Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Moçambique - Severino Ngoenha lança “Mementos de Moçambique”

Severino Ngoenha diz que Moçambique é uma “Grande Selva” seca, e por qualquer rastilho pode pegar fogo. Segundo o académico e Reitor da Universidade Técnica de Moçambique, a reconciliação no país deve incluir a África do Sul, potência regional que subjuga a economia nacional.


Através de Mementos de Moçambique, Severino Ngoenha uma das mentes panafricanistas da actualidade, traz à memória e problematiza conflitos e caminhos de reconciliação em Moçambique. Usa metáfora de um guarda chuva que, em princípio, devia cobrir todos os moçambicanos, mas por alguns motivos, uma parte, aliás, boa parte, continua fora da sombra e está susceptível a inundações sempre que chove ou que a seca sempre faz temperaturas altas.

Ngoenha regressa às negociações dos acordos de Roma e encontra Joaquim Chissano, Presidente da República e da Frelimo, abraçando Afonso Dhlakama, Presidente da Renamo,  marcando o fim do conflito que durou 16 anos. Cerca de 35 anos depois, Ngoenha aponta o dedo aos beligerantes e acusa-os de derrotados.

Mementos de Moçambique foi apresentado por Ernesto Maguengue e Luís Bernardo Honwana. Os apresentadores chamaram Severino Ngoenha de profeta secular. In “O País” - Moçambique


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