O lançamento da novidade editorial As histórias que nos
cont(ar)am na Galiza e… em Portugal, de Henrique Egea, decorrerá na
quinta-feira, dia 22 de janeiro, às 19:30h no centro social A Galheira,
ubicado na praça de Santo Cosme, no casco velho da cidade auriense.
O evento contará com a presença do autor, Henrique Egea,
que estará acompanhado por José Manuel Barbosa.
Este ensaio histórico analisa o viés historiográfico e trata de oferecer um outro relato, centrado na realidade galega, útil para rever o que fomos e o que somos
A maioria de nós acredita que a
historiografia nasça da análise do passado, baseada nos dados disponíveis. Mas
a historiografia, e nomeadamente a destinada à divulgação, costuma ser a
expressão, mais ou menos evidente, da ideologia e do contexto do autor, não o
“resultado asséptico” da análise “científica”.
Os momentos do passado que a historiografia escolhe para
a sua análise e os silêncios que pesam sobre outros momentos são, em grande
medida, tão significativos como a elaboração dum discurso ideologicamente
marcado.
A historiografia está feita por pessoas com ideologia e
contextos que forçam a determinadas escolhas. Não existe a historiografia
neutral. Elabora-se na procura duma explicação ou justificação para o presente
e, mesmo, para o futuro.
Nos países sem estado, a tónica geral é o silêncio ou, no
melhor dos casos, a história costuma estar submetida à interpretação doutros,
moldada ao discurso oficial. O caso galego é paradigmático duma historiografia
submetida a um projeto alheio que nos nega. Os silêncios interesseiros, as
meias-verdades e as mentiras no relato, desarticulado, da nossa história vêm de
longe, como a leitora poderá ver neste livro. Eis o motivo de uma outra entrega
de historiografia, com uma análise centrada no nosso contexto histórico, útil
para rever o que fomos e somos.
Sobre o autor:
Henrique Egea Lapina (1963) é licenciado em Filologia Clássica pola
Universidade de Compostela, foi professor de Língua em Ponte Vedra durante mais
de 30 anos. Interessado desde a juventude na história da Galiza, especialmente
a medieval, dedicou boa parte do seu tempo ao estudo das fontes e, como
consequência, percebeu várias incongruências no relato oficial. Resultante
deste labor, além de diversas colaborações na revista digital Terra e Tempo,
publicou, em colaboração, 40 datas que zeram a História da Galiza
(Através, 2019) e Todas mortas e (quase) esquecidas (Através, 2020), e,
em solitário, Remover Roma por Santiago (Igalhis, 2022). In “Portal
Galego da Língua”
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