Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 5 de maio de 2026

Guiné-Bissau - Faculdade de Direito de Bissau acolhe reflexões sobre Amílcar Cabral no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa

Bissau - A Faculdade de Direito de Bissau acolheu, segunda-feira, uma palestra dedicada à figura de Amílcar Cabral, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala hoje, 05 de Maio.


Segundo a página oficial de Facebook da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, consultada hoje pela ANG, o evento decorreu sob o lema “Amílcar Cabral também era poeta, a palavra antes das armas”, e a sessão reuniu diversas personalidades do meio literário e diplomático sob coordenação do  escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

Entre os participantes destacam-se a escritora guineense Odete Costa Semedo, a escritora portuguesa Manuela Ribeiro e o Embaixador de Cabo Verde na Guiné-Bissau Camilo Leitão de Graça.

Durante o encontro, Manuela Ribeiro procedeu à leitura de excertos de textos de Amílcar Cabral, evidenciando a sua dimensão literária e humanista, frequentemente ofuscada pelo seu papel na luta de libertação.

Na sua intervenção, Germano Almeida sublinhou a importância da palavra como instrumento de consciência, mobilização e construção de identidade, defendendo que o pensamento e a escrita antecederam a ação armada na formação da visão revolucionária de Cabral.

O escritor destacou a atualidade das ideias de Amílcar, sobretudo, no que se refere à promoção de uma cidadania crítica e à valorização da cultura.

Por sua vez, Odete Costa Semedo defendeu a necessidade de resgatar e valorizar a vertente literária de Amílcar Cabral no contexto guineense, propondo a sua integração nos sistemas educativo e cultural do país.

O embaixador Camilo Leitão de Graça enalteceu a iniciativa, considerando-a um reforço dos laços históricos e culturais entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde, países unidos pelo legado e pensamento de Cabral.

Segundo os promotores, a palestra tornou-se num  espaço de diálogo entre literatura, história e política, reafirmando o papel da língua portuguesa como veículo de memória, identidade e reflexão critica no espaço lusófono. In “Agência de Notícias da Guiné”


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