Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Lusofonia - LAAD 2019: idD e ABIMDE assinam protocolo de intenções entre os dois países



A idD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais de Portugal e a ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança do Brasil, promoveram um encontro entre as entidades que possuem os mesmos objetivos – contribuir para o desenvolvimento das empresas que atuam no setor de Defesa dos seus respetivos países.


O evento “Workshop – as oportunidades no âmbito das indústrias de defesa entre Brasil e Portugal” decorreu durante a LAAD 2019 e contou com a participação do Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Dr. Alberto Coelho e do secretário de Produtos de Defesa, Marcus Degaut, a representar o Ministério da Defesa do Brasil.


Durante o encontro os empresários brasileiros e portugueses puderem trocar experiências e debater as oportunidades do setor em cada um dos países.


Um dos momentos mais importantes do evento foi a assinatura de um acordo de intenções entre os países, pelo presidente do Conselho de Administração da idD, Major-General Henrique Castanheira Macedo e pelo presidente da ABIMDE, Roberto Gallo.


Na opinião do Diretor-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Dr. Alberto Coelho “colaborar, compartilhar, difundir boas práticas e promover medidas que sejam de interesse mútuo, são fatores determinantes para um efetivo relacionamento bilateral. É meu entendimento que a assinatura do protocolo é uma oportunidade para atingirmos todos esses propósitos e reforçarmos as relações no âmbito da Defesa.”


Para o Major-General Henrique Castanheira Macedo, o primeiro passo nessa aproximação foi dado em 2017, com a realização do DID – Diálogo da Indústria de Defesa Brasil – Portugal, e que esse protocolo de intenção é, sim, muito importante, do ponto de vista institucional. “Mas, mais importante que isso, é o apoio para os desafios do dia a dia. Por isso, uma das estratégias é criar uma relação próxima e intensa com os Ministérios da Defesa e as indústrias”.


Por seu lado, na opinião do secretário de Produtos de Defesa do Brasil Marcus Degaut, Portugal é a porta de entrada para América Latina e para a Europa e que, por isso, é preciso, trabalhar com afinco para identificar oportunidades.


Oportunidades não apenas de negócios e transações comerciais, mas de transformarmos essas operações comerciais e financeiras em estratégias muito mais amplas para os dois países. Estratégias de desenvolvimento que podem começar pelo setor de Defesa, um setor que tem potencial de geração de emprego, renda e tecnologia. Contem com o Ministério da Defesa e o Seprod”.


Para Roberto Gallo, presidente da ABIMDE, o documento simbólico representa o início de uma nova fase de relacionamento e de ações conjuntas entre as nações e as indústrias de Defesa do Brasil e de Portugal. In idD Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais” - Portugal

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Brasil - FTA recebe Certificação OEA



SÃO PAULO – A Fiorde Transportes e Armazéns Gerais (FTA) foi certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA), com prazo de validade indeterminado, na modalidade Segurança Transportador, conforme o Ato Declaratório Executivo nº 38, de 30 de janeiro de 2019, publicado no Diário Oficial da União, em 31 de janeiro de 2019. O Ato Declaratório foi assinado pelo chefe da equipe de gestão de operadores econômicos autorizados da Delegacia Especial da Receita Federal do Brasil de Fiscalização de Comércio Exterior (Delex), Danilo Pizol Invernizzi.

O programa que estabelece a Certificação OEA surgiu em 2005 durante convenção da Organização Mundial Aduaneira (OMA), em Bruxelas, a partir do estabelecimento de uma estrutura normativa de padrões para segurança e facilitação do comércio global, batizada de Safe. O objetivo principal da criação da figura do OEA era promover uma integração entre as aduanas e todos os operadores envolvidos na cadeia do comércio internacional, de modo a evitar ações criminosas no trânsito entre os países, envolvendo terrorismo e trânsito ilegal de mercadorias. No Brasil, o programa foi implantado em 2015.
  
A modalidade Segurança Transportador estabelece vínculo entre o Estado, a Receita Federal e o profissional que se compromete a exercer a atividade de importação e exportação de maneira regular e idônea. Sua obtenção é voluntária a qualquer intermediador em operações de comércio exterior e, embora haja distinções entre as modalidades de OEA, todas têm como objetivo promover a integração entre as partes para evitar ações terroristas e contrabando.

Entre os benefícios específicos da modalidade Segurança Transportador, estão: a) redução do percentual de canais na exportação em relação aos demais; b) parametrização e conferência imediata das declarações de exportação no processamento feito pelas unidades locais da Receita Federal nos termos de ato específico emitido pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana); c) dispensa de garantia no trânsito aduaneiro no caso de transportador.

Para o diretor-executivo da FTA Transportes, o engenheiro-eletrônico Mauro Lourenço Dias, a obtenção da Certificação OEA pela empresa vai além do cumprimento de uma série de requisitos e condições, pois abrange um compromisso no mais alto nível na empresa. “Com essa certificação, passamos a trabalhar lado a lado com as autoridades, em ambiente de respeito mútuo, abrindo as portas aos funcionários da aduana e notificando-os sobre qualquer incidência que possa ser detectada, vendo a Alfândega como um aliado e não um obstáculo na cadeia logística”, disse. Para o diretor, a Certificação OEA constitui também uma garantia a mais para o cliente da alta qualidade dos serviços prestados pela FTA Transportes.

Lourenço Dias, que é também vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, lembrou ainda que a FTA Transportes está qualificada para manusear e transportar produtos químicos, sendo certificada pelo Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (Sassmaq), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que avalia o desempenho das empresas que prestam serviços à indústria química. "Ao lado da Certificação OEA, a aprovação no Sassmaq é outro importante diferencial da FTA”, acrescentou. Fiorde Transportes e Armazéns Gerais - Brasil

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Internacional - Universidade de Aveiro vence competição da NATO



A NATO Strategic Communications Centre of Excellence (NATO StratCom) lançou o desafio a especialistas em informática e sistemas inteligentes de todo o mundo: Como detetar o uso malicioso de vídeos e fotografias na Internet e, com isso, combater as mensagens extremistas? E a solução apresentada pela Universidade de Aveiro (UA) acaba de ser a vencedora.

A proposta da UA foi uma das três finalistas apresentadas na final do concurso no Centro de Excelência de Comunicação Estratégicas da NATO, que decorreu em Riga, Letónia.

Para além da UA foram apresentadas as outras duas propostas finalistas do concurso, um projeto da Universidade de Torino, Itália, e outro de uma start-up da Lituânia.

A solução do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática de Aveiro (IEETA) da UA e do respetivo Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) sobressaiu.

Numa época em que as redes sociais são cada vez mais usadas para difundir mensagens extremistas e onde fotografias e imagens são manipuladas constantemente, a competição lançada pela NATO StratCom desafiou investigadores de todo o mundo a apresentarem soluções para combater uma realidade que a organização considera ser “um risco claro para a segurança da Aliança Atlântica”.

“O objetivo da NATO é detetar conteúdo malicioso em vídeos e fotos online. Esse conteúdo pode ir desde propaganda política extremista até alterações ou descontextualização de imagens”, explicou Daniel Canedo que – a par de António Neves, José Luís Oliveira, Alina Trifan e Ricardo Ribeiro, todos especialistas em informática do IEETA e do DETI – assina o projeto com que a equipa portuguesa pretende ajudar a NATO StratCom.

A ideia apresentada pela equipa da UA passa pelo desenvolvimento de um sistema capaz de analisar imagens, sejam em formato vídeo, sejam em fotografia, em três grandes dimensões, explica a universidade numa nota enviada ao ‘Mundo Português’.

“Em primeiro lugar o sistema quer esmiuçar os objetos. Os investigadores propõem-se a que no final da análise todos os objetos presentes nas imagens estejam rastreados de forma a que sejam ou não identificados aqueles que possam estar potencialmente ligados a grupos extremistas”, acrescenta.

“O universo online é muito sensível a este tipo de informação, especialmente porque a faixa etária predominante na Internet é a mais jovem”, aponta Daniel Canedo, alertando que “facilmente se consegue moldar uma mente jovem através da Internet, e quem cria este conteúdo malicioso está bem ciente desse fenómeno”.

O dispositivo informático permitirá também concluir se as imagens são originais ou se sofreram qualquer tipo de manipulação. Por último, o ‘detetive’ da UA terá a capacidade de analisar a informação extraída das imagens, enquadrada com as eventuais mensagens que a possam acompanhar como posts ou comentários a elas ligados nas redes sociais.

“Com base na informação extraída das imagens e dos conteúdos textuais dos posts que possam estar associados, o nosso sistema classificará o risco dessa informação utilizando técnicas de mineração de dados (exploração de grandes quantidades de dados em busca de padrões consistentes) e classificadores (treino de algoritmos para aprenderem padrões e fazerem previsões a partir de dados)”, explicou Daniel Canedo. Ana Grácio – Portugal in “Mundo Português”

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Lituânia - Avião português garantirá segurança do espaço aéreo do Báltico

"Para reforçar a polícia aérea da OTAN, um P-3C da Força Aérea Portuguesa vai patrulhar o espaço aéreo dos países bálticos, observar o movimento no mar junto com caças da Espanha e França, fornecendo informações ampliadas a seus pilotos", comunica o Ministério da Defesa da Lituânia

De acordo com o ministério, o avião português chegou à Lituânia no fim de junho a partir de uma base no seu país, transportando a bordo 30 militares e encontra-se estacionado na base lituana em Siauliai.

Os países bálticos não possuem aviões aptos para patrulhamento aéreo. Por isso, desde abril de 2004 (após sua adesão à OTAN), a vigilância do espaço aéreo tem sido efetuada por aviões dos países-membros da Aliança Atlântica, que assumem essa missão rotativamente.

Desde maio, dez caças das Forças Aéreas de Portugal e Espanha têm desempenhado policiamento aéreo da Aliança Atlântica no território da Lituânia.

Em Siauliai estão posicionados quatro caças F-16 e seis espanhóis Eurofighter Typhoon. In “Sputnik Brasil” - Brasil

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Internacional - Pirataria ameaça rotas marítimas no Golfo da Guiné

Um relatório da organização International Maritime Bureau descreve as águas ao longo da costa nigeriana como extramente perigosas. Reforço de segurança das embarcações implica custos extra para empresas de transporte



De acordo com o relatório do International Maritime Bureau (IMB), a Nigéria já registou 22 incidentes nos só nos primeiros três meses do ano. Dos 11 navios que foram atacados, oito estavam a cerca de 40 milhas náuticas da costa nigeriana, incluindo um petroleiro com a capacidade de 300 mil toneladas métricas. Em 2017, a organização já tinha registado cerca de 20 ataques a embarcações na mesma área.

Kabeer Adamu é um analista de segurança, presidente de uma firma de consultadoria na Nigéria. Concorda com o relatório que diz que a pirataria no Golfo da Guiné é um grande problema. O analista considera que a monitorização do International Maritime Bureau tem um papel importante, pois se não se conhecesse a realidade, seria um "problema ainda maior".

"Do ponto de vista da segurança, é um desafio. Tudo isto traduz-se em custos adicionais para o transporte, devido ao valor que se tem de pagar para ter mais segurança", explica Adamu.

De acordo com o IMB, os ataques no Golfo da Guiné têm como alvo vários tipos de navios. Já houve tripulações reféns tanto em navios de pesca, como petroleiros. A organização diz estar a trabalhar com as autoridades nacionais e regionais no Golfo da Guiné para dar apoio e coordenar ações anti-pirataria.

"Sei que a marinha nigeriana já fez umas quatro operações na região, algumas delas na Nigéria, outras por todo o Golfo da Guiné. Já adquiriram novos meios, incluindo barcos com armamento", explicou o analista à DW.

Adamu acrescentou que também foram criados postos de controlo. Qualquer embarcação que deixe a Nigéria tem de passar por lá para verificar se tudo está de acordo com os regulamentos em vigor.

Desemprego pode ser causa do aumento de ataques

Um dos principais objetivos da pirataria é obter dinheiro, como explicou um antigo pirata à DW. Um ataque pode ser bastante lucrativo para os criminosos.

"Participei nuns 15 ataques. Um resgate, dependendo do tipo de barco, pode variar entre 400 mil euros e 2 milhões de euros", contou o ex-pirata à DW.

Para Femi Adesin, conselheiro especial para os media e publicidade do Presidente nigeriano Muhammadu Buhari por trás deste aumento dos ataques está o desemprego que afeta aquela região. A pirataria é vista como um recurso para a população.

 "Quando as pessoas veem que não há nada de onde possam tirar benefício, sentem que têm de se desenrascar e acabam por causar problemas a atividades económicas que estão a trazer dinheiro para o país", afirma Adesin.

Com a ameaça, empresas de transporte que operem na região e queiram usar terão de investir significativamente mais em segurança.

Entre março e abril deste ano vários países participaram num exercício aeoronaval no Golfo da Guiné, no âmbito do combate à pirataria e narcotráfico. Entre os participantes estiveram também Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe. In “DW” - Alemanha

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

São Tomé e Príncipe - Programa quadro de cooperação na defesa para o triénio 2018-2020 assinado com Portugal

São Tomé – São Tomé e Príncipe e Portugal assinaram um programa quadro de cooperação para o triénio 2018-2020 e de um memorando de entendimento sobre a permanência, de um navio patrulha português nas águas do arquipélago, tendo os documentos sido rubricados na passada quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2018, pelos ministros da Defesa de Portugal e da Defesa e Administração Interna são-tomense, José Azeredo Lopes e Arlindo Ramos, respectivamente.

Na presença do primeiro-ministro de São Tomé, Patrice Trovoada, os dois documentos foram rubricados a bordo do navio patrulha Zaire que já se encontra nas águas são-tomense em resposta a um pedido dos locais no âmbito do reforço das capacidades de fiscalização numa missão de capacitação operacional marítima da guarda costeira são-tomense.

O ministro da Defesa de Portugal, José Azeredo Lopes disse que os acordos vão contribuir, sobretudo, “para a coerência das políticas externas e de cooperação dos dois Estados com benefícios que se querem mútuos e partilhados”.

Acrescentou que o navio de guerra de Portugal procederá ainda a patrulha numa zona do globo com maior papel no comércio internacional, onde se concentra uma percentagem considerável da produção de petróleo e de hidrocarbonetos, revelando a necessidade de um maior rigor de proteção.

O ministro são-tomense da Defesa e da Administração Interna considerou a assinatura dos dois documentos como “um ato histórico na viragem da cooperação com Portugal no âmbito daquilo que é a componente defesa a nível da segurança marítima e das forças armadas”.

Além de 36 efetivos da marinha portuguesa, a tripulação do Zaire conta ainda com elementos das Forças Armadas de São Tomé que poderão participar em missões de paz e humanitárias a serem equacionadas por ambos os Países. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

Portugal - Fragata Álvares Cabral em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu de Lisboa para uma missão de dois meses no Golfo da Guiné, no âmbito do contributo de Portugal para o “esforço internacional de capacitação dos países” da região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.


Em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe (onde já se encontram o navio reabastecedor Bérrio e o navio patrulha Zaire), a Álvares Cabral vai apoiar “os projectos em curso de cooperação técnico-militar, onde fará acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países”, no âmbito dos acordos que mantêm com Portugal.

Durante a permanência na região, o navio participará também na «OBANGAME EXPRESS», uma iniciativa do United States Naval Forces Europe-Africa / United States 6th Fleet destinada a “estimular e incrementar a cooperação regional e partilha de informação entre os diversos centros de comando e controlo de operações marítimas no Golfo da Guiné e promover o intercâmbio de conhecimento na área do domínio marítimo, assim como a interoperabilidade entre todas as forças e unidades navais”, conforme explica a Marinha.

A fragata participará igualmente “no exercício «ALCANTARA 18», organizado em conjunto entres as Marinhas Portuguesa e do Reino de Marrocos, que decorrerá em águas territoriais marroquinas, com o objectivo de promover a interoperabilidade através do treino operacional naval e anfíbio”, esclarece a Marinha.

A Marinha também informa que durante a missão continuará a testar “o novo modelo de emprego operacional de fragatas com o embarque de uma força de 53 fuzileiros, reforçando a sua capacidade expedicionária na perspectiva de operações de resposta a crise, tais como são o caso da evacuação de cidadãos não combatentes, apoio humanitário e de resposta a catástrofes”. In “Jornal da Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Portugal – Patrulha da marinha partiu para o Golfo da Guiné

A cerimónia da largada do navio patrulha “Zaire” e do reabastecedor “Bérrio”, para uma missão de capacitação marítima da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe decorreu no passado dia 3 de Janeiro, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.



Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe

Os dois navios navegarão para o Golfo da Guiné com a missão de promover o projecto de capacitação da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe e de cooperação técnico-militar com os países amigos da região, potenciando, em especial, iniciativas percursoras para o desenvolvimento de capacidades de defesa e segurança marítima no Golfo da Guiné.

Em comunicado, a Marinha explica que a duração da missão está prevista ser de 1 ano para o patrulha “Zaire” e de três meses para o navio reabastecedor “Bérrio”. João Borges – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Brasil e Portugal – Marinhas assinam Memorandum de Entendimento

As Marinhas do Brasil de Portugal assinaram um novo Memorandum de Entendimento tendo em vista uma mais ampla cooperação e partilha de informações no que respeita ao Panorama Marítimo



A assinatura do Memorandum de Entendimento teve lugar a 30 de Novembro durante uma visita do Comandante Naval da Marinha, Vice-Almirante Henrique Gouveia ao Chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais do Brasil, Vice-Almirante Roberto Gondim Carneiro da Cunha.

O Memorandum tem uma natural preocupação em aumentar a segurança marítima em geral, tanto em termos civis como militares, bem como permitir uma maior antecipação e prevenção de situações de excepção, seja no que respeita a potenciais acidentes ou quaisquer outros tipos de incidentes ou ameaças marítimas em áreas de interesse comum, como é caso, naturalmente, do Atlântico.

Adicionalmente, este novo Memorandum de Entendimento serve igualmente de reforço e incremento das relações bilaterais, prosseguindo e aprofundando a estreita cooperação que tem caracterizado desde sempre o relacionamento entre ambas as Marinhas. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

terça-feira, 6 de junho de 2017

Ilhas Selvagens – Projecto Costa Segura

De acordo com um comunicado da Autoridade Marítima Nacional, no âmbito do Projecto “Costa Segura” e decorrente dos trabalhos presentemente em curso nas ilhas Selvagens, a AMN activou no passado dia 3 de Junho, um sensor electro-óptico (câmara) na Selvagem Pequena, que permitirá monitorizar a actividade marítima junto daquela ilha, sem necessidade de presença humana.

O sensor electro-óptico é comandado remotamente a partir do Posto da Polícia Marítima localizado na ilha Selvagem Grande e é operado de forma integrada com o radar existente nessa mesma ilha, permitindo, desse modo, reduzir a necessidade de presença humana na Selvagem Pequena e, consequentemente, diminuir a interferência nos seus ecossistemas sensíveis, refere-se.

A instalação deste sensor resulta de uma das acções técnicas, presentemente em curso nas ilhas Selvagens, desenvolvidas por uma equipa multidisciplinar de vinte e cinco militares e militarizados da Autoridade Marítima Nacional, apoiada pela Marinha.

Estas acções, previamente acordadas com a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais – Instituto das Florestas e da Conservação da Natureza, visam “a consolidação do processo de capacitação do Posto do Comando-local da Polícia Marítima do Funchal nas ilhas Selvagens, visando deste modo assegurar o permanente exercício da autoridade do Estado no que concerne à vigilância, fiscalização, patrulhamento e exercício de polícia em todo o espaço marítimo circundante às ilhas Selvagens”.

Entretanto, o Comando local da Polícia Marítima do Funchal desenvolveu, entre os dias 30 de Maio e 1 de Junho, acções de fiscalização conjuntas com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), com o objectivo de verificar a legalidade das estações de rádio existentes a bordo de embarcações de pesca e marítimo-turísticas, nos portos do Caniçal, Funchal e Calheta.

​Esta operação foi dirigida à utilização de frequências susceptíveis de causar interferências nas comunicações de socorro, emergência e operações marítimas e aéreas.

Ao todo foram fiscalizadas 15 embarcações, tendo sido detectada uma situação irregular numa embarcação de pesca, que possuía um equipamento de VHF com frequências não permitidas.

Foi levantado o respectivo auto de notícia e efectuada a apreensão cautelar do equipamento.​ In “Funchal Notícias” - Portugal

sábado, 8 de abril de 2017

Brasil – Marinha participou em operação no Golfe da Guiné

Com o objetivo de promover a segurança marítima no Golfo da Guiné, como o combate de pesca ilegal e tráfico de drogas, a Marinha participou da operação “Obangame Express 2017”. A Força Marítima brasileira enviou para aquela região o Navio-Patrulha Oceânico Apa, com 122 militares.

Além dos brasileiros, participaram também militares europeus, norte-americanos e sul-americanos. A ação foi conduzida pela Marinha dos Estados Unidos, para capacitar militares dos países da costa oeste da África na atuação em ações de interdição marítima.

O treinamento militar abrangeu o litoral da Angola, Congo e República Democrática do Congo. Foram feitas as avaliações da interoperabilidade regional, a relação multinacional de comando e controle e a proficiência marítima dos países africanos com seus parceiros regionais do Golfo da Guiné.

Durante a operação foram elaboradas simulações, onde foram colocadas em prática técnicas de abordagem a contatos não cooperativos e a realização de treinamentos médicos, meteorológicos e com armamentos. Em um dos cenários, navios da Angola e República do Congo abordaram o navio brasileiro, simulando a verificação de pesca ilegal.

O Golfo da Guiné

O Golfo da Guiné tem cerca de 3,4 mil milhas de litoral, distribuídas por 12 países (Costa do Marfim, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão Bioko, Ano Bom, São Tomé e Príncipe). Se considerarmos a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de 200 milhas, as águas jurisdicionais patrulhadas podem chegar a cerca de 680 mil milhas.

A “Obangame Express 2017”, que ocorreu entre os dias 20 e 31 de março, é importante porque fortalece a capacidade militar no Golfo da Guiné em garantir a segurança marítima em suas águas jurisdicionais. Deste modo, combate atividades ilícitas na região, que são questões relacionadas à soberania. A Marinha participou por meio do Comando de Operações Navais e Estado-Maior da Armada. In “Defesanet” - Brasil

segunda-feira, 20 de março de 2017

Portugal - Fragata “Álvares Cabral” em missão no Golfo da Guiné

A fragata Álvares Cabral partiu no passado dia 13 de Março de 2017 para uma missão de dois meses no Golfo de Guiné, no âmbito do apoio português ao “esforço internacional de capacitação dos países” daquela região “em matéria de segurança marítima e combate às actividades ilícitas no mar”, refere a Marinha.

Comandada pelo Capitão-de-Fragata Gonçalves Simões, a Álvares Cabral partiu com uma guarnição de 135 militares e tem a bordo “uma equipa do pelotão de abordagem dos fuzileiros, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica”, além de “três oficiais oriundos da Alemanha, Brasil e Espanha, no âmbito das relações bilaterais entre Marinhas”, refere a Marinha.

Durante a missão será testado um “novo modelo de emprego operacional, com o embarque de uma força de 50 fuzileiros, para reforço da capacidade expedicionária da Marinha”, destinada a preparar os militares para operações de resposta a crises (evacuação de não combatentes ou acções humanitárias de resgate de civis, por exemplo).

O navio vai também participar no exercício «Obangame Express”, promovido pelo United States Naval Forces Africa, destinado “a reforçar a cooperação entre as marinhas dos países da África Ocidental e países amigos em matéria de segurança marítima, incentivando as operações conjuntas e partilha de informação entre marinhas e ao nível de agências regionais e internacionais”, esclarece a Marinha.

A Álvares Cabral vai ainda apoiar projectos de cooperação técnico-militar em curso em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, onde efectuará “acções de vigilância e patrulha conjuntas nas águas de jurisdição daqueles países, no âmbito dos acordos estabelecidos entre Estados”, explica a Marinha. In “Jornal Economia do Mar” - Portugal

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Brasil – Segurança nos Jogos Olímpicos

Defesa atuará com 41 mil militares nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou nesta quarta-feira que a atuação das Forças Armadas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 será feita por aproximadamente 41 mil militares, sendo cerca de 21 mil deles, no Rio de Janeiro. A afirmação foi feita durante coletiva à imprensa no Comando Militar do Leste (CML), que contou com as presenças do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CEMCFA), almirante Ademir Sobrinho e do Coordenador Geral de Defesa de Área (CGDA), general Fernando Azevedo.

O ministro da Defesa explicou que o aumento no número de militares – antes eram cerca de 38 mil, sendo aproximadamente 18 mil no Rio – será feito para atender à solicitação que o governo do Rio fez à Presidência da República. Ao detalhar toda a atuação da Defesa no esforço de segurança para os Jogos, Jungmann destacou que todos os efetivos estão prontos para entrar em ação e assegurar um ambiente tranquilo na capital fluminense. “Também temos uma reserva técnica para suprir qualquer necessidade que se apresente.

Não faltará dispositivo de Defesa e Segurança, efetividade, presença e ostensividade para garantir tranquilidade na realização das Olimpíadas”, disse. “Nós teremos um esquema de segurança e inteligência que atende a todos os pré-requisitos que o Comitê Olímpico Internacional nos delegou, em todas as áreas, em todas as esferas, dentro e fora das arenas”, afirmou o ministro.

A mesma garantia foi reforçada pelo ministro da Justiça, que ressaltou a importância de todos os órgãos envolvidos na segurança - sejam eles da esfera federal, estadual ou municipal – estarem atuando de forma conjunta. “O grande legado dos Jogos Olímpicos, no que diz respeito à Segurança Nacional, será essa atuação integrada.

É isso o que vai garantir a total tranqüilidade dos Jogos”, disse o ministro, lembrando do total apoio do Governo Federal, com o aporte de recursos para sanar as dificuldades no estado do Rio.

A atuação da Defesa em apoio ao pedido feito pelo governo fluminense será feita nas chamadas rotas olímpicas, que são vias consideradas prioritárias pela prefeitura do Rio.

O esforço de segurança será feito em vias expressas, como Linha Vermelha, alguns trechos da Linha Amarela e da Avenida Brasil, no entorno do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na orla de bairros da Zona Sul, além de alguns terminais ferroviários. “Nós vamos ampliar a nossa atuação, que inicialmente era de Força de Contingência, mas, não em substituição aos órgãos de Segurança Pública, e sim, em complemento ao trabalho deles”, explicou o general Fernando Azevedo, responsável por todas as ações de Defesa no Rio.

Defesa Nacional

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, fez uma apresentação detalhando como será a atuação do eixo de Defesa Nacional, com ações como proteção de estruturas estratégicas, enfrentamento ao terrorismo e defesas marítima e aérea.

O almirante lembrou que o planejamento de segurança para os Jogos Olímpicos vêm sendo colocado em prática no Brasil desde 2007, com a realização de diversos grandes eventos, como os Jogos Pan-americanos, a Copa das Confederações de 2013, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a Copa do Mundo de 2014.

“O planejamento dos Jogos Olímpicos é o coroamento do planejamento de todos os outros grandes eventos que já ocorreram no Brasil. Nós fomos aprimorando a integração entre Defesa, Inteligência e Segurança Pública e, hoje, podemos assegurar que estamos totalmente integrados”, afirmou. In “Defesanet” - Brasil

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Portugal - “Segurança e Desenvolvimento UE-África: O Caso da Guiné-Bissau”

No dia 10 de setembro de 2015, pelas 18h00, terá lugar no auditório 2 do IDN, o lançamento do livro da autoria do Coronel Luís Eduardo Saraiva intitulado “Segurança e Desenvolvimento UE-África: O Caso da Guiné-Bissau”

A apresentação da obra será efetuada pelo Prof. Doutor José Francisco Zagalo Pavia. Instituto da Defesa Nacional – Portugal



quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Brasil - Segurança no Atlântico Sul

No último fim-de-semana de outubro de 2014, em Marrakech, Marrocos durante a 3ª edição dos Diálogos do Atlântico, especialistas de diversos países puderam discutir ideias e buscar respostas para um problema que começa a preocupar o mundo: a segurança marítima no Atlântico Sul. 

Considerado durante muito tempo como uma zona calma em termos estritamente militares, o Atlântico Sul enquanto unidade, sem pressa, mas sem pausa, começou a atrair a atenção de muitos sobre riscos concernentes à segurança susceptíveis de alojar em seu seio, bem como sobre o efeito potencialmente prejudicial em relação às interações internacionais que passam pela região.

Por outro lado, como denominador comum de quatro continentes diferentes, o espaço atlântico se define como é compreensível, não só pela vastidão de seu espaço marítimo, senão também pela importância estratégica de conectar todas e cada uma de suas orlas de uma maneira segura.

No evento na cidade marroquina, chegamos á conclusão que o núcleo de sua estabilidade radica em prevenir ou eliminar qualquer situação inédita ou incidente susceptível de afetar a segurança dessa abertura sem limites, ao alcance de qualquer país que deseje utilizá-la ou aproveitar-se dela.

Apesar desta eterna lógica, não obstante, o Oceano Atlântico pode livrar-se de ser o foco da comunidade internacional nas últimas décadas, devido, sobretudo a uma combinação de garantias estratégicas proporcionadas pelas alianças derivadas da Guerra Fria – notadamente no que diz respeito à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em relação com a parte norte – e indiferença absoluta especialmente com respeito a mudanças e acontecimentos no hemisfério sul.

Neste sentido, como resultado da maior atividade econômica e crescimento populacional, as atividades ilegais no oceano aumentaram e trazem consigo desafios de segurança marítima, que vão desde a pirataria ao tráfico e drogas, armas e pessoas.

A questão da pirataria, por exemplo, começou a ocupar rapidamente lugares preferenciais na agenda à medida que tornou mais violenta e organizada, notadamente no Golfo de Guiné.

Aqui cabe uma explicação - embora contraditória, sobre o aumento dos casos de pirataria na região que passou a ser chamada de “nova zona de perigo”. O transporte de cargas nesta região triplicou na última década, tornando-a um ambiente mais próspero para as práticas criminosas e um delta perfeito, onde estas coisas ocorrem.

Assim, para enfrentar estes desafios inter-regionais, os governos precisam ser capazes de monitorar o que está acontecendo no mar, detectar atividades ilegais e desenvolver marcos legais e administrativos, bem como dispor de adequadas capacidades de ação das Guardas Costeiras.

Como resultado, para resolver o conjunto das questões de segurança no espaço Atlântico e enfrentar os desafios importantes para a região, notadamente o oeste africano, países como Estados Unidos e Brasil desempenham - ou poderiam desempenhar- importante papel na representação adequada do contexto de segurança que implicam.

Se começamos com a agenda dos Estados Unidos, não é de estranhar que o continente africano costume ocupar uma posição secundária com respeito a outras prioridades internacionais e crises geopolíticas, o qual foi sido uma constante nas diferentes administrações estadunidense ao longo do tempo. No entanto, nos últimos anos, o atendimento político a África aumentou lenta, mas constantemente.

A primeira prova disso se produziu quando o presidente Barack Obama em visita a capital de Gana em 2009 tratou de dar um novo impulso às relações entre Estados Unidos e o continente. Em tal ocasião, esboçou um marco provisório com relação à nova política africana de seu país.

Já o Brasil tem uma forte relação com a costa ocidental da África, com base principalmente na administração conjunta do Atlântico Sul. Para evidenciar isto, o governo brasileiro de forma objetiva tem colaborado com equipamento militar para um número de nações do oeste Africano, incluindo aeronaves de patrulha marítima para Cabo Verde e para a Marinha da Namíbia, a fim de aumentar a segurança deste domínio marítimo importante.

E o que o Brasil tem a ver com o Atlântico Sul? A resposta, de forma pragmática, talvez resida na recente descoberta de depósitos significativos de petróleo e gás nas camadas do pré-sal na costa brasileira que desencadeou novos interesses e preocupações dentro do espaço geopolítico do Atlântico Sul.

A perspectiva de disputa de tais recursos marítimos em escala comercial, combinada com a rápida mudança complexa de atores na área (incluindo uma presença crescente de outras potências emergentes de fora da região imediata), levou um reenquadramento das preocupações do Atlântico Sul dentro nova estratégia nacional de defesa do Brasil. Esforços concretos relacionados com esta estratégia de segurança incluem um build-up, a cooperação militar com a África, iniciativas legais, e o aprofundamento da cooperação militar, em especial com os países africanos.

Internamente, o governo lançou esforços para promover uma “mentalidade marítima” entre a população brasileira, gerando apoio para a sua nova abordagem para a região. A nova estratégia do Atlântico Sul do Brasil tem reforçado a relevância das questões de segurança na África para o Brasil e está ajudando a remodelar a dinâmica do poder no Atlântico Sul.

Para todos os efeitos, tratar de dissociar a evolução dos acontecimentos no continente das questões de segurança em curso no Atlântico Sul é fracassar à hora de compreender a origem ou os fatores coadjuvantes de boa parte dos problemas que se apresentam na atualidade à maioria dos estados africanos e à mais ampla comunidade internacional envolvida. Bosco Monte – Brasil in “O Povo”


João Bosco Monte - Presidente do Instituto Brasil África; Pós-doutorado em Relações Internacionais.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Integração dos modais

                      Integração dos modais, a solução
                                                                                             

Não bastassem as dificuldades causadas por uma infraestrutura logística precária e insuficiente, as empresas que atuam no comércio exterior ainda enfrentam outro problema grave: a falta de segurança para os seus produtos nas estradas brasileiras. E o problema só tende a se agravar quando se vê que o modal rodoviário é majoritário, responsável por mais de 60% de todo o transporte de carga.

É o que se conclui também quando se analisa os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo na questão de roubo de cargas: na região metropolitana de Campinas, cortada pelas rodovias Fernão Dias, Santos Dumont, Dom Pedro I, dos Bandeirantes e Via Anhanguera, o número de ocorrências no primeiro semestre de 2013 mais que dobrou em relação a período idêntico em 2012, passando de 234 para 472 registros. Do primeiro semestre de 2011 para o mesmo período de 2012, já havia sido registrado um aumento de 25%, passando de 184 para 234.

Não há dúvida que esses números podem decrescer se houver maior equilíbrio na matriz de transporte, o que só poderá ocorrer se houver investimentos maciços nos modais ferroviário e hidroviário, além da ampliação da capacidade de armazenagem das safras de grãos, já que a ausência de silos obriga os produtores a enviar toda a sua carga de uma só vez em cima de caminhões, congestionando rodovias e portos.

Além de oferecer maior segurança à carga, os modais ferroviário e hidroviário e a cabotagem são mais econômicos. Basta ver que o custo para o transporte de um contêiner por caminhão de Campinas para o Porto de Santos fica ao redor de R$ 2 mil, mas seria 20% mais barato se fosse por via férrea. Da mesma forma, haveria um barateamento de 20 a 25% se a carga fosse movimentada por navio dentro do próprio País ou se transportada nos rios em contêiner por barcaças até o porto. É de notar ainda que, em termos de custo e capacidade de carga, o transporte hidroviário é cerca de oito vezes mais barato que o rodoviário e três vezes mais em conta que aquele feito por ferrovia.

É claro que, para tanto, seriam necessários muitos investimentos para reconstruir e reforçar pontes e alargar túneis, no caso de ferrovias, e ampliar a navegabilidade dos rios. Engana-se, porém, quem imagina que o modal rodoviário estaria com os dias contados. Pelo contrário. Sempre haverá necessidade do transporte por caminhão para curtas ou médias distâncias, devidamente integrado aos modais ferroviário e hidroviário.

Esse é o desafio que o Brasil terá de enfrentar nas próximas décadas, já que o crescimento da utilização do contêiner se afigura como inevitável. Basta ver que do começo deste século para cá o número de contêineres movimentados no mundo cresceu três vezes. Milton Lourenço - Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

domingo, 14 de abril de 2013

Segurança

 
        Fiorde Cargo e Fiorde Fairs  participam da Laad 2013 no Rio
            SÃO PAULO - A Fiorde Cargo, empresa do Grupo Fiorde, participou da Feira Internacional de Defesa e Segurança Corporativa (Laad 2013), no Rio de Janeiro, que começou terça-feira, dia 9, e terminou sexta-feira, 12, no Riocentro, em Jacarepaguá, com apoio institucional dos Ministérios da Defesa e da Justiça do Brasil. O objetivo do evento foi mostrar os maiores avanços da indústria bélica e da estratégia militar.
            Para a organização da feira, a Fiorde Cargo, por meio de sua Divisão de Excedentes, teve a oportunidade de fazer alguns carregamentos de veículos e equipamentos. “Fizemos o transporte da remoção dos equipamentos do porto do Rio de Janeiro e do aeroporto do Galeão até a entrega da carga ao seu destino final, no Riocentro, em Jacarepaguá”, disse o presidente do Grupo Fiorde, Milton Lourenço, destacando que a Fiorde Cargo possui a licença do Ministério do Exército para exercer essa atividade, “o que constitui um diferencial entre as transportadoras”.
            Fundada em 1989, a Fiorde Cargo é especializada também em transporte aduaneiro de cargas em regime DTA aéreo e marítimo, possuindo uma frota moderna com mais de 50 caminhões, todos rastreados via satélite, equipados com travas automáticas gerenciadas 24 horas por dia, que proporcionam aos clientes tranqüilidade e segurança no transporte de suas cargas. Sua equipe é composta de profissionais constantemente treinados, que acompanham o monitoramento nas dependências da Fiorde.
            O Grupo Fiorde participou também da organização da Laad 2013 com a sua divisão de feiras, a Fiorde Fairs, que é especializada no atendimento às mais diferenciadas necessidades de projetos logísticos, como eventos de defesa e segurança e esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, além de exposições e festivais corporativos; produção de shows, cinema, TV, teatro e musicais; produção de exposições de obras de arte; químicos e farmacêuticos; hospital e saúde; mineração e construção pesada, petróleo e gás.
 
            Com mais de três décadas de experiência no setor de feiras, eventos e projetos especiais no Brasil e em vários países, o diretor-geral (CEO) da Fiorde Fairs, Ronaldo Almeida, destacou que a empresa é também especializada em admissão temporária de bens e produtos para feiras, exposições, testes e outras finalidades, atuando como parceira de organizadores e promotores das maiores feiras de negócios no Brasil e no mundo. “São 160 por ano no Brasil e mais de 100 no exterior”, explica Almeida, que também é diretor e acionista do Centro de Exposições Imigrantes e da União Brasileira dos Promotores e Organizadores de Feiras (Ubrafe). 
 
            Mais de 30 mil visitantes compareceram à Laad 2013 que registrou a presença de autoridades militares e policiais. No total, 65 delegações oficiais representaram seus países.  Organizada pela Laad Defence and Security, a feira deste ano foi a nona edição e confirmou o título de maior e mais importante encontro do setor na América Latina. A Laad reúne bienalmente empresas brasileiras e internacionais especializadas no fornecimento de equipamentos, serviços e tecnologia para as Forças Armadas, Polícias, Forças Especiais, além de segurança corporativa.
            Além da exposição do mais avançado material de segurança, a Laad 2013 também promoveu reuniões de importantes instituições dos órgãos responsáveis pela segurança pública. Nos eventos paralelos, a Feira realizou fóruns de debate sobre defesa, segurança pública e corporativa. Foram mais de 720 expositores, que apresentaram as principais novidades do setor. Grupo Fiorde - Brasil