Bissau - A Faculdade de Direito de Bissau acolheu, segunda-feira, uma palestra dedicada à figura de Amílcar Cabral, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala hoje, 05 de Maio.
Segundo a página oficial de Facebook da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral,
consultada hoje pela ANG, o evento decorreu sob o lema “Amílcar Cabral também
era poeta, a palavra antes das armas”, e a sessão reuniu diversas
personalidades do meio literário e diplomático sob coordenação do escritor cabo-verdiano Germano Almeida.
Entre os participantes destacam-se a escritora guineense
Odete Costa Semedo, a escritora portuguesa Manuela Ribeiro e o Embaixador de
Cabo Verde na Guiné-Bissau Camilo Leitão de Graça.
Durante o encontro, Manuela Ribeiro procedeu à leitura de
excertos de textos de Amílcar Cabral, evidenciando a sua dimensão literária e
humanista, frequentemente ofuscada pelo seu papel na luta de libertação.
Na sua intervenção, Germano Almeida sublinhou a importância
da palavra como instrumento de consciência, mobilização e construção de
identidade, defendendo que o pensamento e a escrita antecederam a ação armada
na formação da visão revolucionária de Cabral.
O escritor destacou a atualidade das ideias de Amílcar,
sobretudo, no que se refere à promoção de uma cidadania crítica e à valorização
da cultura.
Por sua vez, Odete Costa Semedo defendeu a necessidade de
resgatar e valorizar a vertente literária de Amílcar Cabral no contexto
guineense, propondo a sua integração nos sistemas educativo e cultural do país.
O embaixador Camilo Leitão de Graça enalteceu a
iniciativa, considerando-a um reforço dos laços históricos e culturais entre a
Guiné-Bissau e Cabo Verde, países unidos pelo legado e pensamento de Cabral.
Segundo os promotores, a palestra tornou-se num espaço de diálogo entre literatura, história
e política, reafirmando o papel da língua portuguesa como veículo de memória,
identidade e reflexão critica no espaço lusófono. In “Agência
de Notícias da Guiné”
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