Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Macau - Músicos portugueses nas “batalhas” do 2.º Festival Luso-Chinês

Para o director musical do 2.º Festival Luso-Chinês de Música e Artes, importa salvaguardar “as raízes” da cultura local e promovê-las junto das gerações mais novas. Já este sábado, o destaque do dia inaugural do festival vai para a batalha musical, que contará com a participação de músicos portugueses, segundo avançou Casimiro de Jesus Pinto a este jornal


Num mundo globalizado com uma cultura universal, é cada vez mais importante valorizar “as raízes”, defendeu ontem Casimiro de Jesus Pinto, director musical da 2.ª edição do Festival Luso-Chinês de Música e Artes, à margem de uma conferência de imprensa sobre o evento patrocinado pela Galaxy Entertainment. A este jornal, o director musical vincou a importância de divulgar “esta convivência que já existe há séculos”, entre os povos lusófonos e chineses, e de promover a herança cultural junto dos mais novos.

“É importante não só a parte de demonstração musical, mas também haver uma parte de intercâmbio, de conhecer as músicas, as culturas”, frisou Casimiro de Jesus Pinto. “Já houve cantores de fado em Macau, a interpretar os seus temas com uma orquestra chinesa”, observou o director. “Macau já fez várias experiências dessa natureza. Mas é bom que haja uma continuação. E o mais importante é esforçarmo-nos para que a nova geração conheça essas identidades culturais”, reiterou.

Foi precisamente este mote que levou a organização a acrescentar o programa “Artistas nas Escolas” à edição deste ano, que terá lugar em Hengqin e contará com tradução para participantes que não falem chinês, segundo avançou Casimiro de Jesus Pinto.

“O workshop em Zhuhai vai envolver estudantes, docentes, professores e profissionais de música”, explicou o director. “Desde a primeira conversa com Zhuhai que eles manifestaram interesse em querer participar e promover essa cultura”, anotou. “Às vezes a proximidade geográfica não significa proximidade cultural. E Macau tem o seu papel. É importante preservar essa identidade porque é o nosso diferencial dentro da Grande Baía”, rematou.

Já no próximo sábado, as actividades arrancarão pelas 15h00, com uma mostra e um workshop interactivo centrado na cultura tradicional do “guqin”, ambos de entrada gratuita, no centro de experiências de realidade virtual do Galaxy Macau. A exposição e o workshop acontecerão novamente no domingo, sendo que serão também realizadas a “Experiência Hanfu” e a actividade “Criativo de Pintura à Portuguesa”, uma sessão dedicada à pintura portuguesa do azulejo conduzida por Erica Leong, uma artesã local. O workshop de azulejo custa 50 patacas por pessoa. A última actividade será uma sessão de partilha de Canções dos Macaenses.

A “G-Box” do Galaxy Macau vai acolher a cerimónia inaugural do festival que começará às 17h45 do dia 30 deste mês. Pelas 19h00, terá lugar o concerto “Aliança Sónica: Batalha Musical”, inspirado na clássica “Competição de Esgrima no Monte Hua”, no qual músicos da Grande Baía serão convidados a formar equipas e a enfrentar-se numa batalha ao vivo. Nesta competição participarão músicos portugueses, incluindo o baterista Luís Bento que estará acompanhado por duas guitarristas portuguesas, de acordo com o director musical do festival. Os bilhetes custam entre 288 e 488 patacas.

No dia 31 e no mesmo local, terão lugar o 2.º Concurso Internacional de Orquestra e Música de Câmara, o Campeonato de Canto da Tuna Macaense, para o qual já se tinham inscrito 15 participantes segundo Casimiro de Jesus Pinto, e o Torneio de Música “Chine-Chic” da Grande Baía, sob a filosofia “música sem fronteiras, culturas em harmonia”, todos de entrada gratuita.

No dia 2 de Junho, para além do workshop educativo, o Colégio de Arte de Zhuhai receberá duas sessões de partilha, uma conduzida pela pianista de Hong Kong Zoie Tse e a segunda dedicada novamente às Canções dos Macaenses.

A 5 de Junho, o Centro de Arte Ponte 1915 e o restaurante Riquexó organizarão a Noite da Tuna Macaense, com um jantar musical, sob o tema da música e gastronomia local. A participação custa 430 patacas por pessoa.

Durante a manhã do dia 6 de Junho, a Casa Lou Kau será palco da Maratona Musical, onde músicos locais e do exterior demonstrarão os seus talentos. De entrada livre, a participação requer uma inscrição prévia. Na parte da tarde, o mesmo espaço acolherá a artista Bossa Eva, para um concerto de música brasileira com obras originais. No final do dia, o Colégio de Arte de Zhuhai receberá uma nova ronda do Torneio de Música “Chine-Chic”.

A cerimónia de entrega dos prémios acontecerá a 7 de Junho, no Colégio de Arte de Zhuhai. Por fim, no dia 8, a Tuna Macaense conduzirá uma visita guiada ao campus da Escola de Hengqin afiliada à Escola Secundária Hou Kong, cuja participação necessita de convite.

O Festival Luso-Chinês de Música e Artes conta o apoio do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, do Instituto Cultural e dos Serviços de Turismo, sendo co-organizado pela Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau, “Macau Music Art Space, MMAS” e “Zhuhai Art College”. Pedro Milheirão – Macau in Jornal Tribuna de Macau”


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