Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Macau - Adere à rede lusófona de protecção de dados pessoais

Macau faz agora parte da rede lusófona de protecção de dados pessoais. A Rede Lusófona de Protecção de Dados Pessoais tem como principal objectivo promover a troca de informações e experiências relativas ao direito à protecção de dados


A RAEM aderiu à Rede Lusófona de Protecção de Dados Pessoais (RLPD), para aumentar a cooperação na troca e proteção de dados com os países de língua portuguesa.

A Direcção dos Serviços de Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) do território indicou que a entrada nesta rede, concretizada a 8 de Abril, “reforça o reconhecimento externo do sistema de protecção de dados do território e insere-se na estratégia de Macau” para consolidar o papel de plataforma de serviços entre a China e os países lusófonos.

Criada em 2024, a RLPD era composta até então por autoridades de regulação de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe.

A presidência está actualmente a cargo da Agência Nacional de Protecção de Dados brasileira com o Secretariado Permanente entregue à Comissão Nacional de Protecção de Dados portuguesa.

A RLPD tem como principal objectivo promover a troca de informações e experiências relativas ao direito à protecção de dados, de modo a melhorar a capacidade das autoridades para “defender os interesses dos cidadãos com base nos direitos humanos e nas liberdades e garantias fundamentais”.

A DSPDP sublinhou, em comunicado, que pretende aproveitar as “vantagens do bilinguismo e os laços históricos” de Macau para construir uma plataforma de intercâmbio de alta eficiência.

O organismo pretende aprofundar a colaboração entre os membros da rede e aperfeiçoar os mecanismos regionais de protecção de dados, contribuindo com a experiência acumulada do sistema de Macau.

Simultaneamente, a adesão é vista como um passo estratégico para lançar a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa em áreas consideradas críticas, como a governação de dados e os fluxos transfronteiriços de informação.

Segundo a autoridade de Macau, a iniciativa demonstra a “responsabilidade do território” em servir a estratégia nacional da China, promovendo “aprendizagem mútua” e soluções que apoiem a abertura ao estrangeiro.

A DSPDP é a responsável por fiscalizar, coordenar e aplicar a Lei da Protecção de Dados Pessoais em Macau, nomeadamente no que toca ao Sistema de Videovigilância da Cidade de Macau.

Em Novembro, o líder das forças de segurança de Macau disse que as câmaras de videovigilância ajudaram a resolver mais de 38 mil casos desde que começaram a ser instaladas nas ruas da cidade, em 2016. Durante as cinco primeiras fases do sistema, conhecido como ‘Olhos no Céu’, foram instaladas mais de 1920 câmaras em toda a região.

O comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários de Macau, Leong Man Cheong, disse que a sexta fase do ‘Olhos no Céu’ vai incluir a instalação de mais 800 câmaras de videovigilância até ao final de 2027, incluindo 120 na Zona A dos Novos Aterros. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


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