Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 12 de abril de 2026

Canção para Tom Jobim











Antônio Brasileiro

de Almeida Jobim

tu és o verdadeiro

irmão do passarim.

 

Nos lábios das meninas

cem beijos de batom

te esperam nas esquinas

das ruas do Leblon.

 

Copacabana e o mar

têm cheiro de alecrim.

Hora de namorar

o Antônio Passarim.

 

Chega um rumor do espaço

um riso de Arlequim.

São as águas de março

ao som de um bandolim.

 

Lágrimas em nossa face

têm gosto de amendoim.

Menina, isto é saudade

do Antônio Passarim.

 

Diz que faz mas não faz

a vida é sempre assim.

Saudade não tem cheiro

tristeza não tem fim.

 

Francisco Carvalho – Brasil

 

In Centauros Urbanos, (2003, Fortaleza, Editora Imprece)

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Francisco de Oliveira Carvalho nasceu em Russas - Ceará, no dia 11 de junho de 1927 e faleceu na cidade de Fortaleza, no dia 4 de março de 2013.

Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 26 de abril de 1996, ocasião em que foi saudado pelo então presidente Artur Eduardo Benevides. Ocupou a vaga deixada por Cláudio Martins, cadeira número 31, cujo patrono é Farias Brito.

Notável poeta cearense, reconhecido no Brasil a julgar pelos vários prêmios que fez jus. Iniciou seu trabalho poético nos jornais O Nordeste, O Povo e o Unitário.

Ingressou em 1964 na Universidade Federal do Ceará, ocupando as importantes funções de secretário do Conselho Universitário, membro do Conselho de Redação do Jornal de Cultura da UFC e do Programa Editorial da Casa José de Alencar.

Participou dos suplementos literários dos jornais O Povo, Diário do Nordeste e do Suplemento de Literatura de Minas Gerais. Recebeu as Medalhas do Mérito Cultural e Administrativo da UFC.

Recebeu os prêmios: Concurso de Poesia da Academia de Letras de Teresópolis (duas vezes), da UFC e da Primeira Bienal Nestlé de Literatura, em 1982.

Obras principais: Os mortos azuis (1971); Pastoral dos dias maduros (1977); As verdes léguas (1ª ed. 1979, 2ª. ed., 1997); Rosa dos eventos (1982); Quadrante solar (Prêmio Nestlé de Literatura, em 1982) (1983); Crônica das raízes (1992); Sonata dos punhais (1994); Artefatos de areia (1995); Raízes da voz (1ª. ed. 1996 e 2ª. ed. 1997); Os exílios dos homens (1997); Romance da nuvem do pássaro (1998); A concha e o rumor (2000); O silêncio é uma figura geométrica (2002); Centauros urbanos (2003); Corvos de alumínio (2007); Memórias do espantalho – Poemas escolhidos (2004).

A poesia de Francisco Carvalho combina rigor formal, imaginação simbólica e reflexão existencial, sendo frequentemente descrita como introspectiva e densa. Sua obra percorre tanto o lirismo amoroso quanto questionamentos sobre o sentido da vida e do tempo. In “Academia Cearense de Letras”

 

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