Famílias contaram ao Programa Mundial de Alimentos, WFP, que perderam tudo e pelo menos 105 pessoas já morreram. Nas áreas atingidas já começam a faltar alimentos e a previsão é de mais chuvas para esta semana
Moçambique é o país mais afetado entre
as três nações do sul da África que estão a enfrentar chuvas torrenciais. Desde
a véspera do Natal, as províncias de Gaza, Maputo, Inhambane e Sofala, no sul e
centro do país de língua portuguesa, registaram pelo menos 105 mortes.
Em Moçambique, o número de perdas humanas vai subindo com
a chegada de novas atualizações. Nas vizinhas África do Sul e Zimbábue já são
30 mortos.
Comunidade humanitária
O Programa Mundial de Alimentos, WFP,
tem atuado com a comunidade humanitária em ações lideradas pelo governo em
resposta à crise.
A chefe do escritório na província de Gaza, Moçambique,
Carla Mucapera, contou em rede social, em inglês, que está-se diante das piores
inundações em anos.
Ela disse que analisando a situação no terreno, no
distrito de Chokwé, casas foram destruídas e pessoas evacuadas. Algumas
comunidades foram completamente arrasadas. São famílias que, segundo ela,
perderam tudo. Nos próximos dias será intensificada a busca urgente por comida
e apoio.
610 mil afetados pela tempestade
Na capital moçambicana Maputo e noutros locais contam-se
dezenas de feridos devido às chuvas persistentes em diferentes bairros.
Estima-se que até 68,6 mil pessoas tenham sido evacuadas
para 77 centros de acolhimento em todas as áreas atingidas do país. Quase 640
mil pessoas ficaram afetadas pela tempestade.
O Instituto Nacional de Gestão de Desastres relatou que 3231
casas foram arrasadas e outras, cerca de 78 mil residências, ficaram
danificadas em todo o território nacional.
Até este dia de 20 de janeiro havia
previsão de mais chuvas fortes na maior parte de Moçambique, com “precipitações
localmente muito intensas” no nordeste da África do Sul e em todo o Zimbábue. Ouri
Pota – Moçambique ONU News
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