Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Macau – Escola Portuguesa de Macau inicia ano com ligeira subida de alunos e novo director já em funções

A Escola Portuguesa deu hoje início ao ano lectivo 2026/2027, apresentando como novidade o novo director, João Miguel Gonçalves, que concluiu o curso obrigatório da DSEDJ, podendo assim exercer oficialmente as funções. O Ministro português da Educação, Ciência e Inovação havia prometido uma “transição suave” e o certo é que o período de hiato na direcção do estabelecimento de ensino praticamente não existiu. O novo responsável deu as boas-vindas aos alunos, acompanhado pelo seu antecessor, Acácio de Brito. A EPM terá este ano 824 estudantes, mais 14 do que em 2025/2026


Uma ‘velha’ escola com um novo director. É assim que se apresenta hoje, no primeiro dia de aulas, a Escola Portuguesa de Macau (EPM), estabelecimento de ensino não superior de referência da língua de Camões no território. A grande novidade para o ano lectivo 2026/2027 é a liderança da direcção da EPM, agora sob responsabilidade de João Miguel Gonçalves.

Para que o novo director pudesse oficialmente exercer o cargo, era necessário que participasse no curso promovido pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O programa de formação específica, habitualmente conhecido como “Acção de Formação para Preparação de Directores das Escolas”, foi concluído no final de Agosto, cerca de 15 dias após a chegada de João Miguel Gonçalves ao território.

Para o acto de apresentação, que assinala o arranque do ano lectivo 2026/2027 na EPM, o novo director esteve ladeado pelo seu antecessor, Acácio de Brito, que acompanhou em Macau o período de adaptação da nova chefia, tendo posteriormente viajado para Angola, onde vai assumir a direcção da Escola Portuguesa de Luanda. Regressa agora ao território, apenas por alguns dias, para se envolver no arranque do ano lectivo da EPM, escola onde permaneceu como director entre Novembro de 2023 e Agosto de 2026.

Com a disponibilidade total de João Miguel Gonçalves, em termos de assumpção oficial do cargo, cumpre-se a “transição suave” prometida pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, Fernando Alexandre, em declarações proferidas em Macau, em Junho deste ano, altura em que tornou pública a decisão de substituir Acácio de Brito. Na verdade, desde o anúncio da saída de um e a entrada do outro, o hiato na direcção da EPM praticamente não existiu.

A escola começa este ano lectivo com 824 alunos, mais 14 do que em 2025/2026. Embora signifique um ligeiro aumento (cerca de 1,7%) em termos anuais, não deixa de confirmar a tendência registada nos últimos anos.

Para o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEP), “isto é motivo de orgulho para a EPM, porque significa que continua a ser uma escola com procura, à qual os encarregados de educação dão valor e, portanto, por este motivo, querem ali inscrever os seus educandos”. Filipe Figueiredo enfatizou que o constante aumento de estudantes na EPM “é um orgulho para a escola, uma vez que a diferencia de grande parte dos outros estabelecimentos de ensino, que têm problemas com o número de alunos”.

Segundo informações fornecidas ao Jornal Tribuna de Macau por João Miguel Gonçalves, a EPM terá, no ensino básico, 280 alunos no 1º ciclo, 177 no 2º e 219 no 3º, enquanto o ensino secundário contará com 148. O número de alunos que entram para o primeiro ano, portanto os mais pequenos, é de 66.

Por outro lado, no horizonte dos 824 alunos que estudarão este ano na escola de matriz lusa, 267 não têm o português como língua materna, o que significa 32,4% do número total. A dificuldade destes alunos em se expressar em português levou a EPM a criar em Julho deste ano um curso de Verão, no sentido de uma melhor aprendizagem dos que entram pela primeira vez.

Professores cobrem todas as disciplinas

No que concerne ao quadro de professores, será de 83. “Temos todos os professores para iniciar o ano lectivo”, disse ao JTM o novo director, o qual presidiu à tradicional reunião geral de apresentação com a maioria do corpo docente, que teve lugar no dia 1 de Setembro no anfiteatro da escola, com direito a fotografia de grupo publicada no sítio da EPM, com a seguinte legenda: “Agora é tempo de partilhar ideias e preparar cada detalhe para receber os nossos alunos com a excelência de sempre”.

Filipe Figueiredo considera ser “o ideal” começar o ano sem falha de professores, depois de algumas dificuldades nos últimos anos. “O problema maior foi há dois anos, mas desta feita não há falhas”, diz, recordando que “saíram cinco e entraram cinco”.

Numa óptica de antevisão do novo ano lectivo, o JTM registou a opinião de alguns docentes, tendo todos preferido não divulgar os seus nomes.

Uma professora do 1º ciclo disse que a expectativa para este ano é “fortalecer a ponte entre professores, alunos, famílias e comunidade”, acrescentando que, “quando existe cooperação e confiança mútua nessa relação, as crianças e os jovens sentem-se mais seguros para arriscar e evoluir”. Assegurou estar “pronta para trabalhar em equipa, como tenho feito ao longo dos anos, e fazer deste um ano equilibrado, exigente e recompensador”.

Um professor de educação física referiu que “num tempo de mudanças rápidas e de exigências crescentes, cabe à escola e a nós professores não apenas ensinar, mas também inspirar, questionar e preparar para a vida; e é com esse compromisso, feito de responsabilidade, ambição e confiança, que a comunidade educativa inicia mais uma etapa de um caminho que nunca está verdadeiramente concluído”. Para o ano lectivo que se avizinha, espera ter “muita inspiração e muitas conquistas”.

Por seu turno, uma docente do Departamento de Línguas expressou que “cada novo ano lectivo abre portas a aprendizagens renovadas e a desafios que nos fazem crescer como comunidade escolar”. Observou também que os professores entram neste ciclo “com esperança e motivação, certos de que a escola se reinventa continuamente para responder às necessidades dos alunos e valorizar o trabalho dos professores”.

A concluir, desejou que este ano “seja marcado por aprendizagens significativas, pelo reconhecimento do esforço docente e pela construção de uma comunidade inclusiva, resiliente e inspiradora”.

Também em jeito de antevisão do ano lectivo, Filipe Figueiredo espera que comece sem problemas. “O que é desejável é que esteja tudo organizado para arrancar, e julgo que assim vá acontecer”, afirmou.

Costa Nunes iniciou com um total de 155 crianças

O Jardim de Infância D. José da Costa Nunes começou o ano lectivo dias antes da EPM, como é habitual. Na passada quinta-feira abriram-se as portas para receber os alunos, com destaque para os que entram pela primeira vez, os K1 como são designados.

Esse grupo é constituído por 45 crianças, distribuídas por duas turmas. “No primeiro dia tivemos aqui os pais e as famílias para uma reunião, que teve uma boa participação”, disse ao nosso jornal a directora do estabelecimento de ensino, Felizbina Gomes.

Na página do Facebook da escola pode ler-se: “as nossas salas ganharam cor e vida outra vez! Que alegria receber os nossos pequenos de volta para mais um ano incrível no nosso Jardim de Infância. Juntos, escola e família, vamos construir memórias inesquecíveis e transformar cada dia numa grande aventura de aprendizagem. Aqui vamos nós!!!”

O Costa Nunes conta este ano com 155 alunos, menos 30 do que em 2025/2026 (185). “A redução já era expectável, por causa da diminuição da natalidade”, indicou a responsável do Jardim de Infância, adiantando ser um número razoável face às circunstâncias.

“Temos agora é que pelo menos manter para os próximos anos, o que também significará a manutenção da equipa de trabalho, mas logo veremos aquando das inscrições que decorrem sempre em Janeiro, para depois os pais escolherem [confirmarem] em Maio”, sustentou.

O Jardim de Infância apresenta este ano oito turmas do ensino regular e uma do ensino especial, esta com três crianças, quando no ano passado eram cinco. No que diz respeito aos educadores, serão 16, integrados no número geral de funcionários da escola (43), incluindo a direcção. “No ano passado eram 54, mas tivemos de fazer uma redução em todo o pessoal”, lamentou a responsável.

Perspectivando o novo ano lectivo, Felizbina Gomes espera que “corra bem em toda a comunidade educativa”, garantindo que a escola que dirige vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance, no sentido de “contribuir para o melhor possível das nossas crianças”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


domingo, 30 de agosto de 2026

França - Rede de cursos de português em França foi publicada no Diário da República com 105 professores

A nova rede de cursos de ensino de Português em França para o ano letivo de 2026/2027, foi publicada no Diário da República, tem 105 postos e confirma uma forte concentração de horários na Região Parisiense. O despacho conjunto dos Ministérios da Educação e dos Negócios Estrangeiros aprova oficialmente a lista de postos, que revela a distribuição territorial do ensino da língua portuguesa no país gerida pelo Instituto Camões.


Recorde-se que Portugal coloca em França os professores do ensino básico (Primaire), através do Instituto Camões e no quadro dos acordos bilaterais entre os dois países.

De acordo com a lista publicada, há 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico criados em França, mas 5 dos quais são horários incompletos com 20 horas (em Bordeaux, Marseille e em Orléans) ou com 16 horas (em Lyon e em Paris). Os outros 74 postos têm horários completos.

Dos 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico, 52 estão região de Paris, seguindo-se 12 na área consular de Lyon, 4 na área consular de Bordeaux, 3 na área consular de Bordeaux e 3 na antiga área consular de Tours. Os restantes postos estão em Clermont-Ferrand, Lille, Orléans, Strasbourg e Toulouse, com um professor por cada uma destas regiões.

Mas, para além dos 79 postos de professores correspondentes ao 1° e 2° ciclo do ensino básico, também há 26 horários no ensino secundário, 11 dos quais de História.

Trata-se essencialmente de professores de Português e de História que lecionam nas Secções internacionais. Três professores de Português e 2 de História para as Secções internacionais de Lyon e de Grenoble), 1 professor de Português e um de História para a Secção Internacional de Nice, 3 professores de Português e 1 de História para a Secção internacional de Strasbourg e 8 professores de Português e 7 de História para as várias Secções internacionais da região de Paris.

De notar que esta rede de ensino de português em território francês é gerida diretamente pela Coordenadora do ensino de português em França, Isabel Sebastião e pelas duas Adjuntas de Coordenação, Ana Lisete Carlos e Patrícia Lagos. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


sábado, 8 de agosto de 2026

Guiné Equatorial e Cuba ampliam a sua cooperação com novos projetos nas áreas de energia e pesca

O fortalecimento da cooperação bilateral foi o foco da audiência que o Vice-Presidente da República concedeu ao embaixador de Cuba na Guiné Equatorial

Os governos da Guiné Equatorial e de Cuba reafirmaram o seu compromisso de continuar a consolidar as suas relações de cooperação, após constatarem o progresso alcançado nos diversos projetos que ambos os países estão desenvolvendo em conjunto.

A avaliação foi feita durante uma reunião realizada na quinta-feira na residência oficial do chefe de Estado em Malabo, entre o vice-presidente da República, Nguema Mangue, e o embaixador cubano, Ángel Cordero.

Durante a reunião, que contou também com a presença dos Ministros de Estado dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e da Diáspora, Simeon Angué, e da Defesa, Victoriano Okomo, as delegações analisaram o grau de implementação dos acordos bilaterais, com especial atenção aos setores da agricultura, da educação e da saúde, considerados pilares da cooperação entre os dois países.

Na esfera social, Nguema Mangue destacou a contribuição dos profissionais cubanos que atuam na Guiné Equatorial, especialmente médicos e professores, cujo trabalho fortaleceu a saúde e a formação acadêmica no país. Ambos os lados também elogiaram o programa de bolsas de estudo que permite aos estudantes guineenses cursar o ensino superior em Cuba.

Como resultado do encontro, a Guiné Equatorial e Cuba manifestaram a sua vontade de expandir a cooperação para novos setores estratégicos, incluindo energia e pesca, com o objetivo de diversificar a colaboração bilateral e fortalecer uma relação diplomática que se mantém há mais de cinco décadas. Sinfórica Esodja – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


Guiné Equatorial - Concurso Literário Feminino reforça a formação das suas participantes com uma oficina sobre bem-estar emocional ministrado pela UNICEF

O evento contou com a presença do Diretor Geral de Centros Culturais, Bibliotecas e Imagem, como parte do programa de treino do concurso


A Biblioteca Nacional da Guiné Equatorial acolheu um novo dia de formação da II Edição do Concurso Literário Feminino da Guiné 2026, com foco na promoção do bem-estar emocional e do desenvolvimento pessoal das participantes.

A oficina foi conduzida por Cristina Matos, especialista da UNICEF Guiné Equatorial, que compartilhou com os participantes ferramentas focadas no autocuidado, fortalecimento da autoestima, gestão das emoções e criação de ambientes seguros e saudáveis, aspectos considerados fundamentais para o seu crescimento pessoal e académico.

A atividade contou com a presença do Diretor-Geral dos Centros Culturais, Bibliotecas e Imagem, que transmitiu uma mensagem de apoio e motivação aos participantes, destacando o papel da cultura, da literatura e da educação como elementos essenciais para a formação de uma juventude preparada e comprometida com o desenvolvimento da Guiné Equatorial.

Durante o evento, a equipa organizadora expressou a sua gratidão à UNICEF Guiné Equatorial pela colaboração no desenvolvimento do workshop e, em particular, à sua representante, Shelly, pelo apoio a esta iniciativa. Agradeceram também o apoio do Ministério da Informação, Imprensa, Cultura e Turismo para a realização do evento.

Os organizadores também expressaram a sua gratidão pelo apoio contínuo de pais, professores, tutores e colaboradores, enfatizando que a educação dos jovens é um investimento fundamental para o futuro do país. Catalina Nchama – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Timor-Leste e Singapura reforçam diálogo político e cooperação em vários sectores

Timor-Leste e Singapura decidiram na sexta-feira reforçar o diálogo político e a cooperação nos setores da economia, educação e saúde no âmbito da primeira visita de um primeiro-ministro daquele país a Díli


“Singapura tem sido um parceiro de confiança e um amigo de Timor-Leste. Tem apoiado o nosso povo, as nossas instituições e a nossa preparação para a adesão à ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático]”, afirmou Xanana Gusmão, em conferência de imprensa, após um encontro com o seu homólogo, Lawrence Wong.

“Timor-Leste espera dar continuidade aos resultados desta visita, incluindo nas áreas da cooperação no âmbito da ASEAN, mobilidade laboral, educação, saúde, investimento, conectividade e assuntos regionais”, salientou o líder timorense.

Durante o encontro, Singapura anunciou também a intenção de abrir determinados setores da sua economia a trabalhadores timorenses. “É um anúncio importante. Representa um desenvolvimento muito significativo nas relações entre os nossos dois países”, afirmou Xanana Gusmão, que destacou que será uma oportunidade para os trabalhadores timorenses adquirirem competências e experiência profissional.

O primeiro-ministro de Singapura considerou a visita como “histórica” por ser a primeira que um chefe de Governo do seu país faz a Díli, mas também por se realizar durante o primeiro ano em que Timor-Leste é membro de pleno direito da ASEAN.

“Singapura sente-se privilegiada por poder acompanhar Timor-Leste no seu percurso de construção da nação”, disse Lawrence Wong, recordando que o apoio do seu país começou ainda antes da restauração da independência.

Lawrence Wong disse também que Singapura vai continuar a apoiar Timor-Leste na integração regional e reforçar o programa para preparar a presidência de Timor-Leste da ASEAN.

Sobre a mobilidade laboral, o chefe do Governo de Singapura salientou que é uma iniciativa “vantajosa para ambas as partes”. “Timor-Leste é uma nação jovem, mas acreditamos que possui um enorme potencial de desenvolvimento e crescimento. Singapura fará a sua parte para ajudar Timor-Leste a ter sucesso”, salientou.

No âmbito da visita foi também assinado um memorando de entendimento para estabelecer consultas bilaterais entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros de ambos os países.

Lawrence Wong chegou quinta-feira a Timor-Leste para uma visita de 24 horas, que terminou sexta-feira com um banquete oficial.

Antes do encontro com o primeiro-ministro, Lawrence Wong recebeu o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste no Palácio da Presidência e reuniu-se com o chefe de Estado, José Ramos-Horta. Na altura, José Ramos-Horta salientou que “Singapura tem sido um parceiro inabalável” no percurso de construção de Timor-Leste e disse estar convicto de que a visita de Lawrence Wong “abrirá novos e estimulantes capítulos” nas relações bilaterais. In “Ponto Final” - Macau


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Macau - Universidade de São José e Timor-Leste assinam acordo sobre desenvolvimento de capital humano

O desenvolvimento de capital humano motivou um acordo de cooperação entre a Universidade de São José e o Governo de Timor-Leste. A ideia é fortalecer a colaboração entre as duas partes através “da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”


A Universidade de São José (USJ) assinou um acordo de cooperação com Timor-Leste, focado no desenvolvimento de capital humano. “O protocolo visa fortalecer a colaboração entre as duas partes, nomeadamente através da educação, capacitação e formação profissional de quadros timorenses”, indica a instituição de ensino superior em comunicado.

A delegação timorense de alto nível foi chefiada pelo Ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Gastão Francisco de Sousa, que veio acompanhado, entre outros, pelo vice-ministro das Obras Públicas, Júlio do Carmo, pelo conselheiro principal do Ministro, Tomas Pinto, e pelo director executivo do Fundo de Desenvolvimento de Capital Humano (FDCH), Júlio Aparício.

Da parte da USJ estiveram presentes, entre outros, o reitor em exercício, Alejandro Salcedo, o vice-reitor para a Investigação Académica e Inovação, Alexandre Lobo, o vice-reitor para os Assuntos Externos e Desenvolvimento Institucional, Zhang Shuguang, e o director da Faculdade de Ciências da Saúde e Ambientais, Jacky Ho.

Na sessão de abertura da cerimónia, Alejandro Salcedo reafirmou o compromisso da USJ em contribuir para o desenvolvimento de longo prazo de Timor-Leste. Sublinhou igualmente “a relação histórica entre Macau e Timor-Leste” e garantiu que “a universidade está disponível para uma colaboração sustentada e significativa com o Governo timorense”.

Gastão de Sousa, por seu turno, agradeceu à equipa da USJ pelo empenho e coordenação, apontando que o acordo “representa uma missão importante para o Governo de Timor-Leste”. Afirmando que investir no futuro do país passa pelo desenvolvimento de capital humano, o governante timorense explicou que, através do FDCH, o Governo vai “trabalhar em estreita colaboração com a USJ para preparar profissionais qualificados que possam contribuir activamente para o desenvolvimento sustentado da nação”.

Na ocasião, Jacky Ho afirmou sentir-se honrado por trabalhar com o FDCH, especialmente nas áreas dos cuidados sociais e de saúde. Disse também que todas as comunidades herdam um legado dos antepassados e o transportam para o futuro, considerando “entusiasmante” ver esta cooperação tornar-se realidade. Expressou igualmente confiança de que “a vasta experiência da USJ poderá criar um diálogo sólido com o Governo timorense na preparação de um futuro mais promissor”.

Com o Ministro Gastão de Sousa como testemunha, o vice-reitor Alexandre Lobo e o director executivo do FDCH, Júlio Aparício, assinaram o acordo, tendo a cerimónia terminado com uma troca de lembranças.

A USJ refere que esta cooperação se insere no compromisso mais amplo de desenvolver parcerias práticas e de impacto com os países de língua portuguesa. “Está também alinhada com a política de Pequim de reforçar os laços com a lusofonia, reconhecendo o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China e o mundo de língua portuguesa”, acrescenta. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Portugal - Ministro da Educação sentiu na RAEM “a importância que a China dá à lusofonia”

Portugal deve desempenhar um papel central na ligação sino-lusófona, que a China tem desenvolvido através de Macau, defendeu Fernando Alexandre. De visita a Pequim, o ministro português da Educação anunciou que Portugal e China irão relançar a comissão mista de ciência e tecnologia


Portugal e China vão reactivar a comissão mista de ciência e tecnologia, que não se reúne desde 2019, para definir áreas de cooperação e criar instrumentos conjuntos de investigação, anunciou na sexta-feira o ministro da Educação, Fernando Alexandre. A decisão foi tomada durante um encontro entre Fernando Alexandre e o ministro chinês da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, em Pequim, no âmbito de uma visita oficial à China centrada no reforço da cooperação bilateral nos domínios da educação, ciência e inovação.

O governante português adiantou que os dois ministros vão liderar a estrutura, que deverá reunir-se “a muito curto prazo” para definir prioridades de colaboração e mecanismos concretos para as concretizar.

A comissão mista luso-chinesa de ciência e tecnologia enquadra-se no acordo de cooperação científica e tecnológica assinado pelos dois países em 1993 e visa promover projectos conjuntos de investigação, intercâmbio de investigadores e outras iniciativas de colaboração entre instituições científicas portuguesas e chinesas. O mecanismo serve também para definir prioridades comuns e acompanhar a execução da cooperação bilateral nesta área.

De acordo com o ministro da Educação, Ciência e Inovação português, a China assume hoje uma importância crescente para Portugal devido aos seus avanços no ensino superior, na ciência e na tecnologia. “A China tem algumas das instituições mais relevantes a nível internacional e são líderes em muitas áreas”, sublinhou.

O ministro indicou que vai ser igualmente criada uma comissão técnica na área da educação para desenvolver instrumentos destinados a aprofundar a cooperação entre os dois países, incluindo o reconhecimento mútuo de qualificações académicas, a mobilidade de estudantes e investigadores e os programas de dupla titulação.

“O reconhecimento das qualificações, reconhecimento dos graus, precisa também ser aperfeiçoado e agilizado, porque é essencial para essa circulação de talento”, afirmou.

Fernando Alexandre destacou ainda a crescente procura da língua portuguesa na China, referindo que existem actualmente mais de 60 instituições de ensino superior chinesas com cursos de português, frequentados por mais de 4000 estudantes e leccionados por mais de 200 docentes. “O que senti em Macau e aqui na China é a importância que a China dá à lusofonia”, afirmou, acrescentando que Portugal deve desempenhar um papel central nessa ligação.

Questionado sobre as áreas científicas com maior potencial de cooperação, o ministro referiu os oceanos e as ciências da vida, considerando que ambos os países dispõem de capacidades relevantes nesses domínios. “Oceanos e as ciências da vida, a medicina, foram duas áreas referidas, porque são duas áreas muito importantes para os dois países”, disse.

Fernando Alexandre salientou ainda que Portugal está a definir as prioridades nacionais para a investigação e inovação, no âmbito da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), processo que deverá estar mais avançado nos próximos meses.

Sem antecipar conclusões, apontou o mar e as ciências da saúde como áreas que deverão assumir um papel relevante, por corresponderem a competências já instaladas em Portugal e a desafios globais partilhados por ambos os países, como o envelhecimento da população.

O ministro destacou também o crescimento do ensino do mandarim em Portugal, indicando que a língua é actualmente ensinada em sete escolas secundárias portuguesas, frequentadas por 340 alunos, um aumento de 60% nos últimos dois anos.

Fernando Alexandre iniciou na semana passada uma visita à China, que incluiu Macau e Pequim, onde manteve encontros com responsáveis chineses da educação e da ciência e visitou instituições académicas dos dois territórios. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 8 de junho de 2026

Moçambique - Livro resgata brincadeiras tradicionais moçambicanas e já está disponível em formato digital

Os jogos que marcaram a infância de várias gerações de moçambicanos acabam de ganhar um novo espaço de preservação e valorização. O escritor, educador e promotor cultural moçambicano Arone Silva Bila lançou recentemente o livro Jogos e Festas Infantis em Moçambique, uma obra que reúne brincadeiras, danças e atividades tradicionais que fazem parte do património cultural do país. O livro encontra-se disponível em formato digital na plataforma Educável, ao preço de 500 Meticais.


Destinada a pais, educadores e crianças, a publicação apresenta uma rica coletânea de jogos e brincadeiras tradicionais moçambicanas, funcionando simultaneamente como instrumento educativo e de entretenimento. Ao longo das páginas, Arone Bila descreve atividades como Matakuzana, Mbalele Mbalele e outras brincadeiras populares, explicando as suas regras, dinâmicas e formas de execução, ao mesmo tempo que valoriza expressões e vocábulos das línguas locais.

No vídeo de divulgação da obra, o autor afirma que o livro surge como resposta para muitas famílias que procuram formas saudáveis de entretenimento para as crianças. “É para puxar um pouco o menino, para sair das telas toda hora, para brincar como brincavam antigamente”, explicou Arone Bila, defendendo a importância de resgatar práticas lúdicas tradicionais num contexto em que os dispositivos electrónicos ocupam cada vez mais espaço no quotidiano infantil.

Mais do que um simples guia de brincadeiras, Jogos e Festas Infantis em Moçambique assume-se como uma ferramenta de preservação do património cultural imaterial do país. A obra procura evitar o desaparecimento de práticas tradicionais, ao mesmo tempo que oferece uma alternativa pedagógica para escolas e famílias. Com uma trajetória ligada à educação, cultura e desenvolvimento infantojuvenil, Arone Bila acredita que o contacto das crianças com os jogos tradicionais pode fortalecer a identidade cultural, estimular a criatividade e promover uma convivência mais saudável entre as novas gerações. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 7 de junho de 2026

Luxemburgo – António José Seguro pede mais português no currículo escolar

O Presidente da República afirmou, este domingo, que apelou aos responsáveis do Luxemburgo para que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular, lembrando que um terço dos residentes no país é lusófono


António José Seguro falava numa sessão com alunos que aprendem português no Luxemburgo, país que visita desde sexta-feira e que marca o arranque das comemorações oficiais do Dia de Portugal, a que se juntou, este domingo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

O chefe de Estado salientou que o português “é uma chave que abre portas no mundo inteiro”, falado por 260 milhões de pessoas em quatro continentes.

“Quando estiverem cansados nas aulas, lembrem-se disso. Não estão apenas a aprender uma língua, estão a ligar-se ao mundo”, afirmou.

Aos pais e professores, assegurou que o seu papel “é reconhecido e valorizado pelo Presidente da República de Portugal e também pelo primeiro-ministro”, que tinha discursado minutos antes.

“Deixei aos responsáveis luxemburgueses um apelo claro: que alarguem a disponibilização do português como língua de opção no programa curricular do nosso ensino, aqui, num país onde cerca de um terço de residentes é lusófono, onde o português é a segunda língua principal falada em casa pelos alunos do ensino público e isso é relevante para o nosso país”, disse.

Para Seguro, esta é “uma opção decisiva para o fortalecimento de uma comunidade dinâmica e coesa”.

O Presidente da República e o primeiro-ministro encontraram-se, este domingo, com alunos portugueses no Centro Cultural Artikuss de Sanem.

“Olhar para esta sala e ver estes rostos cheio de energia, cheios de futuro, é ver Portugal vivo no centro da Europa e perceber melhor do que qualquer discurso poderia explicar, porque é que escolhi o Luxemburgo para celebrar o primeiro dia de Portugal no meu mandato”, afirmou Seguro.

O chefe de Estado voltou a agradecer às autoridades luxemburguesas a forma como tem tratado a comunidade portuguesa, que classificou como “uma força do Luxemburgo”.

Para Seguro, ter dois países “não significa ter um coração dividido, significa ter um coração maior, onde cabem dois países e dois povos extraordinários”.

“Portugal está nos vossos avós que ligam pelo telefone. Está na comida que a vossa mãe faz ao fim de semana, ou o vosso pai. Está nas histórias que ouviram contar. Está nas músicas que conhecem sem saber bem quando as aprenderam. E acima de tudo, está na língua que estão a aprender aqui nesta sala”, disse.

O Presidente da República assegurou que “Portugal está sempre de braços abertos” para receber estes emigrantes, quer seja de férias, quer seja para construírem uma vida num país “que precisa de todos”.

“Continuem a falar português em casa. E quando alguém vos perguntar de onde são, digam com a cabeça erguida e um sorriso, sou português, do Luxemburgo e de Portugal”, pediu. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


terça-feira, 2 de junho de 2026

Brasil - Investirá 8,19 milhões de euros em bolsas para estudantes africanos em 2027

O Brasil investirá 47,7 milhões de reais (cerca de 8,19 milhões de euros) em bolsas de pós-graduação para 2600 estudantes do continente africano no próximo ano, anunciaram as autoridades brasileiras

O Brasil investirá 47,7 milhões de reais (cerca de 8,19 milhões de euros) em bolsas de pós-graduação para 2600 estudantes do continente africano no próximo ano, anunciaram as autoridades brasileiras.

Ao todo, serão 1600 bolsas de mestrado e 1000 bolsas de doutoramento para os estudantes realizarem parte da sua formação académica no Brasil em universidades e institutos de educação durante um período de até dez meses.

O anúncio ocorreu durante o 1.º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado num centro de convenções na cidade de Brasília, que reuniu mais de 100 dirigentes do Ensino Superior.

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, declarou no evento que o Brasil “não pode esquecer o compromisso histórico que tem com a África” e que o país tem “dívida histórica” com o continente pelos mais de 300 anos de escravidão.

Lula defendeu ainda a cooperação internacional como ampliação da diversidade e do conhecimento, ao lembrar que atualmente estão em vigor mais de 230 acordos entre as universidades brasileiras com instituições de ensino de 38 países do continente africano.

Lula disse ainda que “o pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial”, assim como o combate ao racismo e todas as formas de discriminação.

Nesse contexto, o Presidente do Brasil voltou a defender a autonomia das universidades, a exemplo do que já ocorre no Brasil, e declarou que a educação é o caminho para superar desafios, entre eles de combate à fome e transição energética.

“A extrema-direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes, e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam a sala de aula em instrumento de dominação”, afirmou.

Segundo o Ministério da Educação do Brasil, atualmente mais de três mil estudantes africanos, de diferentes nacionalidades, estudam na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e 4300 bolsistas africanos de graduação e pós-graduação estão espalhados pelas universidades brasileiras. In “Diário de Notícias da Madeira” - Portugal


quarta-feira, 27 de maio de 2026

Moçambique - Sergio Bambo lança a sua nova obra “Problemas que Não Acabam”

O escritor, jornalista e professor Sergio Bambo, apela para maior responsabilidade na resolução de qualquer problema, apresentado de forma transversal na sua mais recente obra literária intitulada Problemas que Não Acabam.

Trata-se de uma colectânea de crônicas de intervenção social, em que o escritor intitulou-as de Problemas que Não Acabam com o intuito de convidar a todos a mergulharem na reflexão profunda e minuciosa do seu dia-a-dia, tendo em conta os infindos problemas que apoquentam a sociedade.

Chamado a falar da sua obra na cerimónia de lançamento das comemorações do dia dos museus, Bambo explicou que o livro retrata situações vividas nas comunidades, que afecta em grande medida, várias famílias sobretudo os jovens, daí a necessidade de abordar com profundidade, temas educativos que colocam a responsabilidade do cidadão em arcar com os seus próprios problemas.

Durante a apresentação, Bambo destacou que muitos dos problemas enfrentados pela sociedade, surgem da tentativa de fugir das responsabilidades, daí que uma das crónicas narradas no livro, retrata história de tentativas não sucedidas de fugir aos próprios problemas.

Por outro lado, o escritor aproveitou o momento para chamar atenção aos encarregados de educação, defendendo maior acompanhamento dos filhos no processo educativo, visto que no seu entender, a educação começa de casa e não deve ser atribuída exclusivamente à escola.

Escrita na língua portuguesa e traduzida em dois idiomas inglês e gitonga, Problemas que Não Acabam de Bambo visa valorizar a identidade cultural moçambicana e ampliar o alcance da literatura nacional junto de leitores estrangeiros que visitam a província.

A obra também apresenta histórias ligadas ao comportamento dos estudantes, com destaque para o conto “Três Putinhos”, que retrata tentativas de manipulação contra professores e reforça a importância da honestidade e disciplina no ambiente escolar.

No fim, Sérgio Bambo afirmou que, apesar das dificuldades da vida, é necessário manter esperança e perseverança, usando frequentemente a expressão “Se nalunga”, símbolo de fé de que tudo poderá melhorar no final. Rivaldo Massunda – Moçambique in “Moz Entretenimento”

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Angola - Academia de Letras e Universidade Roma Tre assinam protocolo de cooperação cultural

A Academia Angolana de Letras (AAL) e a Cátedra Agostinho Neto da Universidade Roma Tre formalizam em Itália, um protocolo de cooperação estratégica para consolidar os laços culturais e académicos entre as duas instituições


O documento vai ser rubricado em Roma, capital daquele país europeu, pelo presidente da AAL, Paulo de Carvalho, e pelo director da cátedra, o professor italiano Giorgio de Marchis, tendo como objectivo central a promoção do estudo da língua, literatura e cultura angolana, bem como a valorização da vida e obra de António Agostinho Neto.

Segundo a nota enviada à imprensa, a parceria estabelece uma base para o intercâmbio de conhecimentos, a realização de conferências internacionais, publicações conjuntas e programas de mobilidade para investigadores e escritores.

Como primeira materialização deste protocolo, está agendado, no mesmo dia, a realização de um Colóquio Internacional, intitulado “Angola Perante a África e o Mundo”, um evento de elevada relevância diplomática e académica que assinala a celebração dos 50 anos da proclamação da Independência de Angola e o 50.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre Angola e a Itália.

O colóquio, que vai decorrer na Sala Ignazio Ambrogio, em Roma, vai contar com comunicações de destacados especialistas e académicos angolanos e italianos, abordando temas como a diversidade cultural angolana, o poder simbólico da língua e a análise de obras literárias contemporâneas.

O programa inclui ainda uma romagem ao busto de Agostinho Neto, no Largo Beato Placido Riccardi, simbolizando o compromisso contínuo com a preservação da memória histórica e o fortalecimento da cooperação angolana-italiana no domínio das Letras e das Ciências Sociais.

Com uma validade inicial de três anos, renovável por acordo entre as partes, este compromisso visa não apenas a valorização da História e do património angolano, mas também o incentivo à inovação nos domínios da Educação, Ciência e Cultura. Por meio de acções coordenadas, as instituições pretendem elevar o estudo da cultura angolana num contexto global, honrando o legado de Agostinho Neto e criando oportunidades de investigação que consolidem, de forma duradoura, a cooperação científica entre Luanda e Roma. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Timor-Leste - Ministra da Educação afirma que ensinar e aprender português é um acto de memória

A ministra da Educação timorense considera que ensinar e aprender português em Timor-Leste é um acto de memória e que a língua portuguesa não foi imposta, mas escolhida. Dulce Soares disse também que o Ministério da Educação timorense tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para promover o ensino e o uso da língua portuguesa, incluindo a distribuição de materiais pedagógicos


A ministra da Educação timorense, Dulce Soares, afirmou que ensinar e aprender português em Timor-Leste é um ato de memória e que a língua portuguesa não foi imposta, mas escolhida. “Ensinar e aprender português em Timor-Leste é um ato de memória, pois esta língua acompanhou a nossa resistência e afirmação enquanto povo, mas é também um ato de responsabilidade, porque aquilo que ensinamos hoje moldará o país que seremos amanhã”, disse Dulce Soares.

A ministra da Educação falava no Centro de Aprendizagem e Formação Escolar de Díli (escola CAFE), onde, com o secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos, celebrou o Dia Mundial da Língua Portuguesa, que foi também assinalado na maioria das escolas públicas timorenses.

Na intervenção, Dulce Soares disse também que o Ministério da Educação timorense tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para promover o ensino e o uso da língua portuguesa, incluindo a distribuição de materiais pedagógicos.

A ministra agradeceu também aos professores timorenses e portugueses pelo “trabalho dedicado, muitas vezes desenvolvido em contextos exigentes”.

Os Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE é um projeto conjunto de Portugal e Timor-Leste, teve início em 2014, e já está presente em todos os municípios timorenses.

Aquelas escolas, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, atualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses.

O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses. Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita que fez à Comissão da Função Pública, o Presidente timorense, José Ramos-Horta, afirmou que hoje cerca de 30% dos timorenses já falam português e que a tendência é para aumentar. “A língua portuguesa está a avançar. Se olharmos para o passado, em 2000 quase ninguém falava português, não chegava a 1%. Agora há muitos jovens, milhares e milhares, que já falam e continuará a evoluir gradualmente”, afirmou Ramos-Horta. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Portugal - José Saramago deixa de ser leitura obrigatória no ensino português

De acordo com a proposta do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de revisão das Aprendizagens Essenciais de Português, actualmente em consulta pública até ao dia 28 do corrente mês, deixa de ser obrigatória a leitura de obras de José Saramago no ensino secundário. Hodiernamente, o programa prevê a leitura integral de Memorial do Convento ou de O Ano da Morte, de Ricardo Reis.

Em contrapartida, a proposta abre a possibilidade de escolha do romance Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, de Mário de Carvalho. Na prática, as escolas deixam de estar obrigadas a escolher uma obra de Saramago no 12.º ano, passando a poder optar pela obra de Mário de Carvalho. Refira-se que José Saramago é o único escritor português laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998… Dani Costa – Angola in “O País”

 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Moçambique – Filósofo Severino Ngoenha defende uso do Fundo Soberano para financiar a Educação

Severino Ngoenha volta a insistir que o país precisa usar parte do Fundo Soberano para financiar a Educação, pois, sob seu ponto de vista, só assim é que o país pode reduzir a dependência externa. O académico critica a qualidade de ensino e entende que uma educação que não resolve os problemas do país é prova de que não é de qualidade.


Severino Ngoenha volta a lançar um olhar crítico ao sector da Educação em Moçambique e alerta para o risco que pode advir da falta de um investimento sério no sector.

Na sua óptica, a falta de uma resposta acertada para esses problemas é um dos barómetros que ajudam a medir a qualidade do ensino.

Segundo Ngoenha, a Educação não se deve fazer polémicas, mas trazer soluções.

Se no passado, o analfabetismo facilitou a escravatura em África, o filósofo vê um futuro sombrio, caso o Governo não assuma priorizar a Educação como factor de transformação sócio-científico. In “O País” - Moçambique

segunda-feira, 9 de março de 2026

Angola - Escritora Margarida Leite partilha experiências com crianças e incentiva a leitura na comunidade

O projecto “Leitura ao Domicílio” continua a merecer a devida atenção de figuras ligadas ao Universo das Letras, ao aproximarem se cada vez mais das comunidades


A Biblioteca Comunitária A.S Leituras realizou este Sábado, 07, no âmbito do projecto “Leitura ao Domicílio”, mais uma sessão com a escritora Margarida Leite, autora do livro Os Meus 11 Kambas. A actividade, visando aproximar o escritor ao leitor na Comunidade da Estalagem KM 12- A, município satélite de Viana, ocorreu poucas semanas após a anterior ter sido orientada pelo também escritor Boaventura Cardoso.

Neste seu primeiro contacto Literário com a comunidade local, a escritora Margarida Leite iniciou a sessão com uma conversa agradável e enriquecedora sobre os Direitos das Crianças, promovendo uma reflexão, partilha de experiência e incentivo à leitura na comunidade. Nesta sessão educativa, a escritora abordou, de forma lúdica e dialógica, os “Onze Compromissos” com a criança em Angola, enfatizando a importância do registo civil, da saúde e da protecção contra a violência.

A autora utilizou o conto de histórias para capacitar crianças e jovens sobre os seus direitos e o papel fundamental da família e do Estado. A conversa iniciou com a premissa de que o registo de nascimento é o que garante a existência de um indivíduo perante a sociedade e o Estado, sendo um direito fundamental para que a pessoa tenha uma identidade reconhecida.

Paralelamente, a educação na primeira infância foi apresentada como o “Quarto Compromisso” essencial para que as crianças possam progredir na vida, exigindo um esforço conjunto dos pais desde os primeiros anos de ensino.

Saúde, inclusão e combate ao estigma

Um outro ponto central do diálogo foi a desmistificação de doenças como o HIV/SIDA. Através do depoimento jovem, Isa destacou que o carácter e o aprendizado de uma pessoa são mais importantes do que sua condição de saúde, defendendo a não discriminação. O “Compromisso Sete” focou-se especificamente no atendimento a grupos vulneráveis e na prevenção, mencionando programas como o “Nascer para Brilhar”, que ajudaram a superar barreiras históricas de preconceito e exclusão familiar.

O “Compromisso Oito” tratou de situar os petizes em questões relacionadas a prevenção e do combate à violência contra a criança, abrangendo casos de negligência, abuso sexual e espancamento.

Nesta prestigiada sessão, a escritora Margarida Leite realçou que o Estado angolano estabeleceu mecanismos de denúncia, como o serviço SOS Criança, que actua em conjunto com o INAC (Instituto Nacional da Criança) e a Polícia Nacional para intervir em situações de risco, reforçando que a protecção é uma responsabilidade compartilhada, onde os pais cuidam e o Estado provê a infra-estrutura necessária.

Participação activa e investimento público

Quanto a este quesito, a escritora considerou que a criança deve ter voz activa na sociedade, o que é garantido pelo compromisso com a Comunicação Social, Cultura e Desporto.

Margarida sublinhou que iniciativas como o Parlamento Infantil permitem que deputados mirins de todas as províncias apresentem problemas das suas comunidades às autoridades. Para sustentar esses direitos, a escritora destacou o “Compromisso Onze”, que tem como foco o Orçamento Geral do Estado (OGE), defendendo que o investimento em hospitais e escolas deve ser prioritário para transformar a “esperança” de cada criança em “felicidade” real. Augusto Nunes – Angola in “O País”


sábado, 7 de março de 2026

Cabo Verde - Sobe a pensão solidária para os idosos em São Tomé e Príncipe e vai abrir escolas no interior do país

Vanuza Francisca Barbosa, secretária de Estado das Comunidades visitou São Tomé e Príncipe, e apresentou ao primeiro-ministro Américo Ramos as novas acções de carácter social com impacto económico, a serem implementadas no quadro da cooperação bilateral.


O conceito de escola cabo-verdiana vai ser implementado nas regiões mais isoladas do país. Trata-se de um projecto piloto que Cabo Verde pretende disseminar noutros países africanos que albergam a comunidade cabo-verdiana.

Professores cabo-verdianos estarão envolvidos na implementação do conceito de escola cabo-verdiana nas regiões mais isoladas da ilha de São Tomé e na ilha do Príncipe.

«Vamos trazer para aqui, o conceito de escola cabo-verdiana para a sua implementação nas comunidades com menor acesso ao ensino, e pretendemos ter São Tomé e Príncipe como o projecto piloto», declarou Vanuza Francisca Barbosa.

O Ministério da Educação de Cabo Verde já aceitou o desafio e o conselho de ministros cabo-verdiano vai agir. «Este projecto já está a ser avaliado no conselho de ministros, e a breve trecho teremos novidades na implementação», assegurou.

A educação é estruturante para o desenvolvimento de qualquer sociedade, ao mesmo tempo, Cabo Verde que há vários anos apoia a formação dos jovens são-tomenses continua a conceder bolsas de estudo para a juventude são-tomense, tanto para a formação universitária como para a formação profissional.

«Cabo Verde dá 20 bolsas de estudo para os estudantes são-tomenses. Também há bolsas de estudo para o ensino superior em Marrocos. Também atribuímos bolsas de estudo para formação profissional em Cabo Verde, e continuamos a fazer essa cooperação», confirmou a secretária de Estado das comunidades.

A cultura, é um laço que há séculos une os dois países. Segundo Vanuza Francisca Barbosa, o primeiro-ministro Américo Ramos prometeu contribuir para acelerar a instalação do primeiro centro cultural de Cabo Verde em São Tomé e Príncipe.

«O senhor primeiro-ministro acabou de reafirmar o seu compromisso para acelerar o projecto. Temos um espaço para ser reabilitado e implementar o centro cultural cabo-verdiano. Será um ponto de contacto e de partilha de cultura. O objectivo é que o centro tenha múltiplas valências, e certamente que a comunidade cabo-verdiana e outras radicadas aqui em São Tomé terão assim uma mais-valia», explicou.

As autoridades cabo-verdianas estimam em cerca de 10 mil, os cabo-verdianos residentes em São Tomé e Príncipe. Uma comunidade que gerou milhares de descendentes. Para a secretária de Estado das comunidades de Cabo Verde juntando os são-tomenses de ascendência cabo-verdiana pode atingir cerca de 70 mil pessoas, num país de 200 mil habitantes.

A maioria dos idosos que trabalharam nas roças de cacau e café, não beneficia de uma pensão de reforma. O Governo cabo-verdiano avançou com uma pensão solidária que inicialmente era de 20 euros, depois subiu para 40, e mais tarde para 60.

A pensão solidária é um compromisso assumido pelo Estado cabo-verdiano com a sua diáspora em África. São mais de 3 mil idosos. São Tomé e Príncipe alberga a maioria dos pensionistas na diáspora africana, 1033 pessoas.

O executivo cabo-verdiano inscreveu no orçamento geral do Estado para 2026, mais um aumento do valor da pensão atribuída aos idosos em São Tomé e Príncipe. Agora são 70 euros.

«Aqui em São Tomé temos mais de 1000 pensionistas. Neste momento com a aprovação do orçamento geral do Estado para 2026, esse valor passa para 70 euros. É o mesmo valor que pagamos para os pensionistas do regime não contributivo em Cabo Verde. É a nossa contribuição para a melhoria das condições de vida da nossa comunidade aqui em São Tomé e Príncipe», destacou.

No entanto o fomento do turismo e das trocas comercias entre os dois países é condicionado pela falta da ligação aérea e marítima. A companhia aérea angolana que assegurava a ligação entre os dois arquipélagos acabou por suspender os voos.

«Foi o assunto abordado à instantes com o primeiro-ministro. Há negociações em curso entre Cabo Verde e Angola. Estamos em negociações para que se define a melhor rota que traga benefícios, tanto para Angola, Cabo Verde como para São Tomé, para todos nós que precisamos desta ligação aérea para trocas comerciais», concluiu Vanuza Francisca Barbosa.

Ligados por história, cultura e consanguinidade, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe reforçam as relações de cooperação e de solidariedade. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”