Com o objectivo de celebrar o 53.º aniversário da cidade do Dondo, sede do município de Cambambe, a assinar-se a 29 de Maio, foi realizado um colóquio dedicado à reflexão sobre a história e os principais desafios da cidade.
Considerada uma das localidades históricas mais
importantes da província do Cuanza-Norte, o evento, decorrido sob o lema
“Dondo, Terra de Cultura, Trabalho e Esperança” reuniu, no Sábado, diversas
individualidades daquela região. O encontro permitiu aos participantes
destacaram o valor histórico do Dondo, cuja origem remonta ao antigo reino do
Ndongo, tendo sido um dos maiores centros comerciais da região no século XVI.
A cidade ganhou notoriedade pela realização da
tradicional Feira do Dondo, importante ponto de intercâmbio comercial e
cultural. Durante o evento, o historiador Edgar Marcolino destacou o processo
de surgimento da cidade do Dondo, desde o povo amento pré-colonial da região,
as migrações Bantu e a formação do Reino do Ndongo pelo povo Ambundu. Abordou
também a origem do nome da cidade e à diversidade cultural que caracteriza a
região.
Já o historiador Andelson Victor André apresentou uma
reflexão sobre a presença colonial no Dondo, destacando o seu impactos sociais,
cultural e históricos na construção da identidade local. Por sua vez, o
escritor François Philstega, um dos prelectores, centrou a sua intervenção nos
desafios contemporâneos da cidade, com enfoque nos sectores da educação, saúde,
cultura e tecnologia.
Defendeu a necessidade das novas gerações estarem
preparadas para responder às exigências de um mundo em constante transformação.
A actividade proporcionou um espaço de partilha de conhecimentos e interação
entre os palestrantes e os participantes, reforçando o compromisso das
autoridades locais com a valorização da história, da cultura e do
desenvolvimento sustentável da cidade do Dondo.
Os prelectores recordaram ainda que o Dondo foi, até à
década de 1980, um dos principais pólos industriais de Angola, com destaque
para as indústrias têxtil, de bebida e o comércio local. A reactivação de
algumas unidades industriais, como a antiga fábrica Satec, actualmente denominada
Comandante Bula, foi apontada como um sinal de recuperação económica da região.
Apesar do potencial económico e histórico, os
participantes abordaram vários desafios que afectam actualmente a cidade, entre
os quais a degradação de infraestruturas. Os munícipes defenderam também maior
investimento em programas de educação patriótica, preservação dos monumentos
históricos e promoção do turismo cultural, para transformar o Dondo num
importante destino turístico e económico da província.
A palestra terminou com um apelo à
participação activa da juventude na preservação da memória histórica do
município e na busca de soluções para os desafios sociais e económicos que
afectam a cidade. In “O País” - Angola
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