Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Angola - Aposta em iniciativa para transformar setor agrícola

AgriConnect Angola visa impulsionar produtividade, segurança alimentar, emprego e crescimento nas zonas rurais angolanas, o apoio foca-se nos corredores do Lobito e de Malanje


O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, IFAD, lançou, em parceria com as autoridades angolanas e o Grupo Banco Mundial, a iniciativa AgriConnect Angola, um plano inovador que visa a transformação dos sistemas agroalimentares do país africano.

A iniciativa vem reforçar os ecossistemas agrícolas, ao fortalecer as organizações de agricultores, melhorar as ligações aos mercados, expandir o acesso ao financiamento e às soluções digitais e promover uma maior participação do setor privado nas redes dos sistemas alimentares.

Desenvolvimento rural inclusivo

Em Angola, o AgriConnect irá apoiar o desenvolvimento agrícola nos Corredores do Lobito e de Malanje. Ao incentivar as parcerias entre instituições e o setor privado, o programa procura libertar o potencial agrícola do país e acelerar o desenvolvimento rural inclusivo.

Para o diretor do IFAD em Angola, Custódio Mucavele, a iniciativa representa uma oportunidade única de transformação dos meios de subsistência rurais, ao permitir o acesso a mercados, financiamento e infraestruturas produtivas por parte dos pequenos agricultores.

O responsável acrescenta ainda que o programa procura “garantir que as mulheres, os homens e os jovens de zonas rurais possam participar e beneficiar de uma economia agrícola mais produtiva, resiliente e inclusiva”.

Parceria para o desenvolvimento rural

Enquanto parceiro de longa data do desenvolvimento rural de Angola, o IFAD conta com décadas de experiência no apoio aos pequenos agricultores, no reforço das cadeias de valor e na melhoria do acesso aos mercados e aos serviços financeiros.

A agência prevê que estes investimentos aumentem a produtividade, reforcem a segurança alimentar, criem oportunidades de emprego e estimulem o crescimento económico nas zonas rurais.

Lançada em outubro de 2025, a iniciativa AgriConnect é concebida para ajudar 300 milhões de pequenos agricultores em todo o mundo a passar de uma produção de subsistência para uma produção excedentária. ONU News – Nações Unidas


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Angola - Realizada entrega de cobre e cobalto através do Corredor do Lobito

A Entreprise Générale du Cobalt (EGC) e a Trafigura acordaram a realização da primeira entrega de cobre e cobalto aos mercados internacionais através da Lobito Atlantic Railway (LAR), marcando um passo decisivo no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento mais rápida, eficiente e transparente de minerais provenientes da República Democrática do Congo (RDC)


De acordo com uma nota de imprensa enviada ao Jornal de Angola Online, esta operação sublinha a importância estratégica do Corredor do Lobito no transporte de recursos minerais da RDC para clientes em todo o mundo.

“A Lobito Atlantic Railway estende-se por cerca de 1300 quilómetros, ligando o porto de águas profundas do Lobito, na costa atlântica de Angola, à fronteira com a RDC, no Luau, com uma ligação adicional de aproximadamente 450 quilómetros até Kolwezi, no centro do Cinturão de Cobre congolês”, esclarece a nota. In “Jornal de Angola” - Angola


terça-feira, 29 de abril de 2025

Angola - Início da ligação ferroviária à Zâmbia arranca em 2026

Confirmação dada por Ricardo Viegas d"Abreu no seguimento da reunião com o "Council Africa", que junta os principais investidores americanos em África



O "Council Africa" é uma concentração de entidades sediadas nos Estados Unidos, interessadas no financiamento ao desenvolvimento de África. Integram estas estruturas iniciativas como a Corporação Financeira Internacional do Banco Mundial (IFC), responsável pela mobilização de financiamento para empresas do sector privado, e a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos da América (DFC), cuja principal missão é garantir que os financiamentos mobilizados tenham o menor custo (taxa de juros) para o país beneficiado.

Na reunião da passada segunda-feira em Washington estiveram também presentes os ministros angolanos das Finanças, Vera Daves de Sousa, e dos Transportes, Ricardo Viegas d´Abreu, que receberam a confirmação da disponibilidade destas entidades em continuar com os financiamentos ao sector privado nas operações do Corredor do Lobito. De acordo com Samaila Zubairu, a IFC vai desembolsar 400 milhões de dólares como parte de um financiamento (que segundo o Governo ascende aos 4 mil milhões de dólares). O foco está centrado na criação de infra-estruturas e melhoria da mobilidade para ligar Angola até à Zâmbia e deste ponto interligarem-se a outras rotas.

O ministro Ricardo Viegas d"Abreu explicou que a prioridade é que as obras para a construção dos 800 quilómetros de corredor ferroviário para ligar Angola à Zâmbia possam ter início já em 2026. Neste momento, afirmou, está-se a trabalhar na mobilização dos recursos por parte do IFC, para garantir até ao final deste ano a implementação deste projecto.

O ministro disse ainda que o Governo pretende garantir que o Corredor do Lobito passe dos actuais um para seis comboios diários de carga transportada. Segundo o governante, este objectivo passa por diversas fases, e está-se a trabalhar com os parceiros/investidores para garantir que a carga transportada no corredor chegue às 400 mil toneladas de carga transportada, ainda este ano.

"Temos hoje a oportunidade de abrir um novo capítulo, no sentido de, além de falarmos de um corredor de infra-estrutura, falarmos de um corredor de desenvolvimento económico. Esse é o objectivo final de todo esse trabalho que temos feito, para que o impacto real dessas infra-estruturas, que são grandes, com investimentos reais, possa ser transmitido às nossas comunidades, à população e aos jovens, que buscam empregos e oportunidades para desenvolver as suas vidas", acrescentou.

Importante também a declaração do CEO da IFC, que garantiu que nunca se colocou qualquer possibilidade de desistência de uma infra-estrutura que tem de necessariamente ser vista como crítica para o desenvolvimento de África e também do comércio mundial, para além de gerar desenvolvimento nas comunidades e com isso combater a pobreza no seio das famílias. Hermenegildo Ferreira – Angola in “Expansão”


sexta-feira, 18 de abril de 2025

Angola - Nova Rota Logística liga África à América Latina a partir do Corredor do Lobito

A multinacional especializada na exportação de matéria-prima, PLASFER, está empenhada nos cumprimentos dos trâmites administrativos e técnicos com vista ao aproveitamento do Corredor do Lobito como "Nova Rota de Exploração da Indústria de Cobre" de ligação entre a República Democrática do Congo (RDC), Angola, América Latina e Europa




Há mais de três anos a desenvolver um projecto inovador na RDC, com parcerias na Europa e nas Américas, a PLASFER considera esse novo passo como um dos avanços mais relevantes dos últimos 50 anos, ao viabilizar um fluxo comercial até então inexistente no continente africano.

A escolha de Angola como base logística deve-se à sua infra-estrutura portuária consolidada e à posição geográfica privilegiada, que facilita a conexão entre a África Central e os mercados latino-americanos. Esse corredor de exportação inovador fortalece as relações comerciais entre os continentes e cria oportunidades para as empresas angolanas que desejam expandir a sua actuação internacional.

A meta da empresa, de acordo com o programa enviado ao Jornal de Angola, passa por encurtar o tempo e reduzir os custos financeiros associados às rotas tradicionais, que partem do Oceano Índico, numa altura em que Angola deu um salto de grande envergadura no domínio dos transportes na região Austral do continente com a operacionalização de uma das maiores infra-estruturas.

A multinacional, sediada na cidade do Porto, em Portugal, está comprometida em oferecer soluções personalizadas e de alta qualidade nos sectores dos plásticos, saúde, alimentação e biocombustíveis, sendo que a empresa defende que "a iniciativa também visa fortalecer parcerias estratégicas" com empresas angolanas, congolesas e brasileiras.   

"A nossa empresa multinacional tem a sua metodologia de trabalho assente em relações sólidas e uma visão clara de futuro sustentável, pelo que a PLASFER está a implementar uma nova rota logística entre o continente africano e a América Latina, utilizando a infra-estrutura de Angola como hub estratégico", lê-se no relatório.

O documento assinala ainda que nesse novo desafio a empresa apresenta a Angola e ao mundo a "Nova Rota de Exploração da Indústria de Cobre", que conecta a República Democrática do Congo (RDC), Angola, América Latina e Europa, oferecendo aos consumidores uma alternativa de fornecimento mais eficiente e competitiva.

"O principal foco do projecto é a exportação de cátodos de cobre para abastecer indústrias na América Latina, especialmente no Brasil.

Contudo, a PLASFER vai além da simples exportação de matéria-prima: o projecto já prevê uma segunda fase, voltada para a industrialização em Angola, agregando valor ao minério antes da sua exportação", informa o relatório.                                                                                                                  

Estudo de viabilidade                                                             

A operacionalização do Corredor do Lobito diante da crescente procura global das matérias configura um indicador plausível das potencialidades para transformar Angola num centro de referência para a produção de Vergalhão de cobre (Copper Rod) destinado ao mercado europeu.

A direcção da PLASFER pretende que o cátodo extraído na RDC passe por um processo de transformação no mercado angolano para agregação de valor ao produto e impulsionar o desenvolvimento industrial local.

A empresa, de acordo com o documento em posse do Jornal de Angola, já identificou mais de 40 fábricas de cabos eléctricos na Europa que demonstraram interesse em consumir o cobre processado em Angola.

A produção incluirá: Vergalhão de 8mm, Trefilados (fios mais finos usados nas indústrias eléctrica e electrónica),além de beneficiar a indústria nacional angolana, este modelo criará empregos, desenvolverá a mão-de-obra local e estimulará o crescimento económico do país. A expectativa é que Angola se torne um fornecedor importante de cobre refinado para a Europa e América Latina, consolidando a sua posição no mercado global.       

"Este projecto representa um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento sustentável e a industrialização de Angola, na medida em que ao transformar o país num pólo de produção e exportação de cobre processado, a empresa contribui para a geração de riqueza local, redução da dependência das exportações de matéria-prima bruta e fortalece a economia nacional", conclui o relatório. Hélder Jeremias – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 27 de março de 2025

Angola - "Novo" porto do Namibe tem as obras quase prontas e será inaugurado ainda este ano

Os trabalhos contemplam o alargamento e modernização do Porto Comercial e Mineraleiro do Sacomar e a construção do novo terminal de contentores, executado pelo consórcio Toyota Tsusho com um custo de 600 milhões USD. A obra será entregue em Agosto



A primeira fase da construção da nova ponte cais do Terminal Mineraleiro do Sacomar tem 520 metros de comprimento e 18 metros de largura, e uma capacidade de atracagem de embarcações até 250.000 DWT, com capacidade máxima estimada de movimentação até 10 milhões toneladas/ano. As obras da infra-estrutura apresentam uma execução física na ordem dos 77 % e prevendo-se a entrega da empreitada até Agosto do ano em curso, bem como a realização de ensaios de funcionamento nos meses de Setembro, Outubro e Novembro.

Já o novo terminal de contentores vai acrescentar a capacidade do embarque e desembarque das mercadorias da região, beneficiando o terminal polivalente que actualmente apresenta sobrecarga. Como se sabe, hoje grande parte da mercadoria movimentada no porto do Namibe são minérios em blocos, sendo que este terminal abre a possibilidade de diversificar as mercadorias que entram e saem desta infraestrutura.

No âmbito da visita que fez a semana passada ao local, o ministro Ricardo Viegas D’Abreu garantiu que depois de concluído este projecto de modernização e ampliação, o porto do Namibe terá uma capacidade equivalente aos dos outros dois portos nacionais, Luanda e Lobito, abrindo o corredor logístico Sul, que terá uma importância significativa no aumento do comércio com os países vizinhos, Zâmbia, Namíbia e Botsuana.

Para consolidar este corredor logístico, serão necessários investimentos avultados na modernização e ampliação da linha de caminho de ferro de Moçâmedes, que tem hoje 860 Km entre a cidade de Namibe e a cidade de Menongue, no Cuando Cubango, com passagem pela cidade do Lubango. Está também previsto que a médio prazo, se possa fazer a ligação ferroviária ao Corredor do Lobito, ampliando assim as potencialidades deste corredor logístico.

Em termos estratégicos, a opção é fazer um segundo corredor logístico a Sul, estando nesta altura em preparação as condições necessárias para que se possa lançar um concurso de concessão e gestão que vai integrar as infraestruturas ferroviárias e portuárias, à semelhança do que aconteceu com o corredor do Lobito.

Porto com 68 anos

O porto de Moçâmedes, como se chamava no tempo colonial, foi inaugurado em 1957, uma obra da engenharia portuguesa, na altura já com o apoio de know how japonês, que tinha como objectivo fundamental a exportação de ferro e manganês que era extraído da província da Huíla, e posteriormente o ferro de Cassinga. Mas foi também fundamental para o desenvolvimento da indústria mineira na província de Moçâmedes, nomeadamente granito e mármore, que hoje têm uma dimensão importante na economia da região.

Entre 1975 e 2002 enquanto durou a guerra civil no País, manteve-se em funcionamento, mas não teve praticamente nenhum investimento, o que obrigou posteriormente a um plano de modernização intensa, de forma a restituir-lhe a importância que tinha no passado. Em 2018, foi anunciado um plano de reabilitação e expansão do Porto do Namibe, com o objectivo de aumentar sua capacidade de movimentação de carga e atrair mais navios, sendo que a China se assumiu como o principal financiador, tendo o governo angolano assinado um acordo de financiamento com o Banco de Desenvolvimento da China e execução das obras pela empresa chinesa China Harbour Engineering Company (CHEC).

Em 2019 a empresa japonesa Toyota Tsusho Corporation assinou um contrato para o desenvolvimento de um projecto no Porto do Namibe, avaliado em cerca de 646 milhões de dólares. Este investimento visa a recuperação e modernização das infraestruturas portuárias, sendo que a primeira fase ficará então concluída este ano. Hermenegildo Ferreira – Angola in “Expansão”


sábado, 4 de janeiro de 2025

Angola - Corredor do Lobito é de importância crucial para o desenvolvimento nacional

O administrador municipal da Catumbela, José Ferreira, destacou, sexta-feira, durante uma entrevista concedida ao Jornal de Angola, as vantagens estratégicas do Corredor do Lobito, considerando a infra-estrutura de importância crucial para o desenvolvimento económico e geopolítico de Angola



Segundo o administrador José Ferreira, o corredor, em articulação com o Aeroporto Internacional da Catumbela, já certificado, consolida-se como um activo essencial não apenas para o município e a província de Benguela, mas também para o país e para a África.

O Corredor do Lobito conecta o Porto do Lobito ao interior do continente africano, oferecendo uma via eficiente para o transporte de mercadorias, especialmente minérios provenientes de países como a República Democrática do Congo e a Zâmbia. Essa rota estratégica, sustentou, reduz custos logísticos e promove o comércio internacional, consolidando Angola como um importante hub de exportação na região.

José Ferreira destacou que esse empreendimento demanda maior responsabilidade no sentido de promover e divulgar a sua relevância geoestratégica.

“É nossa responsabilidade trabalhar cada vez mais para difundir a importância que o Corredor do Lobito representa, não apenas para o município, mas para a província e o país”, disse, salientando, esses activos fortalecem a posição de Angola na região geoestratégica da África Ocidental”, destacou.

Potencial turístico da Catumbela

José Ferreira também enalteceu as potencialidades turísticas da Catumbela, que descreveu como “uma fonte virgem”. Mesmo sem grandes intervenções humanas, a região possui um apelo natural que atrai visitantes.

“O município é um referencial para o turismo. A Catumbela, mesmo sem o exercício da força humana, por si só, atrai turistas. Estamos a trabalhar continuamente para melhorar e elevar o turismo na região, valorizando as belezas naturais, cultura, e gastronomia”, afirmou.

O administrador reconheceu ainda que o Aeroporto Internacional da Catumbela é uma porta de entrada estratégica para turistas que visitam Benguela e outras localidades do país, reforçando que a administração municipal está empenhada em facilitar actos administrativos para investidores interessados em explorar o potencial turístico da região. Juceila Dias – Angola in “Jornal de Angola”


quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Angola - Porto do Lobito despacha primeiro carregamento de cobre para os Estados Unidos da América

O primeiro carregamento de cobre com destino aos Estados Unidos da América (EUA) partiu, esta semana, do Porto do Lobito, carregado no navio porta-contentores MSC SAMU, depois de outros envios para Europa e no Extremo Oriente


A carga de cátodos de cobre com destino a Baltimore chegou ao Lobito, no dia 19 deste mês, num comboio operado pela Lobito Atlantic Railway (LAR), a partir de Kolwezi, seis dias depois de ter sido despachada, de acordo com um comunicado de imprensa enviado ao JA Online.

O documento refere que o facto é uma clara demonstração do quanto eficiente é o transporte de minerais para o mercado internacional através do Corredor do Lobito.

Para o presidente do Conselho de Administração da LAR, Francisco Franca, citado no mesmo comunicado, explica que este embarque evidencia a crescente oferta de serviços por parte das companhias marítimas internacionais ao Porto do Lobito.

O gestor reforça, ainda, que carregamento vai alavancar o desenvolvimento crescente das operações e dos envios regulares de matérias-primas para a Europa e América. In “Jornal de Angola” - Angola


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Angola - Primeiro comboio de carga de minério de cobre chega ao Lobito

Um comboio de carga, com 960 toneladas de minério bruto de cobre, chegou na manhã de domingo à cidade portuária do Lobito (Benguela), proveniente da região de Kolwezi, República Democrática do Congo (RDC)


Trata-se do primeiro carregamento do minério desde a assinatura do contrato de transferência da concessão dos serviços ferroviários e da logística de suporte do Corredor do Lobito entre o Governo de Angola e os representantes do consórcio Lobito Atlantic Railway, no dia 4 de Julho de 2023.

O comboio, de dezassete veículos (incluindo uma locomotiva GE, modelo C30ACi) e 16 vagões do tipo LC, partiu da estação do Luau, na província de Moxico, na sexta-feira, às 16h30, e percorreu 1289 quilómetros em 38 horas, até chegar ao Porto Comercial do Lobito.

De acordo com o director Comercial da Lobito Atlantic Railways (LAR), Artur Silva, trata-se do primeiro comboio, por sinal, de cariz experimental, de outros tantos esperados a partir de Janeiro de 2024, visando escoar por via do Corredor do Lobito dez mil toneladas de minérios provenientes da região de Katanga, na República Democrática do Congo.

"Este primeiro carregamento, a título experimental, está destinado aos mercados internacionais, concretamente aos continentes europeu e asiático. Temos a intenção, a partir de Janeiro, aumentarmos a capacidade para transportar 10 mil toneladas, e durante o ano mais de 200 mil de mercadorias”, explicou.

Artur Silva não precisou, porém, o tempo de permanência da mercadoria no Porto do Lobito, nem o seu destino exacto, mas garantiu "o asseguramento no local”. "Haverá um momento de ensacamento, de colocar no contentor para, de seguida, ser exportado para os mercados destinados. Por isso, o seu acondicionamento, no local, está acautelado”, acrescentou.

Por seu turno, o director Comercial da empresa dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), Fausto Carvalho, disse que este carregamento "é visto como de extrema importância, no âmbito do processo de diversificação da economia do país”, explicando mais adiante que "apesar de não se tratar do primeiro carregamento pelo Corredor do Lobito, o evento que acabamos de testemunhar abre um novo ciclo para a economia nacional, envolvendo entidades nacionais, o Estado, e multinacionais, o consórcio LAR”.

Lembrar que, depois da reabertura do Corredor do Lobito, o primeiro carregamento de minério bruto de cobre aconteceu a 5 de Março de 2018, proveniente das minas de Tenken (RDC), num acto testemunhado por altas figuras do Governo, da classe empresarial e população da cidade do Lobito.

Em Setembro de 2018, Julien Rolland, membro do comité de gestão da Trafigura, uma empresa holandesa que faz parte da concessionária, disse que a reabertura da rota comercial, suspensa há mais de 40 anos, entre Lobito (Angola) e Kolwezi, na República Democrática do Congo (RDC) ,”tem potencial para marcar o início de um novo capítulo”. O cobre congolês costuma ser exportado através dos portos da Beira, em Moçambique; Dar Es Salam, na Tanzânia, ou Durban, na África do Sul. Sampaio Júnior e Júlio Gaiano – Angola in “Jornal de Angola”


quarta-feira, 28 de junho de 2023

Angola - Banco Mundial financia 300 milhões de dólares para sector privado criar empregos

O Governo angolano e o Banco Mundial (BM) assinaram em Luanda, um acordo de 300 milhões de dólares para o Projecto de Aceleração da Diversificação Económica e Criação de Emprego. O acordo foi rubricado entre a ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, e pelo director regional do Banco Mundial para Angola, Burundi, República Democrática do Congo e São Tomé e Príncipe, Albert Zewfack.

Na sua intervenção, a vice-presidente do BM, Vitoria Kuakua, referiu que este projeto apoia o “pilar crítico” da diversificação do próximo plano de desenvolvimento nacional, destacando a importância de Angola desenvolver os setores não petrolíferos para reduzir a exposição à volatilidade do preço e produção do petróleo.

Vitoria Kuakua salientou que Angola tem um grande potencial para tornar-se uma potência agroindustrial e para desenvolver outros setores, como os serviços tecnológicos, que podem criar empregos nos centros urbanas, papel que deve ser liderado pelo sector privado.

Segundo a responsável, as estatísticas angolanas referem que mais de 80% das empresas são micro, com menos de cinco trabalhadores, 60% das quais no comércio, metade das quais em Luanda, frisando que “o setor privado não está a desempenhar um papel suficiente na criação de bons empregos”.

A vice-presidente para África do BM realçou que Angola precisa que novas tecnologias entrem em serviço, que cresçam e se expandam, acelerando desse modo o crescimento da produtividade a criação de emprego e ligando-as aos mercados regionais e internacionais. “Precisa também de um sector financeiro sofisticado, que conceda crédito às empresas viáveis e aos empresários talentosos, oferecendo deste modo produtos adaptáveis às micro, pequenas e médias empresas e às empresas em fase de arranque”, referiu.

O documento assinado entre as partes, destacou Vitoria Kuakua, tem como objetivo aumentar o investimento privado no crescimento das micro, pequenas e médias empresas, de formas a que sejam resistentes ao clima e com foco no corredor do Lobito, essencial para a diversificação da economia, na medida em que liga o litoral às zonas agrícolas bem como aos países vizinhos. “O seu objectivo visa catalisar investimentos públicos e privados em infraestruturas produtivas no corredor do Lobito, através de parcerias público-privadas e investimentos de 100 milhões de dólares em infraestruturas e de trabalhos de última linha, apoiará igualmente o esforço da capacidade das empresas e adoção de tecnologias, bem como facilitará a concessão de empréstimos comerciais a estas micro, pequenas e médias empresas, através de linhas de crédito”, disse Vitoria Kuakua sobre a iniciativa que esperam beneficiar 12000 empresas.

Por sua vez, o ministro da Economia e Planeamento de Angola, Mário Caetano João, considerou o Corredor do Lobito a “próxima fronteira” da economia angolana, realçando a “dinâmica interessante” pelo lado do setor dos transportes ao concessionar a linha férrea do Corredor do Lobito a um consórcio, “que vai trazer uma outra dinâmica”.

O governante angolano destacou a participação da Agência Multilateral de Garantia de Investimento do Banco Mundial no processo de concessão da linha férrea do Corredor do Lobito, ajudando na sua materialização. “Agora temos um outro braço do BM, que é o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, que vem agora também apoiar desta vez o setor privado e as infraestruturas necessárias para darmos outra dimensão àquilo que é o Corredor do Lobito”, frisou. In “Ponto Final” - Macau

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

Angola – Lançado concurso internacional para a concessão do terminal de contentores no Porto Comercial do Lobito

A Empresa Portuária do Lobito, na província de Benguela, lançou um concurso internacional para a concessão do terminal polivalente de contentores e carga geral do porto comercial daquela região, em regime de gestão de «porto senhorio» durante 20 anos. A apresentação das propostas e os pedidos das peças do procedimento estão disponíveis a partir de terça-feira contra o pagamento do equivalente a 75 mil dólares norte-americanos


O concurso estará aberto até ao dia 16 de Agosto deste ano com a apresentação da caução definitiva equivalente a 4,7 milhões USD.

De acordo com um comunicado da Empresa Portuária do Lobito, os concorrentes devem elaborar e apresentar como condição elegível os planos de exploração e de organização do terminal a concurso, incluindo o ordenamento e a organização funcional da área da concessão, e as normas referentes às exigências ambientais, de higiene e de segurança.

Devem ainda apresentar a sua perspectiva de construção, reparação e conservação do espaço que está a ser objecto da «licitação», bem como a instalação ou substituição dos equipamentos necessários a execução do contrato, refere o documento.

"A Empresa Portuária do Lobito pretende a participação de empresas experientes neste mercado com solidez financeira acima dos 25 milhões de dólares de capitais próprios e um volume de negócios médio anual não inferior a 100 milhões de dólares nos últimos três exercícios", lê-se ainda no comunicado.

O Porto do Lobito, o maior do centro do país, está localizado na cidade com o mesmo nome, na província de Benguela e é, com os portos de Luanda, Moçâmedes, Soyo e Cabinda um dos maiores complexos portuários do país.

O Porto do Lobito tem três terminais, nomeadamente, o de contentores, que possui uma capacidade de 12 mil unidades de contentores de 20 pés (TEU) por ano; o mineiro, com capacidade operacional de 3,6 milhões de toneladas por ano, e o Porto Seco, um terminal de segunda linha que possui a capacidade estática de oito milhões de TEU/ano.

"A Província de Benguela representa o segundo maior centro económico e industrial do país, em que o processo de requalificação do corredor do caminho-de-ferro, o processo de concessão do terminal portuário, actualmente em curso, associados às potencialidades que oferece o Porto Comercial do Lobito representa um valor estratégico determinante para a integração económica regional e para o futuro de Angola", lembra o comunicado.

O Porto Comercial do Lobito e o Caminho de Ferro de Benguela formam provavelmente um dos maiores corredores de desenvolvimento e escoamento de mercadorias da região da SADC, com ligações à cidade do Tenque, na República Democrática do Congo e Zâmbia, refere o Governo, acrescentando que este porto é ainda beneficiado por uma ligação rodoviária estruturante para a circulação de mercadorias, a EN-100.

A concessão dos terminais em concurso representa, segundo o Governo, "uma força motriz para o rejuvenescimento do corredor do Lobito que integra Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia", que o Executivo angolano pretende que seja um dos principais eixos de circulação de matérias-primas e mercadorias nestes territórios. In “Novo Jornal” - Angola





 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Angola - Presidente do Congo inteirou-se das potencialidades económicas do Corredor do Lobito

Lobito - O Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, constatou as potencialidades dos portos Seco, Mineiro, Terminal de Contentores e as unidades dependentes do Porto do Lobito (Benguela) que conformam as diferentes infraestruturas do Corredor de Desenvolvimento do Lobito.

Denis Sassou Nguesso, que viajou até Benguela no âmbito da visita de Estado a Angola, visando o reforço das relações de amizade e de cooperação entre os dois países, visitou igualmente o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), onde se inteirou das potencialidades económica desta infraestrutura para as regiões da África Austral e Central, esta última onde se situa a República do Congo.

Estas infraestruturas, associadas ao Aeroporto Internacional da Catumbela, são as principais unidades económicas integradas no Corredor de Desenvolvimento do Lobito, recentemente modernizado com um investimento de mais de 3140 milhões de dólares, incluindo a linha férrea transfronteiriça de mais de 1340 quilómetros de extensão já inaugurada na vila do Luau, na fronteira com a Zâmbia.

A Sonamet, uma unidade industrial dedicada à produção e reparação de Plataformas petrolíferas, foi igualmente visitada pelo chefe de Estado do Congo, tendo, na ocasião o ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás, apresentado em vídeo que retrata as diferentes etapas do seu funcionamento e planos para a África Austral.

Acompanharam a visita do chefe de Estado congolês, que regressou ao seu país, a partir do aeroporto da Catumbela, o governador da província de Benguela, Isaac Maria dos Anjos, o ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, entre outras individualidades. In “Angop” - Angola  


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Angola - Importante rede transcontinental

O “Corredor do desenvolvimento do Lobito” constitui um importante sistema regional de infraestruturas de transportes com o qual se espera promover o crescimento económico sustentável

A estação do Luau é o último ponto em solo angolano do ramal do CFB, que está ligado aos sistemas ferroviários da Zâmbia e da RDC. Através da ligação com a Zâmbia, é possível chegar a cidade da Beira, em Moçambique, passando por Lubumbashi, na RDC, e Ndola, na Zâmbia, e a Dar-es-Salam, na Tanzânia, junto ao Oceano Índico. Também está ligado, ainda que de forma indirecta, ao sistema ferroviário da África do Sul.

Com a conclusão das obras de reconstrução do CFB, espera-se por uma diminuição significativa dos custos de logística dos países e regiões encravados da África Austral, tanto nas importações como nas exportações de mercadorias. Espera-se ainda um aumento da competitividade dos agentes económicos da região e a melhoria significativa do nível de vida das populações.

O “Corredor do desenvolvimento do Lobito” constitui um importante sistema regional de infraestruturas de transportes com o qual se espera promover o crescimento económico sustentável, dado o seu forte potencial de atrair e mobilizar o capital de investimento e o desenvolvimento das trocas comerciais nacionais e transfronteiriças.

Segundo o Ministro dos Transportes, Augusto Tomás, o programa de reabilitação da rede dos Caminhos de Ferro de Angola representou ao longo da última década (2005-2015), um investimento próximo dos 3,5 mil milhões de dólares. A parcela correspondente ao CFB é de 1,9 mil milhões de dólares. In “Porto Lobito” - Angola

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Angola – Inauguração do Gabinete do Corredor do Lobito

O ministro dos Transportes inaugurou no passado dia 10 de Fevereiro de 2015, na cidade do Lobito, o Gabinete do Corredor do Lobito, que tem como responsabilidade criar condições para a instalação de infra-estruturas na região centro e leste do país, até às zonas ricas em minerais da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

O Corredor do Lobito é resultado de um conjunto de diagnósticos de prospecção de vários sectores de actividade e análise de todo o território centro e leste. A sua acção é determinante para reforçar a utilização, de forma optimizada, das infra-estruturas ferroviárias e portuárias.

“Este conjunto de projectos está preconizado na estratégia de desenvolvimento de cadeias de produção com visibilidade”, afirmou Nelson Martins, director-geral do Corredor do Lobito, sublinhando que o Gabinete tem como missão preparar a documentação relativa aos concursos necessários à implementação dos projectos e proceder à avaliação das propostas contratuais para a execução dos programas a submeter a aprovação superior.

O Gabinete deve ainda estabelecer uma adequada articulação com as unidades dos países vizinhos, organizações e empresas financiadoras ou doadoras que contribuam ou participem no desenvolvimento dos projectos.

Nelson Martins indicou que o Gabinete do Corredor do Lobito deve identificar o potencial de desenvolvimento económico e social das áreas situadas no âmbito geográfico do respectivo espaço, com vista à materialização de outros serviços. In “Porto do Lobito” - Angola

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Angola - Huambo e Moxico vão ter plataformas logísticas rodoferroviárias


A AngoFret vai investir mais de 52 milhões de dólares na construção de duas plataformas logísticas rodoferroviárias nas províncias angolanas do Huambo e do Moxico, servindo o denominado Corredor do Lobito, de acordo com um contracto de investimento.

Assinado com a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP), o contracto prevê o início do projecto em Janeiro de 2015, indo as duas plataformas ser construídas nos municípios do Huambo, numa área de 22 hectares, e de Luena, com 21 hectares.

O corredor ferroviário do Lobito baseia-se numa ligação ferroviária desde o litoral (porto de Lobito) de Angola à fronteira interior (Luau), com prolongamento para a Zâmbia e República Democrática do Congo, sendo apontado como factor de desenvolvimento daquela sub-região da África Austral.

Entre outros objectivos, os promotores destas duas plataformas logísticas afirmam pretender “contribuir para o crescimento de economia angolana através do aumento da capacidade de distribuição da produção nacional” e propiciar “o abastecimento eficaz de bens de consumo, equipamentos e géneros alimentícios no mercado interno.”

A AngoFret é uma empresa angolana que opera no sector das cargas e da logística, proprietária de terminais logísticos e depósitos multimodais nos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) em Lobito, Catumbela, Huambo, Luena e Luau, e controlada pelo grupo DT, uma parceria em partes iguais entre os grupos Cochan Ltd e Trafigura. In “Cargo Edições” - Portugal