Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Portugal – Universidade do Porto "reserva" mais de 700 vagas para estudantes internacionais

As candidaturas para o ano letivo 2025/2026 abriram a 2 de janeiro e abrangem um número recorde de 54 licenciaturas e mestrados integrados



Arrancou no dia 2 de janeiro de 2025 a primeira fase de candidaturas ao Concurso Especial de Acesso e Ingresso para Estudantes Internacionais 2025/2026, a principal “porta de entrada” na Universidade do Porto para estudantes que não possuem nacionalidade portuguesa.

No total, são 713 os lugares exclusivos que a U.Porto tem reservados para estudantes internacionais (que não possuam nacionalidade portuguesa ou de outro Estado-membro da União Europeia, sendo por isso detentores do Estatuto do Estudante Internacional) no próximo ano letivo.

A lista abrange 54 dos 59 cursos de 1.º Ciclo (Licenciatura) e Mestrado Integrado da Universidade (atualmente em funcionamento), o número mais alto de sempre deste a primeira edição do concurso, em 2014.

A grande novidade deste ano prende-se com estreia da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, que terá, pela primeira vez, vagas (3) reservadas para estudantes internacionais.

O Mestrado Integrado em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura (FAUP) e a licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia (FEUP) são os curso com mais vagas disponibilizadas – 37 – ao abrigo do Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2023/2024. Seguem-se as licenciaturas em Psicologia (32), Biologia (29), Economia (26) e Engenharia Civil (25)

No que toca às faculdades com mais vagas, o primeiro lugar é ocupado pela Faculdade de Letras, com 175. Seguem-se as faculdades de Ciências (166), Engenharia (141), Economia (45), Psicologia e Ciências da Educação (43), Arquitetura (37), Farmácia (20), Desporto (19), Ciências da Nutrição e Alimentação (18), Medicina Dentária (16), Belas Artes (14), Direito (12) e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (6).

De resto, todos os cursos de 1.º Ciclo (Licenciatura) e Mestrado Integrado da U.Porto abrem vagas para este concurso especial, à exceção das licenciatura em Desenho (FBAUP) e em Saúde Digital e Inovação Biomédica (FMUP) e dos dois cursos de Medicina da Faculdade de Medicina (FMUP) e do ICBAS.

Quando e como candidatar-se?

A primeira fase de candidaturas ao Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2025/2026 vai prolongar.se até 7 de fevereiro de 2025 e abrange um total de 399 vagas. As restantes serão distribuídas por mais duas fases, a decorrer de 10 de fevereiro a 4 de abril de 2025 (2.ª fase) e de 11 de junho a 25 de julho de 2025 (3.ª fase).

Esta calendário aplica-se a todas as faculdades, com exceção das de  Desporto, de Economia e de Engenharia, que aplicam um calendário próprio de candidaturas (para mais informações, consultar os respetivos portais).

A candidatura deve ser apresentada através da página do curso / faculdade onde o estudante pretende ingressar, mediante entrega ou submissão eletrónica de requerimento, acompanhada dos documentos necessários. Os candidatos devem satisfazer as condições de ingresso estabelecidas no Regulamento de aplicação do Estatuto de Estudante Internacional da Universidade do Porto.

As candidaturas realizadas na 1.ª fase do concurso serão analisadas de 12 a 23 de fevereiro, a que se seguirá a publicação dos resultados provisórios. A afixação dos resultados definitivos está prevista para o dia 18 de março de 2024.

Propinas com “desconto” para estudantes CPLP

Relativamente às propinas, o valor anual aplicado aos estudantes internacionais é definido por cada faculdade da U.Porto e volta a fixar-se, este ano, entre os 3500 euros e os 8000 euros.

À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, e atendendo aos laços que unem Portugal aos estados que integram a CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), pode ser aplicada uma redução de até 45% na propina paga pelos estudantes nacionais desses países.

Para mais informações sobre o Concurso Especial para Estudantes Internacionais 2025/2026 (condições de acesso, vagas, prazos de candidatura, etc.), consultar o Portal da Universidade do Porto.

Aposta na internacionalização

O Concurso Especial para Estudantes Internacionais foi lançado pela primeira vez em 2014, no seguimento do esforço realizado pela U.Porto no sentido de facilitar o acesso aos seus cursos a todos os estudantes, independentemente da sua nacionalidade. Entre as ações desenvolvidas inclui-se a aceitação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) do Brasil como critério de seleção para os estudantes brasileiros que pretendam ingressar na Universidade.

Com esta iniciativa, a U.Porto reforça também a aposta na internacionalização do seu ensino. A mesma que, de ano para ano, se traduz no crescente número de estudantes internacionais que procuram as faculdades da Universidade para realizar um curso completo.

Só entre 2018 e 2024, foram mais de 2500 – 2620 – os estudantes de mais de 30 nacionalidades que ingressaram na U.Porto através desta via de acesso. O ano letivo 2019/2020 foi aquele em que a U.Porto recebeu mais estudantes internacionais (546), a que se seguiu uma quebra motivada pela pandemia de Covid-19 (397 estudantes em 2020/2021 e 360 em 2021/2022).

Em 2022/2023 e 2023/2024, a Universidade voltou a superar a barreira dos 400 estudantes (412 e 447, respetivamente). Uma tendência que deverá acentuar-se no próximo ano letivo.

No que toca às nacionalidades mais representadas, o Brasil lidera de forma destacada. Seguem-se Angola, Cabo Verde, África do Sul, Guiné-Bissau, China, Colômbia, Equador e Venezuela. Universidade do Porto - Portugal


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Portugal – ISCTE Instituto Universitário de Lisboa abre nova escola em Sintra com oito novos cursos e aberta à internacionalização

Lisboa – O Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) vai abrir em Setembro uma nova escola em Sintra, como oito novas licenciaturas dedicadas às Tecnologias Digitais, Economia e Sociedade e aberta a internacionalização, anunciou a reitora.

Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, os oito cursos vão “combinar” com os sectores de aplicação, juntando às outras licenciaturas já existentes no ISCTE que tem como um dos principais objectivos “melhorar as condições de investigação, sobretudo internacional”.

Desenvolvimento de Software e Aplicações, Matemática Aplicada à Transformação Digital, Política, Economia e Sociedade, Tecnologias Digitais e Educativas, Tecnologias Digitais e Gestão, Tecnologias Digitais e Inteligência Artificial, Tecnologias Digitais e Saúde, Tecnologias Digitais e Segurança (Cibersegurança) são as oito licenciaturas.

“A Escola de Sintra é aberta à internacionalização” e os alunos cabo-verdianos, e não só, que queiram estudar nesta escola já podem apresentar as candidaturas que se encontram abertas, disse a reitora, indicando que querem alcançar 200 alunos neste primeiro ano e em 2026 prevê acolher 3000 alunos num edifício a construir de raiz.

Esta quinta escola deste instituto ficará em Sintra, uma área que acolhe uma comunidade cabo-verdiana muito grande, assim como dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) terá as suas instalações nesta fase inicial no centro da vila histórica de Sintra entre o Centro Cultural Olga Cadaval e a Biblioteca Municipal.

A escola de Sintra irá juntar-se às outras quatro escolas que estão sediadas em Lisboa, sendo Sociologia e Políticas Públicas, Business School, Ciências Sociais e Humanas, Tecnologias e Arquitectura.

Em relação a Cabo Verde, Maria de Lurdes Rodrigues avançou que o ISCTE, que este ano celebra 50 anos, tem cooperação em dois projectos, sendo um com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) na área de Acção Humanitária, que visa desenvolver um projecto de capacitação de instituições do ensino superior de Cabo Verde e Moçambique na resposta humanitária a crises geradas pelas alterações climáticas.

O projecto tem como objectivo o reforço da capacitação de universidades de Moçambique e de Cabo Verde, tanto no ensino como na investigação, de forma a dar resposta às crescentes necessidades de profissionalização do sector humanitário nestes países.

O outro projecto é com a Universidade de Santiago (US) sobre a integração de migrantes em Cabo Verde, denominado “Coop4Int – Reforço da Integração de Migrantes, através da Cooperação entre Portugal e Cabo Verde”.

O mesmo está a ser implementado pela Alta Autoridade para a Imigração cabo-verdiana, em conjunto com o Alto Comissariado para as Migrações de Portugal (ACM), o ISCTE e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). In “Inforpress” – Cabo Verde