“Helena Almeida: Estou Aqui – Presença e Ressonância”, a primeira grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, inaugurada no Museu de Arte de Macau. O público poderá apreciar, até 26 de Abril, cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista contemporânea portuguesa
A exposição “Helena Almeida: Estou
Aqui – Presença e Ressonância”, organizada pelo Instituto Cultural (IC), em
parceria com a Escola de Arte Intermédia da Academia de Arte da China e com
realização do Museu de Arte de Macau (MAM) foi inaugurada. A mostra apresenta
cerca de 42 conjuntos, num total de 190 obras originais da prestigiada artista
contemporânea portuguesa Helena Almeida (1934-2018), além de 14 conjuntos de
obras inspiradas em Almeida, criadas por artistas do Interior da China e de Macau.
Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a
partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, dando origem a um trabalho que se
destacou pela auto-representação, reflectindo sobre as relações de tensão entre
o corpo, o espaço e a obra. Usou o seu corpo como suporte e objecto de criação,
utilizando a pintura, a fotografia, a gravura, a instalação e o vídeo.
Helena Almeida estudou pintura na Escola Superior de
Belas-Artes de Lisboa, começando a expor individualmente em 1967, na Galeria
Buchholz. A artista representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões:
em 1982 e em 2005, e em 2004 participou na Bienal de Sidney, tendo a sua obra
sido exibida no âmbito de mostras individuais e colectivas em museus e galerias
nacionais e internacionais.
A exposição compreende duas secções, “Presença” e
“Ressonância”, com o objectivo de “não só apresentar as obras de Helena
Almeida, como revelar que a sua arte e influência continuam a ter repercussões
na prática artística chinesa contemporânea”. A secção “Presença”, a primeira
grande retrospectiva de Helena Almeida na Ásia, “apresenta de forma sistemática
e por ordem cronológica momentos e dimensões-chave da sua longa carreira”.
Segundo o IC, as obras expostas abrangem as suas
primeiras pinturas exploratórias, séries fotográficas, estudos de esboços
finais, esboços preparatórios, bem como vídeos filmados ao longo da sua vida.
“Esta secção oferece uma exploração abrangente da relação singular entre a
performatividade corporal e as práticas de auto-representação na sua obra”,
refere em comunicado.
A secção “Ressonância” reúne obras dos artistas do
Interior da China, Min Han, Gao Fuyan e Sun Xiaoyu, bem como dos artistas de
Macau Pang Yun, Wong Weng Io e Angel, Chan On Kei – todos inspirados por
Almeida – e “mostra-nos como o poder duradouro da sua arte continua a ter
repercussões na comunidade artística internacional”. Esta secção está aberta ao
público desde Dezembro.
Para enriquecer a experiência do público com a exposição
e aprofundar a sua compreensão do trabalho de curadoria, o MAM realizou o
“Workshop de Curadoria de Arte Contemporânea com Delfim Sardo”.
A exposição estará patente até 26 de Abril, estendendo-se
do primeiro ao terceiro piso do MAM. O Museu abre das 10h00 às 19h00 (última
entrada às 18h30), encerrando às segundas-feiras, mas estando aberto nos
feriados. A entrada é gratuita.
Em 2015, Helena Almeida apresentou uma exposição
individual itinerante Corpus na Fundação de Serralves (2015), no Porto, em
Paris (2016), em Bruxelas (2016) e Valência (2017). Apresentou igualmente, em
2017, uma exposição individual “Work is never finished” no Art Institute, em
Chicago, nos Estados Unidos.
A sua obra está presente em coleções
portuguesas e internacionais como: Colecção Berardo, Lisboa; Fundação Calouste
Gulbenkian, Lisboa; Fundação de Serralves, Porto; Hara Museum of Contemporary
Art, Tóquio; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona; Museo Nacional Centro de
Arte Reina Sofía, Madrid; MUDAM – Musée d`Art Moderne Grand-Duc Jean,
Luxemburgo; Tate Modern, Londres. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau
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