A instituição, ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel, recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de Luanda, vem-se destacando na vertente educativa com resultados sólidos, especialmente na área da informática
A Casa de Cultura Rainha Njinga A
Mbande, localizada no Bairro Nelito Soares, município do Rangel, destaca-se
como um espaço vital para a formação artística e intelectual da juventude
local, operando sob um modelo filantrópico e de parceria comunitária.
Apesar das limitações financeiras inerentes ao seu modelo
filantrópico e dos desafios técnicos de infra-estrutura, projecta um crescimento
estratégico para 2027, focado na profissionalização da sua promoção mediática e
na estabilização de parcerias para eventos de maior porte.
Ocupando as instalações da antiga Biblioteca do Rangel,
recuperadas pela Fundação Obra Bella com o aval do Governo da Província de
Luanda, a Casa de Cultura Rainha Njinga A Mbande é constituída por uma Oficina
de Artes, Biblioteca Manuel Pedro Pacavira, Sala de Convívio, Anfiteatro,
Ginásio, Salas de Aulas, Escritórios, Casas de banho e cozinha.
Mas, entre elas, o teatro, informática, as artes
plásticas são as actividades que mais se têm destacado. Para melhor conhecer
por dentro a realidade deste importante Espaço Cultural, abordamos o seu
responsável, Dom Caetano, que, numa curta visita guiada aos diferentes
compartimentos da estrutura, detalhou o panorama operacional e a dinâmica que
se impõe, realçando o compromisso da instituição com a formação comunitária e a
preservação da identidade cultural local.
O responsável referiu que, apesar dos desafios
financeiros e logísticos, a instituição mantém uma oferta cultural robusta e
gratuita, focada no crescimento intelectual e artístico da juventude angolana.
Realçou que, nesta sua acção educativa, em apenas 18 meses, mais de 60
formandos concluíram o curso, com muitos já inseridos no mercado de trabalho.
Ressaltou que, como instituição de direito privado
vinculada à Fundação Obra Bela, o Centro Cultural tem como objectivo promover
benfeitorias na comunidade do Rangel. Augusto Nunes – Angola in “O País”
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