Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Gabão - A taxa de mortalidade infantil é estimada em 39% para crianças menores de 5 anos

Da mesma forma, o relatório do Plano Nacional de Desenvolvimento Comunitário (PNDC) indica que a mortalidade materna permanece alta, com 227 mortes por 100 mil nascidos vivos

Conforme o Gabon Media Time, o Gabão enfrenta uma situação de saúde preocupante, marcada por profundas desigualdades no acesso aos cuidados médicos e por um subfinanciamento crónico.

Segundo dados do Plano Nacional de Crescimento e Desenvolvimento 2026-2030, embora a taxa teórica de acesso aos serviços de saúde em áreas urbanas chegue a 93%, apenas 58% da população os utiliza de facto. O documento ressalta que a situação é ainda mais crítica em áreas rurais, com infraestruturas obsoletas e insuficientes para atender às necessidades da população.

Os indicadores de saúde pública incluídos no Plano Nacional de Desenvolvimento (PNCD) ilustram a magnitude dos desafios: a mortalidade materna permanece elevada, com 227 óbitos por 100 mil nascidos vivos, enquanto a taxa de mortalidade infantil atinge 39% entre crianças menores de cinco anos.

Além disso, doenças como o HIV, a malária e a desnutrição continuam a afetar gravemente a população, especialmente os jovens. Estas doenças representam uma parcela significativa das causas de morbidade e impõem um fardo constante ao sistema nacional de saúde.

Um sistema de saúde sob pressão financeira e estrutural

Apesar da criação do Fundo Nacional de Seguro Saúde e Previdência Social (CNAMGS), com o objetivo de melhorar a cobertura de saúde, o financiamento para o setor permanece insuficiente. Os recursos alocados são limitados e a gestão apresenta deficiências, como atrasos nos reembolsos e controlos de gastos inadequados. Esta situação impacta diretamente a qualidade do atendimento e leva ao aumento dos custos de saúde para as famílias.

Além dessas dificuldades financeiras, existem deficiências estruturais significativas, como a escassez de pessoal qualificado, particularmente médicos especialistas, bem como a insuficiência de formação contínua e a emigração de profissionais de saúde para o setor privado ou para o exterior, o que limita a capacidade do sistema. A governança em saúde também permanece imperfeita, com frágil coordenação institucional e digitalização ainda incipiente. Esses desafios comprometem a ambição de alcançar a cobertura universal de saúde no Gabão, e o Programa Nacional de Coordenação e Desenvolvimento (PNCD) visa fornecer soluções estruturais até 2030. Fernando Mbuy – Guiné Equatorial in “Real Equatorial Guinea”


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