Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

São Tomé e Príncipe - Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola coloca 25 milhões de dólares à disposição da agricultura são-tomense



São Tomé – O Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) decidiu colocar 25 milhões de dólares a disposição de São Tomé e Príncipe para financiar os sectores da agricultura, pesca e desenvolvimento rural, anunciou na passada terça-feira o representante da organização numa reunião de coordenação na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Na sua declaração, o representante do FIDA, Bernard Hein disse que “nossa ambição é triplicar o custo do Programa de Apoio Participativo da Agricultura Comercial (PAPAC) e levar esse novo projeto a um orçamento de 25 milhões de dólares”, tendo acrescentado a verba visa “consolidar os resultados” ao nível da produção do cacau, apoios às cooperativas de pimenta e café dentre outras metas já estabelecidas.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelou a contribuição dos parceiros e quadros técnicos nacionais para encontrarem “uma terapia” para impulsionar a produção agrícola do país.

“Estamos todos aqui como um corpo de médicos a volta do paciente não só para diagnosticar, mas também pare encontrar terapia viável e sustentável”, disse Jesus, considerando ser necessário “salvar a agricultura, salvar a economia” do arquipélago.

No seu discurso, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural Francisco Ramos disse o seu ministério tem o objetivo de “reduzir progressivamente as importações”, para as substituir “por produtos locais e alargar a base produtiva através do aumento e diversificação das produções agrícolas, pecuárias e pesqueiras e das exportações”.

Esta reunião de coordenação entre o FIDA os parceiros, surge no âmbito da revisão estratégica ‘Fome Zero’ e do Plano Nacional de Investimentos da Segurança Alimentar e Nutricional do Governo de Bom Jesus.

O FIDA, Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola é uma das agências da ONU, criado em 1977, com sede em Roma, com missão de permitir que as populações rurais pobres em países em desenvolvimento possam superar a pobreza. Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Moçambique - BAD e UniLúrio implementam Programa de Habilidades para a Agricultura e Indústria

O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique fez questão de ir ao polo de Pemba da UniLúrio para anunciar que a sua instituição financeira irá investir uma fatia de 15 milhões de dólares naquela Universidade. A ideia é desenvolver um programa de habilidades ou competências no seio académico voltado para o tecido empresarial, mais concretamente para o desenvolvimento dos sectores agrícola e industrial.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com a Universidade Lúrio (UniLúrio), lançaram, em Pemba, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Habilidades para a Agricultura e Indústria.

O evento contou com a presença da comunidade académica, funcionários e estudantes da UniLúrio e teve como pano de fundo uma conferência internacional sobre Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável como pano de fundo.

O programa em causa responde às prioridades do BAD de “Alimentar África” e “Industrializar África” e tem como objectivo fortalecer a capacidade da UniLúrio, gerando competências e habilidades face aos futuros profissionais nos sectores-chave da agricultura e indústria, mais concretamente através das disciplinas de Ciências Aplicadas e Engenharia. O custo total do projecto, a ser implementado num prazo de cinco anos (2018-2022), encontra-se estimado em 15,50 milhões de dólares norte-americanos.

Através da parceria com a UniLúrio, o BAD perspectiva investir na construção e equipamento de oficinas, bibliotecas e laboratórios; na melhoria da qualidade das actividades académicas e da capacidade da gestão de recursos da universidade bem como apoiar no desenvolvimento de uma estratégia para melhorar o acesso das raparigas aos serviços académicos da UniLúrio, incluído um programa de bolsas de estudo voltado para as estudantes.

Na cerimónia de lançamento, Pietro Toigo, representante residente do BAD em Moçambique, referiu que os recursos extractivos no norte do Moçambique vão seguramente acelerar o crescimento económico do país.

“Mas para assegurarmos que o crescimento seja inclusivo, é preciso dar aos jovens as ferramentas para competir com êxito no mercado do trabalho. Por isso, estamos orgulhosos da nossa parceria com a UniLúrio no sentido de criar um polo de ensino e pesquisa ao mais alto nível”, congratulou-se o representante do BAD.

Na mesma linha de pensamento, o reitor da UniLúrio, Prof. Doutor Francisco Noa, sublinhou que “a UniLúrio continuará a trabalhar no sentido de educar e formar uma nova geração de profissionais competentes, comprometidos com o desenvolvimento, a ciência e o bem-estar das comunidades locais”.

O desafio demográfico na base do investimento

A propóstio do Programa lançado, Pietro Toigo sublinhou que o país está a experienciar uma das transacções demográficas mais rápidas do mundo. Aliás, nos últimos 10 anos, a população de Moçambique cresceu a uma taxa de 40% - a terceira taxa de crescimento demográfico mais rápida de África. “Com 45% da população abaixo dos 14 anos, a prioridade tem que ser preparar os jovens para o mercado de trabalho, para que sejam o motor de crescimento do país. O futuro de Moçambique vai ser determinado nas escolas, nos centros de formação e nas universidades”, referiu Toigo em jeito de reflexão.

Grosso modo, a ideia é que o país precisa de uma força de trabalho dinâmica para desenvolver a sua base económica e, de modo particular, o sector dos hidrocarbonetos. Por outro lado, precisa de novos polos de pesquisa para analisar o impacto dos modelos alternativos de desenvolvimento nos seus recursos naturais e precisa de novas abordagens para reforçar a resiliência climática da sua economia e não permitir que as escolhas climáticas de outros países impactem negativamente na sua trajectória de desenvolvimento.

Nesse sentido, a parceria entre a UniLúrio e o BAD surge no âmbito de fortalecer as faculdades de engenharia, uma vez que o Programa irá investir nos conhecimentos técnicos e tecnológicos para que as empresas moçambicanas possam vir a entrar nas cadeias de valor e fornecimento às multinacionais mineiras e de gás e petróleo. Por outro lado, o BAD espera vir a apoiar inovações e pesquisas em prol de uma agricultura competitiva e eficiente (e mais industrializada) no sentido de alimentar a população de Cabo Delgado, a qual decerto irá registar um crescimento demográfico em função dos projectos que estão a ser implantados, em especial em Pemba e Palma.

“Esperamos também que este programa possa fortalecer a parceria entre a UniLúrio e o sector privado em três aspectos: uma colaboração mais estreita para assegurarmos que o ensino seja relevante para as necessidades prospectivas dos empregadores, para as oportunidades dos estudantes de aplicar os seus conhecimentos e posicionar a universidade como fornecedora de serviços para o sector privado. Por essa razão é que o Programa irá apoiar uma revisão do currículo de ensino e irá investir em laboratórios de análise de qualidade de sementes e produtos agrícolas”, garantiu o representante do BAD. In “Olá Moçambique” - Moçambique

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

América Latina – Empresários querem investir no setor agroindustrial em Angola

Um conjunto de empresários de seis países da América Latina manifestou vontade em investir no setor agroindustrial em Angola, no quadro da criação, em Luanda, da Câmara de Comércio e Indústria Hispano-Americano-Angolana (CCIHA)

Além de Angola, integram a nova câmara de comércio empresários da Argentina, Colômbia, Cuba, México, Uruguai e Venezuela, para já, a ideia é analisar o mercado mais pormenorizadamente para que, através da troca de experiências e da transferência de tecnologias, se possa avançar para outras áreas, como Comércio e Turismo.

Os empresários angolanos vão contar com a participação de agricultores para implementar e desenvolver a agricultura familiar, bem como de representantes de pequenas e médias empresas (PME) estabelecidos no interior do país.

No quadro da diversificação da economia angolana, os empresários querem contribuir para a redução da carência alimentar, melhoria da renda familiar, criação de emprego e a redução das importações.

A Câmara de Comércio e Indústria Hispano-americana Angolana (CCIHA) conta com uma Assembleia-Geral, Secretariado, Conselho Diretivo, Fiscal, Direção Executiva, Conselho de Cooperação e Intercâmbio e Superior Consultivo.

Reinaldo Luís da Silva Trindade é o presidente do Conselho Diretivo, enquanto Agostinho Raimundo de Sousa e Santos dirige a Assembleia-Geral.

Em declarações à ANGOP, o diretor executivo da CCIHA, Manuel Graça de Deus, explicou que a Câmara pode ser alargada a 19 países da América Latina, cujos empresários estão interessados em integrar estes órgãos de troca de negócios.

Manuel Graça de Deus adiantou que o objetivo é desenvolver, tendo em conta que Angola tem de diversificar a economia e focar a atenção no desenvolvimento.

O embaixador da Argentina em Angola, Luís Eugénio Bellando, presente no ato, salientou que Angola tem todas as condições criadas, desde os solos ao clima e aos recursos hídricos, para que o desenvolvimento da agroindústria seja um facto.

Luís Eugénio Bellando reiterou a disponibilidade de Buenos Aires em apoiar o processo de diversificação da economia angolana.

«A criação da Câmara vai impulsionar o espírito de empreendedores independentes, sobretudo das pequenas e médias empresas», salientou. In “Revista Port. Com” - Portugal

sábado, 20 de outubro de 2018

Moçambique - Procura em Macau investidores lusófonos e chineses

O Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique disse ontem à Lusa que está em Macau à procura de investidores lusófonos e chineses para projectos na área do gás natural, cuja produção tem arranque previsto para 2022. “Pretendemos privilegiar o empresariado local, mas isso nunca prejudicando o andamento do projecto. Não tendo capacidade interna, o país está aberto a convidar empresários e esta é a plataforma ideal”, sublinhou Ragendra de Sousa. “Aqui falamos para Portugal, Angola, Cabo Verde, e também falamos para Macau e para a China”, destacou o governante. “Estão todos convidados a participar nos projectos do gás” no Norte de Moçambique, acrescentou.

As declarações foram realizadas à margem da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), na qual Moçambique e a província chinesa de Fujian se assumem como parceiros da 23.ª edição, que conta com a participação de centenas de instituições oriundas de mais de 50 países e regiões.

“Nós estamos a utilizar todas as plataformas disponíveis”, afirmou o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, que aproveitou para esclarecer que o país quer privilegiar investimentos BOT (Build-Operate-Transfer), quando o país se prepara para “dar início a grandes projectos na área do gás, (…) projectos de capital intensivo, mas que precisam de muitos serviços associados”.

Os BOT são uma forma de financiamento de projectos em que é atribuída uma licença aos privados por parte do sector público para financiar, projectar, construir e operar um equipamento por um período, após o qual o controlo regressa ao Estado. “O investidor é responsável por investir, operar, ganhar dinheiro e, depois de pago, ou continuam ou transferem para o Estado”, precisou Ragendra de Sousa. “Assim temos a certeza que qualquer investidor se preocupa com a receita” e que se contorna “a ineficiência” de um projecto que seja “totalmente financiado pelo Estado”, adiantou.

O turismo, a agricultura, as acessibilidades e o sector da energia são as quatro áreas que o Governo de Moçambique designou como prioritárias, salientou o governante. Na cerimónia de inauguração, o secretário para a Economia e Finanças destacou a importância do território na resposta aos interesses chineses e dos países de expressão portuguesa.

“Tendo os olhos postos no futuro, Macau, enquanto plataforma sino-lusófona, continuará a desempenhar a sua função de ligação com precisão, empenhando-se em agarrar as missões históricas e oportunidades de desenvolvimento conferidas pela nova era, no sentido de satisfazer as necessidades do país e exercer as potencialidades” do território, sublinhou Lionel Leong. “Tudo isto não só contribuirá para a concretização de uma maior abertura do país, como também será propício à diversificação adequada e ao desenvolvimento sustentável da própria economia”, concluiu. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Angola - Programa da UE de apoio à agricultura vai ser gerido por Portugal

Portugal vai gerir um programa da União Europeia (UE) dirigido à agricultura em Angola no valor de 48 milhões de euros a investir na Huíla, no Namibe e no Cunene



A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural português, Luís Capoulas Santos, que ficou na capital angolana um dia além da visita oficial efectuada pelo primeiro-ministro luso, António Costa.

"Trata-se de um programa que terá um apoio da UE de 60 milhões de euros, em que 48 milhões são destinados à agricultura e que serão centrados em três províncias do sul, Huíla, Namibe e Cunene. Visa apoiar a agricultura familiar, criar condições de vida e sustentabilidade agrícola e, ao mesmo tempo, concorrer para o combate às alterações climáticas, porque, no território angolano, são as zonas mais expostas", disse Capoulas Santos à Lusa.

O programa visa, "por um lado, criar condições de vida aos seus agricultores e à pequena agricultura, em particular, e, por outro lado, aumentar a produção nacional por forma a reduzir as importações e até a gerar excedentes para exportação de alguns produtos para os quais tem capacidades mais do que suficientes", esclareceu, acrescentando que entre os dias 30 de Setembro e 12 de Outubro, estará em Angola uma missão técnica para avaliar, nas três províncias, bem como em Luanda, as prioridades a constar no âmbito do programa e de acordo com a vontade do Governo Angolano.

Segundo o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural português, que deixa Luanda esta noite, Portugal tem sido, até agora, um "grande exportador" para Angola na área da agricultura, destacando o facto de, recentemente, Angola ter começado a exportar produtos agrícolas para Portugal.

"Angola começou há muito pouco tempo a exportar para Portugal. Ao fim de 40 anos, Angola exportou as primeiras bananas para Portugal. A agricultura portuguesa e angolana não são concorrentes, são complementares. Não tencionamos produzir em Portugal café, amendoim ou frutos tropicais, assim como não estou a ver Angola com vocação para plantar oliveiras ou a dedicar-se à produção de vinho", exemplificou.

"A cooperação é boa quando funciona nas duas direcções, quer no investimento quer nas trocas comerciais, e Angola tem um enorme potencial agrícola e Portugal está disposto a receber produtos de Angola que, neste momento, importamos de outras partes do mundo, com quem temos afinidades muito menores", sublinhou. In “Novo Jornal” - Angola

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Brasil - O terceiro maior exportador agrícola do mundo

GENEBRA - O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050.

Os dados são da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), que, nesta segunda-feira, 17, apresentou seu informe anual sobre a produção de commodities. No levantamento, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.



No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%. De acordo com a FAO, o valor adicionado da agricultura por trabalhador também dobrou entre 2000 e 2015. No início do século, ele era de US$ 4,5 mil, chegando a US$ 11,1 mil em 2015.

A expansão não se limitou ao Brasil. De acordo com a entidade liderada pelo brasileiro José Graziano da Silva, os países emergentes já representavam 20,1% do mercado agrícola global em 2015, contra apenas 9,4% em 2000. Além de Brasil e China, Indonésia e Índia foram os principais motores dessa expansão. Dos dez primeiros exportadores hoje, quatro são economias em desenvolvimento.

Enquanto isso, o percentual do mercado dominado por EUA, União Europeia, Austrália e Canadá foi reduzido em dez pontos percentuais.

Se o Brasil ganhou espaço entre os exportadores, ele desapareceu da lista dos 20 maiores importadores de alimentos. Em 2000, o Brasil era o 13.º maior importador, com 0,9% do mercado mundial. Em 2016, a lista dos 20 primeiros colocados já não traz o mercado brasileiro.

O mercado mundial, enquanto isso, triplicou. O comércio agrícola, que movimentava US$ 570 bilhões em 2000, passou a registrar um fluxo de US$ 1,6 trilhão em 2016.  A expansão econômica da China e a demanda por biocombustíveis foram os principais fatores desse crescimento.

Mudanças climáticas podem afetar produção

Mas se a expansão foi clara nos 15 primeiros anos do século, os cenários até 2050 para o Brasil vão depender do impacto das mudanças climáticas no planeta. De acordo com a FAO, o mundo terá de dobrar sua produção agrícola nos próximos 30 anos.

Mas o impacto das mudanças climáticas pode representar desafios reais para a produção brasileira, que poderia inclusive sofrer uma queda. “Mudanças climáticas vão afetar a agricultura global de forma desigual, melhorando as condições de produção em alguns locais. Mas afetando outros e criando “vencedores” e “perdedores”, indicou o informe da FAO.

Os países em baixas latitudes seriam aqueles que mais sofreriam. Já regiões com climas temperados poderiam ver uma maior produção agrícola, diante da elevação de temperatura.

No caso do Brasil, a previsão é de que, se nada for feito no mercado global, suas exportações seriam afetadas negativamente e haveria até uma leve queda no volume vendido. O mesmo ocorreria com o restante da América do Sul e países africanos. Já Europa, EUA e Canadá registrariam fortes desempenhos.

As exportações brasileiras para África e Índia aumentariam. Mas haveria também incremento de importações vindas da América do Norte e Europa. Já as vendas brasileiras para a Europa e China - seus dois principais mercados - poderiam ser reduzidas em mais de US$ 1 bilhão cada.

O temor da FAO é que as mudanças climáticas aprofundem a disparidade entre países ricos e emergentes, já que a produção agrícola poderia ser afetada. “Precisamos garantir que a evolução e a expansão do comércio agrícola funcionem para eliminar a fome e a desnutrição”, disse José Graziano da Silva.

Para ele, o comércio internacional tem o potencial de estabilizar os mercados e realocar alimentos de regiões com superavit para aqueles com deficit. Caso as mudanças climáticas fossem acompanhadas, até 2050, pela abertura dos mercados, o Brasil seria o país que veria uma das maiores expansões do comércio agrícola. Jamil Chade – Suíça in “O Estado de S. Paulo”

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Moçambique - Empresários filipinos interessados em investir no país

Empresários filipinos estão interessados em investir em Moçambique na área de processamento da banana.

A informação foi avançada ontem, em Maputo, pelo vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Castigo Nhamane, durante a visita de um grupo de empresários filipinos à instituição. 

Segundo Nhamane, os empresários filipinos encontram-se em Moçambique à procura de parcerias e oportunidades de negócios e investimentos. 

“Eles apresentaram uma proposta interessante. Estão interessados no processamento da banana em Moçambique e, nos próximos dias, vão visitar a província de Gaza. Como nós sabemos, é uma província agrícola, vamos coordenar com os nossos colegas de Gaza para recebe-los”, disse. 

Os empresários filipinos apresentaram, igualmente, de acordo com o vice-presidente da CTA, uma lista de especialidades que trazem ao país.

“Para nós, é toda nossa vontade que eles venham investir em Moçambique porque é uma mais-valia para o país e o sector privado”, disse, acrescentando que “eles têm equipamento, têm conhecimento, eles vão trazer a tecnologia e ensinar o empresariado moçambicano e isso para nós é vantajoso porque precisamos de aprender que é para podermos entrar na fase em que eles estão”.

O representante dos empresários filipinos, Senen Perlada, disse, citado pela AIM, que a sua delegação quer explorar as oportunidades existentes em Moçambique. Referiu que, nos últimos dois dias, verificaram que, de facto, há várias oportunidades, especialmente na área de comércio.

Perlada lamentou a fraca relação comercial existente entre os dois países, mas garantiu que com esta visita à CTA o cenário entre Moçambique e Filipinas vai mudar para melhor. 

Segundo a fonte, até 2005 o comércio bilateral atingiu cerca de 5 milhões de dólares, mas, de 2015 para 2017, houve um decréscimo que chegou a cerca de 600 mil dólares, apenas. 

“A boa nova é que há muita possibilidade de crescimento das relações comerciais, especialmente porque Moçambique é um dos países que pode exportar muito para as Filipinas, enquanto nós, nesta altura, podemos exportar para Moçambique apenas alguns componentes electrónicos. Moçambique pode exportar para as Filipinas feijões e tabaco que muito usamos no nosso país”, disse.

Ainda ontem, os empresários filipinos foram recebidos na Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), onde esta instituição revelou que pretende explorar a experiência das Filipinas na promoção do agronegócio. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Cabo Verde – FAO espera que segurança alimentar seja uma preocupação dos países da CPLP

Santa Maria, Ilha do Sal – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) quer o engajamento político “ao mais alto nível”, na CPLP, na questão da segurança alimentar, declarou a directora-geral Adjunta.

Helena Semedo, que participou na XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu nos dias 17 e 18 na ilha do Sal, disse esperar que a segurança seja uma preocupação dos Presidentes, dos primeiros-ministros, e não apenas dos ministros da Agricultura.

Mais, que o direito à alimentação seja consagrado nas Constituições e que os pequenos agricultores também façam “parte central” de todas as estratégias de desenvolvimento, sobretudo agora, assinalou, que há o compromisso dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em que o objectivo primeiro é a erradicação da pobreza e o segundo é a erradicação da fome.

“Temos menos de 15 anos para alcançar esses objectivos, portanto há a necessidade de uma acção imediata, rápida e eficaz”, alertou.

A responsável lembrou que a Cimeira dos Chefes de Estado foi precedida da reunião do Conselho de Segurança Alimentar da CPLP (CONSAN), em que se discutiram políticas e estratégias para aumentar e melhorar a agricultura familiar e ter acesso à alimentação.

Neste particular, apontou, congratulou-se com Cabo Verde, cujo parlamento aprovou uma lei em que o direito à alimentação encontra-se agora consagrado na Constituição pois, a agricultura, a segurança alimentar e o agro-negócio são “muito importantes” para o bem-estar da maioria da população que vive nos países da CPLP.

Questionada sobre a disponibilidade e formas de a FAO apoiar os países da CPLP no combate à subnutrição e à erradicação da fome, Helena Semedo referiu-se ao apoio a nível de políticas e de “estratégias adequadas”, já que se constata dois fenómenos actuais na Comunidade que são subnutrição e a obesidade, esta última que deriva de dietas não saudáveis.

A proposta, elencou, é trabalhar em dietas mais saudáveis, em produções que possam contribuir para uma alimentação mais saudável, ajudar a nível de políticas, estratégias, projectos e programas, e também apoiar os países na busca de financiamento.

“A FAO é uma agência técnica e tem alguns fundos, contribui, mas não são suficientes”, concretizou, daí a organizar trabalhar com os países da CPLP para a mobilização de recursos, item que figura no programa de acção da CONSAN, nos próximos dois anos.

Da mesma forma, a directora-geral Adjunta da FAO abordou a importância que a pesca tem para a segurança alimentar, de uma forma geral, exemplificando que de 2006 a 2018 o consumo per capita de peixe aumentou de seis para 20 quilogramas.

Mas, sintetizou, há o outro lado, que se baseia em fenómenos e dados que mostram a sobre exploração de alguns recursos em alguns países, embora ainda não seja o caso de Cabo Verde e de África.

Em Cabo Verde, precisou, há estudos que também apontam que se deve ter cuidado com algumas espécies, fundamentalmente migratórias como o atum e o chicarro, pelo que defendeu uma acção mais regional do que local.

“A pesca representa uma parte muito importante do bem-estar das populações”, declarou Helena Semedo, chamando atenção, contudo, para o fenómeno da pesca ilegal e não regulamentada, já que não abundam mecanismos de controlo da pesca, havendo um da FAO, designado Acordo de Porto, que Cabo Verde já ratificou.

Por isso, encorajou os restantes países a fazer o mesmo, já que o acordo vai ajudar, sublinhou, na legislação nacional em caso de apreensão de um barco saber como agir, denunciar se um barco entra na ZEE da CPLP, pois, combatendo a pesca ilegal pode-se aumentar os recursos a serem pescados.

“A FAO está disponível para colaborar com a CPLP nas áreas ligadas à segurança alimentar, agricultura, pescas, nutrição e combate a obesidade que começa a ser um problema nos países da CPLP”, avançou Helena Semedo.

Portanto, concluiu, o sistema de informação dos dados é “muito importante”, mas Cabo Verde “há muito” que não faz as estatísticas a nível das pescas, pelo que esta constitui matéria para a discussão com o Governo em que a FAO vai apoiar.

“Se não tivermos estatísticas não poderemos dizer em que nível se encontra a exploração do stock dos recursos e não podemos ter políticas apropriadas”, justificou, porque perante o que não é baseado em dados científicos e concretos, finalizou, “não se pode ter decisões políticas também baseadas em informações incorrectas”. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 1 de março de 2018

China – Investimentos agrícolas em países de todos os continentes



Os investimentos agrícolas da China no exterior têm registado um impressionante crescimento. Desde 2010, já foram investidos 94 mil milhões de dólares, segundo os “think-tanks” americanos “Heritage Foundation” e “American Enterprise Institute” (AEI).

Na base desta tendência estão vários factores, desde logo o facto da China concentrar um quinto da população mundial, mas apenas deter 10% das terras cultiváveis disponíveis no mundo. A poluição endémica, o excesso de fertilizantes químicos, a urbanização e as alterações climáticas tendem a diminuir ainda mais a superfície agrícola e a sua produtividade. Por outro lado, o desenvolvimento do poder de compra estimula o consumo de carne, uma mudança que motiva o aumento das importações de soja e milho para alimentar o gado.

Paralelamente, os escândalos sanitários que afectaram nos últimos anos a indústria alimentícia chinesa (arroz contaminado com cádmio e leite com melamina, por exemplo) reforçaram o interesse por alimentos importados.

Na mira dos investimentos agrícolas da China estão diversos países da América Latina, Sudeste Asiático e África, segundo a “Land Matriz”, uma base de dados independente de um grupo de pesquisadores. Brasil, Argentina, Chile, Moçambique, Nigéria, Zimbabué, Camboja e Laos, entre outros países, atraem investidores chineses, estatais ou privados, para plantações de cereais, soja, cultivo de frutas, ou criação de gado.

Segundo a agência AFP, investigadores estimam que os projectos chineses nos países em desenvolvimento envolveram nove milhões de hectares desde 2012.

Em 2016, em parceria com um grupo mineiro, o grupo imobiliário Shangai CRED comprou, na Austrália, a maior herdade do mundo, S. Kidman & Co, dona de 185.000 cabeças de gado e de 2,5% das terras agrícolas do país. Quatro anos antes, o grupo chinês Shandong Ruyi já tinha adquirido a maior plantação de algodão da Austrália.

Na Nova Zelândia, as gigantes do sector agro-alimentar Bright Food, Yili e Pengxin compraram dezenas de fábricas de leite, provocando mal-estar entre os agricultores locais.

Já nos Estados Unidos, o grupo Shuanghui comprou a fabricante de salsichas Smithfield Foods, um passo para poder ter acesso a terras de gado americanas.

Em França, os bilionários chineses multiplicaram as compras de vinhedos, sendo que, recentemente, as autoridades descobriram que investidores da China tinham adquirido 1.700 hectares de terras de cereais no centro do país através de uma manobra jurídica que permitiu evitar o controlo do governo. O conglomerado chinês Reward Group confirmou à AFP em Fevereiro que havia comprado “cerca de 3 mil hectares” de terras na França para cultivar trigo orgânico. Este conglomerado também vai instalar uma cadeia de padarias em França.

A intensificação dos investimentos chineses na agricultura francesa, que coincide com o descontentamento dos agricultores, provocou uma reacção do Presidente francês. Na semana passada, Emmanuel Macron anunciou uma nova regulamentação para a compra de terras agrícolas por parte de estrangeiros. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

MSP-CONSAN - Reunião de Alto Nível sobre Agricultura Familiar (RANAF)

Participe neste compromisso coletivo pelo desenvolvimento da Agricultura Familiar nos Estados-Membros da CPLP



De 5 a 7 de fevereiro de 2018 terá lugar em Lisboa uma iniciativa que irá juntar diversas entidades representantes do setor agroalimentar para a celebração da Carta de Lisboa pela Valorização da Agricultura Familiar nos Estados-Membros da CPLP.

É importante reconhecer o contributo da agricultura familiar e das comunidades rurais como produtoras de alimentos saudáveis, promotoras de expressões culturais, sociais e de bens públicos que devem ser protegidos e promovidos mediante políticas públicas específicas, diferenciadas e apropriadas.

Este evento acompanha assim um movimento de escala mundial de valorização da agricultura familiar, com o objectivo de estabelecer os princípios orientadores para o seu apoio, promoção e implementação nos Estados-Membros da CPLP, em sintonia com os vários acordos já alcançados, a nível global, no seio do Comité Mundial de Segurança Alimentar. Nesta Reunião de Alto Nível da CPLP sobre Agricultura Familiar, governos, organizações internacionais e atores sociais, que desempenham um papel fundamental na implementação das dinâmicas inerentes à concretização de uma agricultura familiar sustentável, tais como, os Ministros responsáveis pela área da Segurança Alimentar e Nutricional dos Estados-Membros da CPLP, acompanhados pelo Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), pelo Presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e por representantes de 17 milhões de agricultores familiares, de 500 organizações da Sociedade Civil, de dezenas de representantes dos setores agrícola, agroindustrial e das universidades ou instituições de investigação agrícola da CPLP.

O Mecanismo do Setor Privado do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (MSP-CONSAN) convida-o a integrar este fórum de discussão, assumindo uma participação ativa na elaboração de propostas para os quadros institucionais que regulam as políticas de apoio à agricultura familiar e às comunidades rurais, de forma a promover o seu fortalecimento económico e a sua capacidade para tornar mais sustentáveis os sistemas de produção, comercialização e consumo de alimentos. A iniciativa terá lugar já nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro, na Fundação da Calouste Gulbenkian.

O Programa completo pode ser consultado e descarregado aqui.

Faça a sua reserva e garanta a sua importante contribuição para este compromisso coletivo pelo desenvolvimento sustentável da Agricultura Familiar nos Estados-Membros da CPLP. (Reserva) MSP-CONSAN-CPLP

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

África – 234 milhões de euros para revolucionar sector da agricultura

Vários países africanos, incluindo Moçambique, vão ter acesso a um financiamento internacional de 234 milhões de euros (280 milhões de dólares) para modernizar o setor da agricultura, a principal base da economia daquele continente

O financiamento surge no âmbito da Parceria para a Transformação Agrícola Inclusiva em África (PIATA), projeto financiado principalmente pela Fundação Bill Gates (fundador da Microsoft) e Melinda Gates, a Fundação Rockefeller e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A verba, que vai permitir a pelo menos 11 países do continente africano lançar uma "revolução verde", segundo os doadores internacionais, foi divulgada em Abidjan, na Costa do Marfim.

O objetivo deste apoio é "catalisar e apoiar a transformação agrícola inclusiva em pelo menos 11 países africanos, o que vai aumentar os rendimentos e melhorar a segurança alimentar de 30 milhões de pequenas explorações agrícolas familiares", sublinharam os doadores, à margem de um fórum promovido pela Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), a decorrer naquela cidade costa-marfinense e que conta com vários Presidentes e ex-Presidentes africanos.

"África precisa de uma revolução agrícola que seja original e que ligue as milhões de pequenas explorações agrícolas às redes agroalimentares, criando extensas cadeias de fornecimento alimentar, emprego e oportunidades económicas para largos segmentos da população", sublinhou um relatório relativo ao atual estado da agricultura em África que foi divulgado no fórum.

"Tal transformação vai exigir compromissos políticos e financeiros, bem como políticas mais importantes por parte dos setores público e privado", reforçou o documento.

Apesar de mais de 50% da população africana estar ligada ao sector da agricultura, menos de 1% dos empréstimos bancários estão direcionados para este segmento de atividade, segundo dados referidos no fórum.

Para os participantes do fórum em Abidjan, "a injeção de recursos financeiros na transformação da cadeia de valor agroalimentar pode relançar uma nova fase de industrialização para a agricultura africana".

"A agricultura ainda é o melhor meio para um crescimento económico africano inclusivo e para a redução da pobreza", frisou ainda o relatório, destacando que os sistemas alimentares do continente funcionam graças aos pequenos proprietários que rondam os 41 milhões.

A AGRA vai ser a instituição que terá a responsabilidade de concretizar esta parceria com pelo menos 11 países considerados como prioritários: Gana, Nigéria, Mali, Burkina Faso, Ruanda, Uganda, Quénia, Etiópia, Tanzânia, Malawi e Moçambique. In “Revista PORT.COM” - Portugal

sábado, 24 de dezembro de 2016

Angola - Holandeses promovem agricultura urbana no Cazenga

Projecto denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão

A embaixada da Holanda em Angola em parceria com a Fundação Africana para Inovação realizou entre os dias 10 e 12 deste mês uma formação agrícola com mais de 40 moradores do Cazenga.

A iniciativa serviu para transmitir às populações daquele distrito novas técnicas e padrões de cultivo, assinalando os potenciais benefícios da agricultura urbana.

O projecto, denominado “Urban Farming: Conceitos Inovadores sobre Agricultura” foi realizado nas instalações da Fábrica de Sabão, no Cazenga.

“A Embaixada da Holanda foca-se na agricultura, combinando a experiência holandesa com o potencial angolano. Tentamos colocar as duas partes juntas. Apesar do actual contexto económico, é importante que às populações comecem a pensar fora da caixa. Ter novas ideias, como agricultura sustentável e urbana. Trouxemos ideias para as famílias e pretendemos que elas aprendam, façam em casa”, disse a primeira-secretária da embaixada da Holanda em Angola, Lydia Brons.

A  Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas do mundo dando particular importância à inovação e a tecnologia, “podendo ser um importante parceiro na diversificação em Angola nos sectores da agricultura, água e energia”. In “Rede Angola” - Angola

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Moçambique - Batata-doce de polpa rocha: uma inovação na agricultura

Três variedades de batata-doce de polpa rocha fazem parte das sete novas variedades de semente recentemente libertas pelo Instituto de Investigação Agronómica (IIAM). Segundo os investigadores, trata-se de um tubérculo que, para além da componente alimentar e nutricional, poderá ser uma mais-valia na saúde dos consumidores.


De acordo com a explicação dada, a batata-doce de polpa rocha previne doenças do fórum cancerígeno e, por isso, existe o desafio de melhorá-la cada vez mais e disseminar o seu consumo, para melhorar a saúde dos moçambicanos.

José Ricardo, investigador do IIAM, disse tratar-se de variedades com a particularidade de serem usadas não só para a alimentação humana como também para a animal, dado o alto grau de desenvolvimento das suas folhas.

“Estamos ainda numa fase de multiplicação, e o conselho que damos é que se trata de uma planta tolerante à seca, desde que seja regada no mínimo nos primeiros dias do ciclo de vida. Mais tarde, pode resistir e desenvolver-se mesmo em situação de fraca precipitação”, explicou.

A apresentação de novas variedades aos produtores tem sido prática do IIAM. Sobre o retorno deste trabalho, a fonte assegurou que graças à interacção com os associados, singulares e líderes locais é possível acompanhar o processo de divulgação.

“Um produtor pode ter uma área de mil metros quadrados, por exemplo, e, por sua vez, beneficiar 100 agregados familiares. É desta forma que acontece a disseminação. Nesta altura da seca estamos a preparar alguns campos de multiplicação aqui na região sul”, salientou.

Referiu que o Dia do Campo que o IIAM organiza é mais uma oportunidade para mostrar a disponibilidade do produto final, que resulta do melhoramento das variedades. “Em 2011, colocamos à disposição 15 variedades de batata-doce de polpa alaranjada. Todas elas estão neste momento a ser multiplicadas e disseminadas pelo país”, exemplifica.

Transferência de tecnologias é uma realidade

Albertina Alage, responsável da Direcção Técnica de Formação, Documentação e Transferência de Tecnologia no IIAM, diz que a passagem de novas tecnologias agrárias aos produtores é já uma realidade. Facto satisfatório é, segundo a fonte, o interesse que as comunidades têm demonstrado.

“Demonstramos as tecnologias aos produtores. Apresentamos as vantagens da adesão e muitos implementam no dia-a-dia. Esta interacção serviu igualmente para pôr em prática algumas lições. Depois deste contacto, os agricultores fazem réplicas nos seus campos”, afirmou.

Salientou que o Dia do Campo é sempre uma grande vantagem para os que vivem perto de uma estação agrária, pois têm a oportunidade de estar em contacto com as novas tendências. “A nossa maior satisfação é ver os resultados dessa interacção com uma boa aplicação”, disse.

Obter sementes da fonte: desafio dos produtores

Alguns produtores que fizeram parte da apresentação das novas variedades querem que o IIAM, para além das demonstrações dos resultados das investigações, disponibilize sementes no local.

Segundo contam, o que acontece é que vêem os resultados no Centro, ficam satisfeitos com as técnicas, mas constrange-os ter de adquirir sementes nas lojas de fornecedores autorizados, onde, muitas vezes, não encontram a qualidade que desejam.

“O que acontece é que nós vamos às empresas credenciadas para a venda de sementes, mas a semente que nos dão, muitas vezes, não tem a mesma qualidade da que temos oportunidade de ver aqui (no IIAM). Nalguns casos ela nem germina”, disseram.

Segundo os investigadores, tratando-se de material genético, no processo de transporte e armazenamento, aliado à forma de conservação, podem ocorrer certas situações que concorram para a alteração da qualidade da semente.

O material (genético) produzido no Instituto Agrário de Boane, por exemplo, não chega directamente às mãos do camponês. “O nosso material vai à Unidade de Semente Básica (USEBA) e de lá é entregue às empresas credenciadas para fazer a venda e distribuição. O anseio dos produtores é tê-la directamente dos nossos campos”, explicou Antumane Nuro, investigador do IIAM. In “Jornal de Notícias” - Moçambique 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Moçambique - Sector Privado debate agricultura e pesca

Agricultura e pesca são sectores que estarão em debate no Fórum Internacional, o primeiro do género em Moçambique, a realizar-se nos dias 11 e 12 de Setembro corrente, em Gondola, na província de Manica. O evento é co - organizado pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar e CTA


Subordinado ao lema “Moçambique criando riqueza - parcerias e sinergias nos sectores agrário e pesqueiro”, o Fórum Internacional dos Empresários dos Sectores Agrário e Pesqueiro contará com cerca de 200 participantes, entre nacionais e estrangeiros, em representação de diversas áreas empresariais.

Constitui objectivo central do evento, o aprofundamento das parcerias e reforço das sinergias entre os empresários nacionais e estrangeiros, nos sectores agrário e pesqueiro, bem como a valorização dos recursos de que o País dispõe, e será dirigido por Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República.

Espera-se que o evento consolide e promova novas parcerias entre empresários do sector; e incentive as instituições públicas e privadas a colocarem nas suas agendas de trabalho, o estabelecimento de parcerias e reunir sinergias para o aumento da produção e produtividade.

Durante o fórum, as empresas vão transmitir experiências das parcerias já existentes em Moçambique e serão apresentadas as oportunidades de negócios nas áreas de agricultura e de pesca.

Estão previstas visitas a alguns empreendimentos agrários e pesqueiros já identificados na província de Manica e cada província terá a oportunidade de fazer a divulgação das oportunidades de investimento dos sectores agrário e pesqueiro. In “Confederação das Associações Económicas de Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 29 de março de 2016

Moçambique – Novo regadio em Nhamatanda

Mais de 80 mil produtores do distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, dispõem desde a semana finda de um regadio com capacidade para 5500 hectares.

Trata-se do regadio de Muda Massequece, inaugurado na passada quinta-feira, 25 de Março de 2016, pela governadora da província de Sofala, Helena Taipo, e que foi construído no âmbito do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação Sustentável (PROIRRI), com o objectivo de apoiar o aumento da produção e do comércio de produtos agrícolas.

Intervindo na inauguração da infra-estrutura, Helena Taipo explicou que o Governo pretende desenvolver iniciativas inovadoras e sustentáveis de produção orientada para o mercado.

“Este empreendimento foi construído no âmbito dos esforços que o nosso Governo tem estado a envidar para apoiar as comunidades nas diversas áreas, incluindo produção agrícola como estamos a testemunhar”, explicou a governante.

O empreendimento custou um total de 1 175 667 de meticais, disponibilizados pelo Banco Mundial e pelo Governo japonês.

Usando da palavra, o representante dos camponeses beneficiários do regadio, David Alficha, assumiu que o Governo ajudou a resolver os principais problemas que afectam a agremiação.

“Estamos felizes por o Governo nos ter ajudado. Assim poderemos aumentar as nossas áreas de cultivo e aumentar a nossa renda”, congratulou-se.

David Alficha referiu que a sua organização, que conta com 60 membros, na sua maioria mulheres, produz cana sacarina, que é matéria-prima para a produção de açúcar.

O coordenador do PROIRRI em Sofala, Manuel Magombe, disse, por seu turno, que o empreendimento entregue é o primeiro de muitos outros que ainda se vão colocar à disposição dos camponeses, devendo irrigar nove mil hectares. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sábado, 26 de março de 2016

Moçambique – Nampula estimula actividade agrícola

O governo de Nampula através da Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar (DPASA), acaba de adquirir 53 tractores e suas respectivas alfaias para estimular a actividade agrícola naquela região norte de Moçambique.

Segundo informações facultadas a reportagem da AIM pelo sector da agricultura naquela província, os tractores serão distribuídos por todos os 23 distritos daquela província. O distrito de Ribàué foi pioneiro ao receber 10 tractores e suas respectivas alfaias, acto que teve lugar na terça-feira da semana corrente.

O director da DPASA, Pedro Dzucule, disse que para além de concretizar o projecto de agro-negócios traçado pelo governo daquela província, através da criação de centros de serviços agrários em diversos distritos, a aquisição dos referidos tractores faz parte da operacionalização da estratégia de mecanização agrícola.

Dzucule acredita que com a aquisição daquele equipamento, que servirá ao produtor em regime de aluguer, os camponeses vão aumentar significativamente a sua produtividade, cultivando uma maior extensão e, assim, reduzir a insegurança alimentar.

Sentimos que estamos a dar resposta as necessidades dos produtores no que toca a disponibilidade das máquinas para aumentarem as suas áreas de cultivo para produzirem muita comida, estamos também a contribuir para a mecanização agrícola e a nossa luta é de transitarmos do uso da enxada de cabo curto para uso da maquinaria para desenvolver a agricultura na nossa província, referiu.

Sobre o custo de aluguer do equipamento agrícola, Ângelo Campos Ferreira, da empresa Agro Busines Mozambique limitada, a companhia que ganhou o concurso para gerir os centros agrários daquela província, disse que ainda não foi definido.

Vamos definir a tarifa de uma forma democrática, envolvendo todos actores na área agrícola, para além da administração do distrito e da Direcção Provincial da Agricultura, mas o nosso propósito é de estabelecermos um preço aceitável para o camponês, frisou.

Para além de tractores, o sector da agricultura adquiriu quatro mil enxadas de cabo longo, para substituir o uso de enxadas de cabo curto.

Há dias, o governo de Nampula adquiriu e distribuiu para todos distritos daquela província 180 motobombas para estimular a produção de hortícolas e reduzir as elevadas taxas de desnutrição naquela província.

Com uma população estimada em cinco milhões de habitantes Nampula é a província com o maior número de habitantes em Moçambique, a maioria dos quais sobrevive com base a agricultura. A província também possui cerca de 4,5 milhões de hectares de terra arável. Albino Abacar – Moçambique in “Agência de Informação de Moçambique”