Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Rússia - Livro português vence concurso internacional de ilustração e design



O livro “Club Med”, escrito por João Pedro Mésseder, ilustrado por Ana Biscaia e desenhado por Joana Monteiro, venceu o concurso internacional de ilustração e design de livros, na Feira Internacional do Livro de Moscovo.

“O livro ‘Clube Med’ de João Pedro Mésseder, Ana Biscaia e Joana Monteiro (co-editado pelas edições Xerefé e pela Editora dos Tipos) foi galardoado com um diploma na 12.ª edição do Concurso Internacional de Ilustração e Design de Livros Image of the book na categoria livro de autor”, segundo um comunicado divulgado pela editora Xerefé.

Trata-se de um livro que fala sobre “o tempo presente, sobre o mundo trágico que habitamos”, sobre o “mar mediterrâneo cemitério de pessoas refugiadas” e sobre “a europa a devorar-se a si mesma”.

Foram mais de 600 os artistas que se apresentaram com os seus trabalhos, oriundos de Moscovo, São Petersburgo, Arkhangelsk, Volgogrado, Yekaterimburgo, Irkutsk, Krasnoyarsk, Yakutsk, outras cidades da Rússia e também da República da Bielorrússia, Ucrânia, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Itália, Portugal e Grã-Bretanha.

Lituânia, Polónia, República Checa, Suíça, Austrália, Irão, Líbano, Canadá, EUA, Brasil, Colômbia, Argentina, Taiwan, China, Coreia, Japão, África do Sul, foram os outros países de onde se apresentaram livros ilustrados a concurso.

Entre os vencedores, há uma sólida lista de ilustradores estrangeiros, pode ler-se no sítio da Federal Agency for Press and Mass Communications. In “Lux24” - Luxemburgo

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Portugal - “Máquina de Ouver” da FCTUC distinguida na Rússia

Um projeto experimental inovador sobre tipografia reativa – letras que reagem e representam o som –, desenvolvido por João Couceiro e Castro no âmbito da sua dissertação de Mestrado em Design e Multimédia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), fez furor na Rússia, tendo arrecadado um dos nove cobiçados prémios do Festival Internacional de Moscovo Typomania.

Instituído em 2012, o Typomania é um festival anual dedicado à tipografia, caligrafia, lettering, motion-design, e design interativo. Tem como missão a divulgação de trabalho desenvolvido na exploração da letra, da palavra e da linguagem. O evento em destaque no festival é um concurso de vídeo tipográfico que distingue os 9 melhores trabalhos (um por cada letra do nome do festival). Nesta edição foram selecionados 40 dos cerca de 500 vídeos submetidos por 340 autores de 28 países e, pela primeira vez na história do festival, há um português entre os vencedores.

O jovem investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC) conquistou o júri com um vídeo realizado através da sua “máquina de ouver”, um sistema capaz de transformar gravações de voz em composições tipográficas desenvolvido no âmbito do seu mestrado, sob coordenação dos professores Ana Boavida, Pedro Martins e Penousal Machado.

Este sistema «representa visualmente a expressividade do discurso humano através da manipulação da letra. Dito de outra forma, traduzimos as caraterísticas do som em variáveis tipográficas, ou seja, alteramos as letras consoante as medições que extraímos do som (por exemplo, a duração das pausas entre palavras ou sílabas, a intensidade com que falamos, a frequência da voz, etc.) e tentamos representar visualmente a voz humana», explica o jovem natural de Coimbra.



Para o concurso, João Couceiro e Castro recorreu à sua “máquina” para gerar um vídeo onde se podem «“ouver” excertos do poema “Cantiga dos Ais” de Armindo Mendes de Carvalho, interpretado por Mário Viegas no programa “A Dificuldade está na Escolha — Poesia Portuguesa I” (07-04-1984), retirado do arquivo da RTP». E impressionou de tal forma o júri que um dos membros, o suíço Niklaus Troxler, afirmou que o trabalho do jovem português foi o seu «favorito dos favoritos» por ser «o mais simples e o mais forte». Niklaus Troxler é também membro da AGI - Alliance Graphique Internationale, considerada a elite do design mundial.

João Couceiro e Castro refere que gosta de «explorar a ligação entre a oralidade e a representação visual da linguagem. Ao longo do meu percurso académico sempre explorei o uso do som como matéria-prima no processo de design, mas foi em 2017, quando iniciei o mestrado em Design e Multimédia na FCTUC, que encontrei a forma ideal de conjugar as minhas áreas de interesse, focando-me nas propriedades acústicas responsáveis pela expressividade da fala e que, até então, não teriam forma de ser apresentadas na escrita de um modo sistemático».

Sobre possíveis aplicações para esta “máquina de ouver”, o aluno frisa que se trata de um projeto «experimental inovador, de caráter subjetivo, não se focando em qualquer aplicação em concreto». No entanto, tem potencial para ser usado, por exemplo, «na preservação de património que está unicamente de forma oral, que não existe escrito».

Para Penousal Machado, docente e diretor do CISUC, este prémio «confirma o reconhecimento crescente da qualidade da investigação desenvolvida na FCTUC na área do Design para Meios Computacionais. Por exemplo, vários alunos nossos estão nomeados para prémios importantes, como Sonae media art, European Design Awards e Independent Music Awards».

O vídeo submetido ao Festival Typomania (https://en.typomania.ru/) pode ser visualizado: aqui. O projeto “Máquina de Ouver” está disponível: aqui. Universidade de Coimbra “Faculdade de Ciências e Tecnologia” - Portugal

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Moçambique - Firmado novo acordo marítimo para estimular colaboração militar com a Rússia

Os ministros da Defesa de ambos os países, Sergei Shoigu e Atanásio Salvador Mtumuke, firmaram na passada quarta-feira, 04 de Abril de 2018, o acordo intergovernamental sobre o regime simplificado quanto à entrada de navios militares da Marinha russa em portos moçambicanos



Além disso, destaca-se que em 04 de abril os ministros firmaram em Moscovo um memorando sobre a cooperação militar naval entre os Ministérios da Defesa dos dois países, informa o Ministério da Defesa da Rússia.

"Esperamos que a assinatura do acordo intergovernamental sobre o regime simplificado quanto à entrada de navios militares russos em portos de Moçambique e também do memorando sobre a cooperação militar naval entre os nossos Ministérios estimule o desenvolvimento da nossa colaboração militar", declarou Shoigu.

No âmbito da VII Conferência de Segurança Internacional de Moscovo os ministros da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, e de Moçambique, Atanásio Salvador Mtumuk, firmaram o acordo intergovernamental sobre o regime simplificado quanto à entrada de navios militares da Marinha russa em portos moçambicanos e o memorando sobre a cooperação militar naval entre os ministérios dos dois países.

Ao mesmo tempo, o ministro moçambicano sublinhou que seu país está realmente interessado no próximo desenvolvimento de cooperação com a Rússia.

"Gostaríamos também de sublinhar que nossa bandeira nacional retrata o fuzil Kalashnikov, que simboliza as profundas relações entre nossos países na área militar e esperamos que sejam eternas", afirmou Mtumuk.

Segundo ele, as relações com Moscovo "surgiram bem no início", quando Moçambique começou a luta pela liberdade nacional e continuaram até mesmo quando as forças armadas moçambicanas já estavam formadas.

Previamente, foi informado que Rússia e Moçambique estabeleceram a Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica, Científica e Técnica que deve contribuir substancialmente para a implementação dos planos estabelecidos entre os países. In “Sputnik Brasil” - Brasil

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Angola – Candidaturas a programas de bolsas de estudo nos Estados Unidos e Rússia

Os cidadãos angolanos interessados em estudar na Rússia e nos Estados Unidos podem fazê-lo mediante a candidatura a programas de bolsas de estudo em curso nos dois países, cujas inscrições decorrem online



A Rússia e os EUA têm as portas abertas para receber estudantes angolanos, que se podem candidatar aos programas de bolsas de estudo recém-lançados por russos e americanos para os anos lectivos 2018/19 e 2019/20, respectivamente.

Os interessados num futuro académico na Rússia devem inscrever-se no sítio www.russia.study, disponível em russo, inglês, francês e espanhol.

O processo de selecção inclui, depois da validação de alguns documentos - incluindo um certificado de habilitações reconhecido pelo Ministério das Relações Exteriores -, a submissão a provas, previstas para o final deste mês ou início de Março, em data e local ainda a anunciar.

As condições estão disponíveis no portal www.russia.study, e podem ser esclarecidas junto da Embaixada da Rússia em Angola, mas passam também pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudos (INAGBE), onde os candidatos têm de estar registados.

Mestrados nos EUA

Já a ida para os EUA, através do Programa de Bolsas de Estudo J. William Fulbright para mestrados, referente ao ano lectivo 2019/2020, dispensa a inscrição no INAGBE.

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos da América em Luanda, que divulgou a oferta, as denominadas Bolsas Fulbright "habilitam à frequência, em regime presencial e a tempo integral, de cursos de mestrado em universidades acreditadas nos EUA para candidatos que já possuam o diploma de licenciatura".

Para além de exclusivas para licenciados, as bolsas americanas exigem que os candidatos sejam residentes em Angola e tenham fluência em Inglês.

Os interessados podem inscrever-se até ao próximo dia 20 de Abril, pela morada https://iie.embark.com/auth/login. In “Novo Jornal” - Angola

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Internacional - Primeiro navio tanque quebra-gelos em trânsito na Rota do Árctico

O navio tanque quebra-gelos de Gás Natural Liquefeito, GNL, Christophe Margerie, já iniciou a sua viagem pela Rota do Árctico.

Com uma capacidade de 172 410 cbm, o Christophe de Margerie é o primeiro navio a percorrer a Rota do Árctico sem escolta de navios quebra-gelos, encurtando assim de 30 para 15 dias o tempo de viagem que demoraria a realizar se seguisse pela tradicional Rota do Suez em vez da nova Rota do Estreito de Bering.

O Christophe de Margerie, de 229 metros, é o primeiro de uma série de 15 navios que estão a ser construídos para o projecto da Total, Yamal LNG, em desenvolvimento no Norte da Rússia, pelos estaleiros Sul-Coreanos da DSME. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

sábado, 15 de julho de 2017

Rússia - Centro Lusófono traduz contos de 32 autores brasileiros

SÃO PETERSBURGO – Os professores-tradutores do Centro Lusófono Camões, da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, já traduziram contos de 32 autores brasileiros contemporâneos que vão figurar em edição impressa russo-portuguesa a ser publicada pela instituição com o apoio da Embaixada do Brasil em Moscou.

Segundo o diretor do Centro Lusófono Camões, professor Vadim Kopyl, responsável pela publicação, a edição será dedicada à memória de Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010), ex-embaixador do Brasil em Portugal (1979-1983), e do padre Joaquim António de Aguiar (1914-2004), fundador e diretor do Colégio Universitário Pio XII, de Lisboa, e presidente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, considerado co-fundador da instituição.


Castro Alves exerceu postos na Embaixada do Brasil em Moscou e foi chefe de gabinete no Ministério das Relações Exteriores e presidente do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), em Washington. Sócio-honorário do Centro Lusófono Camões, traduziu o romance em versos Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837), publicado em 2008 pelo Grupo Editorial Azbooka-Atticus, de Moscou, em edição russo-portuguesa, e pela Editora Record, do Rio de Janeiro, em 2010.

Em 2006, com o apoio da Embaixada do Brasil em Moscou, o Centro Lusófono Camões publicou o livro Contos e, em 2007, Contos Escolhidos, ambos de Machado de Assis (1839-1908), em edição russo-portuguesa, com prefácios de Adelto Gonçalves, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor das biografias Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999) e Bocage: o Perfil Perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003).

Desde a sua fundação em 1999, o Centro publicou também em edições bilíngues os livros Guia de Conversação Russo-Portuguesa Contemporânea, Poesia Portuguesa Contemporânea (2004), que reúne poemas de 26 poetas portugueses, e Vou-me embora de mim (2007), do poeta português Joaquim Pessoa. Em 2013, a Embaixada do Brasil em Moscou apoiou a publicação da segunda edição revista do livro Contos Escolhidos, de Machado de Assis.

O Centro Lusófono Camões, que hoje abriga 18 estudantes russos que estudam a Língua Portuguesa, mantém uma biblioteca com mais de dois mil livros editados no Brasil e em Portugal. As instituições e autores do mundo lusófono que quiserem enriquecer o acervo do Centro devem enviar os seus livros para:

Prof. Vadim Kopyl
CENTRO LUSÓFONO CAMÕES
Moica 48 - UNIVERSIDADE ESTATAL PEDAGÓGICA HERTZEN k. 14
São Petersburgo – Rússia

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Rússia – Cientistas a um passo da cura da cegueira

A cura da cegueira está próxima. Quem o garante é o Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, cujos cientistas afirmam ter cultivado retinas, com sucesso, através da reprogramação de células



Segundo um estudo publicado na passada quarta-feira no jornal russo Izvestia, um primeiro transplante de testes será realizado em 2017.

Com a ajuda de novas tecnologias, cientistas planeiam realizar posteriormente estudos também no uso de células reprogramadas no tratamento da doença de Parkinson.

A reprogramação de células é um fenómeno bastante recente na ciência.

O professor Signa Yamanaka, investigador da Universidade de Quioto e prémio Nobel em 2012, descobriu a capacidade única de células humanas de determinados tecidos, como a pele, de mudar a sua estrutura para o estado embrionário.

As células-estaminais podem também dar origem a quase todo o tipo de tecido.

Segundo os cientistas do CAC MFQ – Centro de Análises Clínicas de Medicina Físico-Química da Rússia, é agora possível criar uma retina a partir dos fibroblastos da pele.

Esta operação permitirá tratar, em primeiro lugar, pacientes que estão a perder a visão devido a degeneração macular genética, doença que causa a cegueira em pessoas com mais de 55 anos.

O tecido mais fácil de usar na reprogramação de células é a pele, porque a realização da biopsia não causa danos graves ao paciente, e as células multiplicam-se significativamente.

Mesmo havendo alguns tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre 20 e 30 anos, – não havendo, até agora, tratamento eficaz contra ela.

Segundo o chefe do Laboratório de Tecnologias Biomédicas do CAC MFQ, Sergei Kiselev, testes clínicos de transplante de retina estão a ser realizado actualmente nos EUA e na Europa.

Foram também realizados no Japão, antes de serem temporariamente suspensos devido a mudanças na legislação, mas o país pretende continuar com o desenvolvimento da técnica em 2017.

Mesmo havendo tratamentos que retardam o progresso da cegueira, os pacientes com degeneração macular genética começam a cegar entre os 20 e 30 anos, pois não há, até agora, um tratamento definitivo contra a cegueira.

A técnica poderá também ser usada para o transplante de neurónios humanos, que, juntamente com um procedimento da correcção de genoma, ajudará no tratamento de pacientes com a doença de Parkinson. In “ZAP.aeiou” - Portugal

domingo, 14 de agosto de 2016

Rússia – Nova tecnologia nas motocicletas

A motocicleta todo-terreno Tarus, criada por engenheiros de Kaluga (Rússia), é um veículo extraordinário. Com efeito, com seu motor de sete cavalos-vapor de potência, a Tarus 2x2 (duas rodas motrizes) move-se à velocidade de até 35 km/h e pode funcionar durante 10 horas com um só tanque cheio.

Depois de desmontada, ela pode ser colocada na mala do carro. O peso dela varia de 60 a 82 quilogramas, dependo do tipo de motor. Outra vantagem é a ausência de peças complexas ou sofisticadas.

O veículo destina-se a percorrer longas distâncias fora de estrada, isto é, ela é o transporte ideal para agricultores e caçadores, explicam os fabricantes.

A motocicleta todo-terreno, logo que apareceu, suscitou o interesse dos compradores estrangeiros. As exportações estão planeadas para começar no final de 2016. Pode aceder a imagens da motocicleta aqui. In “Sputnik” - Rússia

sábado, 14 de maio de 2016

Rússia - Centro Lusófono de São Petersburgo recebe visita de adido cultural do Brasil

SÃO PETERSBURGO – O Centro Lusófono Camões, da Universidade Estatal Pedagógica Herzen, de São Petersburgo, recebeu a visita do adido cultural da Embaixada do Brasil em Moscou, primeiro-secretário Igor Germano. Durante a visita, o adido fez a entrega de livros, edições bilíngues e documentários para o acervo do Centro Lusófono Camões. O adido cultural aproveitou a viagem a São Petersburgo para visitar mais duas universidades de São Petersburgo onde ensinam a Língua Portuguesa.

Os professores-tradutores do Centro Lusófono Camões preparam atualmente a tradução dos trabalhos que constituirão o livro Antologia de Contos Brasileiros, que será editado pela instituição, provavelmente com o apoio da Embaixada do Brasil e do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O livro deverá reunir cerca de 30 autores brasileiros contemporâneos. Até agora, segundo o professor Vadim Kopyl, diretor do Centro e responsável pela publicação, já foram traduzidos para o russo 18 contos.

Em 2006 e 2007, o Centro Lusófono Camões publicou em edição russo-portuguesa, com o apoio da Embaixada do Brasil em Moscou, os livros Contos de Machado de Assis e Contos Escolhidos de Machado de Assis, com prefácios do escritor e professor Adelto Gonçalves, doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2013, a Embaixada apoiou a publicação da segunda edição revista do livro Contos Escolhidos de Machado de Assis.

Desde a sua fundação em 1999, o Centro publicou também em edições bilíngues os livros Guia de Conversação Russo-Portuguesa Contemporânea, Poesia Portuguesa Contemporânea (2004), que reúne poemas de 26 poetas portugueses, e Vou-me embora de mim (2007), do poeta português Joaquim Pessoa. O Centro Lusófono Camões mantém estudantes nos níveis zero, médio e superior.

Biblioteca

Desde campanha iniciada em agosto de 2011, o Centro Lusófono Camões recebeu mais de 300 livros de instituições e autores do mundo lusófono que enriqueceram sobremaneira o seu acervo, mantendo seus professores e estudantes atualizados sobre a movimentação cultural nos países de Língua Portuguesa. As instituições, editoras e autores interessados devem enviar os seus livros e outras publicações para:

Prof. Vadim Kopyl
CENTRO LUSÓFONO CAMÕESMoica 48 - UNIVERSIDADE ESTATAL PEDAGÓGICA HERZEN k. 14
São Petersburgo – Rússia

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Rússia - Centro Lusófono russo prepara antologia de contos brasileiros

SÃO PETERSBURGO – O Centro Lusófono Camões, da Universidade Estatal Pedagógica Herzen, de São Petersburgo, está preparando a publicação de uma antologia de contos brasileiros contemporâneos em edição russo-portuguesa. Segundo o diretor do Centro Lusófono, professor Vadim Kopyl, responsável pela publicação, a antologia reunirá mais de 30 autores e será dedicada à memória do ex-embaixador do Brasil em Portugal (1979-1983), Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010), antigo sócio honorário da instituição, que exerceu postos na Embaixada do Brasil em Moscou, foi chefe de gabinete no Ministério das Relações Exteriores e presidente do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), em Washington, entre outros cargos.

Os contos são, em geral, de autores que enviaram ao Centro seus trabalhos, que estão sendo traduzidos por professores-tradutores ligados à instituição. Entre os autores selecionados, estão Adelto Gonçalves, Adriano Edson Macedo, Anderson Braga Horta, Branca Maria de Paula, Caio Porfírio Carneiro, Carlos Pessoa Rosa, Carlos Trigueiro, Ciro de Mattos, Cunha de Leiradella, Dilermando Rocha, Edmar Monteiro Filho, Edson Amâncio, Eltânia André, Francisco Magno, Helena Parente Cunha, Iacyr Anderson Freitas, Ivan de Castro Alves, Ivan G. Ferreira, Luiz Ruffato, Jaime Prado Gouvêa, Lustosa da Costa (1938-2012), Oleg Almeida, Ozias Filho, Pedro Maciel, Rejane Machado, Ronaldo Cagiano, Rubens Neco da Silva e Susana Fuentes, entre outros.

Em abril, na Embaixada do Brasil em Moscou, foi lançado o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (1881-1922), publicado por uma editora de Moscou. Nos anos anteriores, foram apresentados ao público os livros Contos de Machado de Assis e Contos Escolhidos de Machado de Assis, publicados em edição bilíngue russo-portuguesa pelo Centro Lusófono Camões em 2006 e 2007, respectivamente, com prefácios do escritor e professor Adelto Gonçalves, doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP).

Desde a sua fundação em 1999, o Centro publicou também em edições bilíngues os livros Guia de Conversação Russo-Portuguesa Contemporânea, Poesia Portuguesa Contemporânea (2004), que reúne poemas de 26 poetas portugueses, e Vou-me embora de mim (2007), do poeta português Joaquim Pessoa. Em 2013, a Embaixada do Brasil em Moscou apoiou a publicação da segunda edição revista do livro Contos Escolhidos de Machado de Assis. O Centro Lusófono Camões mantém estudantes nos níveis zero, médio e superior.

Biblioteca

Segundo o professor Kopyl, o Centro Lusófono Camões recebeu por correio, desde agosto de 2011, mais de 300 livros de instituições e autores do mundo lusófono que vêm enriquecendo o seu acervo, a tal ponto que teve de instalar novas estantes em sua biblioteca. As instituições, editoras e autores interessados devem enviar os seus livros para:

Prof. Vadim Kopyl

CENTRO LUSÓFONO CAMÕES
Moica 48 - UNIVERSIDADE ESTATAL PEDAGÓGICA HERZEN k. 14
São Petersburgo – Rússia

domingo, 27 de dezembro de 2015

Portugal - A russa a caminho do Marão

"É de Sacalina?" E a mulher derreteu-se: "Estou em Portugal há 12 anos. É a primeira pessoa que me disse o nome da minha ilha."

Um amigo e, embora só recentemente conhecido, um rapaz do meu tempo, o embaixador Francisco Seixas da Costa tem um blogue. Há dias, a caminho da sua terra, passou por Amarante, foi atestar a uma bomba e encetou conversa com os olhos não mediterrânicos da garagista. "De onde é?" e tal, seguido de respostas em reticências, de alguém resignado a tão pouco se saber do seu país. Russa... de uma ilha... a norte do Japão... Rapaz do meu tempo, do tempo em que os atlas eram devorados com uma vontade que atestava na suspeita de talvez nunca se ir nem a Badajoz, Seixas da Costa disse-lhe: "É de Sacalina?" E a mulher derreteu-se: "Estou em Portugal há 12 anos. É a primeira pessoa que me disse o nome da minha ilha."

Porque também sou um rapaz do meu tempo, eu também diria Sacalina e, como gosto de apostar, talvez prescindisse da sugestão sobre ser do norte do Japão. A russa: "Sou duma ilha..." E eu, logo: "Sacalina!" E como gosto também de competir aproveitei para mandar ao meu amigo uma pergunta, em SMS: "De que país era capital a cidade antigamente conhecida como Santa Maria Bathurst?" Tinha uma armadilha, a Wikipédia não reconhece esse nome inteiro, só Bathurst, antigo nome da capital da Gâmbia, hoje Banjul. O nome da capital, no meu tempo liceu, incluía a ilha onde Bathurst estava (Santa Maria), nome completo que desapareceu bem antes do advento desse saber universal que é o Google. A resposta veio no quinquagésimo de segundo, afastando a hipótese de pesquisa prévia (que, aliás, não serviria de nada): "Gâmbia." Na verdade, porque ele é diplomata, escreveu em forma de dúvida delicada: "Gâmbia?"

Só confirmei o que já sabia, Seixas da Costa é um trota mundos, o seu blogue chama-se Duas ou Três Coisas, um piscar de olho ao filme de Jean-Luc Godard, Duas ou Três Coisas Que Sei Dela, sendo ela, Paris, onde ele foi embaixador. Apesar de ser sobre Paris, o filme tem como protagonista Marina Vlady (olha, outra russa pelo mundo), atriz a quem o realizador cometeu a tolice de pedir em casamento no começo das filmagens. Tendo levado com os pés, Godard nunca mais falou com a sua atriz durante a rodagem, com exceção de algumas ordens ditas para o microfone de orelha, a que ela tinha de responder olhando a câmara. Um dia, Godard atirou-lhe: "Define-te numa palavra!". Marina Vlady respondeu (e está no filme): "Indiferença." O exato oposto do que define Seixas da Costa, mesmo quando para numa estação de serviço a caminho do Marão.

Aquele breve diálogo quase trasmontano que culminou em Sacalina já me deu para três parágrafos, muitos comentários no tal blogue e, até, a poemas de amigos que partilham com Seixas da Costa uma mesa no bar Procópio, em Lisboa. Julgo que o desinteresse que os jornais colhem nos quiosques tem muito a ver com a indiferença com que eles passam por uma russa numa estação de serviço no caminho para o Marão. E, o que mais é, uma russa de Sacalina.

Um comentador do post prestou uma homenagem: garantiu que conhece uma aventura contada por Hugo Pratt na ilha russa. Estarei talvez enganado mas Corto Maltese nunca desembarcou em Sacalina. Mas há erros que revelam boa ciência: aquelas ilhas agrestes do extremo norte, com povos exagerados como os russos, cruzando-se com civilizações que desaparecem, são cenário típico do marinheiro de perfil cortado à faca. Estou a ver Corto Maltese a gostar do concerto duma nivkh, de um povo perdido que tange os tinrin, instrumentos em que, como todos sabemos, as cordas são vibradas com a língua.

A ilha Sacalina - lá vem o meu liceu, grande como Portugal, 600 mil habitantes, no extremo-nordeste da Ásia - foi disputada durante séculos pela Rússia e o Japão, e depois da II Guerra ficou soviética. Os japoneses levaram os aïnous, os russos ficaram com os nivkhs, cada um com as suas minorias, ambos povos siberianos. No ano passado, a empresa estatal Gazprom descobriu jazidas colossais de petróleo, a juntarem-se ao gás natural da ilha que já era o de maior produção na Rússia.

Já decidi, no próximo Natal vou encher o depósito a uma certa estação de serviços a caminho do Marão. Se a russa não estiver lá, deduzo que acabou a ironia da venda a retalho tão longe da grande produção (de Amarante a Moscovo, 4,5 mil quilómetros, de Moscovo a Sacalina, 9 mil). Se a russa estiver, quero saber dos muitos portugueses que, ao longo de 2016, lhe falaram do nome da sua ilha. Se eu não ficar satisfeito com a curiosidade dos portugueses, sigo outra sugestão de Seixas da Costa e em Amarante compro lérias, papos d"anjo, São Gonçalos, foguetes e brisas do Tâmega, doces de tanger a língua. Ferreira Fernandes – Portugal in “Diário de Notícias”

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Brasil – Paraná procura investimento russo

O governador Beto Richa se reuniu na passada segunda-feira, 19 de Outubro de 2015, em Moscou, na Rússia, com a diretoria da Uralkali, fabricante de fertilizantes, para buscar a ampliação dos investimentos da empresa no Paraná. O governador lidera uma comitiva paranaense que já esteve na China e, depois da Rússia, irá também à França para prospectar novos investimentos, parcerias e negócios para o Paraná. Em Moscou, Richa e a comitiva já estiveram, também, na Gazprom, a maior produtora e uma das principais exportadoras de gás natural do mundo.

A Uralkali anunciou, em janeiro deste ano, um investimento de R$ 160 milhões no porto de Antonina. O investimento ampliará a capacidade de descarregamento de fertilizantes do Porto de Antonina, permitindo que UralKali dobre o volume de fertilizantes que envia ao Brasil, das atuais 500 mil toneladas para 1 milhão de toneladas por ano, a partir de 2018.

No encontro, o diretor-financeiro da Uralkali, Anton Vishanenko, garantiu que há potencial para que os aportes da empresa sejam ampliados. O diretor de Marketing, Konstantin Solodovnikov, e o gerente de Logística, Wladislav Rusetski, também acompanharam a reunião.

“O Paraná tem grande satisfação em receber investimentos como o que foi anunciado pela Uralkali, dentro do nosso projeto de viabilizar, de forma concreta, o desenvolvimento socioeconômico de nosso Estado”, afirmou Richa. “Por isto, friso que a presença da Uralkali é de grande importância para os paranaenses. Continuaremos a investir em obras de infraestrutura e dragagem dos portos”, disse o governador.

A empresa é responsável, hoje, por 25% da produção mundial de potássio, matéria-prima utilizada na produção de fertilizantes. A participação da Uralkali no mercado mundial é de mais de 20% do consumo de fertilizante – 15% de sua produção vêm para o mercado brasileiro. A Uralkali utiliza oito portos no Brasil, mas o de Antonina é o principal local de entrada dos produtos da companhia russa.

PORTO DE ANTONINA – O investimento da Uralkali é feito em parceria com sua sócia, a Fortesolo, de Paranaguá, que opera no porto de Antonina. O empreendimento inclui a construção de um novo berço de atracação no terminal Ponta do Félix, dois novos armazéns e a melhoria do sistema de movimentação de cargas.

Richa se comprometeu a executar obras de infraestrutura no entorno do porto, com a viabilização de uma nova estrada de acesso a Antonina, a partir da BR-277, numa extensão de 10 quilômetros.

Já foi feito o estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental; estão em andamento o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima), ambos contratados pelo Terminal Ponta do Félix, em convênio com a Secretaria da Infraestrutura e Logística. Com a obtenção da licença prévia, o próximo passo é fazer os projetos executivos. O valor da obra está previsto em R$ 270 milhões.

MODERNIZAÇÃO - Paralelamente, o governo estadual investe nas operações de dragagem dos portos. No último dia 5 de outubro, foi assinado contrato para a terceira campanha de dragagem, ao custo de cerca de R$ 156,9 milhões.

“Do ponto de vista logístico, modernizamos nossos portos e os automatizamos, realizando obras de infraestrutura e acabando com as filas nas estradas usadas pelos exportadores, entre outras providências, demos outro caráter aos terminais de Paranaguá e Antonina”, completou Richa. Pedro Brodbeck – Brasil in “Adm Portos de Paranaguá e Antonina” 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Internacional – Fornecimento mundial de armamento

A China tornou-se em 2014 o terceiro maior fornecedor de armas do mundo, atrás de EUA e Rússia, informou ontem o Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês). Os principais clientes chineses são o Paquistão, a Venezuela, Bangladesh e Mianmar.

Segundo o levantamento, em apenas quatro anos, Pequim deixou França, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha para trás e hoje representa 5% do fornecimento de armas do planeta. Em apenas cinco anos, a alta nas vendas chinesas foi de 143%. A média mundial foi de apenas 16% nesse mesmo período. As exportações de armas da Alemanha caíram 43% e as vendas francesas sofreram uma contração de 27%.

Consideram os especialistas, um dos motivos das altas nas vendas chinesas é a recusa de países ocidentais em vender para alguns governos. O maior cliente de armas chinesas hoje é o Paquistão, rival da Índia na região e que comprou 41% das exportações de Pequim. "Muitos países ocidentais rejeitam exportar para o Paquistão temendo ofender a Índia", declarou o coronel aposentado do Exército chinês, Yue Gang.

Segundo ele, a China ainda não teria os mesmos "complexos políticos" que seus rivais no mercado. "Pequim não discrimina compradores", declarou. Neste período, o contrato mais lucrativo da China foi a venda de 50 caças para o Paquistão. Outro importante comprador foi a Venezuela, com importações de mais de US$ 480 milhões, 28% das vendas chinesas foram para Bangladesh e Mianmar.

O mercado africano também é cada vez mais adepto às armas chinesas, principalmente depois que Pequim passou a investir de forma pesada no continente. No período avaliado, 18 governos africanos compraram armas chinesas.

Investimentos bilionários fizeram da indústria chinesa uma das mais competitivas e modernas. Em paralelo a isso, as importações de armas estrangeiras para a China caíram 42% em cinco anos. Em 2000, a China era o maior importador do mundo. Hoje, já deixou o posto para indianos e sauditas.

Apesar da expansão chinesa, as empresas americanas ainda fornecem 31% de todas as armas do mundo, e as indústrias russas, 27%. O levantamento do Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo não inclui o Brasil entre os maiores exportadores do mundo.
 
Ofensiva de vendas está ligada a amplos gastos com Defesa¹

A ofensiva da China no mercado internacional de equipamentos militares – armas e sistemas – está diretamente ligada ao crescimento de seu orçamento de Defesa. A conta é alta, aumenta sempre e é preciso obter recursos para subsidiar o "esforço de ameaça permanente" referendado pelo Congresso Nacional do Povo.

Esses gastos aumentam desde 1995 – para 2015 a previsão de investimentos é de US$ 142 bilhões. É o segundo maior pacote de despesas no setor entre as grandes economias mundiais, menor apenas que o total aplicado pelos EUA – cerca de US$ 640 bilhões.

Os mercadores chineses são agressivos. Atuam em regiões tão diferentes quanto América Latina, Ásia, África Central e Oriente Médio. Em fevereiro, os fornecedores das empresas de Pequim estavam envolvidos na disputa de contratos independentes, em fase de decisão, cujos valores superavam US$ 3,5 bilhões.

A lista de compras dos países potencialmente clientes, cuidadosamente mantida em sigilo, abrange produtos como jatos de treinamento e ataque ao solo, blindados anfíbios sobre rodas, lançadores de foguetes, mísseis navais com alcance de 100 km, corvetas, radares de controle de área, tanques, e modernos sistemas de defesa antiaérea. Além disso, há o fluxo habitual de fuzis, pistolas, munições, granadas, redes de comunicações e, claro, a planilha dos itens paralelos – fardamento, rações de longa duração, hospitais de campanha.

Bem próximo do Brasil, na Venezuela e na Bolívia, as forças aéreas locais utilizam o jato Karakorum, de treinamento e bombardeio leve. A Argentina considera receber caças supersônicos J-10, helicópteros e cargueiros de uso geral.

O preço dos produtos militares da China é atraente, geralmente 30% abaixo da cotação internacional, combinando interesses comerciais e políticos. O caso argentino é típico. Enquanto negoceia a revitalização das Forças Armadas com material chinês, a presidente Cristina Kirchner cedeu a Pequim uma área na Província de Neuquén, a 1.800 km de Buenos Aires, para pesquisa espacial. O programa chinês é controlado pelo Ministério da Defesa. In “Defesanet” - Brasil

¹Análise: Roberto Godoy

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Brasil - Rússia quer uma estação espacial com os BRICS

Em um documento elaborado pela comissão militar e industrial da Rússia, especialistas recomendam elaborar as possibilidades de um projeto tripulado internacional com os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), “como parte de uma estratégia comum de criar alianças tecnológicas”. Esse teria sido um dos motivos da vinda do Vice premier Dimitry Rogozin ao Brasil em dezembro passado, quando esteve no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e nas empresas AVIBRAS e MECTRON.

“Podemos começar este trabalho agora e incluir o tema na agenda da 7ª Cúpula dos BRICS, a ser realizada, em julho 2015, na cidade de Ufa, capital da República do Barcostastão, nas encostas do Montes Urais ”, revela o  documento, que já foi alvo de divulgação pela agência oficial de noticias da Rússia, a TASS.  O governo russo deve fazer a proposta diretamente para Índia e China, que já vêm desenvolvendo ativamente seus próprios programas espaciais tripulados.

Entre as áreas com perspectiva de futuras pesquisas conjuntas estão os foguetes modulares que usam metano como combustível e a criação de um veículo aeroespacial, que poderia ser usado no futuro para construir um caça ou bombardeiro de sexta geração.

Esses assuntos foram tratados com empresas no Brasil e com o governo de Dilma Rousseff, mas Rogozin não recebeu até o momento nenhuma posição das empresas (AVIBRAS e MECTRON), do INPE e do próprio governo brasileiro sobre as parcerias com a Rússia. Isso está provocando um desconforto na relação, já que por parte dos russos a comitiva que visitou o Brasil foi encabeçada pelo homem forte do governo abaixo só do presidente Vladimir Putin.

Na ocasião da visita, a direção da EMBRAER se negou a receber Rogozin para uma reunião que trataria da produção conjunta de um avião civil e que já vinha sendo negociado há alguns anos. Esse bloqueio, além da falta de cortesia por parte dos executivos brasileiros, que sequer receberam o embaixador Sergey Akopov, gerou indignação e a promessa de levar em parceria com outras empresas brasileiras interessadas o projeto da construção e da fabricação de aviões russo-brasileiros em solo nacional.

Na época, um dos porta-vozes da Rússia disse: “Não tem incômodo algum, só ficou para nós estranha a posição da EMBRAER de não querer ampliar seus negócios. Íamos propor a produção conjunto de um avião civil. A EMBRAER é na verdade uma empresa norte americana, entendemos isso. Mas vamos procurar nos estabelecer no mercado aeronáutico daqui”. Para os russos é evidente a interferência da Boeing no projeto com a Embraer e também o controle da ex-estatal brasileira pela companhia norte-americana.

Na área espacial os russos também aguardam uma posição do Brasil, com praticamente paralisado o projeto Cyclone na Ucrânia,  pelo momento financeiro, político e embate bélico com a Rússia. A empresa binacional Alcantara Cyclone Space  consumiu mais de US$ 1 bilhão para a produção do lançador de foguetes em conjunto com o Brasil e nunca saiu do papel, a não ser consumir enormes somas de recursos quando estava sob comando do ex-ministro de Lula, o polêmico e controverso Roberto Amaral (PSB).

Em comunicado, os ucranianos garantem o cumprimento da data de entrega, o segundo semestre deste ano. “Azovmash, um dos principais contratantes da ACS responsáveis?? pelo desenvolvimento, fabricação e fornecimento de muitos sistemas-chave necessários para o Cyclone-4 Lançamento operação do site, publicou um comunicado de imprensa em seu site informando sobre o estado atual das suas atividades no âmbito do Projeto Cyclone-4 “.

Na guerra de informações aos russos afirmam que as atividades do Cyclone-4 com muitos componentes fornecidos pela Rússia estão paralisados.

Recentemente, a Rússia deu sinais de que pode mudar sua decisão de retirar-se do projeto ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) em 2020. Embora aceite a sugestão proposta pelos Estados Unidos para ampliar a vida útil da estação, que pode ser prolongada até 2024. Mas tudo depende da posição da Europa e dos Estados Unidos em manter as sanções contra os russos pelo embate na Ucrânia.

Segundo a Agência Espacial Russa (Roscosmos), a questão ainda está sob análise dos demais parceiros. Além disso, a Rússia poderá criar uma estação espacial própria em parceira com a China, dependendo das decisões em relação à ISS, e os embargos norte-americanos e europeus ao país continuarem e a crise política veja ser agravada, pois diariamente a novas dissidências contra o bloqueio, como o apoio do governo da Grécia.

A Roscosmos decidiu ampliar a participação da Rússia no programa da ISS. Segundo a direção da entidade, “já notificamos em tempo hábil nossos parceiros a respeito disso. Até agora, só os Estados Unidos anunciaram oficialmente sua decisão de continuar a operação da estação até 2024. Esperamos a definição de outros parceiros em 2015. Gostaria de enfatizar que todos envolvidos possuem um objetivo único: melhorar a eficiência de sua participação na ISS em prol da ciência. Porém, não estamos concentrados somente no programa da ISS, estamos também dando continuidade ao programa espacial tripulado russo”. Júlio Ottoboni – Brasil in “Defesanet”

Brasil – Empresa russa investe no Porto de Antonina

A empresa russa Uralkali anunciou nesta última sexta-feira (30 de janeiro de 2015) que vai investir mais de R$ 160 milhões em quatro anos na área logística do Porto de Antonina.

Os investimentos incluem a construção de um novo berço de atracação no Terminal Ponta do Félix, dois novos armazéns de 120 mil toneladas e a melhoria do sistema de movimentação de cargas, devem dobrar a capacidade de descarregamento de fertilizantes do Porto de Antonina. Com a obra, a capacidade de importação do terminal passaria das atuais 2 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas por ano.

A Uralkali responde por 25% de toda a produção global de potássio que é a matéria-prima para produção de fertilizantes, sendo a líder mundial no segmento. O Porto de Antonina foi a opção da empresa para movimentação de produtos e para suprir o agricultor brasileiro com fertilizantes.

“Estamos há três anos investindo no porto. Com estes investimentos, cada vez mais navios de fertilizantes passarão pelo terminal em Antonina”, disse o diretor mundial de logística e marketing Uralkali, Oleg Petrov.

A nova dragagem do porto foi apontada pelo grupo de empresários como determinante para que um maior volume de cloreto de potássio pudesse ser importado por meio do porto da cidade.

Foto: Arnaldo Alves
Os investimentos foram apresentados pelos executivos da Uralkali nesta sexta-feira ao governador Beto Richa, em uma reunião em Paranaguá que contou com a presença de Alexey Strakhov, diretor comercial de outra empresa russa, a Uralchem, uma das líderes na produção de fertilizantes minerais e sócia da Uralki. Também participaram da reunião o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

De acordo com a agência de notícias do governo, além dos investimentos para intensificação da importação de fertilizantes, a reunião também alinhou a possibilidade de retomar a exportação de carnes para a Rússia. A ideia é aproveitar o terminal de Antonina para fazer escoar a produção paranaense de carne de frango, suína e bovina.

O mercado russo já é um dos principais consumidores destes produtos em todo o mundo. “Antonina já tem uma importância fundamental para os nossos negócios no Brasil. In “Agência de Notícias do Paraná” - Brasil

sábado, 13 de dezembro de 2014

Rússia – Embaixada do Brasil homenageia Centro Lusófono de São Petersburgo

Embaixada do Brasil presta homenagem a Centro Lusófono de São Petersburgo

Antonio Guerreiro, embaixador do Brasil em Moscou, e o professor Vadim Kopyl, diretor do Centro Lusófono Camões: esforços para a divulgação da cultura brasileira na Federação Russa

SÃO PETERSBURGO – O embaixador do Brasil em Moscou, Antonio Guerreiro, prestou uma homenagem ao Centro Lusófono Camões da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, com a entrega de um diploma em que reconhece a “relevante contribuição” que a instituição tem prestado à difusão da cultura brasileira na Federação Russa. A solenidade de entrega do diploma ao diretor do Centro Lusófono Camões, professor Vadim Kopyl, assim como a representantes de várias instituições e seus departamentos de línguas românicas e bibliotecas, foi feita na Embaixada do Brasil em Moscou.

Na ocasião, o primeiro-secretário da Embaixada, Igor Germano, e o diretor do Centro estudaram a possibilidade de a representação diplomática patrocinar, com o apoio da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o lançamento de uma antologia de contos de 35 autores brasileiros contemporâneos em edição bilingue (russo-portuguesa). O livro deverá ser editado em memória do diplomata Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010), antigo sócio-honorário do Centro, embaixador do Brasil em Portugal de 1979 a 1983 e tradutor do romance em versos Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837).

Em 2006, com o apoio da Embaixada do Brasil em Moscou, o Centro publicou o livro Contos e, em 2007, Contos Escolhidos, ambos de Machado de Assis (1839-1908) em edição russo-portuguesa, com prefácios de Adelto Gonçalves, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e autor das biografias Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999) e Bocage: o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003).

Desde a sua fundação em 1999, o Centro publicou também em edições bilíngues os livros Guia de Conversação Russo-Portuguesa Contemporânea, Poesia Portuguesa Contemporânea (2004), que reúne poemas de 26 poetas portugueses, e Vou-me embora de mim (2007), do poeta português Joaquim Pessoa. Em 2013, a Embaixada do Brasil em Moscou apoiou a publicação da segunda edição revista do livro Contos Escolhidos, de Machado de Assis.

O Centro Lusófono Camões tem hoje quatro estudantes no nível superior (três deles estudando fora do país), quatro no nível médio e 15 no nível zero.

Biblioteca

Segundo o professor Kopyl, o Centro Lusófono Camões recebeu por correio, desde agosto de 2011, mais de 300 livros de instituições e autores do mundo lusófono que vêm enriquecendo o seu acervo, a tal ponto que teve de instalar novas estantes em sua biblioteca. As instituições, editoras e autores interessados devem enviar os seus livros para:

Prof. Vadim Kopyl

CENTRO LUSÓFONO CAMÕES
Moica 48 - UNIVERSIDADE ESTATAL PEDAGÓGICA HERTZEN k. 14
São Petersburgo – Rússia