Os Magano vão lançar o segundo álbum, “A Caminho de Casa”, um trabalho que, segundo o comunicado de imprensa, cruza o Alentejo, a família e Almada, a partir de temas originais e de referências ao cante alentejano
O novo disco surge das viagens “entre
cá e lá” e do percurso de uma família alentejana que se mudou para Almada em
busca de melhores condições de vida. O avô João, que cantava no grupo coral de
Safara, trabalhou na Lisnave, enquanto Rosa era costureira. As duas filhas do
casal fixaram-se depois em Almada e os netos criaram mais tarde um projeto
musical “que unisse os seus dois mundos”.
As modas cantadas em família estiveram na origem dos
Magano, descritos no comunicado como “um projecto de jovens que nasceram na
cidade, mas que têm uma ligação profunda às suas raízes alentejanas”.
O grupo tornou-se conhecido em 2018 com a edição do álbum
de estreia, composto por 12 temas do cancioneiro popular alentejano. Segundo o
comunicado, o nome da banda resulta da alcunha “Magano”, expressão usada pela
avó Rosa para se referir a Nuno Ramos, um dos elementos do grupo.
“A Caminho de Casa” reúne letras de João Espadinha e
composições de Joana Espadinha, Edmundo e André Santos, nos temas originais. O
comunicado refere que a sonoridade do disco “talvez se possa afastar da
sonoridade original do Cante”, mantendo, no entanto, os temas do Alentejo, da
família e de Almada como elementos centrais.
O álbum é apresentado no contexto dos “quase 10 anos de
Património Imaterial da Humanidade de Cante” e, segundo o comunicado, tem o
Alentejo como cenário das canções e dos visuais associados ao disco.
“A Caminho de Casa” conta com Sofia Ramos na voz, Nuno
Ramos na voz e guitarra, Francisco Brito no contrabaixo, André Sousa Machado na
bateria e percussão e André Santos na guitarra e braguinha.
No alinhamento do disco surgem temas como “Dança da
Planície”, “Girassol”, “A Terra dos meus Pais”, “Filhas da Rosa”, “Netos dos
filhos”, “Nuvens”, “Eh Calma”, “Figurinha de Santo”, “Saias da Mãe” e “Senhora
Santana”.
Segundo o comunicado, “Senhora Santana” recupera uma moda
cantada “nas procissões de Safara e nas festas da terra”. In “Bom dia
Europa” - Luxemburgo
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