Angola prepara-se para encerrar o consulado-geral na RAEM, devido à redução de custos adoptada pelo Ministério das Relações Externas daquele país africano. A decisão foi anunciada por Osvaldo Varela, Secretário de Estado para a Administração, Finanças e Património, citado pelo Jornal de Angola
O Consulado-Geral de Angola em Macau
deverá fechar as portas, depois de quase 20 anos de funcionamento. A medida,
imposta pelo Governo liderado por João Lourenço, surge da necessidade de cortar
despesas, segundo referiu ao Jornal de Angola o Secretário de Estado
para a Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações
Exteriores.
Segundo uma notícia divulgada pela TDM, Osvaldo Varela
anunciou a decisão, afirmando que, para além da redução de custos, a medida
prende-se com o excesso do pessoal diplomático e administrativo nas
representações externas, e também ao orçamento insuficiente atribuído pelo
Ministério das Finanças para cobrir os encargos das missões.
Além disso, o encerramento do consulado no território,
cuja data está ainda por anunciar, resulta da redução significativa das
receitas consulares, após Angola ter avançado com medidas de isenção de visto
para 98 países.
Segundo o mesmo jornal, Macau não será o único posto
diplomático a fechar, uma vez que Angola também irão encerrar os consulados
instalados em Nova Iorque (Estados Unidos), Montevideo (Uruguai) e Roterdão
(Países Baixos).
O governante mencionou, entretanto, que após notificação,
os funcionários abrangidos têm 30 dias para voltar ao país. A reestruturação
levada a cabo pelas autoridades resultará também na redução de 187 funcionários
que exercem funções nas missões diplomáticas do país espalhadas pelo
estrangeiro.
Osvaldo Varela disse ainda, de acordo com a publicação,
que os serviços consulares que vão ser extintos serão assegurados por outras
representações diplomáticas, como embaixadas ou missões permanentes. Excluindo
o actual consulado em Macau, ainda em funcionamento, a representação mais
próxima está situada na cidade chinesa de Cantão.
O Jornal Tribuna de Macau tentou contactar o
cônsul-geral de Angola na RAEM, Eduardo Velasco Galiano, mas sem sucesso até ao
fecho desta edição.
O posto diplomático, que abriu em 2008, tem por missão a
assistência aos cidadãos angolanos que residem em Macau ou nas proximidades,
assim como aos cidadãos de Macau que precisam de serviços notariais, prestando
também informações sobre a emissão de vistos e passaportes. Na China
continental, Angola mantém igualmente uma Embaixada em Pequim.
O consulado-geral angolano é um dos poucos postos
diplomáticos sediados em Macau, a par dos de Portugal, Filipinas e Moçambique.
Cerca de três dezenas e meia de cidadãos angolanos,
incluindo estudantes nas universidades, residem actualmente no território. Vítor
Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”
Sem comentários:
Enviar um comentário