Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 15 de setembro de 2018

Guiné-Bissau – Lançamento de um projeto para desenvolver a cultura guineense

Bissau – O Diretor-geral de Cultura, João Cornélio Gomes Correia, revelou que a sua direção prepara-se para, brevemente, lançar um projeto que vai revolucionar a cultura guineense.

Em entrevista exclusiva à ANG, Cornélio Correia, afirmou que o referido projeto se enquadra no crescimento de atividades culturais nos últimos tempos no país, principalmente no sector de criação ⁄ artística e sobretudo nas áreas de música e literatura.

"Infelizmente, o crescimento cultural do país não foi acompanhado com um plano de criação de infraestruturas adequados" lamentou.

Segundo este responsável, o projeto ainda vai privilegiar a infra estruturação dos edifícios culturais, isto é, espaços cénicos e galerias de artes apropriadas, que pudessem facilitar a apresentação das obras dos criadores ⁄ artistas e escritores, agentes culturais e dos produtores.

João Cornélio informou que, para breve, o Governo vai proceder ao ato de lançamento da pedra para a construção do edifício do Palácio da Cultura, que vai albergar todo o componente necessário para a expressão cultural contemporânea.

Criticou que a inexistência de infraestruturas adequadas para exposições artístico-culturais prejudica a difusão da atividade cultural no país, e que obriga aos profissionais desse sector a colmatar esse vazio recorrendo aos centros culturais estrangeiros das embaixadas sedeadas em Bissau, nomeadamente, o brasileiro, franco-guineense e português.

De acordo com este responsável, para atender essa necessidade urgente no sector da cultura, a sua direção vai reabilitar o seu edifício e adaptá-lo, para permitir aos agentes de cultura ter acesso a um espaço privilegiado para encontros, manifestações, intercâmbios culturais, debate de ideias e de cidadania.

Considerou que a reabilitação e adaptação do edifício da Direção Geral da Cultura, (o antigo Museu colonial), permitirá a execução coerente de políticas culturais para responder as demandas dos criadores ⁄ artistas, agentes culturais e produtores.

"Para trabalhar o sector da cultura é preciso alargar alicerces consistentes que iniciam com a formação dos Agentes Culturais, a Legislação do sector e a Infra estruturação, tal como consta nas três dimensões do projeto da Direção Geral de Cultura", disse João Cornélio.

Acrescentou que já enviaram para o exterior, mais de 30 jovens para uma formação na área de cultura e da música.

Disse que aguardam a promulgação, aprovada em Conselho de Ministros, e que irá regularizar o sector da cultura na Guiné-Bissau.

“Com a entrada em vigor dessa lei, a Direção Geral de Cultura vai acabar com a proliferação de eventos culturais não autorizados, que está sendo realizado em toda a parte do país.

Disse que posteriormente eventos culturais públicos só poderão ser organizados mediante aprovação prévia da Direção Geral da Cultura. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Portugal - Chineses de olhos postos nas infraestruturas

Os portos de Sines e de Leixões ou a futura linha ferroviária entre Évora e o Caia poderão ser os próximos alvos do investimento chinês em Portugal



Quem o diz é o responsável pela área de consultoria financeira da EY (Ernst & Young) em Portugal, Miguel Farinha, em declarações à “Lusa” no final de uma visita à China.

“A próxima área em que veremos maior interesse dos chineses é infra-estruturas. Até porque em Portugal tivemos um período de acalmia neste sector e agora estamos a voltar”, afirmou Miguel Farinha, em Pequim.

O consultor apontou os portos de Sines e de Leixões, novos hospitais e linha ferroviária Évora-Elvas como potenciais alvos de interesse para o capital chinês.

“Há vários grupos chineses que querem entrar nesse tipo de projetos, como já acontece em países africanos de língua portuguesa”, disse.

Miguel Farinha, que esta semana esteve em Pequim e Xangai a apresentar oportunidades de investimento em Portugal afirma, no entanto, que a reduzida escala do mercado português constitui um entrave em atrair maior interesse da China.

“O tema da escala é crítico, porque nós temos uma dificuldade muito grande em apresentar empresas interessantes a investidores chineses devido à dimensão das coisas”, explicou.

“A empresa normal média portuguesa está na casa dos 10, 15, 20 milhões [de euros] de facturação anual. Isso para eles é uma coisa muito pequenina”, afirmou. “É um restaurante aqui [na China]”.

Miguel Farinha destacou, no entanto, a receptividade de Portugal ao investimento chinês como uma vantagem.

“Acho que a forma como as empresas portuguesas receberam bem o investimento chinês, assim como o próprio Governo, sempre foi uma vantagem face a outros países europeus”, conta.

“Portugal nunca passou por aquela fase de desconfiança. A percepção é que o investimento chinês é a longo prazo, e não um investimento – como já aconteceu com outros grupos estrangeiros que entraram em Portugal – que acaba por desmantelar tudo e a empresa portuguesa passa a ser uma subsidiária em Portugal de um grupo maior”, explicou.

Plataforma giratória

Já Pedro Fugas, sócio dos serviços de Assessoria Fiscal da EY Portugal, lembrou que Portugal pode ser uma excelente plataforma para o investimento chinês na América do Sul, países de língua portuguesa em África e Europa.

“Portugal tem das melhores redes de tratados para evitar dupla tributação com países da América Latina e América Central”, disse.

“Ainda temos muita cerimónia em nos apresentarmos como uma alternativa ao Luxemburgo, Holanda, Reino Unido, que há anos se posicionam no mercado dessa forma, mas somos claramente melhores como plataforma”, acrescentou.

A China tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações importantes nas áreas da energia, dos seguros, da saúde e da banca.

SIPG “entusiasmado” com Sines

Esta semana, a ministra do Mar e o presidente do Porto de Sines reuniram, em Xangai, com dirigentes da Cosco Shipping e do Shanghai International Port Group (SIPG), operador exclusivo dos terminais de contentores do porto da cidade, número um mundial.

Em ambos os encontros, o novo terminal de contentores de Sines, o terminal Vasco da Gama, foi tema de conversa, com Ana Paula Vitorino e José Luís Cacho a tentarem motivar ao investimento.

No final, as notas de imprensa do Ministério do Mar deram conta do interesse -e até do entusiasmo, no caso do SIPG – dos chineses com os projectos lusos.

O grupo Cosco, recorde-se, controla, além de terminais na China, o porto do Pireu, o terminal de contentores de Zeebrugge e os principais terminais espanhóis (por força da compra da Noatum Ports). Segundo a Drewry, já em 2020 a Cosco Ports será o maior operador mundial de terminais de contentores, em termos de capacidade.

Já o SIPG é controlado pelo Estado chinês, sendo o segundo accionista o China Merchants Group e o terceiro… a Cosco.

O grupo de Xangai pretende investir na internacionalização do negócio, em parceria com os seus accionistas de referência, estando já em Haifa (Israel).

Responsáveis do SIPG estiveram já em Sines, na semana passada, para conhecerem a realidade local e os projectos de desenvolvimento. In “Transportes & Negócios” - Portugal

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Macau – Chefe do executivo afirma que há espaço para a cooperação com a Guiné Equatorial

O chefe do executivo de Macau, Chui Sai On, afirmou ontem que há "espaço para a cooperação" daquele território com a Guiné Equatorial, nomeadamente no setor do turismo e no intercâmbio cultural e humano



Chui Sai On reuniu-se com o primeiro-ministro da Guiné Equatorial, Francisco Pascual Obama Asue, no âmbito da conferência internacional de infraestruturas, que arrancou em Macau com a participação de mais de 60 países.

"Desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a Guiné Equatorial, em 1970, a ligação entre os dois países desenvolve-se a bom ritmo e a cooperação e intercâmbio nas áreas económica e comercial, infraestruturas, cultura e educação, e saúde, têm sido a reforçadas", frisou o chefe do executivo.

Para Chui Sai On, a língua portuguesa que ambos partilham é um mote para a cooperação bilateral no âmbito da iniciativa «Uma Faixa, Uma Rota», a qual tem "impulsionado o lançamento de projetos de cooperação de grandes infraestruturas entre a China e África".

Por sua vez, o primeiro-ministro da Guiné Equatorial destacou os 50 anos de relações diplomáticas entre a China e a Guiné Equatorial, apresentando os dois países "como irmãos".

O apoio da China, ao longo dos anos, e a sua participação no desenvolvimento e construção da Guiné Equatorial, que se alarga a outros países africanos, contribuiu para "uma nova fisionomia" daquele território, declarou.

Francisco Obama referiu ainda o plano de desenvolvimento nacional "Horizonte 2020", cujo principal objetivo é, "de forma empenhada, construir infraestruturas para alcançar o desenvolvimento e a globalização".

Neste sentido, considera que a construção de «Uma Faixa, Uma Rota», proposta pelo Governo chinês, "tem um impacto positivo na Guiné Equatorial, no sentido de acelerar a construção de infraestruturas" e assim contribuir para o desenvolvimento económico e social daquele país.

Anunciada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a iniciativa "Faixa económica da rota da seda e a Rota da seda marítima do século XXI", mais conhecida como "Uma Faixa, Uma Rota", está avaliada em 900 mil milhões de dólares, e visa reativar as antigas vias comerciais entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático. “Agência Lusa”

terça-feira, 6 de junho de 2017

China – Sucesso do 8º Fórum Internacional sobre o Investimento Construção de Infraestruturas

A edição deste ano do Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas resultou em 24 contratos de negócios, avaliados em quase 13 mil milhões de dólares americanos, o montante mais elevado na história do evento



O 8º Fórum Internacional sobre o Investimento Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla inglesa) registou um volume recorde de negócios, através de 24 contratos entre a China e diversos países e regiões envolvendo um valor total de 12,8 mil milhões de dólares norte-americanos. Segundo Fang Qiuchen, presidente da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, o valor em causa foi “o mais alto” de sempre neste Fórum.

O mesmo responsável destacou “três projectos essenciais” entre a lista. “O primeiro projecto é uma estrada no Gana, o segundo é na Baía do Mondego, na Jamaica, com uma estrada que circunda toda a ilha. O terceiro que gostaria de frisar é um projecto muito grande em Angola, com um parque turístico em Cabo Ledo. É um pacote muito alargado que incluiu as infra-estruturas, um parque industrial e todos os aspectos de recreação e hotéis”, adiantou.

Durante os dois dias do evento, que decorreu no Venetian, realizaram-se 14 fóruns temáticos e paralelos e foram organizadas 220 reuniões de negócios, para além da assinatura dos 24 protocolos, incluindo contratos de negócios, acordos-quadro e memorandos de entendimento. “Sete foram assinados com os países de língua portuguesa: cinco com Angola, um com Moçambique e o outro com o Brasil. Todos eles estão relacionados com parques industriais com instalações de agricultura, desenvolvimento de pontes e também reformulação de centros históricos de várias cidades”, explicou Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), na conferência de imprensa no final do evento.

Em jeito de balanço, o presidente do IPIM salientou “três aspectos” da edição deste ano do fórum, com a construção de uma plataforma “para comunicação e cooperação entre os operadores do sector de construção de infraestruturas”, a promoção da participação de Macau na construção da iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”, que representa uma “plataforma para a diversificação da economia” do território. O fórum contribuiu também para “destacar ainda mais a função de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, considerou.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China defendeu que o certame concretizou “quatro avanços”, incluindo a “característica profissional”, com progressos na escala e no nível da organização, com “crescente aumento da sua influência internacional”. Além disso, verificaram-se “melhorias tanto na liderança do desenvolvimento do sector inerente como em termos de promoção da cooperação empresarial”.

Fang Qiuche apontou realçou ainda o “papel de liderança industrial” do Fórum, bem como a apresentação de novas vias para promover a “participação activa” de Macau na iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”, “elevando a qualidade da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.

Esta edição do fórum atraiu mais de 1700 participantes provenientes de 63 países e regiões, incluindo 57 governantes a nível ministerial, revelam dados da organização. Entre os participantes estiverem ainda operadores da cadeia industrial relacionada com a cooperação internacional em infra-estruturas, incluindo quadros superiores e representantes de 65 empresas de construção civil e de 73 empresas.

A 9ª edição do Fórum Internacional sobre o Investimento Construção de Infraestruturas irá decorrer em Macau a 7 e 8 de Junho de 2018. Pedro Santos – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Brasil - Rodovias em situação crítica

SÃO PAULO – Estudo recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre a situação das rodovias brasileiras só mostrou com números o que já se sabia (ou se tinha como provável) há muito tempo, ou seja, que o custo de logística pode ser encarecido em até 40% em razão da má qualidade da infraestrutrura rodoviária do País. Segundo o estudo, ao final de 2015, só cerca 200 mil quilômetros de rodovias, de um total de 1,8 milhão, estavam pavimentados. Ora, se o modal rodoviário é o mais utilizado, responsabilizando-se por mais de 60% do transporte de mercadorias, é de se imaginar o que o País perde por apresentar uma malha rodoviária que, em muitos Estados, nada fica a dever à dos países mais pobres do mundo.

Se se fizer uma comparação com os Estados Unidos, a situação se torna, no mínimo, humilhante. Embora tenha mais de 5 milhões de quilômetros em rodovias pavimentadas, aquele país utiliza apenas 20% do modal para fazer transportar suas cargas. Se a comparação for com países menos desenvolvidos, ainda assim a situação continuará constrangedora. Por exemplo, China e Índia têm cada uma 1,5 milhão de quilômetros pavimentados em rodovias, ou seja, sete vezes mais que o Brasil.

Cálculos estimativos apontam que seriam necessários mais de R$ 106 bilhões em investimentos para melhorar substancialmente a infraestrutura rodoviária do País, o que não significa ainda dotá-lo de uma malha viária digna de uma nação de Primeiro Mundo. Acontece que o governo não tem se mostrado capaz de colocar em prática um plano de construção e reconstrução da malha viária. Nem se apresenta com caixa suficiente para levar adiante esse desafio.

Diante disso, só a criação de modelos de concessão capazes de atrair maior número de investidores privados poderá reverter essa situação crítica. Sem contar que é preciso também estimular o desenvolvimento dos modais ferroviário e hidroviário para que o transporte de cargas não dependa tanto do caminhão, além de estimular a expansão da cabotagem, modal fundamental para um país com dimensões continentais e com 7.367 quilômetros de linha costeira.

Não é preciso dizer que a atual situação de indefinição do quadro político brasileiro também assusta os investidores, que há muito reclamam da mudança de regras durante ou depois do processo licitatório. Portanto, só com projetos bem elaborados e com cláusulas claras será possível atrair investidores, o que não significa o deslumbramento de altos lucros com base na espoliação dos futuros usuários das rodovias a serem construídas ou reformadas. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

terça-feira, 17 de maio de 2016

Portugal – Porto de Sines pode ser destino da Rota da Seda do século XXI

O conselheiro de política externa do Governo chinês Lv Fengding manifestou-se favorável à inclusão do porto de Sines, na costa ocidental de Portugal, na rota marítima da seda do século XXI proposta pela China. "Portugal é um dos terminais da rota marítima da seda e o porto de Sines é importante para a ligação da China com a Europa e a África", disse Le Fengding, em Lisboa, onde se deslocou esta semana para apresentar a iniciativa "Uma Faixa e Uma Rota".

Com esta iniciativa, divulgada em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, Pequim propõe um plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

Este plano, que inclui a construção de uma malha ferroviária de alta velocidade entre a China e a Europa, vai abranger 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas, cerca de 60% da população mundial, segundo Pequim.

Lev Fengding disse que a iniciativa já suscitou o interesse de mais de setenta países e organizações internacionais e que "mais de trinta países assinaram acordos de cooperação relevantes com a China".

Assinalou também a constituição, em 2014, do Fundo Rota da Seda, de 40 mil milhões de dólares (35,3 mil milhões de euros).

“Esta é uma visão da China, feita para o bem de todos. Queremos que beneficie cada país e cada parceiro”, disse Lev Fengding à Lusa.

Em Portugal, Lev Fengding visitou o porto de águas profundas de Sines, a sul de Lisboa, e proferiu uma conferência na sede da EDP – Energias de Portugal, que tem como maior acionista a empresa estatal chinesa de energia China Three Gorges Corporation (21,35% do capital).

Desde 2012, a China injetou mais de oito mil milhões de euros em Portugal, que é o quinto destino do investimento chinês na Europa, salientou Lv Fengding.

“Portugal já é parte da iniciativa. Será fácil as empresas chinesas e portuguesas trabalharem em conjunto nos vários campos, incluindo em projetos de infraestruturas, na cooperação financeira e em parceria com empresas de outros países de língua portuguesa”, disse.

O diplomata chinês recordou que “Portugal foi um importante destino final da antiga Rota da Seda e desempenhou um papel importante na ligação entre a Ásia e a Europa”.

Referiu também que Portugal e a China têm uma longa experiência de cooperação e resolveram “com sucesso a questão de Macau, dando um bom exemplo ao mundo”.

Macau tornou-se uma Região Administrativa Especial da China em 20 de dezembro de 1999, segundo o princípio “um país, dois sistemas”, que permite ao território manter as suas características próprias até 2049.

Em outubro de 2003, a China criou o Fórum Macau para coordenar a sua cooperação com os países de língua oficial portuguesa.

“Estamos abertos a discutir todas as formas de trabalharmos em conjunto nesta iniciativa”, afirmou Lv Fengding.

O conselheiro do Governo chinês disse que “tudo está a decorrer sem problemas, incluindo conversações bilaterais entre a China e Portugal e entre as empresas dos dois lados”.

Lv Fengding agradeceu o “esforço do Governo português em integrar” o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), a funcionar desde janeiro deste ano por iniciativa chinesa, no qual Portugal tem uma participação de cerca de 13 milhões de dólares (11,5 milhões de euros).

“Esta decisão constitui um grande apoio à ideia chinesa de criar esta iniciativa e a vontade de trabalhar em conjunto”, comentou.

O BAII tem a China como maior acionista (29,78% do capital) e entre os 57 países fundadores estão 14 da União Europeia, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, além de Portugal.

O Brasil é o nono maior acionista do BAII, com uma quota de 3.181 milhões de dólares (2.813 milhões de euros).

Às críticas de que Pequim pretende dominar a economia global com as suas iniciativas, Lv Fengding lembrou que a China continua a ter a “grande tarefa” de desenvolver a sua própria economia para retirar da pobreza cerca de 100 milhões de pessoas.

“Nos últimos 30 anos ou mais, a China desenvolveu-se muito bem e achamos que o mundo deve beneficiar do resultado desse desenvolvimento da China. Da mesma forma, se os outros tiverem um bom desenvolvimento, podemos beneficiar. (…) O sucesso de uns pode ser o sucesso dos outros”, acrescentou. In “Sapo24” - Portugal

domingo, 31 de janeiro de 2016

CE-CPLP - Conferência de Investimento em Infraestrutura Eléctrica e Energias


A Conferência de Investimento em Infraestrutura Eléctrica e Energias Renováveis terá lugar em Moçambique entre os dias 9 e 10 de Fevereiro de 2016, em Maputo (Moçambique) organizada pela Euroconvention Global e da qual a ALER, (Associada da CE-CPLP) uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a promoção das energias renováveis nos países lusófonos é parceira.

A ALER tem uma função de facilitadora de oportunidades de negócio através do apoio ao sector privado e atracção de investimento e financiamento, de interlocutora juntos das autoridades nacionais e internacionais para criar um enquadramento regulatório favorável e de coordenadora dos vários stakeholders, criando uma plataforma de cooperação e constituindo a voz comum das energias renováveis na lusofonia.

O evento, que abordará as novas oportunidades de desenvolvimento de negócios, especialmente nos sectores relacionados com energias renováveis e infraestruturas, será uma ocasião para um get together entre investidores e promotores. Vai reunir sob o mesmo tecto representantes do Governo, de instituições financeiras internacionais, investidores nacionais e estrangeiros, atores chave e novos participantes com vontade de estabelecer contactos e adquirir as últimas novidades sobre o grande potencial de Moçambique nesta área.

O evento de 2 dias irá abordar diversos temas tais como:

  • A estratégia nacional para o desenvolvimento das energias renováveis
  • Os incentivos oferecidos à promoção de projectos
  • A suficiência do enquadramento jurídico
  • O fornecimento de energia eléctrica em Moçambique e crescente procura
  • Oportunidades disponíveis no solar, hídrica, eólica, biocombustíveis e outras tecnologias
  • Modelos de financiamento possíveis e o papel dos diferentes financiadores
  • Extensão da rede e planos de sistemas FIT
  • O papel do sector privado em projectos de electrificação rural e descentralização da energia
  • A necessidade de novas tecnologias e transferência de know how

Para receber o programa e a ficha de inscrição, por favor contacte a organização através do e-mail: mdecraecker@euroconventionglobal.com.

Informamos também que estão disponíveis inúmeras oportunidades para dar visibilidade à sua empresa nesta conferência (branding, expositores ou a possibilidade de ser orador numa das sessões do programa). Peça à organização informação sobre a disponibilidade e os vários pacotes corporativos e de patrocínio que têm para oferecer.

No âmbito da nossa parceria, os Associados da ALER terão direito a um desconto de 20%, tanto no registo como delegados como nos pacotes de patrocínio ou de expositores. Para aproveitar o desconto deverão entrar em contacto com Maxence de Craecker 



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasil - O que esperar de 2016

Segundo projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o País, que em 2011 detinha 1,41% das exportações mundiais, em 2016, deverá contentar-se com 0,98% de tudo o que se vende no planeta, seguindo a tendência negativa que tem marcado os últimos anos: em 2012, essa participação caiu para 1,33%; em 2013, para 1,32%; em 2014, para 1,19%; e em 2015, para 1%. Mais: depois de ocupar em 2013 a 22ª posição no ranking mundial de exportação, o Brasil deverá cair para a 29ª colocação em 2016, depois de ter ficado na 25ª em 2014 e 2015.

Diante disso, o que se espera é que, em 2016, o governo brasileiro, finalmente, desperte para a necessidade de realizar as sempre adiadas reformas estruturais nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista, sem deixar de investir maciçamente em infraestrutura para reduzir os custos de logística e acelerar os processos de desburocratização. Só assim será possível tornar os produtos exportados mais competitivos, sem depender da taxa de câmbio.

Não se pode deixar de reconhecer que o ano de 2015 marcou uma mudança drástica na política de comércio exterior do País, a partir da nova orientação que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) passou a receber. De fato, o País marcou presença em muitos fóruns, feiras e congressos internacionais, com a participação de empresas brasileiras, que contaram com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Mas só promoção não é suficiente. É preciso que os produtos oferecidos tenham também preços competitivos. E isso só é possível com a redução de custos logísticos. Mas, com os cofres públicos pouco surtidos, a verdade é que não se pode esperar para 2016 muitos investimentos em infraestrutura, a não ser que a Secretaria de Portos encontre uma maneira de acelerar as concessões de terminais portuários e de linhas ferroviárias.

Seja como for, embora seja um sonho de verão, seria recomendável que o País projetasse para o seu principal porto, o de Santos, responsável pela movimentação de 27% do seu comércio exterior, o futuro que se desenha para o porto de Long Beach, na Califórnia, que promete para 2019 o seu Middle Harbor Terminal totalmente automatizado, em condições de receber meganavios de 24 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Hoje, 28% das importações feitas pelos Estados Unidos saem desse porto por trem para o resto do país, mas o objetivo até 2019 é que essa marca alcance 50%. É de se ressaltar que um comboio com um quilômetro de extensão significa menos 750 caminhões nas rodovias.

Seguindo esse exemplo norte-americano, o Brasil poderá continuar a exportar cereais e outros produtos do seu agronegócio em níveis até maiores, desde que haja portos, rodovias e ferrovias mais bem estruturados, mas o fundamental é exportar produtos com valor agregado, pois só assim haverá mais indústrias e mais empregos para todos os brasileiros. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Moçambique - CFM constrói porto seco em Chimbunila

Os Caminhos de Ferro de Moçambique, vão construir um Porto Seco, próximo ano, no povoado de Uti, distrito de Chimbunila, no Niassa, em substituição da actual Estação na Cidade de Lichinga.

O futuro porto seco dista catorze quilómetros da Cidade de Lichinga e vai compreender uma área de cem hectares.

No local, serão erguidos igualmente armazéns, terminal de contentores e parque de viaturas de grande tonelagem, além de outras infra-estruturas.

Até este momento, foram reabilitados mais de oitenta quilómetros da linha férrea Lichinga-Cuamba e espera-se que o comboio inicie a circular nos meados do próximo ano.

O Governador do Niassa, Arlindo Chilundo, disse que a construção do Porto Seco em Uti, deve-se aos grandes encargos financeiros que iria acalentar ao Estado para indemnizar os cidadãos que construíram as suas residências muito próximo da linha, na Cidade de Lichinga.

A reabilitação daquela ferrovia é financiada pelo Banco Emiratos Árabes Unidos com noventa e oito milhões de meticais, numa extensão de cerca de duzentos e cinquenta quilómetros.

O Comboio deixou de circular no troço Cuamba-Lichinga, em dois mil e dez, devido a degradação acentuada da linha, situação que é aliada a dificuldades de trânsito na estrada Lichinga-Cuamba, encarece o custo de vida no Niassa. In “Rádio Moçambique” - Moçambique

domingo, 29 de novembro de 2015

Brasil - A crise e a falta de bom senso

De 2000 para 2014 as exportações mundiais saltaram de US$ 6 trilhões para US$ 22 trilhões e o Brasil acompanhou essa tendência quadruplicando suas vendas para o mercado externo, que passaram de US$ 55 bilhões para US$ 225 bilhões. Pode parecer muito, mas esse crescimento poderia ter sido maior, tivesse tido o País administradores públicos mais responsáveis, que promovessem investimentos em infraestrutura superiores aos 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da última década.

O resultado disso é que hoje o País tem de suportar um custo logístico equivalente a 11,5% do PIB, ou seja, aproximadamente US$ 270 bilhões, levando-se em conta o PIB de 2014 (US$ 2,3 trilhões), segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que representa o dobro do que é gasto pelos EUA, o triplo do que é gasto pela Europa e o quádruplo do que é gasto pela China. Segundo especialistas, o máximo admissível seria um custo logístico de até 5% do PIB, ou seja, US$ 115 bilhões. Esse custo provocado por estradas precárias e portos ineficientes, entre outros problemas, influi diretamente nas vendas para o exterior, principalmente de produtos manufaturados.

Obviamente, não é só o governo que deve fazer investimentos, mas também a iniciativa privada que depende diretamente de um ambiente otimista e de crescimento, o que não se vê hoje em função de uma instabilidade política sem razão de ser, já que o Brasil apresenta uma dívida externa líquida de apenas 34% em relação ao PIB, menor que a da Alemanha (50%), país-exemplo de administração pública, dos EUA (80%), da União Europeia (70%) e do Japão (127%).

Vive-se, portanto, hoje o pior dos mundos unicamente porque se perdeu o bom senso político, o que ocasionou uma grave crise de confiança que paralisou investimentos e consumo, sem base na realidade dos números. Vivesse o País hoje sob um regime parlamentarista, como as nações da Europa Ocidental, o atual governo (ou seja, o gabinete) já teria sido substituído por outro que, com um primeiro-ministro de credibilidade à frente, pudesse devolver a confiança à população e ao empresariado.

Enquanto isso não ocorre, o que se prevê é que o País deverá cair até o final do ano mais dois postos no ranking das maiores economias do planeta, passando de sétimo para nono, com um PIB estimado de US$ 1,8 trilhão, sendo ultrapassado por Índia e Itália. Tudo isso em função de uma carência de lideranças políticas nunca vista no País. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Comissão Europeia – Apresentação de projetos de infraestruturas energéticas fundamentais

A Comissão Europeia adota uma lista de 195 projetos de infraestruturas energéticas fundamentais — designados por projetos de interesse comum — que irão contribuir para a realização dos objetivos da Europa em matéria de clima e de energia e constituir elementos essenciais da União da Energia da UE.

A Comissão Europeia adotou ontem uma lista de 195 projetos de infraestruturas energéticas fundamentais que irão contribuir para a realização dos objetivos da Europa em matéria de clima e de energia e constituir elementos essenciais da União da Energia da UE. Os projetos — designados por projetos de interesse comum (PIC) — permitirão a construção gradual da União da Energia integrando os mercados da energia na Europa, diversificando as fontes de energia e as rotas de transporte. Além disso, os PIC hoje adotados contribuirão para pôr termo ao isolamento energético de alguns Estados-Membros. Irão também incentivar o nível das fontes de energia renováveis na rede, reduzindo as emissões de carbono. Os PIC beneficiarão de processos de licenciamento acelerados e de melhores condições regulamentares e podem ser elegíveis para apoio financeiro no âmbito do Mecanismo Interligar a Europa (MIE). Foi atribuído às infraestruturas energéticas transeuropeias um orçamento de 5 350 milhões de EUR no âmbito do MIE para 2014-20, ajudando os projetos de interesse comum a serem executados mais rapidamente e tornando-os mais atrativos para os investidores.

Miguel Arias Cañete, Comissário responsável pela Ação Climática e a Energia, afirmou: «Infraestruturas energéticas modernas e fiáveissão essenciais para permitir à energia circular livremente em toda a Europa. Estes projetos permitir-nos-ão integrar os nossos mercados da energia, diversificar as fontes e as rotas de energia, e pôr termo ao isolamento energético de alguns Estados-Membros. Irão também incentivar o nível de energias renováveis na rede, eliminando as emissões de carbono. A transformação energética da Europa exigirá investimentos no valor de milhares de milhões de euros em infraestruturas estratégicas.» A lista de projetos contribuirá para garantir que os nossos fundos servem o nosso objetivo de assegurar aos europeus energia não poluente e a preços acessíveis.»

A lista de projetos constitui uma atualização da lista de PIC adotada em outubro de 2013. A lista inclui 108 no domínio da eletricidade, 77 no domínio do gás, 7 no domínio do petróleo e 3 no domínio das redes inteligentes. Foi igualmente conseguido um bom equilíbrio entre projetos de eletricidade e projetos de gás, graças à identificação dos projetos claramente prioritários no contexto regional.

Os projetos beneficiarão de uma série de vantagens:
- reforço da transparência e aperfeiçoamento das consultas públicas;
- aceleração do processo de licenciamento (prazo máximo obrigatório de três anos e meio);
- aperfeiçoamento, aceleração e racionalização da avaliação ambiental;
- centralização do processo de licenciamento numa única autoridade nacional competente;
- melhoria do tratamento regulamentar, mediante a afetação dos custos em função dos benefícios líquidos, bem como incentivos regulamentares;
- possibilidade de receber assistência financeira do Mecanismo Interligar a Europa, sob a forma de subvenções ou de instrumentos financeiros inovadores.

Para que um projeto possa ser incluído na lista, tem de demonstrar benefícios significativos para, pelo menos, dois Estados-Membros, de contribuir para a integração do mercado e uma maior concorrência, de aumentar a segurança do aprovisionamento e de reduzir as emissões de CO2.

Em princípio, as infraestruturas energéticas devem ser financiadas pelo mercado e através das tarifas pagas pelos utilizadores. No entanto, para dar resposta ao enorme desafio do investimento, a UE criou fundos como o Mecanismo Interligar a Europa (MIE) e o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), que contribuirão para mobilizar os investimentos necessários. No âmbito do MIE, em 2014 e 2015, foi atribuído ao cofinanciamento de estudos e de obras de construção o montante de 797 milhões de EUR para facilitar a execução dos PIC.

Desde a adoção da primeira lista de PIC em 2013 foram já concluídos ou entrarão em funcionamento antes do final de 2015 treze projetos. Além disso, prevê-se que cerca de 62 projetos venham a ser concluídos até ao final de 2017.

A Comissão desempenhou um papel fundamental no lançamento de muitos destes projetos, quer através de ações políticas e da facilitação de um comum acordo entre dois países sobre o caminho a seguir, quer através da prestação de assistência técnica e/ou apoio financeiro aos projetos.

A lista de PIC é atualizada de dois em dois anos, a fim de integrar novos projetos que se tornem necessários e de suprimir os obsoletos.

Contexto

A enorme necessidade de investimentos em infraestruturas energéticas foi uma das razões para propor em 2011 o regulamento relativo às orientações para as infraestruturas energéticas transeuropeias (Orientações RTE-E). As Orientações RTE-E fornecem um quadro estratégico para a visão a longo prazo das infraestruturas energéticas da UE e introduzem o conceito de projetos de interesse comum. Identificam nove corredores prioritários de infraestruturas estratégicas nos domínios da eletricidade, do gás e do petróleo e três domínios prioritários de infraestruturas à escala da UE: autoestradas da eletricidade, redes inteligentes e redes de transporte de dióxido de carbono.

A aprovação, por parte da Comissão, da lista final de projetos de interesse comum é o resultado de um processo rigoroso de identificação e avaliação efetuado pelos Grupos Regionais criados ao abrigo do Regulamento RTE-E. Os Grupos Regionais são compostos pelos representantes dos Estados-Membros, da Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte para a eletricidade e para o gás (REORT-E e REORT-G), dos operadores das redes de transporte nacionais e promotores de projetos, das autoridades reguladoras nacionais e da Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACRE). As respostas à consulta pública foram igualmente tidas em conta. Por último, as listas regionais têm de ser aprovadas pelo denominado «órgão de decisão de alto nível», composto por altos funcionários dos Estados-Membros e da Comissão, após o que a Comissão pode adotar formalmente a lista da UE de projetos de interesse comum, através de um procedimento de ato delegado. Comissão Europeia

Mais informações

Lista completa de projetos de interesse comum por corredor prioritário:

https://ec.europa.eu/energy/en/news/commission-unveils-list-195-key-energy-infrastructure-projects

Ficha de informação sobre projetos de interesse comum: MEMO/15/6108

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Brasil - Porto de Santos: balanço de obras

Há muito que, no Brasil, governar, praticamente, significa anunciar a destinação de verbas para projetos de obras que, muitas vezes, demoram tanto para sair do papel que a sociedade acaba tomando-os por suspensos ou engavetados. É o caso das obras previstas para a modernização da infraestrutrura viária do Porto de Santos, que seguem a passo de cágado quando iniciadas ou continuam à espera de decisões burocráticas.

Ainda agora a Secretaria de Portos (SEP) acaba de anunciar que o Porto de Santos deverá receber aportes públicos e privados da ordem de R$ 5,3 bilhões nos próximos anos, que virão da prorrogação antecipada de nove contratos de arrendamento de terminais e da licitação de três novas instalações e serão investidos em obras de infraestrutura viária e portuária. Só que não há nenhuma garantia de que esses valores serão mesmo investidos no complexo santista.

Como se sabe, a SEP, ao ser criada em 2007, tinha como objetivo, ao sair da esfera do Ministério dos Transportes para ligar-se diretamente à Presidência da República, ficar distante das indicações político-partidárias. Mas, desde então, virou moeda de troca nas disputas políticas, com a nomeação de seis ministros até agora, o que significa descontinuidade administrativa.

O que se espera é que a SEP, agora sob nova direção, atue de forma decisiva para deslanchar os projetos para o Porto de Santos. Entre essas obras, está a de remodelação da entrada da cidade, um projeto tripartite (União, Estado e Município) que já recebeu licença ambiental e está à espera da publicação de mais dois editais.

A Prefeitura local já conseguiu financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 36 milhões e pretende dar início às obras no começo de 2016.  Falta a União cumprir sua parte: ao todo, serão investidos R$ 290 milhões, verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas, com os cofres públicos vazios, teme-se que essas tratativas demorem muito além do esperado.

Em execução estão obras na Avenida Perimetral, entre o Saboó e a Alemoa, na margem direita. O trecho entre o Macuco e a Ponta da Praia foi licitado pela Codesp em favor da construtora Cappellano e as obras deverão começar ainda em 2015, com a revitalização da Avenida Mário Covas, antiga Avenida dos Portuários, numa extensão de 3,5 quilômetros.

Já o famoso Mergulhão, passagem subterrânea que irá segregar o trânsito de carretas da linha ferroviária, depende de possível parceria público-privada (PPP). Já há à disposição R$ 310 milhões do PAC, mas a obra está dentro do projeto Porto-Valongo, que sofreu uma reavaliação para R$ 700 milhões. Enquanto isso, o projeto do túnel submerso entre Santos e Guarujá, depois de obtida licença ambiental, continua a depender de análise do governo federal, que neste momento faz contingenciamento de recursos em razão da crise econômica. Por enquanto, continua no papel. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Brasil – 3º Fórum Brasil África

O 3º Fórum Brasil África - Desafios e Oportunidades para o Fornecimento de Energia no Brasil e África tem como objetivo trazer para o Brasil, representantes de governos e do setor privado para discutir alternativas para a falta de energia (principalmente na África) e oportunidades de negócios para empresas de diferentes partes do mundo.

Nesta edição do 3º Fórum Brasil África, além de painéis em torno de diferentes temas (petróleo e gás, energia renovável, financiamento, novas tecnologias, programas educacionais, investimentos em infraestrutura, etc.) as empresas dos mais diversos segmentos da indústria de energia poderão expor seus produtos em stands personalizados e assim aumentar as oportunidades de negócios.

Como uma conferência internacional e plataforma de negócios que busca a vanguarda das discussões sobre de energia do mundo, o 3º Fórum Brasil África irá proporcionar aos participantes oportunidades incomparáveis de parcerias, troca de experiências e estímulo para a melhora da oferta de energia elétrica no Brasil e na África.

Participe desta grande oportunidade de conhecer e compartilhar suas opiniões com os outros profissionais de destaque no setor de energia.

Aceda aqui à Programação e aos Palestrantes. Instituto Brasil África - Brasil

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Brasil – Porto de Pecém aposta na proximidade do Canal do Panamá

Cearáportos informou que três empresas que já atuam no Pecém demonstraram interesse na instalação de um hub próprio no local. Proximidade com o Canal do Panamá é um dos fatores favoráveis para o Ceará

Com a finalização da segunda expansão do Porto do Pecém, prevista para o próximo ano, o Governo do Estado aposta na formação de um hub (ponto de conexão) marítimo no Ceará. Segundo Rebeca Oliveira, diretora comercial da Cearáportos, as empresas transportadoras Hamburg Süd, Maersk e CMA CGM já sinalizaram interesse em formar um hub próprio no local.

“Existe espaço para todos. A gente tendo equipamentos, tendo berços prontos, tendo a tabela acessível que a gente tem, vai ser natural eles chegarem até aqui. Claro que a gente está correndo atrás deles com um laço, mas, eles, eventualmente vão vir mesmo”, diz.

Como motivos para essa atração de empresas interessadas no Estado, Rebeca cita a proximidade com o canal do Panamá, cujas obras devem terminar em dezembro de 2016. “Eu falo não o primeiro porto, mas o primeiro porto que tem berços para isso, equipamentos para isso, profundidade natural e a retroárea. Porque a gente não pode esquecer que tem Belém, com o Porto do Conde (PA), Porto do Itaqui (MA). Cada um tem sua vantagem, mas a gente consegue ter todas as vantagens em um terminal só”, enfatiza.

Infraestrutura

O porto conta com Terminal de Insumos e Produtos Siderúrgicos e Carga Geral (píer 1), um Terminal de Petróleo/Derivados e Granéis Líquidos (píer 2), ponte de acesso de 2.142 metros de extensão, pátio de armazenagem de cargas e píer de rebocadores.

Dispõe ainda de uma correia transportadora com 12 km de extensão e capacidade para movimentar 2.400 toneladas por hora; e o Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), que passa pela segunda etapa de expansão.

As obras incluem pavimentação e ampliação do quebra-mar, que deve ficar pronto até o final de 2015, nova ponte de acesso ao quebra-mar, que será construída a partir de agosto e vai permitir o trânsito de caminhões para movimentação de placas, além da instalação de transportadores de correia para possibilitar a operação nos futuros terminais de granéis sólidos.

Estão sendo construídos mais três berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres. Os equipamentos operarão carga geral e produtos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A previsão de conclusão dos berços são setembro de 2015 (berço 7), dezembro de 2015 (berço 8) e maio de 2016 (berço 9).

O investimento total da segunda ampliação será em torno de R$ 640 milhões, recursos do tesouro Estadual e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). A expansão do terminal vai quintuplicar a capacidade de movimentação de cargas e coloca o Porto do Pecém.

Hub TAM e concessões

André Facó, secretário da Infraestrutura do Estado, diz que o Governo do Ceará ainda está estudando, nos próximos dois meses, o portfólio de projetos de infraestrutura econômica que poderão ser levados ao processo de concessão.

“Estamos selecionando aqueles projetos de infraestrutura que agregariam para o Governo do Estado a questão do desenvolvimento econômico”.

Em relação ao aeroporto, o secretário se mostra otimista. “A gente vê que o Ceará reúne condições técnicas diferenciadas em relação aos outros competidores, não desmerecendo os outros, mas a gente está trabalhando para potencializar essas vantagens. Que a TAM consiga enxergar isso não somente agora, mas no longo prazo”. Beatriz Cavalcante – Brasil in ”O Povo”

NÚMEROS: 640 milhões de reais é o investimento total previsto na obra de ampliação do Pecém

Dicionário: A retroárea ou retroporto consiste em um instrumento logístico e aduaneiro fundamental para regular os fluxos nos portos e de extrema importância para a competitividade de tais portos. São áreas externas aos portos onde ocorrem atividades essenciais para o funcionamento dos mesmos.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Brasil – Investimento chinês no programa de infraestruturas

Investimentos chineses no Brasil podem ultrapassar 88 mil ME

Investimentos públicos e privados chineses no Brasil podem ultrapassar 100 mil milhões de dólares (88,45 mil milhões de euros), o dobro do anunciado por autoridades brasileiras para as infraestruturas, afirmou o presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, Charles Tang.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, chega hoje a Brasília para uma visita oficial de três dias, na qual deverá assinar 30 atos oficiais e se encontrar com a Presidente Dilma Rousseff e outras autoridades na capital do país e no Rio de Janeiro.

Os investimentos chineses no programa de infraestruturas do Brasil, entre projectos em andamento e novos projectos, devem ser da ordem de 53,3 mil milhões de dólares (46,69 mil milhões de euros), afirmou o embaixador José Graça Lima, que actua nas relações entre o Brasil e o continente asiático no Ministério das Relações Exteriores, em conferência de imprensa. “O Brasil não precisa só de infraestrutura física, mas também electrónica e tecnologia”, disse Tang, realçando que uma empresa chinesa da área das Tecnologias de Informação está a concluir as negociações para participar de uma empresa brasileira e estabelecer uma indústria no país, com o objectivo de produzir tecnologia.

O sector, segundo o presidente da Câmara e Comércio, constitui uma oportunidade, também para a obtenção de financiamento de instituições públicas brasileiras que promovem a inovação, como o Conselho Nacional de Pesquisas Tecnológicas (CNPq) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Económico e Social (BNDES). In “Construir” - Portugal