Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Angola - Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e Chevron anunciam descoberta de petróleo e condensados em Cabinda

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Chevron anunciaram uma nova descoberta de petróleo e condensados no Bloco 0, offshore de Angola, na província de Cabinda. A descoberta foi realizada através do poço de exploração 105-4X, que atingiu uma profundidade de cerca de 600 metros de coluna de petróleo e condensados


A concessionária nacional referiu em comunicado que os resultados preliminares confirmam a existência de uma coluna de óleo e gás condensado, com mais de 600 metros (cerca de 2000 pés), no reservatório principal da Formação Pinda. O Bloco 0 é operado pela Chevron Corporation, através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém uma participação de 39,2% no projecto, enquanto a Sonangol E&P detém 41%, TotalEnergies 10% e a Azule Energy 9,8%. Kevin McLachlan, vice-presidente de exploração da Chevron, descreveu o anúncio como "uma nova fase da Chevron em Angola".

O novo projecto segue agora para a fase de avaliação, onde serão estudados os moldes de desenvolvimento da descoberta, incluindo a conexão de novos poços ou campos de petróleo e gás a uma plataforma de produção ou navio existente. As novas descobertas podem tornar-se mais competitivas quando são ligadas a infraestruturas já instaladas e em funcionamento. McLachlan referiu ainda que a combinação entre exploração e oportunidades de desenvolvimento, apoiada por infraestruturas em actividade, cria valor para os investidores, ao mesmo tempo que demonstra que a estratégia está a gerar resultados concretos. "Esta descoberta reforça a nossa confiança no potencial de Angola", disse o gestor.

A Bacia do Baixo Congo foi sempre uma zona de conforto da Chevron devido à sua geologia comprovada e décadas de experiência em Angola. A Chevron opera no País desde a década de 1930, tendo iniciado a exploração e produção em 1954.

A primeira descoberta offshore data de 1966. Esta nova descoberta segue- -se a outro marco recente alcançado pela Chevron no mesmo bloco, com o início da produção na Plataforma N"dola Sul, que arrancou em Dezembro de 2025, pouco mais de dois anos após o início da construção da plataforma. Para além do petróleo, a Chevron detém uma participação de 36,4% na Angola LNG, que tem capacidade para processar 1,1 mil milhões de pés cúbicos de gás por dia. Prevê-se também que a sua participação de 31% no projecto Novo Consórcio de Gás contribua para aumentar o valor do sector, estando a primeira produção dos campos de Quiluma e Maboqueiro prevista para 2026.

Actualmente, a Chevron produz cerca de 300 mil barris de petróleo por dia na África Subsariana. Nos últimos meses, a empresa reforçou a sua posição no sector através do sucesso obtido na Nigéria e aquisição de novas áreas de prospecção. Nos próximos anos, a Chevron prevê aumentar a sua presença na região subsariana, sobretudo na Namíbia, Nigéria, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial. Estêvão Martins – Angola in “Expansão”


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Moçambique – Pretende empresários chineses a investirem na industrialização

O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”


“Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo.

O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projetos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir.

Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social.

Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar rendimento em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo.

Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projetos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores.

Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo.

O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. “Queremos evoluir de uma parceria baseada no volume, para uma baseada no valor acrescentado, transferência de tecnologia, criação de emprego qualificado e desenvolvimento de cadeias produtivas. A nossa localização geográfica confere-nos uma vantagem estratégica única”, explicou Chapo, referindo-se aos acessos ao mar com ligações através dos corredores desenvolvidos e também às potencialidades agrícolas.

Chapo quer também estes empresários a investirem no setor de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais elétricas, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás.

Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado que decorre até esta semana, num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 4 de novembro de 2025

Timor-Leste - Aprova investimento para desenvolver campo Greater Sunrise

O Governo de Timor-Leste aprovou um investimento de 16 milhões de dólares para desenvolver o campo de gás Greater Sunrise e assegurar que o gasoduto vem para o país


A despesa de 16 milhões de dólares deve ser executada entre 2025 e 2027 e visa o “desenvolvimento do campo de gás Greater Sunrise e a realização dos estudos e iniciativas necessários para garantir a construção do gasoduto até Timor-Leste”, pode ler-se, num comunicado do Conselho de Ministros.

“O montante autorizado abrange a realização de levantamentos geofísicos e sismos de ultra-alta resolução relativos ao gasoduto de exportação de gás do Greater Sunrise e ao gasoduto de Bayu-Udan, essenciais para a fase técnica e de planeamento do projecto”, acrescenta o comunicado.

Em Março, o Governo tinha também aprovado uma despesa de 40,5 milhões de dólares (35,2 milhões de euros) para implementar o projeto Tasi Mane, nomeadamente para a base de fornecimento do Suai e a autoestrada entre Zumalai e Natarbora.

A autoestrada e base de fornecimento do Suai são condições essenciais para a extração de hidrocarbonetos do Greater Sunrise para Natarbora, na costa sul do país.

Localizado a 150 quilómetros de Timor-Leste e a 450 quilómetros de Darwin, o projecto Greater Sunrise tem estado num impasse, com Díli a defender a construção de um gasoduto para o sul do país e a Woodside, segunda maior parceira do consórcio, a inclinar-se para uma ligação à unidade já existente em Darwin (Austrália).

O consórcio é constituído pela timorense Timor Gap (56,56%), a operadora Woodside Energy (33,44%) e a Osaca Gás (10%).

O impasse levou a ‘joint venture’ a solicitar um estudo conceptual elaborado pela empresa britânica Wood, que confirmou a viabilidade do desenvolvimento do Greater Sunrise em Timor-Leste.

A empresa britânica estudou quatro opções principais, nomeadamente o desenvolvimento do Greater Sunrise para Timor-Leste, para Darwin, no campo gás Ichthys, também na Austrália e operado pela japonesa INPEX, e uma nova instalação de Gás Natural Liquefeito também na Austrália. “A opção Gás Natural Liquefeito de Timor-Leste destaca-se por prever menores custos operacionais e, ao permitir melhores retornos gerais diretos e indiretos para Timor-Leste, criará um grande impacto socioeconómico no país”, refere o Governo timorense.

O executivo salienta também que o Greater Sunrise em Timor-Leste, segundo o estudo, poderá ter um “maior impacto positivo no Produto Interno Bruto e na criação de empregos, sendo igualmente a que apresenta os maiores retornos para o consórcio de desenvolvimento” daquele campo de gás.

O acordo de fronteira marítima permanente entre Timor-Leste e a Austrália determina que o Greater Sunrise, um recurso partilhado, terá de ser dividido, com 70% das receitas para Timor-Leste no caso de um gasoduto para o país, ou 80% se o processamento for em Darwin.

A ligação do gasoduto ao sul de Timor-Leste é considerada, pelas autoridades timorenses, como estratégica para o crescimento económico do país. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Noruega - O maior parque eólico flutuante do mundo irá alimentar plataformas de petróleo e gás

A gigante petrolífera Equinor está por trás do projecto, mas as energias renováveis ​​ainda representam apenas uma pequena fracção da sua produção total de energia


O maior parque eólico flutuante do mundo foi lançado oficialmente na costa oeste da Noruega.

A gigante dos combustíveis fósseis Equinor está por trás da enorme central Hywind Tampern, que irá gerar 88 megawatts (MW) de energia para abastecer plataformas próximas de petróleo e gás.

O projecto – que utiliza uma nova tecnologia para ligar 11 turbinas gigantes ao fundo do mar – recebeu reacções mistas por parte dos ambientalistas.

Embora ajude a reduzir as emissões dos campos de petróleo e gás, os defensores do clima argumentam que é altura de parar completamente a perfuração de combustíveis fósseis.

Se as grandes empresas de petróleo e gás podem ou devem fazer parte da transição para as energias renováveis ​​é também uma questão profundamente controversa. Um novo relatório do Greenpeace sublinha o quão pequeno é o papel da energia eólica e de outras soluções energéticas no portfólio da Equinor.

A empresa sediada na Noruega investe apenas 3% do seu orçamento em “baixo carbono real”, de acordo com a análise da Greenpeace da Europa Central e Oriental (CEE) sobre 12 empresas petrolíferas europeias.

Como o parque eólico flutuante fornecerá petróleo e gás?

A Equinor fez parceria com outras empresas petrolíferas OMV e Vaar Energi no parque eólico, que começou a produzir energia em novembro e atingiu capacidade total no início deste mês.

A energia produzida cobrirá cerca de 35 por cento da energia necessária para abastecer cinco plataformas offshore de petróleo e gás no Mar do Norte. Estas plataformas são intensivas em carbono, normalmente utilizando diesel ou gás para operar as suas máquinas.

Eletrificá-las com energia eólica reduzirá as emissões de CO2 dos campos em cerca de 200 mil toneladas por ano, afirma Equinor. Isso representa 0,4 por cento das emissões totais de dióxido de carbono da Noruega em 2022.

Hywind Tampen compreende 11 turbinas eólicas fixadas a uma base flutuante ancorada no fundo do mar, em vez de fixada no fundo do oceano – uma nova tecnologia que especialistas da indústria dizem ser adequada para uso em águas mais profundas offshore e que a Equinor espera desenvolver ainda mais.

A Noruega tem como meta 30 gigawatts de energia eólica offshore até 2040, o que duplicaria a produção atual de energia do país.

A electrificação das instalações offshore e onshore é essencial para que a Noruega alcance os seus objectivos climáticos nacionais ao abrigo do acordo de Paris, salienta a Greenpeace. Contribuem com cerca de um quarto para as emissões globais da Noruega.

O país vai licitar os seus primeiros parques eólicos comerciais, incluindo três flutuantes, neste outono.

Quão está a investir a Equinor na transição energética?

À medida que o mundo acorda para os poderes destruidores do clima pelo petróleo e gás, os produtores estão a encontrar as suas próprias formas de enfrentar a tempestade.

A Shell e a BP aumentaram a sua produção de petróleo e gás em 2023, retrocedendo nas promessas anteriores de redução. A Equinor, no entanto, nunca se desviou de um caminho de crescimento, afirma o Greenpeace.

A empresa, que é responsável por cerca de 70 por cento da produção de petróleo e gás da Noruega, aumentou os seus lucros em 134 por cento em 2022 em comparação com o ano anterior, depois de beneficiar dos preços altíssimos do gás na Europa após o início da guerra na Ucrânia.

A energia renovável representou apenas 0,13% da produção total de energia da empresa naquele ano.

E a “clara orientação fóssil do modelo de negócio” também é evidente nos seus investimentos, segundo o Greenpeace. Dos quase 10 mil milhões de dólares em 2022, 8,3 mil milhões de dólares (7,7 euros) foram diretamente para a expansão ou estabilização da produção de petróleo e gás.

Como a maioria das empresas petrolíferas, a Equinor está comprometida com o objetivo de ser uma “empresa líquida zero” até 2050. Mas afirma que, mesmo nesse prazo, “ainda haverá necessidade de petróleo e gás no mix energético de 2050”. planea usar compensações de carbono para neutralizar as suas emissões restantes.

Também estabeleceu como meta aumentar a capacidade instalada de energias renováveis ​​para 12-16 GW até 2030, acima dos 0,6 GW do ano passado. Projetos eólicos offshore de grande escala, como o Hywind Tampen, deverão realizar a maior parte desse trabalho.

Contudo, os ativistas do Greenpeace continuam céticos em relação à Equinor e ao resto da “dúzia suja” de empresas de energia. Apenas 0,3 por cento da produção de energia combinada das 12 empresas europeias em 2022 veio de fontes renováveis, conclui. E apenas 7,3% dos investimentos destas empresas no ano passado foram direcionados para energia verde.

“Em vez de fornecerem a energia limpa desesperadamente necessária, alimentam-nos com lixo verde. A falta de vontade das grandes petrolíferas em implementar mudanças reais é um crime contra o clima e as gerações futuras”, afirma Kuba Gogolewski, activista da Greenpeace na Europa Central e Oriental. In “Euronews.green” com “Reuters”


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Brasil - Galp quer aumentar produção de petróleo e ganhar posição no gás

O presidente executivo (CEO) da Galp, Andy Brown, disse que os investimentos no Brasil prevêem o aumento da produção de petróleo, com novas unidades, e que a empresa quer ganhar posição no mercado de gás natural do país.

“O Brasil é um país enorme em termos de recursos, por isso os nossos investimentos, primeiramente, serão no aumento da nossa produção de petróleo”, disse Andy Brown aos jornalistas, numa conferência de imprensa, na sede da Galp, em Lisboa, com o ministro das Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, após uma visita à empresa.

Adicionalmente, o CEO da empresa portuguesa, explicou, em inglês, que, além do projeto do campo de petróleo em Bacalhau, que está em construção, o plano de desenvolvimento da Galp prevê “novas unidades de produção”.

“Além disso, claramente nós queremos ganhar posição no mercado de gás, tanto na distribuição de gás das nossas próprias fontes, mas também de outros produtores, particularmente no pré-sal [grande reserva de petróleo e de gás natural encontrada em águas profundas], acrescentou o responsável da energética.

Questionado pelos jornalistas sobre o desinvestimento em petróleo, que foi anunciado pela Galp em 2021, Andy Brown explicou que o plano da empresa é deixar de furar o solo à procura de petróleo, uma vez que as reservas já descobertas garantem 50 anos de abastecimento, ao ritmo atual de produção.

A Galp anunciou, no início de novembro do ano passado, a intenção de terminar a atividade de prospecção e pesquisa de novos campos de petróleo e gás a partir do início de 2022, reiterando que, até 2030, tem como objetivo reduzir as emissões absolutas das operações em 40%.

Quanto às energias renováveis, Andy Brown garantiu que os previstos 600 megawatts (MW) no Brasil “é só o início”, uma vez que a empresa está a olhar para uma “plataforma mais alargada de oportunidades” em vários locais do país, concretamente energia solar e eólica, bem como “oportunidades de criar soluções híbridas com as duas”.

“O Brasil é um país muito atrativo para hidrogénio competitivo, o que não quer dizer que tenhamos, hoje, planos firmes nesse sentido, mas é uma área que vamos considerar no seu devido tempo”, sublinhou o CEO da Galp.

O ministro brasileiro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, referiu, na mesma conferência de imprensa, que a geração de energia solar e eólica no Brasil já representa 20% da capacidade instalada na matriz elétrica, estimando-se que cresça para próximo de 50% nos próximos 10 anos.

“Isso é fundamental para a transição energética, mas também para o desenvolvimento de tecnologias paralelas às renováveis, como o hidrogénio”, apontou o ministro de Bolsonaro. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Angola - Eleita para presidência da Organização dos Produtores de Petróleo Africanos

Organização dos Produtores Africanos de Petróleo considera a abordagem atual para a transição energética uma imposição unilateral

Angola foi eleita por unanimidade para a presidência da Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO, na sigla em inglês) na 41.ª sessão ministerial em Argel, foi anunciado pela entidade

Com a eleição de Angola, a presidência da APPO, será exercida em 2022 pelo ministro dos Recursos Petrolíferos angolano, Diamantino Pedro Azevedo. No comunicado saído da reunião, os 14 países-membros da APPO decidiram também que a próxima sessão decorrerá em Angola no último trimestre de 2022, em data a indicar pelas autoridades angolanas.

No encontro realizado na capital argelina, o conselho de ministros da APPO decidiu “prosseguir a exploração dos enormes recursos de petróleo e gás (...) para a emancipação económica dos seus povos, além da exploração do uso de energias renováveis”.

O comunicado destaca que no topo da agenda das discussões ministeriais esteve o “futuro da indústria de petróleo e gás em África à luz da busca global pela transição de energia”.

“A abordagem atual para a transição energética é uma imposição unilateral, em que os países desenvolvidos, que há mais de cem anos usam combustíveis fósseis para o crescimento das suas economias e sociedades e sempre estiveram cientes dos perigos das emissões, dizem agora ao mundo que os combustíveis fósseis são perigosos para a humanidade e que todos deveriam abandoná-los”, lê-se no comunicado.

O documento destaca que os ministros “notaram que este impulso agressivo para a transição de energia chega num momento em que as economias africanas estão prestes a se lançar na industrialização, o que requer muita energia, enquanto as economias dos países desenvolvidos agora requerem menos energia devido à sua transformação da manufatura para a produção de conhecimento e inteligência artificial”.

Relativamente ao financiamento de projetos de energia no continente, os ministros africanos decidiram avaliar os setores público e privado para garantir os fundos necessários para continuar a financiar a indústria de petróleo e gás.

“África terá de procurar conhecimentos, tecnologia, finanças e mercados para os seus recursos energéticos. O conselho de ministros notou que existe potencial, visto que África tem uma enorme população de 1,3 mil milhões de pessoas. Tudo o que ela precisa é ser mobilizada e capacitada para poderem comprar energia”, sustenta a APPO.

Com o apelo ao abandono da produção de petróleo e gás devido aos seus efeitos adversos sobre o ambiente, os ministros africanos reafirmaram o seu compromisso com a proteção do meio ambiente, enfatizando a necessidade de se encontrarem tecnologias que possibilitem o uso de combustíveis fósseis ao mínimo.

Nesse sentido, apelaram aos países tecnologicamente avançados e financeiramente capazes para darem o seu apoio aos países africanos na luta dos desafios da transição energética.

Fazem parte da APPO, além de Angola, África do Sul, Argélia, Benim, Camarões, Chade, Egito, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Níger, Nigéria, República do Congo e República Democrática do Congo. In “Milénio Stadium” - Canadá


quinta-feira, 6 de junho de 2019

Guiné Equatorial – Pretende construir refinaria de Cabinda e investir no setor do gás em Angola

A Guiné Equatorial manifestou ao Governo angolano o interesse em construir, de raiz, a refinaria de Cabinda, pretendendo também investir no setor do gás, disse à agência Lusa o ministro das Minas e Hidrocarbonetos equato-guineense.

Segundo Gabriel Mbaga Obiang Lima, que se encontra em Luanda a participar na conferência Angola Oil & Gas 2019, a manifestação do interesse das autoridades de Malabo já foi expressa ao Governo angolano, sublinhando a vontade de criar parcerias face à experiência da Guiné Equatorial quer na construção de refinaria quer no gás.

"Viemos também para ver oportunidades de investimento. Queremos criar parcerias entre as petrolíferas para que comecem a trabalhar em conjunto, em concessões, etc. Mas um setor crítico [em Angola] é o da refinaria. Sabemos que têm planos para construir uma nova refinaria, pelo que estamos interessados em trabalhar desde o início com Angola, quer como parceiro quer como cliente", afirmou em inglês Gabriel Lima.

Segundo o também filho do Presidente equato-guineense, Malabo está interessada na construção da refinaria de Cabinda, salientando que pode ser também uma porta de entrada para outros investimentos em Angola por parte da Guiné Equatorial, um dos principais produtores de petróleo em África.

"A outra intenção é investir no gás. O gás é muito importante para nós. Temos imensa experiência, temos um plano para o metanol, temos planos para o gás destinado à energia. Acreditamos que temos muita experiência no setor e que poderemos trabalhar em conjunto com Angola para o desenvolver", declarou.

Questionado pela Lusa sobre as razões que levaram, só agora, as autoridades equato-guineenses a apostar em Angola, Gabriel Lima referiu que "são as mesmas" pelas quais a Guiné Equatorial optou por não aderir à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), avançando com um 'mea culpa'.

"[Não começámos a trabalhar com Angola há mais tempo] pela mesma razão que não aderimos à OPEP. Quando temos a bonança, quando temos muito dinheiro, acreditamos que não precisamos da ajuda de ninguém, porque com o dinheiro pode comprar-se tudo. É só quando se começa a ter problemas é que começamos a pensar que a cooperação é boa", admitiu, reconhecendo os "erros" do passado.

"Sim, conhecemo-nos [Angola e Guiné Equatorial], mas não trabalhamos em conjunto e isso foi um erro que necessita de ser corrigido em vez de se responsabilizar alguém. Isto tem de parar. É preciso voltar atrás, reentrar e ver como se poderá caminhar em conjunto e é isso que estamos a fazer agora", acrescentou.

Sobre a participação no Angola Oil & Gas, o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial admitiu que veio à procura de oportunidades de investimento, pois no certame estão muitos dos grandes 'players' internacionais do setor, não só em Angola como também noutros países.

Elogiando as reformas em curso no setor do petróleo e gás em Angola, Gabriel Lima referiu que a presença da Guiné Equatorial no evento deve-se também ao facto de o país estar a celebrar o Ano Internacional da Guiné Equatorial, o que permite que o país participe "em muitas conferências africanas ligadas ao setor". In “Angola 24 Horas” - Angola

sábado, 14 de julho de 2018

Gana - ENI começou a exploração offshore de gás

A ENI começou a exploração offshore e gás, com o apoio do Banco Mundial. Uma produção destinada ao consumo interno e que poderá auxiliar o país, segundo a empresa



A ENI, companhia petrolífera italiana com interesses em Portugal, obteve licença de exploração offshore para a produção de gás no Gana, na África ocidental, e há dias deu início à produção no campo de Sankofa, sob o projecto integrado Offshore Cape Three Points (OCTP).

Este é o único projecto de gás em águas profundas não associado da África sub-saariana totalmente destinado ao consumo interno, que garantirá ao Gana fornecimentos de gás estáveis (180 milhões de pés cúbicos standard por dia durante 15 anos).

O projecto, desenvolvido também com o apoio do Banco Mundial, pode ajudar o Gana a mudar o seu paradigma energético, trocando a energia movida a petróleo para uma fonte de energia mais limpa, contribuindo para o seu desenvolvimento tanto económico e sustentável. E será suficiente para converter em gás, metade da energia do Gana.

Este parque será iniciado a partir de dois dos quatro poços submarinos de águas profundas ligados ao navio flutuante de produção, armazenamento e descarregamento (FPSO), John Agyekum Kufuor. Sendo que se espera que a produção de petróleo e gás da OCTP atinja os 85 mil barris por dia.

“O OCTP alia criação de valor com sustentabilidade social e ambiental. O gás do OCTP irá contribuir para a estabilidade do Gana em termos de energia, que é um pré-requisito para o crescimento industrial e económico do país, e ao mesmo tempo auxilia nas questões de sustentabilidade”, referiu o CEO da ENI, Claudio Descalzi. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

quinta-feira, 1 de março de 2018

UCCLA – Assinatura de Protocolo com a Fundação GALP numa Colaboração com Bissau

No próximo dia 2 de março, pelas 11h30, será assinado um protocolo de colaboração entre a UCCLA e a Fundação GALP para a realização do “Projeto de Desenvolvimento de Energias Domésticas Sustentáveis da Cidade de Bissau”, o qual visa incentivar e estimular a crescente utilização de gás butano, como fonte de energia alternativa ao tradicional uso do carvão, junto de agregados familiares dos bairros de Bissau.

Trata-se de uma ação apoiada e financiada pela União Europeia, inserida no programa “Pacto dos Autarcas para a África Subsaariana - fase II”.

Este protocolo vem na sequência do acordo firmado entre a UCCLA e a Câmara Municipal de Bissau, em novembro de 2017.


Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros: 714, 727 e 751 - Altinho, e 728 e 729 - Belém
Comboio: Estação de Belém
Elétrico: 15E - Altinho
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Timor-Leste - Conciliação entre a República Democrática de Timor-Leste e a Comunidade da Austrália

A Comissão de Conciliação reuniu-se durante a semana de 11 de dezembro de 2017, em Singapura, com a República Democrática de Timor-Leste (“Timor-Leste”) e a Comunidade da Austrália (“Austrália”), e também com a Joint Venture Greater Sunrise. O propósito de tais encontros era analisar o progresso do caminho para o desenvolvimento dos campos de gás de Greater Sunrise e fixar um prazo para assinatura do tratado de fronteira marítima acordado entre os dois governos.

Estas reuniões fazem parte de um diálogo estruturado no âmbito da conciliação entre Timor-Leste e Austrália, conduzida por uma Comissão de Conciliação, nos termos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e sob os auspícios do Tribunal Permanente de Arbitragem (“TPA”). No curso do processo de conciliação, as Partes chegaram a um acordo sobre o texto de um tratado que delimita a fronteira marítima entre ambos no Mar de Timor e aborda o estatuto jurídico do campo de gás de Greater Sunrise, o estabelecimento de um Regime Especial para Greater Sunrise, um caminho para o desenvolvimento do recurso e a partilha da receita resultante. Governo de Timor-Leste

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Moçambique – Evento Mozambique Gas Summit

A cidade de Maputo acolhe, esta semana, a agenda Mozambique Gas Summit 2016, uma das principais cimeiras realizadas regularmente em Moçambique, versando sobre temas relacionados com a indústria de petróleo e gás no país e no mundo.

O evento a decorrer desde ontem 30 de Novembro e até amanhã 02 de Dezembro é organizado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) em parceria com a empresa de eventos CWC.

Uma nota da ENH indica que a agenda oficial do evento inclui um dia de debates sobre o Conteúdo Nacional e dois dias de discussões em painéis estratégicos.

A cimeira reúne representantes do Governo e de empresas nacionais com partes interessadas estrangeiras e potenciais investidores para discutir estratégias e oportunidades para o desenvolvimento das reservas de gás natural descobertas na bacia do Rovuma.

A cimeira que arrancou na quarta-feira, com um dia sobre Conteúdo Nacional e com quatro sessões dedicadas a questões legais, o papel das pequenas e médias empresas (PME) bem como debates sobre boas práticas de implementação de políticas.

Hoje e amanhã os líderes moçambicanos convidarão parceiros internacionais para debates em painéis estratégicos sobre tópicos importantes que norteiam os desenvolvimentos da indústria nacional de hidrocarbonetos; incluindo o ponto de situação dos projectos.

Outros temas são: o papel da tecnologia para a sua maximização; gestão de possíveis impactos sociais e ambientais; diversificação da economia através do uso do gás doméstico; financiamento aos projectos e colaboração regional para o desenvolvimento das infra-estruturas necessárias para a implementação dos projectos.

Paralelamente a estas sessões, a cimeira irá também contar com uma área de exposição, onde serão realizadas importantes actividades de networking. A exposição de capacidades e soluções entre os líderes do sector energético visa facilitar parcerias e relações de negócios que podem contribuir para o futuro desenvolvimento da indústria. In “Jornal de Negócios” - Moçambique 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Brasil - Na contramão, o Brasil aumenta, em vez de reduzir, a tributação sobre petróleo e gás

Enquanto os principais países latino-americanos têm apostado na redução de tributos e das participações governamentais (royalties e participações especiais, por exemplo), na tentativa de criar condições mais favoráveis à produção de petróleo, o Brasil caminha na direção inversa, aponta um estudo do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEE/UFRJ). Embora o governo já tenha sinalizado que pretende prorrogar por mais 20 anos a validade do Repetro (regime que desonera de impostos federais a compra de bens para exploração e produção de óleo), o professor Edmar Almeida defende que o país precisa de um debate mais amplo sobre tributação.

Segundo ele, a recuperação da indústria petrolífera vai depender da capacidade de o país disputar com outros mercados a atração de investimentos privados. No entanto, o aumento da tributação no Rio, a partir da criação de uma taxa de fiscalização e da cobrança de ICMS sobre a produção; a revisão da metodologia de cálculo dos royalties pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que promete elevar as receitas dos Estados; e as complexidades do Repetro colocam o Brasil na contramão da tendência global de redução e simplificação dos tributos.

Ele lembra que países latino-americanos como Argentina, Colômbia e México já saíram na frente, ao reduzir as participações governamentais.

“De 2008 a 2014, o Brasil não estava tão ruim na foto, porque muitos países [Argentina, Equador, Venezuela e Bolívia] pioraram seus termos fiscais [em meio ao cenário de alta dos preços do barril]. Mas a partir de 2014 os preços caíram no mercado internacional, houve nova onda de revisão dos sistemas fiscais, e o Brasil está adotando um caminho contrário”, diz Almeida, um dos autores do estudo, encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) e que será apresentado hoje no ciclo de debates econômicos da associação.

O aumento da tributação no Rio é um exemplo emblemático nesse sentido. Segundo o GEE/UFRJ, se confirmadas as medidas tributárias, projetos do pré-sal não seriam rentáveis com preços a menos de US$ 122 o barril. Embora o assunto esteja na mesa do Supremo Tribunal Federal (STF), Almeida acredita que, mesmo que não vingue, a medida já mexe com a atratividade do mercado brasileiro.

“É uma sinalização ruim. Como se explica lá fora [para a matriz das multinacionais] que um imposto foi criado e está no STF? Na disputa por investimentos, não importa muito se está no Supremo ou não. Já entra na conta [dos estudos de economicidade dos projetos], isso afasta investimentos”, explica.

Para o secretário-executivo do IBP, Antônio Guimarães, o momento é oportuno para se criar uma agenda de debate sobre a participações governamentais, já que o governo sinaliza para 2017 a realização do leilão de áreas unitizáveis do pré-sal e a 14ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios a ANP. Segundo ele, a tributação é um elemento importante para aumentar a competitividade da indústria brasileira e para garantir o sucesso dos leilões.

Para Almeida, a discussão sobre as participações governamentais no Brasil passa não só pelo nível da tributação, como também pela necessidade de simplificação do regime fiscal. “É um sistema muito complexo. As interpretações sobre o Repetro mudam muito ao longo do tempo, é instável. Basta uma portaria da Receita para mudar os produtos que se enquadram ou não no regime”, afirma.

Um dos principais pleitos da indústria, a prorrogação do Repetro é considerada essencial para manter o mínimo de competitividade do Brasil. De acordo com o GEE/UFRJ, sem o regime os projetos no pré-sal não seriam viáveis com o barril a menos de US$ 74. Independentemente da renovação do Repetro, o retorno dos projetos no país já é menor que na Nigéria, Angola, Noruega, Canadá, Moçambique, EUA e Reino Unido, segundo a Wood Mackenzie. André Ramalho – Brasil in "Valor Econômico"

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Portugal – No cruzamento das redes de globalização

Os portos e a Economia do Mar são "um caminho vital para o futuro" de Portugal "na construção de um espaço geoeconómico atlântico".

Ideia defendida por António Costa Silva, presidente do grupo Partex Oil and Gas, na intervenção de fecho da conferência "Desafios do Mar Português", organizada esta quarta-feira pelo Centro de Investigação e Estudos do Mar (CIEMar), em Ílhavo.

O gestor da companhia petrolífera portuguesa propriedade da Fundação Calouste Gulbenkian projetou "uma visão para Portugal" no século XXI que deve ter em conta "a centralidade atlântica do País no cruzamento das redes energéticas, comerciais, financeiras e outras" para moldar o desenvolvimento económico.

Nesse contexto, o presidente da Partex defendeu a importância de Portugal aproveitar como "âncora" os recursos da sua Zona Económica Exclusiva (ZEE), mas também uma "política de alianças" e a "interação com o hinterland", através das redes europeias de transportes, as redes comerciais e do conhecimento.

90 % do comércio mundial já se faz pelo mar, colocando os oceanos como eixo central no enquadramento geopolítico, com efeitos na globalização e luta por recursos.

Costa Silva perspetiva, por isso, "um novo papel da Bacia Atlântica que está a reemergir" devido a descobertas energéticas das últimas décadas e do potencial das ZEE, em particular a de Portugal.

Cerca de 90% dos recursos offshore descobertos no planeta estão localizados no oceano Atlântico (Brasil, Angola têm papeis fundamentais no Atlântico Sul), onde existem 30% do petróleo e 35% de gás.

"Com o declínio do preço do petróleo alguns destes projetos que são caros estão congelados ou adiados, mas vão retornar porque o consumo de energia vai aumentar" disse o gestor e especialista da área energética, sublinhando, por isso, a necessidade de desenhar "uma estratégia multidimensional" para aproveitar as oportunidades, assumindo os portos e a Economia do Mar "uma centralidade incontrolável".

Discurso direto

"Possíveis futuros? Portugal precisa de um grande hub portuário, polivalente. Atenção aos grandes navios (...). Portugal tem de ficar agregado às redes transeuropeias de transporte. Portugal tem de ficar ancorado à sua ZEE. Temos recursos (...). A mineração do espaço marítimo será incontornável. Se não o fizermos, outros farão em outras partes do mundo" - António Costa Silva, presidente do grupo Partex.

"Devemos mapear os nossos recursos, é uma função de soberania. Existe interesse e potencial em explorar no offshore. Vamos perfurar para saber se existe gás no Algarve, com regras claras e eficazes". In “Notícias de Aveiro” - Portugal