O acordo foi assinado na segunda-feira, 14 de Abril. O projecto prevê, do lado angolano, a construção de uma linha de transporte de muito alta tensão de 400 kilovolts (kV), com cerca de 160 quilómetros, bem como a ampliação da subestação da Cahama, na província do Cunene, e outras infraestruturas associadas
Angola e a Namíbia deram, em Luanda,
um novo passo na cooperação energética com a assinatura dos acordos contratuais
do Projecto de Interligação Elétrica Angola-Namíbia (ANNA), uma infraestrutura
que permitirá a exportação de até 500 megawatts (MW) de electricidade.
Os documentos foram firmados entre a Rede Nacional de
Transporte de Eletricidade (RNT) e a empresa pública namibiana NamPower, na
presença do ministro angolano da Energia e Águas, João Baptista Borges, e do
ministro da Indústria, Minas e Energia da Namíbia, Modestus Tshitumbu Amutse.
A assinatura ocorre na sequência de um Despacho
Presidencial que autorizou, no início deste mês, a celebração de um acordo de
desenvolvimento conjunto com a Namíbia, para o projecto de interligação de
transporte de eletricidade entre os dois países vizinhos.
O projecto prevê, do lado angolano, a construção de uma
linha de transporte de muito alta tensão de 400 kilovolts (kV), com cerca de
160 quilómetros, bem como a ampliação da subestação da Cahama, na província do
Cunene, e outras infraestruturas associadas.
Segundo o Ministério da Energia e Águas, a iniciativa vai
viabilizar a exportação de energia elétrica até 500 MW, contribuindo para o
reforço da segurança energética regional e para a criação de novas
oportunidades de investimento. Do total previsto, 300 MW serão assegurados
através de contratos do tipo "take or pay", garantindo
receitas mínimas, enquanto os restantes 200 MW serão direccionados para os
mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O financiamento do projecto ficará a cargo da NamPower,
estando prevista a recuperação do investimento por via da estrutura de preços
da energia acordada entre as partes, com mecanismos de atualização anual.
De acordo com o despacho presidencial que autorizou o
acordo, o modelo adotado não implica o aumento da dívida pública angolana,
assegurando ao mesmo tempo a sustentabilidade financeira do projeto e a
previsibilidade das receitas.
Citado numa nota oficial, João Baptista Borges destacou
que o ANNA representa uma parceria estratégica baseada na confiança política e
na integração regional, considerada pelo Executivo como um caminho para a
prosperidade partilhada.
O projecto enquadra-se nas prioridades do Governo
angolano para o reforço da segurança energética e para a afirmação do país como
fornecedor de energia na região da África Austral, dando continuidade ao
entendimento firmado entre Angola e a Namíbia em 2018. Henrique Kaniaki –
Angola in “Expansão”
Sem comentários:
Enviar um comentário