Três políticos detidos no golpe militar de 26 de novembro de 2025 na Guiné-Bissau foram hoje libertados, mas o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, continua detido, avançou o advogado à agência Lusa
O advogado Vailton Barbosa, que
representa Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a
Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e o dirigente do mesmo partido,
Marciano Indi, confirmou que foram libertados três dos quatro políticos detidos.
Em concreto, foram libertados os dirigentes do PAIGC
Octávio Gomes e Marciano Indi e o dirigente do Partido de Renovação Social
(PRS) Roberto Mbesba.
O principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira,
continua detido, segundo o advogado, que esclareceu ainda não ter sido
notificado ou avisado pelas autoridades guineenses da libertação dos detidos ou
de qualquer outra diligência.
Vailton Barbosa disse também que não conseguiu contactar
na cadeia os políticos que representa, nomeadamente Domingos Simões Pereira.
“Não deixam ver o Domingos Simões Pereira, já lá fui duas
vezes e não há possibilidade, dizem-me que vá à Amura, onde se encontra o
quartel-general das Forças Armadas”, afirmou contactado a partir de Lisboa,
pela agência Lusa.
O advogado está convencido de que os três políticos
“foram obrigados” a sair da cadeia, já que terão recusado uma tentativa
anterior da sua libertação, em solidariedade para com Domingos Simões Pereira,
que continua detido.
O jurista associa a libertação dos políticos à anunciada
visita oficial à Guiné-Bissau, no sábado, do Presidente em exercício da
Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada
Bio, que é Presidente da Serra Leoa.
A visita foi divulgada pelo Ministério
dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Guiné-Bissau, num comunicado publicado na
página oficial que adianta ainda que estará também em Bissau o Presidente do
Senegal, Bassirou Diomaye Faye. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde com “Lusa”
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