O Governo da RAEM promete aprofundar a cooperação científica e tecnológica com os países lusófonos, nomeadamente Portugal e Brasil. Para além disso, apoiará a criação conjunta de plataformas de alto nível, bem como a realização regular de actividades como intercâmbios académicos e visitas de investigação científica
A criação de “condições favoráveis”
para aprofundar a cooperação em investimento e financiamento entre a China e os
países de Língua Portuguesa (PLP) é uma garantia dada pelo Governo, com o
objectivo de fomentar o desenvolvimento de alta qualidade do sector científico
e tecnológico da RAEM. Nesse sentido, o Executivo “continuará a aprofundar a
cooperação científica e tecnológica com os PLP, nomeadamente Portugal e o
Brasil, implementando, de forma regular, um programa conjunto de apoio
financeiro à investigação científica com o Brasil”, segundo refere o Fundo para
o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) em resposta a uma
interpelação do deputado Si Ka Lon.
No documento, o presidente do Conselho de Administração
do FDCT, U U Sang, assevera que “adicionalmente, o Governo apoiará a criação
conjunta de plataformas de investigação científica de alto nível, bem como a
realização regular de actividades como intercâmbios académicos e visitas, com o
intuito de impulsionar a implementação de mais projectos conjuntos de
investigação científica”.
O FDCT salienta que, ouvidos o Gabinete do Secretário
para a Segurança, a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento
Tecnológico (DSEDT) e a Autoridade Monetária (AMCM), “têm vindo a ser adoptadas
diversas medidas para promover o intercâmbio e a cooperação entre Macau e
Portugal nas áreas de ciência e tecnologia”, lembrando que, no ano passado, o
Fundo alargou os seus trabalhos nalgumas vertentes principais.
O organismo frisa que, desde a criação do “Centro de
Cooperação e Intercâmbio de Ciência e Tecnologia entre a China e os PLP”, a
DSEDT tem apoiado a associações cívicas de Macau na realização de diferentes
tipos de actividades, incluindo concurso de inovação e empreendedorismo, roadshows
e seminários. Esse suporte, “cria oportunidades de intercâmbio entre as
empresas tecnológicas e as instituições de ensino superior de Macau e do
Interior da China com o sector dos PLP, promovendo assim a cooperação entre
ambas as partes”.
A FCDT menciona na resposta ao deputado que a DSEDT tem
vindo também a prestar assistência e apoio ao sector da ciência e tecnologia
internacional que pretende desenvolver-se em Macau, incluindo os PLP. “Através
do aperfeiçoamento contínuo das estruturas institucionais e da optimização do
ambiente para as indústrias da inovação tecnológica”, podem ser atraídas mais
empresas de tecnologia estrangeiras para se desenvolverem no território,
sustenta.
Por outro lado, o Governo reforçou igualmente a
divulgação externa do ambiente e das medidas de apoio do mercado financeiro de
Macau, “lançando medidas de benefícios fiscais competitivas, com vista a atrair
ainda mais sociedades de gestão de fundos de investimento, tanto nacionais como
estrangeiras, a estabelecerem-se em Macau”, sublinha o FCDT.
O Fundo adianta que, até ao momento, a AMCM celebrou
acordos bilaterais de cooperação com 12 autoridades de supervisão financeira de
oito países de expressão lusa, o que contribui para promover a cooperação de
investimento e financiamento entre a China e os países lusófonos. Vítor
Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”
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