Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Luxemburgo - Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas entrega diplomas em promoção do ensino de português

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, marcou presença no dia 9 de março, em Ettelbruck, no Luxemburgo, numa cerimônia de entrega de diplomas a 180 alunos que realizaram, em 2018, exames de certificação de aprendizagem da língua portuguesa.

A cerimônia, organizada pela Coordenação do Ensino do Português no Luxemburgo, contou igualmente com a presença do Diretor-Geral do Ensino Superior de Portugal, João Queiroz e serviu para divulgar junto da comunidade portuguesa, residente no país, oportunidades de ingresso no Ensino Superior em Portugal.

Na sua intervenção, José Luís Carneiro apelou às famílias para que “falem português em casa” e aproveitem as várias modalidades de ensino de português no Luxemburgo, recordando que o Governo “tem feito um grande esforço para garantir a promoção do ensino e da cultura portuguesas no Luxemburgo”. Este investimento foi superior a 2 milhões de euros no ano letivo 2018/2019.

José Luís Carneiro aludiu, também, ao aumento do número de alunos que este ano obtiveram certificados de português no Luxemburgo. “É um crescimento de 37 por cento do número de alunos que quiseram realizar provas, permitindo-lhes obter um certificado que é válido em todo o espaço da União Europeia”.

Perante um auditório composto por cerca de 400 pais e alunos, o Diretor-Geral do Ensino Superior explicou que o evento marcou o arranque da iniciativa “Jornadas Estudar e Investigar em Portugal 2019”.

A iniciativa visa divulgar junto das comunidades portuguesas residentes no estrangeiro as oportunidades de ingresso e frequência no ensino superior português para emigrantes e luso-descendentes.

“Nós temos uma rede de ensino superior com qualidade, bem implementada, com bons professores, que pode ser aproveitada por estudantes internacionais mas também por luso-descendentes”, disse João Queiroz.

O ensino superior em Portugal tem um contingente reservado a filhos de emigrantes de 7% do total das vagas nacionais. Neste ano letivo foram colocados 347 alunos, o que correspondente ao preenchimento de 9 % da quota.

O evento realizado em Ettelbruck contou com a presença do Embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito, do vogal do Conselho Diretivo do Instituto Camões, João Neves, do Cônsul-Geral de Portugal no Luxemburgo, Manuel Gomes Samuel e do vereador da Câmara Municipal de Ettelbruck, Christian Steffen.

No seu discurso o Embaixador António Gamito referiu a importância de uma comunhão de vontades entre pais, alunos e professores, para que cada vez mais alunos possam aprender o português no Luxemburgo. “Estou muito orgulhoso com esta cerimônia e com os resultados alcançados e peço que continuem todos a prosseguir este caminho”, observou.

João Neves referiu que o Instituto Camões continuará a dedicar grande atenção à rede de ensino de português no estrangeiro, tanto nas dificuldades encontradas, como nos sucessos alcançados. Estimulou ainda os presentes a utilizarem as opções ao seu dispor para a aprendizagem do português no Luxemburgo e referiu que a língua portuguesa é cada vez mais valorizada internacionalmente como língua de cultura, de comunicação e de negócios.

A iniciativa foi organizada pelo coordenador do Ensino do Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres, que contou com o apoio dos professores de português no Grão-Ducado e da Associação de Pais de Ettelbruck, presidida por Fernando Vieira.

O evento contou com momentos musicais, a cargo de alunos de língua portuguesa no Luxemburgo, de músicos de nacionalidade portuguesa ali residentes e do Grupo Etnográfico do Alto Minho, entidade que promove as tradições folclóricas portuguesas no Luxemburgo. In “Mundo Lusíada” - Brasil

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Moçambique - Alunos visitaram mostra inspirada no trabalho de Pancho Guedes

Noventa alunos do Instituto Politécnico Global, uma instituição de ensino sedeada em Maputo, visitaram, esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, a exposição “Pancho: Outras formas e olhares” da autoria de Sónia Sultuane e Jorge Dias, patente desde o dia 23 de Janeiro, no Auditório do Edifício-sede do BCI.

A visita enquadra-se no âmbito do programa curricular deste Instituto, e tem em vista permitir que os alunos aprendam as diferentes manifestações artísticas e formas arquitectónicas.

Composto por alunos da 6ª à 10ª classes, com idades compreendidas entre 11 a 16 anos, o grupo teve a possibilidade de apreciar a mostra, e de interagir com os autores das obras.



Para Salvador Victor Panguene, professor de física do Instituto Politécnico Global, que acompanhava os alunos, “esta é uma experiência única para a escola, e em particular para os alunos. É uma oportunidade de aliarmos os conhecimentos científicos às actividades extracurriculares. A escola realiza várias destas actividades. Para além do desenho técnico, por exemplo, eles têm a possibilidade de desenvolver a arte. Temos na escola um clube de arte” – disse, acrescentado que com o intuito de impulsionar o gosto pela arte, “fizemos esta visita que dá a possibilidade de interacção com os próprios artistas. O propósito é dotar as crianças não só de conhecimentos científicos e de valores morais, mas também de uma visão cultural. Por termos vindo aqui, compreendemos melhor, por exemplo, a obra de Pancho, arquitecto que projectou centenas de obras aqui em Maputo.”

Já para o artista Jorge Dias, “é muito importante que as escolas visitem as exposições de arte. É importante também que haja este espaço aqui no BCI para que as visitas aconteçam. Mostrar os trabalhos aos alunos e dar-lhe a possibilidade de interagirem com os autores das obras abre-lhes muitos horizontes, quer do ponto de vista da imaginação, quer do ponto de vista de perspectiva de futuro. Aprecio bastante que esta exposição, que partilho com a Sónia Sultuane, seja visitada por pessoas de vários segmentos etários e de diversos status sociais, para além da excelente perspectiva de interagirmos na primeira pessoa com o público”. In “Olá Moçambique” – Moçambique

Amâncio de Alpoim de Miranda Guedes mais conhecido por Pancho Guedes foi um arquitecto, escultor e pintor (n. 13.05.1925 – f. 07.11.2015)

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Moçambique - Crianças expõem legado de Mandela

Está patente, desde 1 de Novembro, no Auditório do BCI, em Maputo, a exposição de pintura intitulada “UP Celebrando o Centenário de Mandela”, em homenagem a este ícone de luta contra o Apartheid. A mostra reúne obras de pintura produzidas por alunos das escolas primárias Completa da Maxaquene, Completa 4 de Outubro, da Coop e Noroeste1. A mesma foi organizada pela Fundação UP (Universidade Pedagógica), com o apoio do conceituado artista plástico moçambicano Naguib, que orientou as crianças na produção artística



Na cerimónia de inauguração, o administrador do BCI, Mukhtar Abdulcarimo, afirmou que para o Banco “constitui uma grande honra receber uma mostra em que se celebra esta figura que lutou pela construção de uma vida melhor para o seu povo, garantindo a igualdade social, política e económica para todos.” Abdulcarimo reiterou, mais adiante, o apoio do Banco à cultura, como parte do compromisso do BCI na valorização dos artistas moçambicanos, agentes fundamentais na elevação da auto-estima e na defesa de uma identidade cultural de Moçambique cada vez mais rica e forte.

Por seu turno, após fazer um elogio à vida e obra de Madiba, o Vice-Reitor da UP, Boaventura Aleixo, sublinhou a riqueza do legado deixado a esta e às futuras gerações, olhando para as obras dos artistas de palmo e meio, como “pinturas com muita cor e alegria, que transmitem todo este legado de paz, harmonia, felicidade e liberdade que Nelson Mandela quis, sonhou e pelo qual lutou em prol de todos os povos do mundo” – disse, desejando que “esta imagem e sentimento permaneçam em cada uma destas crianças aqui presentes, mas também em cada uma das crianças do nosso país.”

Ainda segundo Boaventura Aleixo, para além de estarem expostas ao grande público, as obras, na sua maioria, serão doadas a unidades hospitalares, para que crianças lá internadas possam “captar esta alegria de viver que vocês fizeram transmitir através da vossa pintura, e ajudar essas crianças em dificuldades a estarem mais felizes e a recuperarem mais depressa”.

Refira-se que esta mostra, que contou ainda com o apoio de instituições de ensino e a empresa Sasol, poderá ser vista até ao dia 10 de Novembro. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

São Tomé e Príncipe - Alunos do ilhéu das Rolas já têm transporte escolar marítimo



São Tomé – Alunos são-tomenses do ilhéu das Rolas, Distrito de Cauê, ao sul de São Tomé, já contam com uma embarcação escolar de travessia à escola secundária de Porto Alegre, numa iniciativa do governo, cuja viagem inaugural aconteceu segunda-feira sob o comando do ministro da tutela Olinto Daio.

Em declarações a imprensa, o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação afirmou que esta iniciativa governamental surgiu na sequência da preocupação levantada pelos pais e encarregados de educação face a inexistência de um transporte marítimo que na altura obstaculizava o acesso dos alunos à escola.

“No início do ano estivemos aqui, [no ilhéu das Rolas] e os pais puseram este problema, porque, os meninos acordavam muito cedo, de madrugada para poderem aproveitar a boleia do transporte do complexo turístico do ilhéu para a travessia e só regressavam a casa no final do dia” – explicou Olinto Daio.

Um dos pais dos estudantes do Ilhéu das Rolas congratulou-se com a iniciativa do governo, tendo sublinhado que “os nossos filhos tinham muitas dificuldades para chegarem à escola e de regressarem a casa”.

Além da oficialização da embarcação escolar aos alunos do ilhéu das Rolas, o ministro da Educação aproveitou para presidir ao acto de lançamento de obras para a construção do muro de vedação da escola de Angra Toldo Praia, com vista à proteção e à segurança dos estudantes e dos outros agentes escolares. Ricardo Neto e Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Portugal – A escola “mais africana da Europa” situa-se no concelho da Amadora

Conhecida como a escola 'mais africana da Europa', a Dr. Azevedo Neves, situada na Damaia, concelho de Amadora, destaca-se pelas boas notas a Português, situação que enche de orgulho pais e responsáveis escolares

Inserida na localidade da Damaia, no concelho da Amadora, a escola Dr. Azevedo Neves é atualmente frequentada por 1407 alunos, a maioria proveniente de famílias carenciadas e de várias nacionalidades, nomeadamente cabo-verdiana, guineense (Guiné Bissau e Guiné Conacri), sul africana, brasileira, ucraniana, moldava, russa, romena e chinesa.

Em declarações à agência Lusa, Cátia, encarregada de educação de uma aluna do sexto ano, congratula-se pela multiculturalidade da escola (67% é originária de Países Oficiais de Língua Portuguesa) e pela união entre todos os alunos.

«Tenho muito orgulho nesta escola. É a mais africanizada, a mais crioula, mas vê-se aqui de tudo. Há brasileiros, cabo-verdianos, portugueses e é muito lindo ver como eles interagem entre si», aponta a cabo verdiana, residente em Portugal há 18 anos.

Para esta encarregada de educação, o ambiente vivido nesta escola e o «respeito pela diferença» ajudam a explicar o facto deste estabelecimento escolar ter estado entre os 10 melhores do país na disciplina de Português.

«Os professores zelam pela utilização do Português, respeitando que os alunos falem entre si a sua língua materna. Quando somos tratados com respeito e respeitam as nossas diferenças, é mais fácil darmos o nosso melhor», argumenta.

Por seu turno, o diretor do agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves, Bruno Santos, manifesta-se orgulhoso com o trabalho desenvolvido pela escola, realçando o «empenho de toda a comunidade escolar».

Bruno Santos sublinha que uma das razões que contribui para o sucesso escolar e profissional destes alunos é o facto de lhes permitir ter um contacto com a vida real.

«Temos vários projetos multiculturais e cursos profissionais, desde cozinha e pastelaria, restauração, multimédia e somos pioneiros em geriatria. É uma escola totalmente aberta à comunidade», atestou. In “Revista Port. Com” - Portugal

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Angola - Universidade Agostinho Neto vai apresentar proposta ao Parlamento para cobrar propinas

A Universidade Agostinho Neto (UAN) quer passar a cobrar propinas aos alunos e vai apresentar à Assembleia Nacional (AN) uma proposta, no sentido de "garantir melhor qualidade ao ensino e à gestão" e a conclusão das obras no Campus Universitário, atrasada devido a dívidas com empreiteiros



O anúncio foi feito, em Luanda, pelo vice-reitor da universidade pública para a Área de Gestão, Pepe de Gove, durante um encontro com os deputados da VI Comissão de trabalhos da Assembleia Nacional.

No mesmo encontro, o responsável informou os deputados de que a instituição, que abarca a província de Luanda, tem já preparada uma proposta para submeter ao parlamento.

"Não há nenhuma legislação que diz que o ensino superior é gratuito. Falta vontade política para inverter o quadro", disse.

Pepe de Gove, que defende que a UAN não pode continuar a depender do Orçamento Geral do Estado, referiu que "não há no mundo ensino superior gratuito" e que "em universidades modernas o orçamento é feito à base do custo do estudante".

Pepe de Gove pediu a intervenção dos deputados para ultrapassar os vários problemas sentidos na Universidade Agostinho Neto.

A Lei de Base do Ensino Superior estabelece que o ensino é gratuito até à nona classe, mas não regulamenta a prática da cobrança de propinas no ensino superior, lembrou o reitor da UAN, Pedro Magalhães, durante o mesmo encontro.

Já o presidente da Comissão de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia da Assembleia Nacional, Manuel da Cruz Neto, concordou que não há legislação que proíba a cobrança de propinas.

"É preciso começar por aí. Nada nos impede de assumirmos um compromisso de melhoria do ensino", realçou.

A UAN, que carece de docentes em todas unidades orgânicas, remeteu ao Executivo a proposta de um total de 827/ano. Segundo informações dadas aos parlamentares durante um encontro com os deputados da VI Comissão de trabalhos da Assembleia Nacional, o processo para a admissão de docentes encontra-se há mais de oito meses no Tribunal de Contas sem qualquer resposta.

"Há faculdades que se encontram numa situação mais difícil em termos de recursos humanos, há aquelas que já funcionaram há dois ou três anos e, neste momento, estão com uma grande escassez de recursos humanos", afirmou o reitor. In “Novo Jornal” - Angola

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Macau - Instituto Politécnico de Macau vai acolher mais 100 alunos lusófonos

O Instituto Politécnico de Macau vai receber no próximo ano lectivo mais de 900 novos alunos, na sua grande maioria do território. Além disso, segundo Lei Heong Iok, vão chegar à instituição de ensino que lidera 100 estudantes vindos de países lusófonos, interessados em licenciaturas ligadas à Tradução, Jogo e Administração Pública

Cerca de 650 alunos de 20 licenciaturas participaram ontem na cerimónia de graduação do Instituto Politécnico de Macau (IPM), incluindo 60 do curso de Tradução e Interpretação Chinês-Português. Apesar de este número ser semelhante ao de anos anteriores, o presidente do IPM acredita que o panorama poderá mudar em 2017/2018.

No ano passado, o IPM recebeu cerca de uma centena de alunos oriundos de países de língua portuguesa e acolherá mais 100 em 2017/2018, sobretudo de Cabo Verde, adiantou Lei Heong Iok, indicando que vão estudar Chinês como língua estrangeira, Jogo e Administração Pública. O grupo integra também muitos brasileiros e moçambicanos.

Para o presidente do IPM, a vinda de alunos dos países lusófonos traz dinamismo ao ensino superior de Macau, apesar de também implicar desafios e representar alguma concorrência para os profissionais chineses que dominam a língua portuguesa.

Por outro lado, segundo o responsável, o IPM aceitou 930 alunos para o ano lectivo 2017/2018, entre os quais 710 locais e 120 da China Continental. Com as quebras contínuas no número de graduados das escolas secundárias, é provável que a percentagem de alunos do Continente cresça dos actuais 15% para 18% ou, no máximo, para 20%.


Lei Heong Iok apontou ainda que, nos últimos anos, tem sido admitido um aluno local por cada 10 candidatos, no entanto, desta vez apenas foram aceites 710 dos 4000 interessados de Macau. De qualquer modo, acredita que a saída de alguns jovens para o exterior terá efeitos positivos no ensino superior de Macau em geral.

Recordando que no ano passado foi suspenso o curso nocturno de relações públicas por falta de alunos, o líder da instituição sustentou que a medida era necessária para que a oferta do IPM continue a corresponder às necessidades do mercado. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Macau - Mais de 77 mil alunos no novo ano lectivo

O novo ano lectivo vai arrancar contando com mais de 77 mil alunos, o que revela um aumento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano vão ser lançados os manuais de “Educação Moral e Cívica” para o ensino primário, sendo que será reforçado o “ensino sobre assuntos nacionais, história e cultura tradicional chinesas”

O ano lectivo 2016/2017 inicia-se com um total de 77 escolas e 77029 estudantes, o que equivale a um aumento de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) o número de professores tem seguido a mesma tendência, prevendo-se que haja 7340 no início do semestre, mais 3%, em comparação com o ano lectivo anterior.

Os subsídios da escolaridade gratuita por turma nos ensinos infantil, primário, secundário geral e secundário complementar vão aumentar para 913600, 1 milhão, 1,2 milhões e 1,3 milhões de patacas. Além disso, o subsídio de propinas atribuído a cada aluno de escolas particulares nos ensinos infantil, primário e secundário vai passar para 18400, 20500 e 22800 patacas.

Os valores das bolsas de mérito foram uniformizados, passando para 3800 patacas em Hong Kong e 5800 patacas noutros países e regiões. As “bolsas de estudo para o ensino superior” vão apoiar, principalmente, alunos que prossigam estudos nos cursos de enfermagem, terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia e outras especializações da mesma área, além de estudos portugueses, língua portuguesa, tradução chinês-português e vice-versa. Também vão ser atribuídas bolsas especiais a especializações como as indústrias culturais e criativas, acção social, aconselhamento psicológico, ensinos infantil, primário e especial.

Entre as novidades deste ano destaca-se ainda o lançamento de manuais revistos do ensino primário sobre “Educação Moral e Cívica”, para uso nas escolas. De acordo com a DSEJ, ao mesmo tempo, vão ser desenvolvidas actividades “que cultivam e promovem nos alunos o amor pela Pátria e por Macau, as boas qualidades morais e o sentido de observância da disciplina e cumprimento da lei” além de uma série de acções de formação temáticas para os grupos de trabalho da educação moral.

Ao mesmo tempo, “será reforçado o ensino sobre assuntos nacionais, história e cultura tradicional chinesas, encorajando os alunos a cumprirem as suas obrigações cívicas”.

O português vai ser outra das áreas de investimento, garante a DSEJ, salientando que vai continuar a apoiar a organização de cursos de português nas escolas particulares através do envio de professores aptos a ensinar a língua e dos apoios do Fundo de Desenvolvimento Educativo. Outra medida implica “determinar o limite mínimo do número de horas do ensino de português nas escolas particulares e exigir, gradualmente, às escolas que cumpram esta exigência, para garantir que os alunos têm tempo suficiente para a aprendizagem da língua”.

O ensino especial também não fica fora da lista de preocupações já que serão aumentados os investimentos em “softwares e hardwares de ensino especial, apoiando as escolas na construção de um ambiente sem barreiras e o no recrutamento de mais pessoas de apoio pedagógico e melhorando os serviços do Centro de Avaliação Conjunta Pediátrica”.

Aumenta-se ainda o envio de pessoal de apoio itinerante, bem como as suas horas de trabalho nas escolas para ajudar os professores da educação inclusiva, fornecendo apoio profissional técnico e profissional às escolas que ministram este tipo de educação. In “Jornal Tribuna de Macau”

domingo, 13 de abril de 2014

Estudantes ou alunos?

Procuram-se estudantes

Além do mico-leão-dourado e do lobo-guará, outro mamífero tropical parece caminhar para a extinção

Diz-se que uma espécie encontra-se ameaçada quando a população decresce a ponto de situá-la em condição de extinção. Tal processo é fruto da exploração econômica e do desenvolvimento material, e atinge aves e mamíferos em todo o planeta. Nos trópicos, esse pode ser o caso dos estudantes. Curiosamente, enquanto a população de alunos aumenta, a de estudantes parece diminuir. Paradoxo? Parece, mas talvez não seja.

Aluno é aquele que atende regularmente a um curso, de qualquer nível, duração ou especialidade, com a suposta finalidade de adquirir conhecimento ou ter direito a um título. Já o estudante é um ser autônomo, que busca uma nova competência e pretende exercê-la, para o seu benefício e da sociedade. O aluno recebe. O estudante busca. Quando o sistema funciona, todos os alunos tendem a se tornar estudantes. Quando o sistema falha, eles se divorciam. É o que parece ocorrer entre nós: enquanto o número de alunos nos ensinos fundamental, médio e superior cresce, assombram-nos sinais do desaparecimento de estudantes entre as massas discentes.

Alguns grupos de estudantes sobrevivem, aqui e acolá, preservados em escolas movidas por nobres ideais e boas práticas, verdadeiros santuários ecológicos. Sabe-se da existência de tais grupos nos mais diversos recantos do planeta: na Coreia do Sul, na Finlândia e até mesmo no Piauí. Entretanto, no mais das vezes, o que se veem são alunos, a agir como espectadores passivos de um processo no qual deveriam atuar como protagonistas, como agentes do aprendizado e do próprio destino.

Alunos entram e saem da sala de aula em bandos malemolentes, sentam-se nas carteiras escolares como no sofá de suas casas, diante da tevê, a aguardar que o show tenha início. Após 20 minutos, se tanto, vêm o tédio e o sono. Incapazes de se concentrar, eles espreguiçam e bocejam. Então, recorrem ao iPhone, à internet e às mídias sociais. Mergulhados nos fragmentos comunicativos do penico digital, lambuzam-se de interrogações, exclamações e interjeições. Ali o mundo gira e o tempo voa. Saem de cena deduções matemáticas, descobertas científicas, fatos históricos e o que mais o plantonista da lousa estiver recitando. Ocupam seu lugar o resultado do futebol, o programa de quinta-feira e a praia do fim de semana.

As razões para o aumento do número de alunos são conhecidas: a expansão dos ensinos fundamental, médio e superior, ocorrida aos trancos e barrancos, nas últimas décadas. A qualidade caminhando trôpega, na sombra da quantidade. Já o processo de extinção dos estudantes suscita muitas especulações e poucas certezas. Colegas professores, frustrados e desanimados, apontam para o espírito da época: para eles, o desaparecimento dos estudantes seria o fruto amargo de uma sociedade doente, que festeja o consumismo e o prazer raso e imediato, que despreza o conhecimento e celebra a ignorância, e que prefere a imagem à substância.

Especialistas de índolecrítica advogam que os estudantes estão em extinção porque a própria escola tornou-se anacrônica, tentando ainda domesticar um público do século XXI com métodos e conteúdos do século XIX. Múltiplos grupos de interesse, em ação na educação e cercanias, garantem a fossilização, resistindo a mudanças, por ideologia de outra era ou pura preguiça. Aqui e acolá, disfarçam o conservadorismo com aulas-shows, tablets e pedagogia pop. Mudam para que tudo fique como está.

Outros observadores apontam um fenômeno que pode ser causa-raiz do processo de extinção dos estudantes: trata-se da dificuldade que os jovens de hoje enfrentam para amadurecer e desenvolver-se intelectualmente. A permissividade criou uma geração mimada, infantilizada e egocêntrica, incapaz de sair da própria pele e de transcender o próprio umbigo. São crianças eternas, a tomarem o mundo ao redor como extensão delas próprias, que não conseguem perceber o outro, mergulhar em outros sistemas de pensamento e articular novas ideias. Repetem clichês. Tomam como argumentos o que copiam e colam de entradas da Wikipédia e do que mais encontram nas primeiras linhas do Google. E criticam seus mestres, incapazes de diverti-los e de fazê-los se sentir bem com eles próprios. Aprender cansa. Pensar dói. Thomaz Wood Jr. – Brasil in “Carta Capital”