Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Moçambique - Alunos visitaram mostra inspirada no trabalho de Pancho Guedes

Noventa alunos do Instituto Politécnico Global, uma instituição de ensino sedeada em Maputo, visitaram, esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, a exposição “Pancho: Outras formas e olhares” da autoria de Sónia Sultuane e Jorge Dias, patente desde o dia 23 de Janeiro, no Auditório do Edifício-sede do BCI.

A visita enquadra-se no âmbito do programa curricular deste Instituto, e tem em vista permitir que os alunos aprendam as diferentes manifestações artísticas e formas arquitectónicas.

Composto por alunos da 6ª à 10ª classes, com idades compreendidas entre 11 a 16 anos, o grupo teve a possibilidade de apreciar a mostra, e de interagir com os autores das obras.



Para Salvador Victor Panguene, professor de física do Instituto Politécnico Global, que acompanhava os alunos, “esta é uma experiência única para a escola, e em particular para os alunos. É uma oportunidade de aliarmos os conhecimentos científicos às actividades extracurriculares. A escola realiza várias destas actividades. Para além do desenho técnico, por exemplo, eles têm a possibilidade de desenvolver a arte. Temos na escola um clube de arte” – disse, acrescentado que com o intuito de impulsionar o gosto pela arte, “fizemos esta visita que dá a possibilidade de interacção com os próprios artistas. O propósito é dotar as crianças não só de conhecimentos científicos e de valores morais, mas também de uma visão cultural. Por termos vindo aqui, compreendemos melhor, por exemplo, a obra de Pancho, arquitecto que projectou centenas de obras aqui em Maputo.”

Já para o artista Jorge Dias, “é muito importante que as escolas visitem as exposições de arte. É importante também que haja este espaço aqui no BCI para que as visitas aconteçam. Mostrar os trabalhos aos alunos e dar-lhe a possibilidade de interagirem com os autores das obras abre-lhes muitos horizontes, quer do ponto de vista da imaginação, quer do ponto de vista de perspectiva de futuro. Aprecio bastante que esta exposição, que partilho com a Sónia Sultuane, seja visitada por pessoas de vários segmentos etários e de diversos status sociais, para além da excelente perspectiva de interagirmos na primeira pessoa com o público”. In “Olá Moçambique” – Moçambique

Amâncio de Alpoim de Miranda Guedes mais conhecido por Pancho Guedes foi um arquitecto, escultor e pintor (n. 13.05.1925 – f. 07.11.2015)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Macau - Transformar a Região numa base de formação de quadros bilingues

O Governo prometeu, a cerca de um mês do arranque do ano da China em Portugal, realizar “actividades promocionais de grande escala” em solo português, integradas nas celebrações culturais e diplomáticas entre os dois países.

“Em sintonia com o ano da Cultura entre China e Portugal, serão realizadas actividades promocionais de grande escala em Portugal”, anunciou o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, na véspera da chegada a Lisboa do Presidente chinês, Xi Jinping. Alexis Tam falava na Assembleia Legislativa, no primeiro dia da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) da sua tutela para 2019, ano em que se assinalam os 20 anos da transferência de administração de Macau de Portugal para a República Popular da China, em 20 de Dezembro de 1999. No próximo ano, além dos 20 anos da RAEM, são assinaladas quatro décadas de relações diplomáticas entre a China e Portugal.

No campo da educação, uma das prioridades para o próximo ano é “transformar Macau numa base de formação de quadros bilingues” nas línguas chinesa e portuguesa, com apoios aos alunos que frequentam cursos de tradução chinês-português e a ampliação do programa de ensino bilingue nas escolas primárias e secundárias.

O Executivo quer ainda afirmar Macau como “cidade criativa” e apostar no “design, cinema, gastronomia, literatura, música, artes de multimédia, artesanato, arte popular (…) e tecnologia de inovação”, detalhou o governante. Assim, à garantia de levar avante festivais recentes, juntou-se o anúncio de novos eventos artísticos para 2019.

No próximo ano, vai realizar-se a 2.ª edição do “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os países de língua portuguesa”, inaugurado em Junho passado e descrito pelo Instituto Cultural (IC) como “um novo capítulo” no intercâmbio cultural e humanístico entre estes países.

Para 2019, a novidade é o “Arte Macau”, que pretende “transformar a cidade numa nova plataforma asiática de intercâmbio artístico internacional”, destacou o responsável. “Não queremos promover apenas uma cidade gastronómica, mas todos os fenómenos da cultura e da arte”, declarou, numa alusão à entrada do território para a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Gastronomia, em Outubro de 2017.

Por outro lado, Alexis Tam afirmou ter sido alcançado “um consenso de cooperação com os grandes hotéis e ‘resorts’ de Macau para iniciar a realização simultânea de exposições de artes internacionais”. Na opinião do governante, o projecto irá contribuir para a “permanência dos turistas no território”. Macau recebeu mais de 28 milhões de visitantes nos primeiros dez meses do ano, mas o período médio de permanência dos visitantes não chega aos dois dias. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Internacional - Haverá água suficiente no futuro?



Sustentabilidade da água

O Atlas de Escassez de Água é uma ferramenta educacional que acaba de ser disponibilizada gratuitamente.

Segundo seus criadores, Joseph Guillaume e Matti Kummu, da Universidade de Aalto, na Finlândia, o objetivo é "ajudar o mundo a fazer escolhas mais sustentáveis".

O Atlas permite visualizar como a escassez de água evoluiu nos últimos 100 anos e apresenta cenários potenciais para o restante deste século. O usuário pode explorar como diferentes fatores, como mudanças na dieta e desperdícios de alimentos, afetam os recursos hídricos em todo o mundo.

"Conforme aumenta o uso da água, fica mais difícil acessar o recurso de forma sustentável. Comer menos carne e evitar o desperdício de comida pode reduzir o consumo de água. Precisamos apoiar iniciativas de governos, ONGs e empresas com programas de manejo da água.

"É difícil encontrar um equilíbrio entre as necessidades ambientais e humanas, especialmente quando não há água suficiente. Podemos trabalhar juntos para ajudar os agricultores e outros usuários de água a adotarem novas técnicas e estabelecer arranjos de gestão eficazes," afirmou Guillaume.

Sabemos, mas pouco fazemos

Nos países não tão pobres, cada pessoa usa em média de 3.000 a 5.000 litros de água por dia, dos quais a parte do leão não é consumida diretamente para beber ou se lavar - é gasta na produção dos alimentos que a pessoa ingere.

Os recursos hídricos do mundo estão se tornando uma questão cada vez mais premente à medida que as populações crescem e a mudança climática causa secas em regiões onde havia água suficiente.

Embora estudos já tenham fornecido várias maneiras de reduzir nosso consumo de água, essas informações valiosas geralmente não são utilizadas.

A ideia dos dois pesquisadores, ao elaborar o Atlas de Escassez de Água, é justamente comunicar melhor os resultados dessas pesquisas para um público mais amplo, esperando que elas passem a influenciar mais a atitude de cada um.

Uma versão interativa do atlas pode ser consultada aqui. In “Inovação Tecnológica” - Brasil

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Timor-Leste – Debate presente e futuro da língua portuguesa

”Presente e Futuro do Português em Timor-Leste” é o mote das Jornadas Pedagógicas do Centro de Língua Portuguesa que decorrem quinta e sexta-feira em Díli. Esta é já a 3ª edição do encontro

O presente e o futuro da língua portuguesa em Timor-Leste e os processos tanto da sua aprendizagem como do ensino são os aspetos centrais das III Jornadas Pedagógicas do Centro de Língua Portuguesa que decorrem nos dias 18 e 19 de Outubro em Díli.

Domingas Bachita, da comissão organizadora, explicou que a terceira edição do encontro é integralmente organizada por alunos do Departamento de Língua Portuguesa da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) sob a coordenação de docentes do Centro de Língua Portuguesa da instituição.

“Ao longo dos dois dias de trabalhos, estudantes de diferentes departamentos e faculdades e convidados de diversas áreas relacionadas com a Educação e a Língua Portuguesa em Timor-Leste partilharão saberes e experiências nestas Jornadas, que têm como tema “Presente e Futuro do Português em Timor-Leste”, explica Bachita numa nota enviada à Lusa.

O programa das jornadas integra painéis temáticos sobre Didática, Linguística e Literatura e Cultura, mas também mesas-redondas sobre o português “enquanto elemento de identidade cultural e enquanto veículo de transmissão de conhecimentos, as vantagens pessoais e profissionais de dominar a língua portuguesa e o papel das línguas maternas em Timor-Leste”, indicou.

Promovidas pelo Centro de Língua Portuguesa da UNTL, as jornadas decorrem no final da semana no Auditório da Faculdade de Educação Artes e Humanidades daquele centro educativo.

Entre os participantes contam-se o reitor da UNTL, Francisco Martins, o comissário nacional de Timor-Leste no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Crisódio Araújo, o embaixador Domingos Sousa e o jornalista Max Stahl.

Motivação dos alunos para a aprendizagem da leitura na sala de aula de português, a importância da pré-leitura na compreensão do texto em língua portuguesa e “vantagens e desvantagens do uso do manual de português” são alguns dos temas em análise.

“Vantagens pessoais e profissionais de dominar a língua portuguesa”, lendas tradicionais timorenses, o papel das línguas maternas em Timor-Leste e o português enquanto veículo de transmissão de conhecimentos, estão também entre os assuntos a debater.

O encerramento estará a cargo de Benjamim Corte-Real Araújo, diretor do Centro de Língua Portuguesa da UNTL e do Instituto Nacional de Linguística. In “Instituto Internacional da Língua Portuguesa” com “Lusa”

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

São Tomé e Príncipe - Alunos do ilhéu das Rolas já têm transporte escolar marítimo



São Tomé – Alunos são-tomenses do ilhéu das Rolas, Distrito de Cauê, ao sul de São Tomé, já contam com uma embarcação escolar de travessia à escola secundária de Porto Alegre, numa iniciativa do governo, cuja viagem inaugural aconteceu segunda-feira sob o comando do ministro da tutela Olinto Daio.

Em declarações a imprensa, o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação afirmou que esta iniciativa governamental surgiu na sequência da preocupação levantada pelos pais e encarregados de educação face a inexistência de um transporte marítimo que na altura obstaculizava o acesso dos alunos à escola.

“No início do ano estivemos aqui, [no ilhéu das Rolas] e os pais puseram este problema, porque, os meninos acordavam muito cedo, de madrugada para poderem aproveitar a boleia do transporte do complexo turístico do ilhéu para a travessia e só regressavam a casa no final do dia” – explicou Olinto Daio.

Um dos pais dos estudantes do Ilhéu das Rolas congratulou-se com a iniciativa do governo, tendo sublinhado que “os nossos filhos tinham muitas dificuldades para chegarem à escola e de regressarem a casa”.

Além da oficialização da embarcação escolar aos alunos do ilhéu das Rolas, o ministro da Educação aproveitou para presidir ao acto de lançamento de obras para a construção do muro de vedação da escola de Angra Toldo Praia, com vista à proteção e à segurança dos estudantes e dos outros agentes escolares. Ricardo Neto e Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sábado, 29 de setembro de 2018

Moçambique – Edifícios públicos com acesso à internet

Escolas, mercados e hospitais com acesso à internet graças a projeto português



No início deste mês os investigadores do centro de investigação Fraunhofer AICOS viajaram até Mocuba e Alto Molócuè, no norte de Moçambique, onde instalaram a primeira rede SV4D, criando praças digitais em locais como escolas secundárias, universidades, autarquias locais e até mercados.

O objetivo é estender a iniciativa ao resto do país e criar uma rede global de aldeias digitais através da Internet de banda larga.

Redes móveis, fibra ótica e afins são cada vez mais numerosas, e é fácil esquecer que 53% da população mundial ainda não tem acesso à internet, reduzindo assim a sua possibilidade de participação numa economia cada vez mais digital.

Para contrariar este problema, o centro de investigação Fraunhofer AICOS, com sede no Porto, está a desenvolver um projeto de nome SV4D (Sustainable Villages for Development / Aldeias Sustentáveis para o Desenvolvimento), que tem como objetivo promover o acesso universal às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e criar uma rede global de aldeias digitais através da internet de banda larga, ao recorrer a infraestruturas de baixo custo e baixo consumo energético. Diminuindo assim os efeitos da exclusão digital.

Comunidades estão agora “ligadas” ao mundo digital

Durante a viagem a equipa instalou hardware e software customizado às necessidades destas comunidades, adaptando a tecnologia existente e reduzindo assim os custos de manutenção. Ao tirar partido das infraestruturas existentes às quais foi acrescentado um sistema que simula conetividade permanente, o projeto SV4D permite que a informação “salte de dispositivo em dispositivo” até que chegue a uma área conectada onde possa ser encaminhada para seu o destino final.

Graças ao trabalho de Waldir Moreira, André Pereira, Eduardo Pereira e Carlos Resende, em Mocuba e Alto Molócuè, existem agora centenas de pessoas com acesso gratuito à internet.

Em Mocuba, foram criadas praças digitais na Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal (Campus de Nacogolone – UNIZAMBEZE), no Instituto Agrário de Mocuba, na Escola Secundária de Mocuba, no Hospital Distrital de Mocuba, e nos edifícios da Administração do Distrito e Conselho Municipal.



Em Alto Molócuè, há neste momento pessoas ligadas à rede na Escola Secundária Geral da Pista Nova, no Instituto de Formação de Professores de Alto Molócuè, no Mercado Central, e igualmente em edifícios da Administração do Distrito e Conselho Municipal.

O objetivo deste projeto visa a diminuição dos efeitos da exclusão digital, o desenvolvimento de serviços que respondam às necessidades do utilizador Moçambicano, e a identificação de modelos de negócios direcionados à sustentabilidade destas aldeias digitais. Vitor Martins – Portugal in “Pplware Kids”

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe – Governo alarga a protecção social para garantir saúde e educação grátis à população

São Tomé – O Governo de São Tomé e Príncipe vai alargar a cobertura da protecção social no País, sobretudo, para garantir a “gratuitidade” nas áreas da saúde, educação bem como “financiamento aos programas dirigidos aos mais “vulneráveis”, disse hoje o ministro do Emprego e dos Assuntos Sociais, Emílio Lima.

Lima discursava acompanhado da ministra da Saúde, Maria de Jesus Trovoada, no Seminário Nacional sobre a Extensão da cobertura de Segurança Social em São Tomé e Príncipe onde destacou vários progressos que o País tem feito com apoio dos seus parceiros de desenvolvimento.

Ministro Emílio Lima sublinhou no seu discurso que “o governo prioriza a realização dos direitos Constitucionais dos Cidadãos e prevê no seu programa a realização de uma reforma do sistema e o alargamento da cobertura da proteção social”.

O governante assegurou ainda que “o interesse do governo na protecção social manifesta-se visivelmente nos diferentes esforços realizados para garantir a gratuitidade nas áreas da Saúde, Educação e no financiamento de numerosos programas dirigidos aos segmentos mais vulneráveis do país”.

Tendo garantido o engajamento do governo na apropriação e implementação das várias politicas, instrumentos e mecanismos para fortalecer o sistema de protecção social no país, Emílio Lima citou ainda as diversas parcerias nomeadamente com o ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, Organização Internacional do Trabalho e o Banco Mundial que apoiam este programa.

A coordenadora residente das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, Zahira Virani, reconheceu que “em São Tomé e Príncipe têm sido empreendidos vários esforços por diferentes actores para o reforço do sistema da proteção social” tendo revelado ainda que “uma parte relativamente importante da população continua excluída do sistema de proteção social”.

O adido da Cooperação portuguesa, António Machado, assegurou que “Portugal tem sido e continuará a ser um parceiro presente e activo no domínio da proteção Social em São Tomé e Príncipe a nível bi e multilateral.”

O seminário de dois dias contou com o apoio técnico e financeiro da Organização Internacional do Trabalho, OIT, tendo juntado técnicos de diferentes Ministérios que validaram o Plano de ação para extensão da cobertura de Segurança Social em São Tomé e Príncipe. Josimar Afonso – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Macau - Professora portuguesa volta a vencer prémio para melhor projecto pedagógico



Pela segunda vez, Ana Cristina Paulo é distinguida com o Prémio para o Projecto Pedagógico entregue anualmente pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). A docente portuguesa de Educação Física e Desporto na Escola Primária da Flora e na Escola Secundária de Gonzaga Gomes recebeu a classificação mais alta – “excelente” – com o projecto “A vivência das tradições portuguesas como forma de aprendizagem do Português como língua estrangeira”.

Já em 2016, Ana Cristina Paulo viu reconhecido o seu projecto “Ensino do Português pelo método do movimento” para crianças do ensino infantil que, na altura, explicou ao Ponto Final “ser o ensino da língua através de movimentos e através de canções, de coreografias, de jogos, todas as coisas que têm a ver com movimento. Acção não passiva, sem stress, sem obrigar e sem recurso à frustração”.

No mesmo ano, também a portuguesa Maria Emília Pedrosa foi agraciada com uma Menção Honrosa pelo projecto “Imprensa Portuguesa de Macau”, alusivo à disciplina de Imprensa em Língua Portuguesa que leccionava num curso técnico-profissional de Tradução na Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional.

Ana Cristina tem experiência pedagógica de mais de 25 anos como educadora de infância e professora de Educação Física, em Portugal e em Macau. Aqui, trabalhou na década de 1990 na Creche do Monte da Guia e, mais recentemente, no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes e em diversas escolas luso-chinesas. Ana Cristina tem o curso de educadora de infância pela ESE Maria Ulrich, a licenciatura em Educação Física e Desporto pelo Instituto Politécnico de Macau, Pós-Graduação em Jogo e Desenvolvimento Infantil pela Faculdade de Motricidade Humana (FMH), em Portugal, e diversas especializações em natação, ginástica e hidroginástica.

O plano dos “Prémios para o Projecto Pedagógico”, implementado em 1996, inclui entre os vários objectivos incentivar o pessoal docente e as escolas a desenvolverem o currículo e os materiais pedagógicos, promover a investigação académica, explorar as modalidades de ensino inovadoras, melhorar as metodologias pedagógicas e aumentar a eficácia pedagógica. In “Ponto Final” - Macau

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Brasil - IBGE lança portal voltado para educação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou na passada quarta-feira, 25 de abril, o IBGEeduca, portal com conteúdos educativos para os diferentes públicos escolares: crianças, jovens e professores. São três áreas adaptadas a cada um destes públicos, com as principais informações sobre os aspectos sociais, econômicos, culturais e territoriais da população brasileira.

Seus conteúdos acompanham as diretrizes educacionais do Ministério da Educação e são permanentemente atualizados com novas abordagens e informações.

A área dedicada às crianças é um espaço para que elas acessem as informações produzidas pelo IBGE em um formato lúdico e com linguagem adaptada ao público infantil. Por meio de textos, gráficos, mapas, vídeos e brincadeiras, os pequenos podem começar a conhecer sobre nossa população e território.

O sítio voltado para o público jovem conta com materiais de estudo, conteúdo preparatório para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e matérias especiais sobre atualidades, além dos principais dados sobre o povo e o território brasileiros. 

Já a área dedicada aos professores traz sugestões de atividades e recursos para trabalhar em sala de aula com as informações produzidas pelo IBGE, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Há também um blogue interativo, em que educadores de todo o Brasil compartilham relatos de suas experiências pedagógicas utilizando dados e materiais do Instituto.

Produzido por uma equipe multidisciplinar, com profissionais de educação, comunicação, design e desenvolvimento web, o portal educa.ibge.gov.br é responsivo, ou seja, pode ser acessado em diferentes dispositivos, como tablets, celulares e computadores. Os sítios também possuem formulário de contato, em que podem ser enviadas dúvidas, sugestões e contribuições interativas. In “Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística” - Brasil

sábado, 24 de fevereiro de 2018

CPLP - Alargamento do prazo do concurso “Ideias Inovadoras em Educação e Trabalho: EPT na CPLP”

O prazo das inscrições para o concurso “Ideias Inovadoras em Educação e Trabalho: Educação Profissional e Tecnológica na CPLP” foi adiado até 30 de abril de 2018. A iniciativa é dirigida aos estudantes do ensino técnico de nível médio e a professores nas instituições, que promovem o ensino profissional e tecnológico dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).



O concurso é desenvolvido no seguimento das recomendações da “Reunião Técnica CPLP: Desafios no Ensino Profissional e Agenda de Cooperação Técnica”, decorrido em Brasília, nos dias 30 de agosto e 1 de setembro de 2017, no âmbito da implementação do Plano de Ação de Cooperação Multilateral no domínio da Educação da CPLP (2016-2020), aprovado na IX Reunião de Ministros da Educação da CPLP, em maio de 2016.

O objetivo do concurso é incentivar a geração de ideias, criatividade, bem como a inovação na educação profissional.

A X Reunião de Ministros da Educação da CPLP está prevista para acontecer em março de 2018, no Brasil. CPLP

Mais informações:

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Moçambique – Prioridade no acesso à educação

A província de Maputo perspectiva movimentar um universo de 499 047 alunos, de todos os níveis e áreas de ensino, distribuídos por 865 estabelecimentos de ensino no ano lectivo 2018, cuja abertura solene teve lugar na passada sexta-feira, 2 de Fevereiro, em todo o território nacional.

Deste universo, 299 935 vão para  o ensino  primário do 1º grau,  94 070 para o 2º grau,  71 829 para o 1º ciclo do secundário e 16 965 para o secundário do 2º ciclo. Os diversos subsistemas de ensino em conjunto irão acolher 16 248 alunos, perfazendo, assim, um total de 499 047 discentes.

Ao nível da província de Maputo, a cerimónia de abertura do ano lectivo teve lugar na Escola Primária de Ngolhosa, posto administrativo de Pessene, distrito da Moamba e foi dirigida pela ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, sob o lema: “Por uma educação inclusiva, competitiva e de qualidade”.

Na ocasião, a governante apelou aos actores do sector da educação para que fizessem uma reflexão e balanço, de forma objectiva e imparcial, sobre os progressos, desafios e perspetivas e acima de tudo as ilações, pois "só, desta forma, irão encarar o presente ano lectivo, com realismo".

Segundo Vitória Diogo, o Governo irá continuar a trabalhar, com os conselhos de escola, professores e parceiros para que 2018 seja melhor do que 2017 ao nível deste sector, salvaguardando sempre a melhoria da qualidade de ensino: "Aliás, o lema que nos vai guiar é elucidativo, porquanto apela para uma educação de qualidade, visando o desenvolvimento sustentável do nosso País em geral e da província em particular", disse a ministra.

Ela fez saber que o Governo, na sua actuação, prioriza o alargamento do acesso à educação, através da ampliação da rede escolar e introdução de novas modalidades de ensino. Assim do universo de 865 estabelecimentos de ensino de todos os níveis, 476 são do ensino primário do 1º grau, 331 do ensino primário completo, 37 do ensino secundário do 1º ciclo e 21 do secundário do 2º ciclo, entre outros estabelecimentos dos subsistemas.

Para leccionar os diferentes subsistemas de ensino, a província contará com um universo de 9 836 professores contra 9 533 de 2017 o que representa um crescimento na ordem de três por cento quando comparado com o ano anterior.

A directora provincial da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, intervindo em representação do Governador, destacou os números alcançados pela província que, segundo ela, ilustram "claramente que a aposta do Executivo no sector da educação tem a ver com o alargamento do acesso e expansão da rede escolar, como estratégia de combate à pobreza e ao analfabetismo na província".

Por seu turno, o embaixador da Itália em Moçambique, Marco Conticelli, referiu que educação significa desenvolvimento humano, trabalho e futuro. Por isso, aquele país apoiou na reabilitação e ampliação da escola primária de Ngolhosa, com a construção de um bloco com quatro salas de aulas.

"Estamos cientes de que a educação é uma das formas significativas de promoção dos direitos fundamentais da criança e que para tal é importante investir na formação dos alunos, professores e gestores de escola", frisou Conticelli. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Guiné-Bissau - Projecto “Cultura i no balur” lançado em Bissau

Bissau - O projecto “Cultura i no balur” (cultura é o nosso valor), uma estratégia de Educação para a Cultura da Guiné-Bissau, foi ontem lançado no Centro Cultural Português, em Bissau.

Segundo um comunicado da União Europeia, entidade financiadora do projecto com duração de quatro anos, a iniciativa visa contribuir para a promoção inclusiva e sustentável do património cultural guineense, para facilitar o acesso da população guineense a bens e serviços culturais.

Na cerimónia de abertura, a professora Guilhermina Miranda, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa falou sobre “O Valor de Educar”, e apresentou o curso de pós-graduação de especialização em Educação Intercultural. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

domingo, 6 de agosto de 2017

Galiza - Tés crianças, tés alternativas

Por volta da difusão social do galego são feitas cada ano uma miríade de campanhas institucionais e pessoais, surgem debates intensos mais ou menos emocionais, mais ou menos racionais e escrevem-se artigos que são comentados, em média, por mais pessoas que outros textos com temáticas diferentes. A língua move, é claro. Ora, toda esta ação empalidece perante uma pergunta: somos capazes de garantir a transmissão linguística de pais para filhos?

Na Galiza, a percentagem de pessoas que tem vontade manifesta de que os seus filhos falem o galego que elas falam é pequeno. A percentagem de aquelas que o conseguem é ainda menor. Possivelmente tu, que estás a ler este texto, tenhas vontade ou terás vontade no futuro.

Por que as crianças falam a língua que falam? Esta também é uma pergunta iniludível. Antes de eu ser pai achava que os progenitores eram a chave do cofre. Agora que sou pai e converso com pais, verifiquei que a chave são os iguais… os amigos e colegas. Por sua vez, os desenhos animados também têm um peso importante, não apenas polo tempo de exposição que implica como também polo valor que as crianças dão a umas personagens que nem sempre falam a língua da casa.

Em termos gerais, a melhor forma de facilitar que os miúdos conservem a língua com que foram educados polos pais é existir uma envolvente em galego, por outros palavras, um ambiente que, maioritariamente, se expresse na língua da Galiza. Um dos espaços imprescindíveis são as escolas e os infantários. Em média, uma criança passa lá 5 horas diárias de segunda a sexta-feira. Se somarmos as atividades extra-escolares ligadas ao centro ou os encontros com colegas da escola fora da mesma, a cifra torna-se ainda mais crucial. Na atualidade, este serviço é abordado polas escolas sementes nalgumas cidades e nas áreas rurais, nem todas, por muitos centros onde o galego é hegemónico entre as turmas. Ora, resta muito por fazer e a maioria das famílias estão desassistidas, escolarmente falando.

Outra área relevante, se atendemos ao número de horas e a influência que têm nas vidas dos miúdos, são os desenhos animados. Neste aspeto, há uma má e uma boa notícia. A notícia ruim é que os galegas e as galegas somos educados em que a nossa língua é local (enquanto o castelhano e internacional, não é?. Com esse esquema, os desenhos animados tornam-se numa tarefa impossível. Na TV existem dous canais 24 horas de programação infantil em castelhano, com as desenhos que todos querem ver e a TVG não oferece nada que se lhe poda comparar. Ora, falava também de uma boa notícia: podemos ser desobedientes e viver o galego como uma língua internacional (como o castelhano, enfim). Então o mapa muda e aparecem mil possibilidades trocando a TV polo computador/Internet de onde se podem obter as mesmas sérias que oferece a TV espanhola. Se o uso do audiovisual é feito desde o princípio em galego internacional, a Doutora Brinquedos ou Dora, a aventureira falam galego.

De facto, falam. No capítulo Peixe fora d´água, da versão brasileira de Dora, a aventureira, a nossa criança vai ouvir encher, buracos, balde, rocha vermelha, caranguejo, polvo, tartarugas, golfinhos. Na versão que nos oferece o sistema cultural espanhol vai ouvir llenar, agujeros, cubo, roca roja, cangrejo, pulpo, tortugas, delfines. Cada escolha implica uma forma diferente de estar no mundo. Onde queremos estar? Onde queremos que estejam os nossos filhos? Valentim Fagim – Galiza in “Portal Galego da Língua”


Valentim Fagim - Nasceu em Vigo (1971). Professor de Escola Oficial de Idiomas, licenciado em Filologia Galego-portuguesa pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Trabalhou e trabalha em diversos âmbitos para a divulgaçom do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos em diversas publicações, livros como O Galego (im)possível, Do Ñ para o NH (2009) ou O galego é uma oportunidade (2012). Realizou trabalho associativo na AR Bonaval, Assembleia da Língua de Compostela, no local social A Esmorga e na AGAL, onde foi presidente (2009-12) e vice-presidente (2012-15). Co-diretor da Através Editora e coordenador da área de formação. Académico da AGLP.

sexta-feira, 24 de março de 2017

UCCLA - Acolhe debate sobre Desporto e Educação e homenageia antigas glórias do futebol

A Casa de Moçambique vai promover o debate “Desporto e Educação Económica”, no dia 30 de março, a partir das 9 horas, na sede da UCCLA. Na ocasião serão homenageadas as antigas glórias do futebol Mário Coluna, Matateu, Lucas Vicente, Augusto Matine e Hilário da Conceição.

A abertura do evento será feita pelo Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, e pelo presidente da Casa de Moçambique, Enoque João.

O debate contará com a presença do Secretário de Estado da Juventude e Desportos de Portugal, João Paulo Rebelo, dos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa com responsabilidades na área do Desporto e da Educação, Jorge Máximo e Catarina Albergaria, do Cônsul Geral de Moçambique em Portugal, Geraldo Saranga, do ex vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Gomes da Silva, entre outras individualidades, incluindo responsáveis desportivos.

O debate conta com o apoio institucional da UCCLA e decorre no âmbito do ciclo de debates sobre "A Língua como Bandeira Económica” promovidos pela Casa de Moçambique. 

Aceda ao programa aqui. UCCLA



Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

terça-feira, 21 de março de 2017

Moçambique - Japão financia construção de bibliotecas em Quelimane

O Governo do Japão vai doar 82 mil de dólares para a construção de “bibliotecas de bairro” em dois postos administrativos na cidade de Quelimane, capital da província central de Zambézia, em Moçambique. Para o efeito será assinado um contrato de doação pelo embaixador do Japão, Akira Mizutani, e o presidente do município de Quelimane, Manuel de Araújo.

“O projecto será implementando pelo Progetto Mozambico Onlus e o valor doado é de 82200 dólares americanos”, refere o comunicado de imprensa da embaixada nipónica. Segundo a nota, as bibliotecas serão construídas em dois postos administrativos, daquela província.

“O Japão acredita que, com a construção destas infra-estruturas, irá oferecer oportunidades aos estudantes das áreas periféricas, sobretudo jovens, leitores de aprofundar e melhorar os seus conhecimentos académicos através da leitura, principalmente pela quase inexistência ou pelo elevado custo dos livros”, lê-se na nota.

Em Moçambique, para ter acesso aos livros, muitos cidadãos são obrigados a deslocarem-se aos centros das cidades onde geralmente é possível encontrar uma biblioteca. Por isso, a construção destas bibliotecas poderá ajudar os cidadãos dos postos administrativos a evitar percorrer longas distâncias para ter acesso a uma.

Este será o centésimo projecto comunitário do Governo Japonês realizado desde o ano 2000 em Moçambique. Recentemente, o governo Japonês comprometeu-se a disponibilizar cerca de 83 mil dólares norte-americanos para melhorar a provisão de água potável e saneamento do meio à vila sede do distrito de Mavago, na província do Niassa, norte de Moçambique. In “Txopela” - Moçambique

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Educação para os novos tempos

                                                           I

Nesta época de profunda degradação moral em que está mergulhada a Nação brasileira, a publicação de um livro como Educação em um mundo globalizado (Belo Horizonte: O Lutador, 2014), dos professores Sílvio Firmo do Nascimento e Kennedy Alemar da Silva, ganha redobrada importância, pois discute como educar e formar educadores para essa sociedade que se desenha para o século XXI.
Como observa o professor José Maurício de Carvalho, na época da publicação da obra, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ-MG), no prefácio que escreveu para esta obra, os autores consideram essencial a construção de uma nova pedagogia para enfrentar os desafios da sociedade tecnológica. De fato, esse é um desafio de proporções ciclópicas, pois a questão da degradação moral vem da própria família brasileira que, ao longo do tempo, deixou de discutir e incutir em seus pósteros os valores morais mais essenciais, deixando a tarefa para a escola que, por sua vez, não tem condições materiais nem espirituais para desenvolver esse trabalho.
O professor de Língua Portuguesa sabe muito bem como chegam os alunos, em grande parte, ao primeiro ano de qualquer curso universitário: não só sem o domínio da técnica de escrever como sem valores morais. Por isso, pedir aos alunos que escrevam uma resenha de algum livro ou um artigo sobre qualquer assunto é preparar-se para receber uma avalanche de textos tirados da Internet e apresentados como se fossem de sua própria autoria.
Quer dizer, a maior parte dos alunos comete o crime do plágio sem a menor cerimônia. E não se pode dizer que, geralmente, são alunos mal saídos da adolescência porque, não raro, também os mais maduros cometem com facilidade esse tipo de crime. Ou seja, como muitos deles são pais de família, é de se imaginar os valores morais que passam para os filhos.
Para combater essa epidemia de desonestidade, o professor precisa sacrificar boa parte do seu tempo fora da classe para pesquisar no Google a fim de comprovar o plágio. Diante de classes superlotadas – com mais de 80 alunos –, já que as universidades privadas estão preocupadas prioritariamente com seus lucros, não poucos professores desistem da carreira. Os que insistem e tentam ensinar como fazer as citações de textos alheios, muitas vezes, pregam no deserto porque muito mais fácil é “copiar e colar”. Não é à toa que, de vez em quando, estouram (não só no Brasil como também no Primeiro Mundo) escândalos em que figuras eminentes são acusadas de publicar livros com extensas citações de textos alheios sem o devido crédito. Às vezes, o livro que teve trechos amplamente copiados está citado apenas na bibliografia. E os autores acreditam que isso resolve tudo.

Aos docentes que permanecem só resta remar contra a corrente e procurar contribuir para a formação da pessoa humana, tentando passar aos alunos o domínio da escrita e leitura, a capacidade de analisar, interpretar e sintetizar dados e compreender e atuar no meio social, como ressaltam os autores de Educação em um mundo globalizado.


                                               II
Para mudar esse quadro, Nascimento e Silva defendem a presença de professores cada vez mais qualificados e com atualização permanente, em vez de docentes que apenas transmitam conhecimento acadêmico. Mas observam que é preciso também que a escola mude, pois o professor sozinho não será capaz de dar conta dos desafios educacionais que se impõem neste começo de século. Obviamente, a escola não pode mudar sozinha, o que significa que a mudança deveria ser acompanhada pelo Estado e pela sociedade. Eis aqui um ideal quase inatingível. Afinal, neste mundo globalizado, os interesses políticos se encontram sempre subordinados aos interesses mercadológicos.
No último capítulo, Nascimento e Silva discutem o impacto da tecnologia na educação, admitindo como irreversível o ensino a distância, que seria mais uma tecnologia colocada a serviço da demanda social. Para os autores, o ensino a distância seria “mais eficaz que o presencial devido ao seu maior alcance, sua melhor razão custo e benefício, sua maior flexibilidade (tanto para docentes como aprendizes) e seu maior potencial de personalização e mesmo individualização”.
Para os estudiosos, a tarefa de discutir, analisar, avaliar e aplicar as informações a tarefas práticas será realizada, mais e mais, não através da escola, mas através de grupos virtuais de discussão, no quais cada um se alterna no papel de ensinar e de aprender. “Se a escola puder se reinventar e tornar-se um ambiente de aprendizagem desse tipo, ela pode sobreviver. Mas a Internet, a Web, correio eletrônico, bate-papos, discussões baseadas em texto (grupos de discussão), videoconferências etc. precisarão estar no centro dela e se tornar parte de sua rotina. O que aqui é dito da escola aplica-se a escolas de todos os níveis, inclusive às universidades”, garantem.
Como diz o professor José Maurício de Carvalho, se esse é o novo paradigma da educação, é preciso criar então uma nova forma de ensinar, e isso nos coloca diante da necessidade de pensar a formação do educador que deve ser preparado para essa nova realidade. Por isso, com base nas ideias do sociólogo suíço Philippe Perrenoud, os autores concluem que “o professor deverá se dotar de conhecimentos, habilidades e atitudes para tornar-se um profissional reflexivo ou investigador, com o objetivo de aprender a interpretar, compreender e refletir sobre a realidade social e a própria docência”.
Esse é o grande desafio da Humanidade hoje, pois não há como discordar de Nascimento e Silva quando dizem que a educação é um dos caminhos importantes para superar a crise do nosso tempo.

                                               III
Silvio Firmo do Nascimento (1956) é graduado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ - 1987) e em Estudos Sociais e Filosofia pela Fundação Educacional de Brusque-SC (1983), mestrado em Filosofia pela UFJF-MG (1992) e doutorado em Filosofia pela Universidade Gama Filho-RJ (2001). É professor de Filosofia e editor da revista Saberes Interdisciplinares do Instituto de Ensino Superior Presidente Tancredo de Almeida Neves (IPTAN) e membro efetivo da Academia de Letras de São João del-Rei-MG.

É autor de Teses morais do tradicionalismo do século XIX (Londrina-PR: Humanidades, 2004), A Igreja em Minas Gerais na República Velha (Curitiba: Juruá, 2008), A religião no Brasil após o Vaticano II: uma concepção democrática da religião (Barbacena-MG: UNIPAC, 2005), O homem diante do sagrado: alguns elementos de antropologia da religião (Londrina: Edições Humanidades, 2008), A pessoa humana segundo Erich Fromm (Curitiba: Juruá, 2010), A centralidade da eucaristia na vida da humanidade (Guarapuava-PR: Pão e Vinho, 2001) e Gotas de sabedoria (Curitiba: Instituto Memória, 2012). Desenvolve o trabalho religioso de pároco em Ibituruna-MG e de assessoria bíblica na Diocese de São João del-Rei-MG. 
Kennedy Alemar da Silva (1972) é mestre em Educação pela Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), de Barbacena-MG, licenciado em Filosofia e especialista em História de Minas Gerais no século XIX pela UFJF-MG. É professor na Fundação Educacional de Lavras-MG e na rede estadual de Minas Gerais na cidade de Itutinga, onde reside. Foi secretário municipal de Educação em Itutinga. Adelto Gonçalves – Brasil

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Educação em um mundo globalizado, de Sílvio Firmo do Nascimento e Kennedy Alemar da Silva, com prefácio de José Maurício de Carvalho. Belo Horizonte: Gráfica e Editora O Lutador, 164 págs., 2014.
E-mails: silviofirmodonascimento@gmail.com
kennedy.silva@unilavras.edu.br

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Adelto Gonçalves, jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

UCCLA - Fórum empresarial “Educar, Sentir e Ver" promovido pela Casa de Moçambique



A Casa de Moçambique vai promover um fórum empresarial sobre educação cujo tema é “Educar, Sentir e Ver”, no dia 13 de dezembro, pelas 9h30, na sede da UCCLA (sita na Avenida da Índia, n.º 110), em Lisboa.

A abertura do evento será feita pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, e presidente da Casa de Moçambique, Enoque João.

O debate conta com o apoio institucional da UCCLA e decorre no âmbito do ciclo de debates sobre "A Língua como Bandeira Económica” promovidos pela Casa de Moçambique. UCCLA

Morada: Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W


Aceda ao programa aqui.