A Universidade Nacional de Timor-Leste
(UNTL) lamentou a actuação das forças de segurança na execução de um mandado de
busca e detenção a vários dirigentes daquele estabelecimento de ensino
superior, em Díli, na segunda-feira. “Afirmamos com profunda tristeza que
lamentamos, repudiamos e condenamos o comportamento degradante e violento das
autoridades de segurança contra o reitor e outros dirigentes da UNTL, dentro do
‘campus’ e noutros locais”, afirmou Armindo Maia, antigo dirigente daquela
universidade pública e ex-ministro da Educação.
Armindo Maia disse que a Polícia Nacional de Timor-Leste,
através do Serviço de Investigação Criminal Nacional, executou, na
segunda-feira, um mandado do Tribunal Judicial de Primeira Instância de Díli
para realizar buscas, apreensões e a detenção do reitor cessante da
Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), João Martins, do vice-reitor para
os Assuntos Administrativos e Financeiros e do administrador-geral, incluindo
outros quatro dirigentes.
Aqueles dirigentes universitários foram detidos durante
72 horas, tendo sido presentes a tribunal na quinta-feira e libertados com
Termo de Identidade e Residência e apresentações periódicas.
A Polícia do Serviço de Investigação
Criminal Nacional executou o mandado judicial por suspeita de crimes de
falsificação de documentos e abuso de poder. “Segundo o princípio universal da
presunção de inocência, todas as pessoas têm direito a um tratamento digno
perante a lei e à prevenção de tratamentos degradantes que atentem contra a
dignidade humana, enquanto não houver condenação por um tribunal”, sublinhou
Armindo Maia. O antigo reitor recordou também que, ao longo de 25 anos,
enquanto instituição académica, a UNTL já formou mais de 30.000 diplomados,
contribuindo para o desenvolvimento de Timor-Leste em diversas áreas. In “Ponto
Final” - Macau
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