Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Moçambique – Conferência Internacional "Crescendo Azul 2019"

O Governo de Moçambique apresentou, na passada quarta-feira, dia 03 de Abril, a 1a Conferência Internacional “Crescendo Azul”, que realizar-se-á nos dias 23 e 24 de Maio, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, capital de Moçambique



A importância dos Mares e Oceanos para a humanidade como fonte de vida, produtor de oxigénio, suporte dos ecossistemas, regulador do clima, produtor de alimentos, fonte de emprego e como reserva de água, tem vindo a ser reconhecida a nível global, com destaque para a Organização das Nações Unidas, através da Agenda 2030 que define os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), particularmente o ODS14 sobre a conservação e utilização sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável".

Aliás, estes instrumentos, no seu conjunto, além de aumentarem o nível de compreensão de outros quadros legais internacionais pertinentes, como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), lançam bases para uma cooperação estruturada entre as nações, na vertente marítima, que conduzam à proclamação dos Mares e Oceanos como factores de desenvolvimento sustentado e de segurança dos países, e, por outro, à promoção de uma colaboração permanente, em torno de uma abordagem intersectorial e interagências, para uma efectiva gestão integrada da área costeira e marinha, sobretudo, nos países menos desenvolvidos.

A natureza transfronteiriça dos Mares e Oceanos faz com que os crescentes desafios ligados às ameaças globais como as alterações climáticas, crescimento demográfico, degradação do ambiente marinho, perda da biodiversidade e o elevado risco de poluição e à proliferação do lixo plástico, aliadas às questões relacionadas com a segurança marítima, requeiram abordagens harmonizadas e concertada entre as várias Nações que compartilham este recurso, ou que indirectamente a ele estejam ligadas.

A região do Oceano Índico Ocidental, particularmente o Canal de Moçambique, é rica em biodiversidade e ecossistemas marinhos costeiros, desde os recifes de corais que se estende desde a costa do Quénia, até a zona do Norte de Moçambique: florestas de mangal que se pontificam no Delta do Zambeze, dunas costeiras ricas em recursos minerais, ervas marinham que albergam uma população única de golfinhos remanescente na região e uma grande diversidade de recursos pesqueiros que são fonte de renda e subsistência para a população costeira. Para além destes recursos, a região é igualmente rica em hidrocarbonetos, particularmente na Bacia de Rovuma.

A Intensa utilização dos recursos pesqueiros existentes na região; a intensa utilização desta região como rota de transporte marítimo, assim como o advento da exploração de hidrocarbonetos requerem uma abordagem consertada, integrada e harmonizada. Esta acção é particularmente relevante no canal de Moçambique onde ainda persiste a pesca ilegal devido existir uma falta de capacidade dos países para fiscalizar as suas águas territoriais que é exacerbado pela limitada capacidade institucional para enformar o desenvolvimento duma Economia Azul sustentável. Estes factos, e não só, que procuram uma forte colaboração e coordenação a nível nacional, regional e internacional, e dada a sua localização geoestratégica, impõem a Moçambique a necessidade de assumir proactivamente a responsabilidade de promover o desenvolvimento duma Economia Azul sustentável, à luz dos comandos emanados dos seus instrumentos de política e legais, alinhados com os de cariz regional, continental e internacional.

Moçambique pretende juntar-se ao movimento global de chamamento para acção lançado pelas Nações Unidas e por vários organismos responsáveis pela sustentabilidade dos Oceanos no quadro da implementação do ODS14, estabelecendo uma plataforma de diálogo permanente, a realizar-se em séries, bienalmente, denominada de Conferência “Crescendo Azul”. As abordagens da Conferência, inseridas nas áreas temáticas (Governação e sustentabilidade do oceano; Oceano e inovação; Rotas do oceano; Energia do oceano), focalizar-se-ão no país e na Região Ocidental do Oceano Índico (zona de inserção geográfica de Moçambique), com o objectivo de promover a concertação, o alinhamento e a partilha do conhecimento, necessários a um efectivo cumprimento dos compromissos assumidos, no quadro da implementação do ODS14.

A edição da primeira conferência é realizada no reconhecimento de que o conhecimento, assente na investigação científica e tecnológica, é a chave basilar para o desenvolvimento da Economia Azul. Considerando o contexto nacional e regional, caracterizado por limitado conhecimento científico e desenvolvimento tecnológico, urge a necessidade de se direcionar recursos de investimento, tanto na formação como no reforço ou criação de capacidade técnica e institucional, para permitir que a ciência e tecnologia encorpem o desenvolvimento de uma Economia Azul sustentável.

A Economia Azul é considerada a nova fronteira da renascença a nível global, que tem levado a que um número crescente de países esteja empenhado em formular Políticas e Estratégias que integram a Economia Azul como base de transformação socioeconómica por meio de iniciativas e estratégias integrantes e harmonizadas, bem como de acção conjunta entre países para desenvolver o potencial latente que os Mares e Oceanos oferecem à humanidade.

Destaque vai para a Estratégia Marítima Integrada Africana 2050 da União Africana (objectivos da UA 2050) e o Manual de Política de Economia Azul para África, que para além de aumentar o nível de compreensão de outros quadros internacionais pertinentes, como a Convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar (UNCLOS), lançam as bases para uma cooperação estruturada da vertente marítima visando proclamar os Oceanos como factores de desenvolvimento sustentado e da segurança marítima dos países, promovendo a colaboração em torno de uma abordagem intersectorial e interagências para uma efectiva gestão integrada da área costeira e marinha em África.

Assim, o desafio permanente que emerge da necessidade de se traduzir a agenda global, continental e regional em directivas e acções concretas e transformacionais a nível do país, individualmente e no contexto de blocos de países, para um efectivo desenvolvimento azul sustentável, constitui o móbil da organização e realização da série de conferências.

Com a Conferência em alusão pretende-se que os participantes se debrucem sobre quatro áreas temáticas, nomeadamente:

GOVERNAÇÃO E SUSTENTABILIDADE DO OCEANO
- Plataformas Regionais / Internacionais
- Poluição
- Biodiversidade / Conservação
- Mudanças Climáticas/Segurança Alimentar
- Segurança Marítima

OCEANO E INOVAÇÃO
- Ciência
- Tecnologia
- Inovação

ROTAS DO OCEANO
- Transporte / Navegação
- Portos
- Comércio Marítimo
- Turismo

ENERGIA DO OCEANO
- Energias Renováveis
- Petróleo
- Gás
-Comércio

Para a primeira Conferência a ter lugar nos dias 23 e 24 Maio de 2019, está definido o seguinte lema:

Crescendo Azul: Exploração Sustentável e Compartilhada do Oceano


A Conferência “Crescendo Azul” com foco na região Ocidental do Oceano Índico pretende juntar cerca de 500 participantes entre entidades nacionais, regionais e internacionais, com interesses e competências múltiplas em ramos de Economia Azul e governação do mar, integrando dirigentes a mais alto nível, decisores, implementadores, empresas de ramo, doadores, instituições financeiras, instituições de ensino & pesquisa, Sociedade Civil e ONG, com actividades ligadas ao mar, zonas costeiras, oceanos e seus ecossistemas. InMinistério do Mar, Águas Interiores e Pescas” - Moçambique

sábado, 19 de janeiro de 2019

Guiné-Bissau - Produção da central eléctrica flutuante arranca até ao final do mês

Substituição do gasóleo pelo fuel poupará 760 mil euros mensais ao Governo da Guiné-Bissau



Até ao final do mês, uma central eléctrica flutuante (a bordo de um navio) vai começar a produzir energia eléctrica a partir de fuel para Bissau. O fornecimento está a cargo da empresa turca Karpowership, do grupo Karadeniz Energy Group, e terá uma potência de 36,64 Megawatts (MW).

Com esta operação, que permitirá uma poupança mensal de cerca de 760 mil euros ao Governo da Guiné-Bissau, devido a uma produção que troca o gasóleo pelo fuel, será possível ultrapassar os frequentes cortes de energia de Bissau, cujo consumo varia 15 e 20 MW, segundo refere um membro do Executivo daquele país. Inicialmente, serão consumidos 18 MW e posteriormente, conforme as necessidades, será aumentado o consumo. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Guiné-Bissau - União Europeia incentiva à utilização de energias domésticas sustentáveis na capital

A UCCLA, a Fundação GALP e a Câmara Municipal de Bissau vão proceder ao lançamento do “Projecto de desenvolvimento de energias domésticas sustentáveis na cidade de Bissau” - FUMUKABA, no próximo dia 10 de dezembro, às 16h30, no Centro Cultural Português, em Bissau. O Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, estará presente.

No dia 11 de dezembro, pelas 14 horas, no Espaço Verde, frente ao LENOX, proceder-se-á à distribuição de kits às mais de 100 famílias-piloto que serão alvo de um processo de seguimento regular ao longo do projeto.

A ação - com um montante de 1 000 000,00 € financiados em 90% pela União Europeia e em 10% pela Fundação GALP -, iniciada em abril de 2018 e com uma duração de 24 meses, visa incentivar à utilização de gás butano na confeção de alimentos em agregados familiares de bairros de Bissau.

Assim, mais de 25 mil agregados familiares (cerca de 50% das famílias residentes no sector de Bissau) serão beneficiados.

O projeto visa contribuir para:

- reduzir a devastação das florestas na Guiné-Bissau;

- estimular o uso de uma energia limpa, na preparação de alimentos, libertando tempo para  as mulheres, principais responsáveis desta atividade nas comunidades;

- introduzir uma tecnologia segura e com impacto positivo na saúde pública;

- incentivar à criação de novas oportunidades comerciais e a pequenos negócios. UCCLA

sábado, 28 de abril de 2018

Finlândia - Primeiro navio com vela rotativa entra em testes



Rotor Flettner e efeito Magnus

Existem projetos de navios a vela que tornam os cargueiros marítimos modernos bem parecidos com seus similares antes do advento do vapor, mas existem também designs que tornam o navio inteiro uma enorme vela.

O estaleiro finlandês Norsepower queria algo mais imediato, que tornasse possível dotar os navios atuais, que já estão navegando, de uma fonte adicional de impulso que lhes permita economizar combustível.

A solução encontrada é uma vela rotativa, uma versão modernizada de um rotor Flettner, inventado pelo engenheiro alemão Anton Flettner há cerca de 100 anos.

A vela rotativa baseia-se no efeito Magnus, pelo qual o vento que passa por um cilindro giratório move o ar mais rapidamente de um lado do que de outro, o que resulta em um empuxo a 90º da direção do vento - o efeito Magnus já foi usado para projetar bolas de futebol e um sistema de geração de eletricidade usando balões.



Navio com vela rotativa

A disponibilidade de materiais compósitos de última geração permitiu construir a vela rotativa de 24 metros com a resistência necessária, mas também com um peso que permite sua instalação rápida em navios já operacionais usando guindastes comuns.

A primeira vela rotativa foi instalada no navio M/S Viking Grace, que deverá ter uma redução no consumo de combustível de até 30% e redução de emissões de carbono de 900 toneladas por ano, dependendo da rota - durante os testes ele está fazendo o trajeto entre Turku, na Finlândia, e Estocolmo, na Suécia.

Os testes deverão durar até o final deste ano. Se as previsões de economia se confirmarem, o estaleiro estima que a vela rotativa poderá ser instalada em até 20 mil navios atualmente em circulação. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Angola – Terceiro grupo gerador da Hidroeléctrica de Laúca vai entrar em funcionamento

A Hidroeléctrica de Laúca, localizada no rio Kuanza e com uma potência total de 2.070 MW, está prestes a tornar-se na maior central hidroeléctrica de Angola.

O terceiro grupo gerador vai entrar em funcionamento no final de Abril, o que vai permitir ultrapassar a produção de 1.000 MW de potência instalada de energia. Com o pleno funcionamento destes três grupos geradores, de um total de seis, a Hidroeléctrica de Laúca consolida-se como a maior central hidroeléctrica de Angola, superando a potência instalada nas centrais de Capanda (520 MW) e de Cambambe (960 MW).

Após a entrada em funcionamento do sexto grupo gerador, o qual se encontra em montagem, Laúca atingirá uma potência instalada de 2.070 MW, tornando-se numa das maiores hidroeléctricas da África Austral a par da central de Cahora Bassa, em Moçambique.

Ao mesmo tempo que produz energia limpa e renovável e contribui para a estabilidade do sistema eléctrico nacional, a Hidroeléctrica de Laúca faz o processo de enchimento da maior albufeira do país.

A previsão é de que até o final do mês de Abril, o reservatório chegue à sua cota máxima, o que vai garantir, com boa margem de segurança, uma capacidade de fornecimento de energia para o próximo período seco previsto para o segundo semestre.

O Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca é uma obra da iniciativa do Governo de Angola, sob a responsabilidade do Ministério da Energia e Águas – MINEA e tutelado pelo Gabinete do Aproveitamento do Médio Kwanza – GAMEK. A construção do empreendimento está a cargo da Odebrecht, empresa responsável desde a elaboração do projecto executivo, até à construção das obras civis, fornecimento e montagem dos equipamentos electromecânicos.

Para transportar a energia aos principais centros consumidores, o escopo do projecto inclui a execução de 750 quilómetros de linhas de transporte de energia, além da construção e ampliação de nove subestações. Laúca conta com 95% da força de trabalho composta por quadros nacionais, e já gerou mais de 13 mil postos de trabalho directos.

Sob a coordenação da Odebrecht, o empreendimento tem estado a intensificar as actividades de preservação da biodiversidade e resgate da fauna e flora locais, iniciadas em Março de 2017, no início do enchimento da albufeira, além do programa de monitoramento da qualidade da água do Rio Kwanza.

Nesta fase, os programas sociais da Hidroeléctrica de Laúca com as comunidades circunvizinhas concentram-se na transmissão de conhecimento e metodologias aos líderes comunitários.

Para tal, foram criadas as micro-empresas comunitárias, organizadas em unidades de produção agrícola, de farinha, pão e sabão. Ao todo, mais de 300 famílias beneficiam-se dos programas de geração de renda. In “A Verdade” - Moçambique


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Brasil – A China intensifica compras de empresas brasileiras

Com US$ 8,5 bilhões em 2017, China aumenta participação em fusões e aquisições no Brasil. Até setembro, 35% do valor usado por empresas estrangeiras para operações no Brasil veio de companhias chinesas, mostra levantamento; maior interesse é por áreas de energia e infraestrutura



Os chineses foram os grandes vencedores do leilão de quatro usinas hidrelétricas realizado nesta quarta-feira (27). O grupo Spic arrematou a usina de São Simão por R$ 7 bilhões, no maior negócio do pregão. As petroleiras chinesas também marcaram presença na primeira rodada de leilão de óleo e gás realizada no mesmo dia. A participação de investidores da China é cada vez mais frequente no Brasil e deve aumentar ainda mais, de acordo com especialistas ouvidos pelo G1.

A China intensificou as compras de empresas brasileiras neste ano. Até setembro, 12% das companhias vendidas tiveram um grupo chinês como comprador, em negócios que somam US$ 8,5 bilhões, aponta estudo da consultoria britânica Dealogic. O levantamento não inclui os investimentos fechados nesta quarta-feira por grupos chineses no Brasil.

Esse movimento é muito mais intenso do que nos anos anteriores. Entre 2009 e 2016, a fatia de investimentos chineses nunca superou 4% do volume investido em fusões e aquisições no Brasil. Mas, neste ano, 35% do valor gasto por estrangeiros em aquisições no Brasil veio dos chineses.



Para especialistas, a tendência é de crescimento dos investimentos chineses no Brasil. “Para este ano, existe uma expectativa grande (de negócios) em relação ao setor de infraestrutura e energia. A gente tem acompanhado negociações com empresas como State Grid, CCCC e outras. Fora, eventualmente, alguns investimentos em outros setores, como tecnologia”, resume Tulio Cariello, coordenador de análise do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).

Energia e infraestrutura entre setores mais atrativos

O setor de energia foi o que mais atraiu investidores chineses no Brasil no ano passado, de acordo com a CEBC. Neste ano, a procura continua forte.

A Pacific Hydro Brasil, do grupo chinês Spic, levou o maior negócio no leilão desta quarta-feira (27). A empresa já tem parques eólicos no Nordeste desde 2007 e avalia comprar ativos de geração de energia, como hidrelétricas e eólicas. "Temos interesse em expandir no país, então sim, vamos estudar os próximos leilões", afirmou a presidente da Pacific Hydro Brasil e representante do grupo SPIC no país, Adriana Waltrick.

Não faltam exemplos de aquisições na área de energia. No início do ano, a chinesa State Grid, a maior empresa do setor elétrico do mundo, concluiu a aquisição de 54,64% da CPFL Energia, passando a ser o acionista controlador. O valor da operação foi de aproximadamente R$ 14 bilhões. Outra chinesa, a State Power fez, em junho, uma oferta para comprar a participação da elétrica mineira na Madeira Energia, na usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.

Os chineses também foram protagonistas de grandes negócios na área de infraestrutura. Neste ano, a HNA Infraestrutura comprou a fatia da Odebrecht no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro - outra empresa do grupo já é a maior acionista da companhia aérea Azul.

"A transação, que marca o primeiro projeto estratégico da HNA Infraestrutura na América Latina, deverá melhorar significativamente os passos e recursos da HNA no exterior, especialmente na América Latina", disse à época da transação o presidente da empresa, Guanghui Ma, ao jornal "China Daily".

Preferência por aquisições

Os chineses têm uma predileção por comprar ativos locais, em vez de construir algo do zero. Os dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) apontam que as fusões e aquisições foram 53% dos investimentos chineses no Brasil em 2016, enquanto as instalações de novas empresas responderam por 27% e as sociedades com empresas locais (joint venture), por 20%.



O relatório do explica que a facilidade em operar a partir de empresas já consolidadas no mercado doméstico justifica a preferência dos chineses por fusões e aquisições. Ele ressalta, no entanto, que há interesse para novos investimentos vindos da China, tanto por parte dos chineses quanto dos brasileiros.

Busca de investimentos

O governo brasileiro tem buscado atrair o capital chinês. O presidente Michel Temer esteve na China no fim de agosto para convidar os investidores do país a participar do programa de concessões e fechar acordos para facilitar o investimento chinês no Brasil. E não foi o único. Só nas últimas duas semanas também viajaram para a China os governadores do do Ceará, Camilo Santana (PT), e do Pará, Simão Jatene (PSDB).

Santana se reuniu com o grupo chinês CHINT Group, interessado em implantar uma unidade da empresa de energia na Zona de Processamento de Exportação (ZPE). “Eles querem visitar nosso estado e mandarão, em breve, técnicos e engenheiros para conhecerem a ZPE”, disse o governador em nota após a reunião.

O governador cearense também se reuniu com representantes da empresa estatal chinesa Meheco e assinou um segundo memorando de entendimento para financiar investimentos no estado na área de saúde. Entre as ações em negociação está a instalação de unidade para fabricação de montagem de máquinas de alta complexidade e imagens, como tomógrafos, raios-x e ultrassons. A empresa quer investir US$ 4 bilhões no projeto.

O governador do Ceará, Camilo Santana, assina acordo com Gao Yuwen, presidente da estatal chinesa Meheco, em Pequim (Foto: Divulgação)

“Futuramente, vamos procurar mais estados”, diz a representante da empresa no Brasil, Wang Shu Wei. Ela apontou ao G1 que vê potencial na recuperação da economia. “Pela minha visão, e eu fiquei 30 anos no Brasil, a economia e os negócios do país têm um futuro muito grande”, afirma. “Para a China, o Brasil é um país muito importante. E vai ter bastante negócio entre esses dois países. Essa é a minha função”, diz a empresária chinesa.

Já o governo do Pará quer atrair o interesse chinês para a licitação de uma ferrovia de mais de 1,3 mil km, orçada em R$ 14 bilhões. O governador apresentou o projeto a investidores chineses, entre eles a grande empresa de construção civil China Communications Construction Company (CCCC).

“Temos que buscar interessados em participar da licitação”, disse ao G1 Adnan Demachki, secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará. "Deixamos claro que, no momento em que vivemos, é preciso um esforço conjunto entre Estado e iniciativa privada", afirmou em nota o governador Jatene após o encontro com executivos da CCCC, incluindo o presidente da empresa para a América Latina, Chang Yunbo.

O governador do Pará, Simão Jatene, cumprimenta o presidente da CCCC para a América do Sul, Chang Yunbo, em Pequim (Foto: Divulgação)

A CCCC, neste ano, também assinou acordo de investimento para construir um terminal portuário em São Luís, no Maranhão, em um projeto orçado em R$ 1,7 bilhão. Segundo relatório de 2016 do CEBC, o sócio chinês conta com aporte de R$ 400 milhões destinados à construção do projeto.

No ano passado, o estado que mais fechou projetos com investidores chineses foi de São Paulo, de acordo com o CEBC. Segundo a Investe SP, desde 2010, já foram efetivados R$ 3 bilhões em 10 investimentos chineses no estado.

O governador de SP, Geraldo Alckmin, com a comitiva chinesa responsável pela fabricação dos novos trens (Foto: Divulgação)

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou neste mês o contrato para fabricar oito composições para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Quem venceu a licitação foi o consórcio Temoinsa-Sifang, da China, que apresentou orçamento de R$ 316 milhões.

Michela Chin, sócia da PricewaterhouseCoopers (PwC), lembra que o Brasil fechou 35 acordos de negócios com a China em 2015, envolvendo US$ 53 bilhões em potenciais investimentos. Karina Trevizan – Brasil in “G1”

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Síria – A reconstrução da cidade de Aleppo avança

A MAPNA Group, uma empresa iraniana envolvida no desenvolvimento e execução de centrais termoelétricas e renováveis, petróleo e gás, transporte ferroviário e outros projetos industriais, vai construir cinco novas centrais de energia de 25 MW para abastecer a cidade de Aleppo com eletricidade.

O Grupo MAPNA começou a trabalhar na Síria há 12 anos. Apesar da crise síria, não parou de operar no país.

Agora, quando a situação está a regressar ao normal, o MAPNA Group retomou o desenvolvimento da central Jandol. A sua secção de vapor foi encomendada e entregue e agora o MAPNA Group está numa fase final do desenvolvimento desta central.

Actualmente, a empresa está a trabalhar em novos projectos. Por exemplo, está desenvolvendo cinco unidades de 25 MW para a cidade de Aleppo. Esta cidade, a mais populosa do país e recentemente libertada tem uma população de mais de 2,5 milhões de habitantes, mas a eletricidade ainda é fornecida por meio de geradores de motores.

O MAPNA Group também está a negociar outro projecto com o Ministério Sírio da Eletricidade. O projecto inclui uma central de energia de 25 MW para a cidade de Banyas e outra de 450 MW para a província litoral de Latakia.

O Diretor do MAPNA Group para a Síria acrescentou: ao executar as centrais de energia de Banyas e Latakia, uma parte da falta de energia da costa síria será resolvida.

O governo sírio tem sentido dificuldades com o financiamento destes projectos. Assim, o MAPNA Group fornece os fundos para a implementação dos projetos. Alguns fundos são fornecidos sob a forma de investimentos. Alguns projectos são financiados pela própria empresa, outros estão em desenvolvimento graças a uma linha de crédito fornecida pelo Grupo MAPNA ao governo sírio. In “Islamic World News”

sábado, 5 de agosto de 2017

Internacional – Cientista portuguesa cria acumuladores mais potentes que as baterias

Já imaginou um mundo que não gira em torno da questão de combustíveis fósseis e dos problemas que eles criam para a humanidade? A tecnologia elaborada por Helena Braga pode dar essa chance ao nosso planeta


A fórmula que pode revolucionar o consumo de energia do mundo há anos que estava no centro das pesquisas cientificas internacionais. E agora é descoberta pela física portuguesa Helena Braga. Esta tecnologia promete multiplicar a capacidade de armazenar energia em baterias.

"Sim, sem dúvida que poderemos abandonar a energia obtida com combustíveis fósseis", declara Helena Braga à Sputnik Brasil, acrescentando que não se lembra em Portugal de um mês em que as energias renováveis não tenham correspondido a pelo menos 50% do consumo.

Hoje em dia Helena Braga se encontra nos Estados Unidos, na Universidade de Austin, Texas, onde é coordenada pelo famoso professor John Goodenough que chefia a pesquisa revolucionária. Foi John Goodenough que participou na década de 80 da criação de baterias de íons de lítio, aqueles que "alimentam" nossos celulares, laptops e até carros elétricos.

Agora se trata de um passo muito maior: o novo tipo de acumulador é cinco vezes mais potente que todas as baterias. Entre outras vantagens, o acumulador não está sujeito a curtos-circuitos e pode se recarregar em alguns minutos.

Sem precisar nomes, a doutora Braga revela que já mais de 80 companhias internacionais manifestaram interesse na sua tecnologia. O conceito elaborado pela sua equipe será desenvolvido pela indústria de acordo com as necessidades próprias da mesma e se planeja que seja licenciado em diferentes partes do mundo.

Então, em que consiste a tecnologia promissora? Em termos básicos, os cientistas substituíram o eletrólito líquido que se usa na maioria dos acumuladores de íons de lítio por eletrólito de vidro. O uso deste vidro melhorou significativamente o avanço na pesquisa.


Surge a questão sobre a segurança de uso das matérias envolvidas na tecnologia, mas "os materiais não são tóxicos", assegura cientista.

"No entanto, o lítio e o sódio têm que ser manuseados em ambiente seco ou entram em combustão. Por isso, usamos uma caixa de luvas com uma atmosfera de árgon", explicou ela.

Apesar de já se tratar de um passo significativo, Helena Braga afirma que sua equipe não lhe vê o fim e um ponto final à sua frente.

"Neste momento, estamos a trabalhar em 3 arquiteturas de baterias diferentes, com o mesmo eletrólito de vidro, mas com diferentes elétrodos. Cada uma prevemos que tenha aplicações um pouco diferentes", conta a física à Sputnik Brasil.

Além do papel importantíssimo que a tecnologia pode desempenhar na preservação do meio ambiente, ela tem certas vantagens econômicas. Em particular, com uma bateria que armazena mais energia será possível percorrer mais quilômetros antes de ter que a recarregar. Por outro lado, sendo mais barata, o carro elétrico se torna acessível a todos.

Mesmo assim, até que a tecnologia seja produzida em massa, já hoje nós podemos contribuir para a independência dos combustíveis fósseis: o armazenamento de energia na rede e em áreas remotas a partir de painéis solares também pode nos ajudar a economizar os fósseis e preservar o meio ambiente. In “Sputnik Brasil” - Brasil

terça-feira, 25 de julho de 2017

Portugal – Venda de energia eólica a cliente industrial espanhol

O grupo português EDP firmou em Espanha o seu primeiro contrato bilateral de venda de energia eólica a um cliente industrial, uma empresa que atua no ramo agro-alimentar

A EDP firmou com a empresa Calidad Pascual o seu primeiro contrato bilateral de venda de energia eólica em Espanha. Trata-se de um contrato a cinco anos que garantirá à companhia espanhola do ramo agro-alimentar um preço estável de energia com garantia de eletricidade 100% renovável.

A Calidad Pascual, que detém, entre outras, as marcas Vive Soy (produtos à base de soja) e Moccay (café), informou em comunicado que o contrato com a EDP Renováveis começará em janeiro de 2018.

O grupo português tem em Espanha o seu maior mercado europeu de energia eólica, que começa a ser competitiva para a realização de contratos bilaterais de compra e venda de energia.

A EDP Renováveis tem vindo a firmar contratos semelhantes com grandes clientes nos Estados Unidos da América, mas em Espanha é a primeira vez que estabelece um acordo de venda de energia do género.

Em Espanha e em Portugal a maior parte das indústrias contrata o seu fornecedor de energia elétrica em negociações ou concursos com um conjunto de comercializadores, que adquirem a energia no mercado grossista ibérico para a revender aos clientes finais.

O estabelecimento de contratos de aquisição de energia (CAE) a partir de fontes renováveis tenderá no futuro a crescer, à medida que os parques eólicos e fotovoltaicos mais antigos terminam os respetivos períodos de tarifas garantidas. Findos esses períodos, e amortizados os investimentos, os parques têm condições para oferecer preços relativamente reduzidos quando comparados com o preço do mercado grossista.

Além disso, a evolução tecnológica, tanto na energia eólica como na solar, vem permitindo construir novos projetos com preços mais competitivos, cada vez mais próximos dos praticados, com alguma volatilidade, no mercado ibérico.

O facto de soluções como a energia eólica e a solar implicarem essencialmente um investimento previsível (o capital inicial para comprar e instalar os equipamentos), com reduzidos custos operacionais ao longo da vida útil (e custos de combustível nulos) é também um factor que joga a favor das empresas de energias renováveis na estruturação de contratos de médio ou longo prazo para a venda de energia a um cliente pré-determinado. Miguel Prado – Portugal in “Jornal Expresso”

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Portugal – Energia eólica em força no mercado externo

A Prewind é uma empresa dedicada à prestação de serviços de previsão na área da energia, essencialmente direcionada para o setor das energias renováveis. Fundada em 2010, a Prewind tem o compromisso de melhorar a qualidade dos seus serviços, recorrendo ao apoio das instituições do sistema científico nacional. João Sousa, dá-nos a conhecer os projetos desenvolvidos, bem como algumas perspetivas de investimento para o setor.

Como é que surgiu este projeto?

Surgiu com base num projeto de investigação realizado em Portugal, financiado a 100 por cento por iniciativa privada (consórcio empresarial composto por empresas promotoras de parques eólicos em Portugal). O desenvolvimento foi assegurado por um consórcio universitário composto pela FEUP / CEsA, INESC Porto, INEGI, FCUL / IDL, com o objetivo de desenvolver modelos de previsão da produção de eletricidade de base eólica e operacionalizar um sistema de previsão da produção de parques eólicos. Desde então, temos vindo a prestar serviços de previsão na área da produção eólica em Portugal e no estrangeiro. Este ano constituímos uma empresa no Brasil para apoiar na prestação destes serviços no mercado sul-americano.

Em que medida é que estes serviços se tornam uma mais valia para quem os utiliza e para o meio ambiente?

Os recursos naturais, como o sol e o vento, apresentam uma variabilidade e por isso precisamos de conhecer antecipadamente a evolução da produção com origem nestas fontes renováveis para possibilitar a gestão da rede elétrica, reduzir os custos de operação do sistema elétrico e otimizar o planeamento das ações de operação e manutenção de cada central eólica. Desta forma. podem-se obter taxas de penetração elevadas e reduzir os custos operacionais envolvidos. Adicionalmente, os serviços de previsão podem ser utilizados no planeamento das ações de operação e manutenção, otimizando a produção de energia.

Na sua opinião faltam incentivos pela parte do governo para que mais empresas apostem nesta área?

Em 2016 (janeiro a agosto) a produção de eletricidade de origem renovável em Portugal representou cerca de 64 por cento (segundo a APREN), tendo-se obtido em 2015 o valor de 55 por cento. Nos últimos dez anos quase duplicamos o peso das Fontes de Energia Renovável (FER) na eletricidade, dependendo dos anos hidrológicos. Em alguns meses do ano atingimos taxas superiores a 80 porcento e ainda há bem pouco tempo, em maio deste ano, atingimos quatro dias consecutivos em que o consumo de eletricidade foi totalmente satisfeito pelas FER. Somos apontados internacionalmente corno um exemplo a seguir. Portugal está a assistir ao resultado de uma política energética, denominada de Programa E4, implementada pelo Governo de António Guterres, pela mão do então Secretário de Estado do Ministério da Economia Eduardo Oliveira Fernandes e pelo Ministro da Economia Luís Braga da Cruz. Entretanto. com o novo paradigma das redes inteligentes e com o aparecimento da mobilidade elétrica, surgirão novas oportunidades e o país deve-se preparar para essa revolução — a descarbonização do setor dos transportes e a eficiência energética. Apesar de sermos pequenos somos um exemplo a nível mundial na matéria da energia. Temos bons engenheiros, boas empresas e uma boa cultura. Temos que capitalizar este conhecimento, internacionalizando todo nosso saber em prol de um ambiente melhor de urna economia sustentável e um mundo mais verde.

Qual será o rumo que o país vai tomar no que diz respeito à produção de energia?

Infelizmente, acho que o país vai optar pelo fotovoltaico porque é a tecnologia que neste momento está a 'inundar' o mercado. Gostaria que Portugal aproveitasse o potencial das pequenas centrais hídricas, com uma maior contribuição para a economia nacional e tendo em consideração que cerca de 75 a 80 por cento do potencial ainda está por explorar neste país. Digo isto porque em Portugal ainda não se construiu um cluster industrial forte no fotovoltaico, como se fez no eólico. Daqui a algum tempo alguns parques eólicos irão atingir a sua maturidade, pelo que será possível duplicar ou até triplicar a capacidade instalada, tendo em consideração a evolução da tecnologia. Acho que o país deve estudar quais as tecnologias de transformação de energia que lhe permitem uma maior: qualidade ambiental, geração de emprego, redução da dependência externa (seja energética ou económica), captação de investimento e incorporação da económica nacional (redução de importações e aumento de exportações), mantendo um mix energético equilibrado.

E relativamente ao futuro da Prewind? Que investimentos e objetivos a cumprir estão previstos no vosso plano de atividades?

O nosso objetivo neste momento passa por consolidar o mercado brasileiro e reforçar a nossa atuação na Europa. Para além disso, vamos tentar explorar novos mercados como o chinês e o americano, que têm crescido exponencialmente, e com os quais já temos a decorrer alguns projetos - piloto. In “Revista Business Portugal” - Portugal



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Guiné Equatorial – Malabo recebeu “Semana da CPLP”

Decorreu em Malabo na Guiné Equatorial, de 03 a 07 de Outubro de 2016, uma semana de atividades no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Destacaram-se o seminário diplomático “Passado, Presente e Futuro” onde foram abordados diversos temas, “Programa CPLP do Audiovisual”, “O potencial económico e energético da CPLP” e “O potencial da língua portuguesa”.

Outras manifestações estiveram em agenda, entre elas, os encontros das estruturas de apoio à reunião dos Ministros do Interior e da Administração Interna da CPLP, a salientar, a XI Reunião do Conselho dos Chefes de Polícia, o XII Conselho de Diretores Nacionais de Migração, Estrangeiros e Fronteiras, e o II Conselho de Comandantes Nacionais, Diretores Nacionais, Presidentes de Salvação Pública, Proteção Civil, Bombeiros.

Por fim, em paralelo, realizou-se também a I Reunião Técnica da Energia da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Depois de concluída esta reunião, os participantes visitaram Punta Europa, onde se inteiraram da produção de energia para a ilha de Bioko. Baía da Lusofonia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Comissão Europeia - Abertas as candidaturas ao Mecanismo Interligar a Europa

Até 16 de Fevereiro de 2016, está aberta a segunda fase de candidaturas a financiamento comunitário ao abrigo do Mecanismo Interligar a Europa (MIE), que entre 2014 e 2020 deverá movimentar mais de 24 mil milhões de euros, a investir em projectos de expansão e modernização das redes transeuropeias de transportes, telecomunicações e energia.

Nesta fase, a Comissão Europeia tem alocados 7,6 mil milhões de euros para o sector dos transportes, sendo que 6,5 mil milhões se destinam a financiar propostas oriundas dos 15 “países da coesão”, onde Portugal está inserido (a par da Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa e Roménia).

No final de Junho passado, foram conhecidos os 276 projectos apoiados na primeira fase, mobilizando um montante global de 13,1 mil milhões de euros das verbas do MIE. O troço Évora-Caia da ligação entre Sines e Espanha por via férrea, os estudos técnicos conducentes ao corredor ferroviário Aveiro-Vilar Formoso, a segunda fase da plataforma logística multimodal do porto de Leixões e os estudos técnicos de expansão da plataforma logística do porto de Lisboa foram quatro dos seis projectos portugueses com co-financiamento comunitário garantido através deste instrumento, que constituiu uma forte aposta da Comissão presidida por Jean-Claude Juncker.

Como então aconteceu, voltam a poder candidatar-se organizações internacionais, entidades públicas e empresas (públicas ou privadas) sediadas nos Estados-membros. Os resultados deverão ser conhecidos no fim do primeiro semestre do próximo ano.

No quadro da sua participação na Enterprise Europe Network, a maior rede europeia de serviços de informação e apoio às empresas, a Associação Empresarial de Portugal está em condições de informar e apoiar os agentes da economia privada em tudo o que diga respeito ao MIE.

Os responsáveis comunitários estão receptivos a apoiar projectos que se enquadrem nas redes de transporte inteligente e em sistemas de gestão do tráfego considerados nos planos dos ERTMS – The European Rail Traffic Management System (ferrovia), SESAR - Single European Sky ATM Research (transporte aéreo) e RIS - River Information Services (vias navegáveis interiores).

Potenciando as sinergias com outras prioridades da Comissão Europeia, como o mercado único digital, na presente fase de candidaturas ao MIE serão especialmente valorizadas as infra-estruturas de transportes inovadoras e sustentáveis. In “Diário Económico” - Portugal

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Comissão Europeia – Apresentação de projetos de infraestruturas energéticas fundamentais

A Comissão Europeia adota uma lista de 195 projetos de infraestruturas energéticas fundamentais — designados por projetos de interesse comum — que irão contribuir para a realização dos objetivos da Europa em matéria de clima e de energia e constituir elementos essenciais da União da Energia da UE.

A Comissão Europeia adotou ontem uma lista de 195 projetos de infraestruturas energéticas fundamentais que irão contribuir para a realização dos objetivos da Europa em matéria de clima e de energia e constituir elementos essenciais da União da Energia da UE. Os projetos — designados por projetos de interesse comum (PIC) — permitirão a construção gradual da União da Energia integrando os mercados da energia na Europa, diversificando as fontes de energia e as rotas de transporte. Além disso, os PIC hoje adotados contribuirão para pôr termo ao isolamento energético de alguns Estados-Membros. Irão também incentivar o nível das fontes de energia renováveis na rede, reduzindo as emissões de carbono. Os PIC beneficiarão de processos de licenciamento acelerados e de melhores condições regulamentares e podem ser elegíveis para apoio financeiro no âmbito do Mecanismo Interligar a Europa (MIE). Foi atribuído às infraestruturas energéticas transeuropeias um orçamento de 5 350 milhões de EUR no âmbito do MIE para 2014-20, ajudando os projetos de interesse comum a serem executados mais rapidamente e tornando-os mais atrativos para os investidores.

Miguel Arias Cañete, Comissário responsável pela Ação Climática e a Energia, afirmou: «Infraestruturas energéticas modernas e fiáveissão essenciais para permitir à energia circular livremente em toda a Europa. Estes projetos permitir-nos-ão integrar os nossos mercados da energia, diversificar as fontes e as rotas de energia, e pôr termo ao isolamento energético de alguns Estados-Membros. Irão também incentivar o nível de energias renováveis na rede, eliminando as emissões de carbono. A transformação energética da Europa exigirá investimentos no valor de milhares de milhões de euros em infraestruturas estratégicas.» A lista de projetos contribuirá para garantir que os nossos fundos servem o nosso objetivo de assegurar aos europeus energia não poluente e a preços acessíveis.»

A lista de projetos constitui uma atualização da lista de PIC adotada em outubro de 2013. A lista inclui 108 no domínio da eletricidade, 77 no domínio do gás, 7 no domínio do petróleo e 3 no domínio das redes inteligentes. Foi igualmente conseguido um bom equilíbrio entre projetos de eletricidade e projetos de gás, graças à identificação dos projetos claramente prioritários no contexto regional.

Os projetos beneficiarão de uma série de vantagens:
- reforço da transparência e aperfeiçoamento das consultas públicas;
- aceleração do processo de licenciamento (prazo máximo obrigatório de três anos e meio);
- aperfeiçoamento, aceleração e racionalização da avaliação ambiental;
- centralização do processo de licenciamento numa única autoridade nacional competente;
- melhoria do tratamento regulamentar, mediante a afetação dos custos em função dos benefícios líquidos, bem como incentivos regulamentares;
- possibilidade de receber assistência financeira do Mecanismo Interligar a Europa, sob a forma de subvenções ou de instrumentos financeiros inovadores.

Para que um projeto possa ser incluído na lista, tem de demonstrar benefícios significativos para, pelo menos, dois Estados-Membros, de contribuir para a integração do mercado e uma maior concorrência, de aumentar a segurança do aprovisionamento e de reduzir as emissões de CO2.

Em princípio, as infraestruturas energéticas devem ser financiadas pelo mercado e através das tarifas pagas pelos utilizadores. No entanto, para dar resposta ao enorme desafio do investimento, a UE criou fundos como o Mecanismo Interligar a Europa (MIE) e o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE), que contribuirão para mobilizar os investimentos necessários. No âmbito do MIE, em 2014 e 2015, foi atribuído ao cofinanciamento de estudos e de obras de construção o montante de 797 milhões de EUR para facilitar a execução dos PIC.

Desde a adoção da primeira lista de PIC em 2013 foram já concluídos ou entrarão em funcionamento antes do final de 2015 treze projetos. Além disso, prevê-se que cerca de 62 projetos venham a ser concluídos até ao final de 2017.

A Comissão desempenhou um papel fundamental no lançamento de muitos destes projetos, quer através de ações políticas e da facilitação de um comum acordo entre dois países sobre o caminho a seguir, quer através da prestação de assistência técnica e/ou apoio financeiro aos projetos.

A lista de PIC é atualizada de dois em dois anos, a fim de integrar novos projetos que se tornem necessários e de suprimir os obsoletos.

Contexto

A enorme necessidade de investimentos em infraestruturas energéticas foi uma das razões para propor em 2011 o regulamento relativo às orientações para as infraestruturas energéticas transeuropeias (Orientações RTE-E). As Orientações RTE-E fornecem um quadro estratégico para a visão a longo prazo das infraestruturas energéticas da UE e introduzem o conceito de projetos de interesse comum. Identificam nove corredores prioritários de infraestruturas estratégicas nos domínios da eletricidade, do gás e do petróleo e três domínios prioritários de infraestruturas à escala da UE: autoestradas da eletricidade, redes inteligentes e redes de transporte de dióxido de carbono.

A aprovação, por parte da Comissão, da lista final de projetos de interesse comum é o resultado de um processo rigoroso de identificação e avaliação efetuado pelos Grupos Regionais criados ao abrigo do Regulamento RTE-E. Os Grupos Regionais são compostos pelos representantes dos Estados-Membros, da Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte para a eletricidade e para o gás (REORT-E e REORT-G), dos operadores das redes de transporte nacionais e promotores de projetos, das autoridades reguladoras nacionais e da Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACRE). As respostas à consulta pública foram igualmente tidas em conta. Por último, as listas regionais têm de ser aprovadas pelo denominado «órgão de decisão de alto nível», composto por altos funcionários dos Estados-Membros e da Comissão, após o que a Comissão pode adotar formalmente a lista da UE de projetos de interesse comum, através de um procedimento de ato delegado. Comissão Europeia

Mais informações

Lista completa de projetos de interesse comum por corredor prioritário:

https://ec.europa.eu/energy/en/news/commission-unveils-list-195-key-energy-infrastructure-projects

Ficha de informação sobre projetos de interesse comum: MEMO/15/6108