Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

São Tomé e Príncipe - Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola coloca 25 milhões de dólares à disposição da agricultura são-tomense



São Tomé – O Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) decidiu colocar 25 milhões de dólares a disposição de São Tomé e Príncipe para financiar os sectores da agricultura, pesca e desenvolvimento rural, anunciou na passada terça-feira o representante da organização numa reunião de coordenação na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Na sua declaração, o representante do FIDA, Bernard Hein disse que “nossa ambição é triplicar o custo do Programa de Apoio Participativo da Agricultura Comercial (PAPAC) e levar esse novo projeto a um orçamento de 25 milhões de dólares”, tendo acrescentado a verba visa “consolidar os resultados” ao nível da produção do cacau, apoios às cooperativas de pimenta e café dentre outras metas já estabelecidas.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelou a contribuição dos parceiros e quadros técnicos nacionais para encontrarem “uma terapia” para impulsionar a produção agrícola do país.

“Estamos todos aqui como um corpo de médicos a volta do paciente não só para diagnosticar, mas também pare encontrar terapia viável e sustentável”, disse Jesus, considerando ser necessário “salvar a agricultura, salvar a economia” do arquipélago.

No seu discurso, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural Francisco Ramos disse o seu ministério tem o objetivo de “reduzir progressivamente as importações”, para as substituir “por produtos locais e alargar a base produtiva através do aumento e diversificação das produções agrícolas, pecuárias e pesqueiras e das exportações”.

Esta reunião de coordenação entre o FIDA os parceiros, surge no âmbito da revisão estratégica ‘Fome Zero’ e do Plano Nacional de Investimentos da Segurança Alimentar e Nutricional do Governo de Bom Jesus.

O FIDA, Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola é uma das agências da ONU, criado em 1977, com sede em Roma, com missão de permitir que as populações rurais pobres em países em desenvolvimento possam superar a pobreza. Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Brasil – UNILAB, inscrições terminam hoje para os estudantes dos PALOP e Timor-Leste

Termina hoje, 05 de abril, as inscrições para o processo seletivo de estudantes estrangeiros para o ano letivo 2019/2020



A Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), através da A Pró-Reitoria de Relações Institucionais (Proinst), abre prazo de inscrições, de 23 de março a 05 de abril, para os interessados em participar do Processo Seletivo de Estudantes Estrangeiros Unilab 2019, com ingresso no 2º período letivo do calendário universitário do ano letivo de 2019 e no 1º período letivo do ano de 2020, em seus cursos de graduação, para candidatos nacionais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Confira o EDITAL nº 01/2019

Para concorrer às vagas do PSEE 2019 os candidatos devem apresentar os Históricos escolares do Ensino Secundário (Médio) com, no mínimo, as seguintes médias aritméticas, sem arredondamento:

a) para os candidatos de Angola e Moçambique a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 5,50 (Cinco e cinquenta décimos), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 11,00 (onze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

b) para os candidatos de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte);

c) para os candidatos de Guiné-Bissau a Média Aritmética mínima do Ensino Secundário (Médio) será de 6,00 (Seis), para a escala de 0 (zero) a 10 (dez) ou de 12,00 (doze), para a escala de 0 (zero) a 20 (vinte).

Para efetivar a inscrição no PSEE 2019 o candidato deverá anexar (fazer o upload) ao Formulário Eletrônico de Inscrição os seguintes documentos escaneados e gerados em formato PDF:
 
a) BILHETE DE IDENTIDADE (FRENTE E VERSO);

b) CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO) cursado no país de inscrição;

c) HISTÓRICO ESCOLAR COMPLETO DO ENSINO SECUNDÁRIO (MÉDIO), com a relação das disciplinas cursadas e notas obtidas durante todas as séries do ensino médio.

Mais informações na página do PSEE 2019.




sábado, 30 de março de 2019

São Tomé e Príncipe – Marinha portuguesa coopera em busca e salvamento marítimo



São Tomé – O Navio patrulha da Marinha Portuguesa, NRP Zaire, prestou auxílio durante quase dois dias a um veleiro inglês em águas de São Tomé e Príncipe, soube a STP-Press de fonte diplomática portuguesa no arquipélago.

Na tarde domingo, dia 24, o NRP Zaire, cuja tripulação já é em parte constituída por elementos da Guarda Costeira são-tomense, esteve empenhado numa missão de busca e salvamento marítimo, tendo largado do porto de São Tomé, pelas 16h00, com o intuito de prestar auxílio a um veleiro de pavilhão inglês, com um ocupante a bordo de nacionalidade australiana, – disse a fonte.

A fonte da embaixada portuguesa adiantou que a embarcação, um catamarã de 12 metros de nome Mon Ami, encontrava-se à deriva a cerca de 20 milhas náuticas a norte de São Tomé, em virtude de ter a vela danificada e os motores inoperacionais.

A primeira abordagem à embarcação ocorreu cerca das 20h00. No entanto, devido às más condições meteorológicas não se encontravam reunidas as condições de segurança para solucionar o problema, pelo que a equipa técnica enviada ao veleiro regressou ao navio.

O patrulha manteve uma vigilância constante e próxima da embarcação em dificuldades até aos primeiros alvores do dia 25 de março. Com o melhoramento da meteorologia, foi novamente enviada uma equipa técnica a bordo do veleiro que conseguiu reparar um dos motores da embarcação, evitando assim o reboque inicialmente planeado. 

Durante toda a operação de acompanhamento, até à chegada a Baía de Ana Chaves, permaneceu a bordo do veleiro uma equipa de apoio. Esta operação teve uma duração aproximada de 24 horas.

Cerca das 17h, e já à entrada da baía Ana Chaves, o veleiro foi entregue às autoridades locais que se encontravam a bordo da embarcação Rodmann 33 da Guarda Costeira de São Tomé.

O NRP Zaire prossegue a sua missão de Capacitação da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, ilustrando a importância da cooperação bilateral entre estes dois países lusófonos no âmbito da segurança marítima. In “STP-Press” – São Tomé e Príncipe

Macau - Fórum Macau coloca formação e cultura nas prioridades da relação com a CPLP



O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) colocou ontem a formação de recursos humanos e o intercâmbio cultural entre as prioridades para 2019. Falando no final de uma reunião de ontem, a secretária-geral do secretariado permanente do Fórum Macau, Xu Yingzhen, explicou que o encontro visou realizar um balanço dos trabalhos efectuados em 2018 e aprovar o programa de actividades para este ano, tendo sido definidas cinco áreas prioritárias.

Em 2019, os principais objectivos do Fórum Macau vão centrar-se na promoção do comércio e do investimento, fomento da cooperação na capacidade produtiva, formação de recursos humanos, intercâmbio cultural entre a China e os países de língua portuguesa, bem como no apoio à construção de Macau enquanto plataforma entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O Fórum Macau anunciou igualmente ontem a realização de uma conferência empresarial em São Tomé e Príncipe, país que só retomou relações diplomáticas com Pequim em 2016. A conferência empresarial, vai realizar-se em Julho 2019, referiu Xu Yingzhen. São Tomé e Príncipe foi, durante anos, um dos poucos países com relações diplomáticas com Taiwan durante ano, o que invalidava laços com a República Popular da China, devido à política externa de Pequim. Com este anúncio, o Fórum Macau cumpre essa nova orientação estratégica de Pequim, que visa fomentar parcerias económicas com países que renunciaram a relações diplomáticas com Taiwan. No quadro dessa estratégia de aproximação de São Tomé e Príncipe a Pequim, o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, está esta semana na China para uma série de encontros, que incluem Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro Li Keqiang. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

São Tomé e Príncipe - Equipa portuguesa está há oito anos a estudar a surdez nas crianças



Uma equipa de médicos e enfermeiros portugueses tem vindo a realizar missões humanitárias em São Tomé e Príncipe há oito anos. Objectivo: ajudar aquela população a ser auto-sustentável ao nível dos cuidados de saúde e investigar a prevalência de surdez nas crianças.

Foi em Fevereiro de 2011 que dois otorrinolaringologistas, dois enfermeiros e um audiologista portugueses rumaram a São Tomé e Príncipe naquela que seria a primeira de muitas outras expedições, no âmbito do projecto Saúde para Todos – Especialidades, desenvolvido pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF).

Os médicos previam encontrar vários casos de otites médias crónicas, ou seja, infecções persistentes do ouvido médio. Porém, depois de um primeiro contacto com a população, a equipa deu conta de um elevado número de surdez em crianças. Das 640 crianças observadas, 34% são surdas (13% das quais sofrem de surdez profunda) e 22% ouvem apenas de um ouvido (consideradas normouvintes), sendo que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um indivíduo é surdo se ambos os ouvidos tiverem surdez.

Regra geral, a surdez em crianças deriva de infecções e, como tal, é passível de ser tratada. No entanto, os médicos aperceberam-se de que muitos dos casos correspondiam a surdezes irreversíveis, pelo que decidiram dedicar-se ao estudo das possíveis causas desta patologia naquela população.

“Aquilo que verificámos na primeira missão é que, ao contrário do que estávamos à espera, que eram as tais otites médias crónicas, encontrámos muita surdez, mas com ouvidos normais, ou seja, não havia infecções. Tínhamos sobretudo a parte da surdez irreversível sem possibilidade de recuperação”, explica ao “Público” Cristina Caroça, investigadora da Universidade Nova de Lisboa e médica otorrino que liderou a equipa no terreno.

Desde a quarta missão até à penúltima, a 26.ª, mais de metade das crianças observadas, com menos de 15 anos, revelaram uma surdez com perda auditiva em pelo menos um dos ouvidos ou nos dois. “A grande maioria das crianças [mais de 50%] tem os dois ouvidos surdos ou uma surdez unilateral”, nota Cristina Caroça. No total, considerando a população toda da amostra (incluindo adultos e crianças), 32% dos indivíduos apresentam surdez bilateral neurossensorial, um tipo de surdez irreversível.

“Sabemos que a surdez condiciona muito o desenvolvimento socioeconómico de um país, porque um surdo não se integra tão facilmente numa sociedade ouvinte, não trabalha, fica isolado e não tem autonomia. Percebemos que, naquela população, este era um problema de saúde pública”, acrescenta a investigadora, cuja tese de doutoramento incidiu sobre a surdez em São Tomé e Príncipe.

Nas crianças, a “surdez apresenta um risco aumentado de baixa aprendizagem, abuso físico, social, emocional e sexual, podendo mesmo levar à morte”, escrevem os autores num artigo científico que resultou desta investigação, publicado em 2016 na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-facial.​

Segundo os autores, em 2016 a OMS estimava que cerca de 5% da população mundial (360 milhões de pessoas) apresentava incapacidade auditiva, com elevada prevalência nos países em desenvolvimento da Ásia e África subsariana. Em Portugal, estima-se que existam mais de 26 mil surdos.

Quais as causas?

De forma a perceber quais os factores de risco que poderiam estar na origem da prevalência de surdez, os investigadores começaram a estudar as principais doenças que afectam a população de São Tomé e Príncipe.

Com base noutros estudos e nos dados recolhidos, os especialistas chegaram à conclusão de que a surdez nas crianças pode estar associada à ototoxicidade e a uma dose de medicação para a malária desadequada. “Aquilo que verificámos é que a surdez nas crianças associada aos antimaláricos é maior porque, muitas vezes, essas crianças fazem a medicação sem ser adequada ao peso”, explica ao “Público” Cristina Caroça.

Por outro lado, quando avaliaram a questão das vacinas e das doenças de saúde pública, os investigadores decidiram averiguar se a população estaria exposta ao vírus da rubéola (tendo em conta que a vacina não era administrada até ao final de 2017). Segundo a investigadora, quando uma mulher grávida é exposta ao vírus da rubéola, os filhos têm 60% de probabilidade de desencadear uma surdez neonatal.

À semelhança do que já tinha sido verificado em estudos anteriores, os dados revelaram uma possível ligação entre a rubéola e a surdez em crianças. “A relação da infecção pelo vírus da rubéola e a surdez é conhecida desde há longa data no âmbito da comunidade científica. Em São Tomé não se tinha conhecimento de diagnóstico da rubéola na comunidade, daí que o facto de se provar que existia rubéola [cerca de 80% da população abaixo dos 35 anos apresentava imunidade para esta infecção] levou à emergência da implementação da vacina”, explica a investigadora.

Outros dos factores de risco estudados dizem respeito às hemoglobinopatias (um conjunto de doenças de origem genética que podem ter implicações nos glóbulos vermelhos e causar anemia), que são prevalentes naquela região subsariana, e ainda ao défice de glucose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD), que “pode levar a consequências nefastas ao nível do sistema nervoso central logo nos primeiros dias de vida” e que está associado à icterícia neonatal grave e consequente surdez neurossensorial neonatal e alterações cognitivas, explica ainda a investigadora.

Os especialistas avaliaram também possíveis causas da surdez ao nível da influência genética de outros povos (oriundos de países como Portugal e países nórdicos) e da consanguinidade, mas os resultados não se revelaram significantes.

Deste trabalho no terreno surgiram vários artigos científicos, publicados em revistas nacionais e internacionais (como a BMC Public Health e a International Journal of Medical Research & Health Sciences), e um recente prémio no âmbito do programa Projectos de Investigação em Medicina, promovido pelo Consórcio Tagus Tank (parceria entre o Grupo José Mello Saúde e a Universidade Nova de Lisboa), que valeu um financiamento de 20 mil euros para continuar a investigação.

Uma componente humana

A última missão, já em Janeiro deste ano, foi já a 27.ª em São Tomé e Príncipe e a equipa garante que tem vindo a aumentar o seu espectro de acção. Cada missão dura uma semana e, anualmente, são realizadas entre três a quatro missões. “Ao longo destas 27 missões as equipas foram aumentando e fomos orientando mais com vista aos problemas que fomos encontrando”, conta Cristina Caroça. Em 2018, foi a vez de o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, ter conhecido de visita a este país algumas das pessoas por trás desta iniciativa.

Além das intervenções cirúrgicas e consultas médicas nos hospitais e centros e saúde, assim como rastreios nas escolas, a equipa de médicos portugueses tem vindo a pôr em prática um conjunto de medidas para ajudar a comunidade são-tomense. Até porque, garante a investigadora, estas missões não têm apenas um fim investigativo.

“Este projecto nasceu sobretudo pela componente humana. Nós só podemos ajudar se os ensinarmos, para eles fazerem as coisas, porque não podemos estar sempre ali ao lado. Temos de lhes dar instrumentos, para que se consigam desembaraçar”, explica Cristina Caroça, que salienta ainda o contacto com a população como um dos pontos-chave.

A formação de médicos e enfermeiros locais na especialidade de otorrinolaringologia tem sido “o passo mais importante”, nota a investigadora, além do apoio que prestam à comunidade através da telemedicina (que permite aos médicos portugueses estarem permanentemente em contacto) e da educação para a saúde com palestras, um workshop para enfermeiros sobre cuidados pré e pós-operatórios e jornadas anuais.

“Há uma necessidade de deixar algum legado e permitir que os médicos de São Tomé consigam ser auto-suficientes”, sublinha Cristina Caroça. Neste momento, existem dois médicos são-tomenses em formação para que, no futuro, sejam capazes de “realizar intervenções na ilha com segurança”.

O balanço é positivo, com um maior envolvimento dos profissionais de saúde locais e um crescimento favorável. “Nota-se uma evolução grande em termos de doentes com infecções dos ouvidos que estão cada vez menos activas e, por outro lado, os médicos estão mais conscientes da problemática e dos cuidados que devem ter”, garante a médica.

Além da aplicação da vacina da rubéola e da actividade cirúrgica, a investigadora destaca algumas medidas de sucesso postas em prática nos últimos anos, como o diagnóstico da própria surdez através de exames de audição, as sessões de terapia da fala (não só para a melhoria da voz, mas também para estimular a oralidade) e a adaptação de próteses auditivas a crianças e adultos jovens. Também a criação de uma língua gestual própria de São Tomé e Príncipe, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, permitiu uma maior integração dos surdos na comunidade e a criação de “um meio de contacto” entre eles, explica Cristina Caroça.

Por fim, a médica destaca a implementação do rastreio auditivo neonatal que teve uma cobertura de 16% no ano passado (num universo de cinco mil nascimentos), “de forma a detectar a surdez mais precocemente para também adaptar a criança à situação e integrá-la na sociedade”, tendo em conta as suas necessidades educativas e o estigma social.

Garante a investigadora que as missões irão continuar no futuro e o objectivo passa também pelo estudo do impacto que outras doenças como, por exemplo, a toxoplasmose têm naquela população. “Tudo medidas para evitar que haja um flagelo destas patologias que afectam o desenvolvimento das crianças”, conclui Cristina Caroça. E se dúvidas restassem, diz a médica, há já consultas marcadas para 2030. Filipa Mendes – Portugal in  "Público"

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Anúncio da construção de um Porto alternativo ao de Ana Chaves

São Tomé – O ministro São-tomense das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente disse, em São Tomé, que o Governo equaciona a possibilidade de avançar com a construção de um novo Porto com quadrupla função em Fernão Dias, na zona norte de São Tomé, com auxílio do Governo da China Popular.

Osvaldo D’Abreu anunciou tal facto, na última quinta-feira, no âmbito de uma visita de inspecção às instalações da ENAPOR (Empresa Nacional de Administração dos Portos), na baía de Ana Chaves, na Cidade de São Tomé.

A visita às instalações da ENAPOR, inseriu no âmbito de “contactos com a realidade” que o novo ministro que tutela algumas empresas públicas estatais vem efectuando, das quais, a ENASA (Empresa Nacional de Navegação Aérea).

Fernão Dias é uma localidade do litoral da ilha de São Tomé e conhecida pela tragédia do massacre de Batepá, perpetrado a 3 de Fevereiro de 1953 pelas autoridades coloniais portuguesas e próxima da vila de Micoló, no distrito de Lobata, que dista, ao norte da cidade de São Tomé, mais de 20 km.

Segundo o governante que falava à Imprensa, a opção pela construção de um novo Porto servirá de alternativa ao velho e a principal área portuária do arquipélago São-tomense.

De acordo ainda com o governante, o actual Porto de São Tomé, padece de múltiplos problemas, dos quais, a incapacidade operacional assim como carece de exigências de integração socioeconómica de São Tomé e Príncipe na sub-região de África Central.

Osvaldo D’Abreu, informou que trata-se de um projecto infraestrutural cujo processo negocial está em estado avançado “de ajustes” com a parte chinesa e que o projecto poderá conhecer a luz do dia, a médio prazo, com auxílio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

D’Abreu não pontuou os custos deste novo projecto infraestrutural para o país, mas esclareceu que não será um projecto megalómano falhado de porto em águas profundas projectado pelo então Governo do Primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Para este responsável, o tal Porto, além de competência comercial, vai dar resposta a procura e a recepção energética, acomodação de contentores e que satisfaça as necessidades pesqueiras do país a luz de nova visão estratégica do XVII Governo presidido pelo Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

A medida que se perspectiva deste novo projecto infraestrutural, o governante assegurou que o Porto de São Tomé ou de Ana Chaves vai comportar a curto prazo algumas obras na hipótese de se “estendê-lo, buscando uma batimetria de mais três a quatro metros, para atracagem de alguns navios de médio porte”. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe - In “STP Press”

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

UCCLA - Lançamento do livro infantil “Simão Balalão” de Olinda Beja



Uma história infantil, de sonhos e de procuras, de um menino que vive numa ilha o “Simão Balalão”, da autoria da escritora Olinda Beja, será lançado na UCCLA, no dia 26 de janeiro, às 15h30.

Com a chancela da Editorial Novembro, o livro será apresentado pela poetisa Regina Correia e pelo fotógrafo e retratista José António Chambel. O acompanhamento musical estará a cargo de Filipe Santo. UCCLA



Sinopse:

Esta é a história de Simão Balalão, o menino ilhéu que tinha no peito o sonho de partir em busca de outros horizontes. Após algumas aventuras mal sucedidas Simão dá conta que só os conselhos da mãe o podem ajudar e finalmente descobre que “a nossa terra é a nossa terra” ou como se diz na língua de São Tomé - tela non sa tela non”

Biografia de Olinda Beja:

Olinda Beja é poeta e narradora de São Tomé e Príncipe. Porém, com apenas dois anos e meio, saiu de seu país e foi viver em Portugal. Sendo tão pequena, não foi responsável pela mudança de território e muito menos pela história que lhe foi sequestrada. Sua poética traz as marcas dessa vivência e as tentativas de reconstruir, ou construir ao seu modo, a identidade. Ao mesmo tempo, a escritora celebra, na tensão entre os dois mundos, África e Europa, a festa da mestiçagem e o encontro de culturas. Olinda Beja venceu em 2013 o maior prêmio literário de São Tomé e Príncipe, o Francisco José Tenreiro, pela obra "A Sombra do Ocá". É esta a inquietante e também dramática biografia de Olinda Beja.” - Texto de Estella Viana, jornalista brasileira ao serviço da RTE - Feira do Livro/Madrid/junho 2017.



Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho 
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Cooperação chinesa na área da saúde

A China doou ao principal hospital de São Tomé e Príncipe equipamentos, medicamentos e consumíveis, avaliados em mais de 130 mil euros (cerca de 1,2 milhões de patacas), disse o embaixador deste país na capital são-tomense, Wang Wei

“O Governo da China fez uma doação de equipamentos e medicamentos para os hospitais deste país irmão”, disse o diplomata, sublinhando que o apoio surge após as autoridades chinesas terem notado que “nos últimos tempos tem havido uma falta de medicamentos e equipamentos”.

“Gostaríamos, com a nossa doação modesta, contribuir um pouco para ajudar este país amigo a superar essa dificuldade”, acrescentou Wang Wei, recordando que esta é a terceira entrega de medicamentos que o seu país faz a São Tomé e Príncipe nos últimos dois anos.

O ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves, manifestou “os maiores agradecimentos” ao Governo da República Popular da China “cuja história de apoio e de cooperação com São Tomé e Príncipe data de muitos anos”.

Edgar Neves classificou esta oferta em medicamentos como a “manifestação clara da longa amizade do povo chinês para com o povo de São Tomé e Príncipe ao nível dos diferentes governos”, sublinhando que o donativo “vai ajudar” o Serviço Nacional de Saúde são-tomense, “cujas carências são grandes”. In “Hoje Macau” - Macau

sábado, 12 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Pretende reactivar a cooperação na área do empreendedorismo juvenil com o Brasil

São Tomé – Brasil pode vir a médio prazo reactivar a cooperação com São Tomé e Príncipe na área de empreendedorismo jovem, – admitiu, na capital são-tomense, o Embaixador deste país sul-americano em São Tomé e Príncipe.

Vilmar Júnior fez essas declarações no termo de uma audiência de mais de meia hora que manteve, com o ministro são-tomense da Juventude, Desporto e Empreendedorismo, Vinícios de Pina, no seu gabinete, localizado na Av. Marginal 12 de Julho, na cidade de São Tomé.

O novo ministro são-tomense da Juventude e líder da juventude do MLSTP-PSD (partido no Poder), por sinal, fez seus estudos superiores no Brasil na área de Administração de Empresas.

Segundo o diplomata brasileiro, as partes discutiram as três áreas sociais de acção do ministro, mas realçou que à partida, o sector do empreendedorismo que pode a médio prazo evoluir, tendo em conta o interesse de ambas partes.

Instado a comentar a eventualidade de assessoria brasileira na área do desporto, nomeadamente na área de futebol, voleibol e basquetebol, sustentou que “essa hipótese não está posta de parte, mas hoje é preciso entendermos os condicionalismos financeiros internos do Brasil”.

Reiterou, igualmente, que Brasil e São Tomé e Príncipe poderão desenvolver alguns projectos na área de empreendedorismo jovem, ao qual, sustentou, “trata-se de um domínio onde percebo que as coisas poderão a breve trecho evoluir e como tal, reafirmei ao Sr. Ministro que transmitirei imediatamente essa preocupação aos governantes do meu país para a devida atenção”.

Vilmar Júnior referiu também que o seu país está aberto para reactivar a cooperação na área da alfabetização, para a qual num passado recente o Brasil ajudou São Tomé e Príncipe a ultrapassar a alta taxa de iliteracia que existia neste arquipélago.

Ainda neste domínio, com apoio brasileiro, as autoridades são-tomenses baixaram consideravelmente, nos últimos 20 anos, os índices de analfabetismo no arquipélago, devendo a taxa de analfabetismo situar-se hoje na ordem dos 5%, segundo indicadores da Direcção de Educação de Adultos de São Tomé e Príncipe.

Convém também recordar, que o país ascendeu à sua Independência de Portugal em 1975 com uma taxa de analfabetismo na ordem de 90% da população.

Trata-se do primeiro encontro de género havido a pedido do governante são-tomense com o diplomata brasileiro, que aproveitou para se apresentar ao novo ministro da Juventude, Desporto e Empreendedorismo de São Tomé e Príncipe.

Além destas duas personalidades, tomaram igualmente parte na audiência alguns assessores do ministro, dos quais Nelson Mendes. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP – Press”

terça-feira, 13 de novembro de 2018

São Tomé e Príncipe - Consórcio Total / Sonangol com contrato para explorar petróleo

O consórcio Total/Sonangol foi escolhido para explorar com o Governo de São Tomé e Príncipe o bloco 1 na Zona Económica Exclusiva são-tomense, no âmbito de um contrato de partilha de produção, anunciou o director da Agência Nacional de Petróleos (ANP) de São Tomé, Orlando Pontes



Segundo o responsável, o compromisso entre o Executivo são-tomense e o consórcio Total/Sonangol será assinado "dentro de algumas semanas" e prevê a exploração de poços em outros blocos, já a partir do próximo ano.

Falando aos jornalistas à saída de um encontro com o primeiro-ministro de São Tomé, Patrice Trovoada, Orlando Pontes adiantou que o governante já está a par desse acordo.

"Nós lançámos, há uns meses, um concurso restrito para a exploração do bloco 1. Viemos informar o senhor primeiro-ministro que vamos anunciar o início das negociações para a assinatura do contrato com o consórcio Total/Sonangol para o bloco 1 na nossa zona exclusiva", clarificou o director da ANP, citado pela agência Lusa.

Orlando Pontes acrescentou que o dossiê do petróleo de São Tomé e Príncipe atravessa uma "fase importante", com o país a "atrair as grandes empresas" petrolíferas.

"No princípio desta semana, a Shell anunciou que vai entrar em quatro blocos em São Tomé e Príncipe, por isso estamos numa fase em que as grandes empresas manifestam os seus interesses. Já temos três: a BP, a Shell e a Total", explicou o responsável. In “Novo Jornal” - Angola

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

São Tomé e Príncipe - Alunos do ilhéu das Rolas já têm transporte escolar marítimo



São Tomé – Alunos são-tomenses do ilhéu das Rolas, Distrito de Cauê, ao sul de São Tomé, já contam com uma embarcação escolar de travessia à escola secundária de Porto Alegre, numa iniciativa do governo, cuja viagem inaugural aconteceu segunda-feira sob o comando do ministro da tutela Olinto Daio.

Em declarações a imprensa, o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação afirmou que esta iniciativa governamental surgiu na sequência da preocupação levantada pelos pais e encarregados de educação face a inexistência de um transporte marítimo que na altura obstaculizava o acesso dos alunos à escola.

“No início do ano estivemos aqui, [no ilhéu das Rolas] e os pais puseram este problema, porque, os meninos acordavam muito cedo, de madrugada para poderem aproveitar a boleia do transporte do complexo turístico do ilhéu para a travessia e só regressavam a casa no final do dia” – explicou Olinto Daio.

Um dos pais dos estudantes do Ilhéu das Rolas congratulou-se com a iniciativa do governo, tendo sublinhado que “os nossos filhos tinham muitas dificuldades para chegarem à escola e de regressarem a casa”.

Além da oficialização da embarcação escolar aos alunos do ilhéu das Rolas, o ministro da Educação aproveitou para presidir ao acto de lançamento de obras para a construção do muro de vedação da escola de Angra Toldo Praia, com vista à proteção e à segurança dos estudantes e dos outros agentes escolares. Ricardo Neto e Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

São Tomé e Príncipe – Cooperação com Portugal no sector da saúde leva doentes a Lisboa

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte de Portugal, mais conhecido por Hospital de Santa Maria, é o maior hospital de Portugal. Anualmente recebe dezenas de doentes de São Tomé e Príncipe, que são tratados nas diversas especialidades no âmbito do acordo de cooperação no sector da saúde entre os dois países.

Carlos das Neves Martins, que desde 2013 é Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, em entrevista dada em Lisboa ao Jornal N´dependenxa, explicou que anualmente mais de 6 dezenas de doentes oriundos de São Tomé e Príncipe, são atendidos no Hospital de Santa Maria. «Em 2013 tivemos 69 doentes evacuados e, sobre os anos seguintes, posso-lhe referir que em 2014 foram 83 doentes, em 2015 foram 72 doentes, em 2016 foram 70 doentes, em 2017 foram 60 doentes, enquanto, no corrente ano de 2018, até finais do mês de julho, já tínhamos assistido 48 doentes evacuados do país irmão», afirmou o Presidente do Conselho de Administração do hospital.

O maior hospital de Portugal, diz que continua com portas abertas para receber doentes que São Tomé e Príncipe, ainda não tem capacidade de tratar. Mais ainda, pretende lançar as bases para uma cooperação mais activa no domínio da saúde. «Continuaremos a ser uma porta aberta para todas as evacuações e continuaremos disponíveis para colaborar com a Embaixada e com as Autoridades de São Tomé e Príncipe, não descurando outras ações de cooperação e, sobretudo missões clinicas em São Tomé e Príncipe, ou apoio em formação de quadros da área da saúde nas nossas unidades hospitalares», precisou Carlos das Neves Martins.

São diversos os tipos de patologias, que são diagnosticados nos doentes enviados por São Tomé e Príncipe. «Há um sem-número de doentes de áreas clínicas mais comuns, como a oncologia, a ortopedia, as doenças metabólicas e genéticas, as doenças tropicais e outras com sequelas em consequência de acidentes, decorrentes de um quadro de colaboração e cooperação regular e intenso entre países irmãos», detalhou.

A competência técnica dos profissionais de saúde do Hospital de Santa Maria tem sido fundamental para o sucesso no diagnóstico e tratamento das diversas patologias, que São Tomé e Príncipe ainda não tem meios para diagnosticar e muito menos para tratar. «Temos cumprido de forma irrepreensível o que nos tem sido solicitado e temos motivos de orgulho nos casos de sucesso clínico que têm valido vidas e dado renovada qualidade de vida», pontuou o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte.

Segundo Carlos das Neves Martins, o hospital de referência de Portugal, assinou um plano estratégico de cooperação, com 3 países africanos de expressão portuguesa, nomeadamente Angola, Moçambique e Cabo Verde, para o período 2013-2018, envolvendo áreas como a prevenção das doenças e a promoção da saúde, assim como a formação de quadros. «Não se desenvolveu ainda nenhum projeto de trabalho em cooperação com a República Democrática de São Tomé e Príncipe, o que importa analisar e com vista a incluir este país irmão no Plano Estratégico de Cooperação do Centro Hospital Universitário Lisboa Norte para o período 2019-2021, assim hajam propostas e vontades, desde a nossa Direcção Geral da Saúde até às Autoridades São-Tomenses», precisou.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte conta nos seus efectivos com mais de 6300 funcionários. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

domingo, 9 de setembro de 2018

São Tomé e Príncipe - Acordo sobre espaço sideral para fins pacíficos com a Índia

São Tomé – São Tomé e Príncipe e a República da Índia assinaram em Nova Deli, capital da Índia, um acordo quadro sobre cooperação na exploração e uso do espaço sideral para fins pacíficos, soube a STP-Press de fonte diplomática são-tomense.

De acordo com a fonte, o documento foi assinado em Nova Deli, India pelo ministro são-tomense dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Urbino Botelho e pelo ministro de Estado indiano dos Negócios Estrangeiros da Índia, Shri M. J. Akbar.

Segundo ainda fonte, o acordo que será operacionalizado entre a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) agência espacial do governo, indiano e a Autoridade Geral de Regulação, da República Democrática de São Tomé e Príncipe (AGER).

Dentre outros objectivos, o novo acordo visa dar continuidade e maior expressão à cooperação bilateral entre os dois países, neste caso, na área da ciência e tecnologia, na exploração do espaço sideral e aplicação das tecnologias espaciais para benefício mutuo, acrescentou a fonte.

Chamado também de espaço cósmico, o espaço sideral é extra-atmosférico sendo o seu uso disciplinado em direito internacional sobretudo pelo tratado sobre princípios reguladores das actividades dos Estados na exploração e uso do espaço cósmico incluindo a lua e demais corpos celestes.

Em março último, São Tomé e Príncipe e a Índia assinaram um Acordo Geral de Cooperação económica e dois acordos sobre a medicina tradicional, tendo ainda definidos a criação de uma comissão mista de seguimento as actividades e acções programadas no âmbito dos acordos bilateral de cooperação. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe - Acolhe a VIII Edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

São Tomé - São Tomé e Príncipe acolhe entre 2 a 8 de setembro de 2018 a VIII Edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, visando fomentar estudos e talentos nesse domínio curricular, soube- se de fonte oficial.

Esta edição é organizada pela Sociedade Santomense de Matemática, da Universidade de São Tomé e Príncipe e do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé com a participação, por país, de uma delegação composta, no máximo, por dois professores e quatro estudantes não universitários, com menos de 18 anos de idade.

De acordo com o cronograma da competição, as Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países se Língua Portuguesa, OMCPLP, surgiram com o objetivo de unir os Estados membros da CPLP através da “matemática, incentivar o desenvolvimento da disciplina e aprofundar a cooperação nesta área.

A melhoria da qualidade do ensino e a descoberta de talentos em Matemática, o desenvolvimento científico e tecnológico, fomentar o estudo da Matemática nos países lusófonos, a criação de uma oportunidade para a troca de experiências educacionais nacionais, a união e cooperação entre os países lusófonos para a criação de instrumentos que permitam a competição de alunos numa olimpíada internacional para os países de língua portuguesa, também circunscrevem outros objectivos desta competição lusófona.

As OMCPLP são uma competição anual entre jovens estudantes de países de língua portuguesa organizadas pela primeira vez em 2011, em Coimbra, Portugal, pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

A anterior edição decorreu em Porto, Portugal, São Tomé e Príncipe arrecadou uma medalha de prata pelo talento do aluno Adolfo Luiz e uma de bronze por Cemiltom Boa Morte ultrapassados pelos colegas de Brasil e de Portugal que dividiram 4 medalhas de ouro. Arcangêlo Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe e Nigéria reactivam acordo de exploração conjunta de petróleo

Uma delegação governamental nigeriana iniciou hoje negociações com as autoridades são-tomenses para reactivar o acordo sobre a Zona de Desenvolvimento Conjunta de exploração petrolífera e negociar acordos de defesa e exploração sustentável de recursos, anunciou fonte governamental são-tomense



"A proposta do governo é de que seja estabelecido um mecanismo de decisão e seguimentos de programas e ações bilaterais consubstanciado numa comissão bilateral conjunta de alto nível que se reuniria alternadamente num e no outro país", disse Urbino Botelho, ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades são-tomense no final do encontro.

Na reunião que marcou o primeiro dos dois dias de visita da delegação de alto nível da Nigéria, o governo são-tomense propôs uma atenção especial ao problema da Zona de Desenvolvimento Conjunta, inoperante há mais de três anos.

"Acolhemos favoravelmente a convocação do conselho ministerial conjunto e propomos a sua realização para meados do próximo mês de Setembro, permitindo desse modo uma discussão detalhada sobre esta matéria", sublinhou Urbino Botelho.

É também vontade do executivo são-tomense que a cooperação bilateral entre os dois países possa abranger a exploração comum do espaço aéreo, tendo o ministro "manifestado toda a disponibilidade" do seu governo de "accionar mecanismos com vista à retoma da ligação aérea entre as respectivas capitais".

Os dois países têm um acordo sobre os serviços aéreos que foi actualizado em 2004, tendo a delegação nigeriana mostrado receptividade às propostas do governo são-tomense.

"Nós devemos envidar esforços de explorar ao máximo os recursos hidrocarbonetos e não só para o benefício dos dois países", disse a ministra do Estado dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Khadija Ibrahim, que prometeu trabalhar para elevar a cooperação entre São Tomé e Lagos a "um nível mais alto".

Para além da ministra do Estado dos Negócios Estrangeiros, a delegação nigeriana integra ainda o ministro do Estado da Agricultura, o procurador-geral e ministro da Justiça, o ministro de Estado para a Aviação, bem como representante dos ministros das Finanças e da Defesa. In “Jornal de Negócios” – Portugal com “Lusa”