estilo ocidental da China, acolhendo inúmeros espectáculos de ópera, música e
dança. Para além da sala de espectáculos, possuía um salão de baile, uma sala
de leitura e uma sala de bilhar, sendo um importante ponto de encontro da
comunidade portuguesa. Também era utilizado para a exibição de filmes, sendo
conhecido em chinês como o “Cinema Macau”, segundo o Instituto Cultural.
De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, no segundo dia de uma
actividade de entrevistas com duração de quatro dias sobre “as oportunidades em
Macau”, organizada pelo Departamento de Publicidade do Comité Central do
Partido Comunista da China, O Lam destacou ainda que Macau possui uma base
cultural marcada pela fusão multicultural, pelo que é preciso tomar a
construção de “Uma Base” como ponto de foco para desenvolver um bom trabalho no
domínio do desenvolvimento cultural de Macau.
Além do Teatro D. Pedro V, a delegação, composta por mais
de 40 jornalistas de meios de comunicação social do Governo Central, de
Guangdong, de Hong Kong e Macau, e uma dezena de criadores de conteúdos das
duas RAE, visitou também as Ruínas de São Paulo e a Biblioteca Sir Robert Ho
Tung.
Por outro lado, a Secretária para os Assuntos Sociais e
Cultura reiterou que o Governo está empenhado em promover a construção da
“Cidade Universitária de Educação Internacional” em Hengqin, projecto que
consiste em três fases. Segundo indicou a governante, a primeira fase do
projecto entrará em funcionamento em meados de Agosto deste ano, com um total
de 1300 alunos de mestrado de três universidades públicas de Macau a terem
aulas nesse complexo do ensino superior.
Paralelamente, está em curso a construção da segunda fase
do projecto, que estará concluída em 2030, sendo que o número total de
estudantes deverá aumentar gradualmente para 20 mil. In “Jornal
Tribuna de Macau” - Portugal
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