Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 12 de setembro de 2026

Lusofonia - Realizadora são-tomense Jéssica Lima vence Prémio Novos Autores PALOP

A realizadora são-tomense Jéssica Lima é a vencedora do Prémio Novos Autores PALOP na 16.ª edição do Kugoma – Fórum de Cinema Moçambique. A cineasta dedicou a vitória à mãe, que se deslocou a Moçambique para assistir à cerimónia


Além de Jéssica, concorreram na categoria PALOP as cineastas Grace Ribeiro, de Cabo Verde, e Denilson Nzala, de Angola. O júri da categoria PALOP foi composto por Emília Wojciechowska (Cabo Verde), Gabi Ueno e António Maxlhaieie, director de produção do Kugoma.

Segundo uma nota enviada, a Gala de Premiação incluiu ainda a entrega dos Prémios Maxfilm Creative, que distinguem categorias técnicas como melhor realizador, melhor actor, melhor actriz, melhor fotografia e melhor director de caracterização.

A 16.ª edição do Kugoma – Fórum de Cinema Moçambique distinguiu vários jovens cineastas e profissionais do audiovisual. Assane Ramadane venceu o Prémio Novos Autores Moçambique com "A Última Travessia", uma curta-metragem sobre migração ilegal e tráfico de pessoas.

O filme recebeu ainda os prémios de Melhor Tratamento de Som e Melhor Pitch. Na categoria PALOP, a vencedora foi a são-tomense Jéssica Lima, com "Nxka Ba Sulu", uma ficção sobre relacionamentos contemporâneos. Gamito Fumane recebeu uma Menção Honrosa por "Chamas".

Nos Prémios Maxfilm Creative, "Submergido" foi o grande destaque, com Idelfonso Colaço a vencer Melhor Director de Fotografia, Ariel Añez Melhor Realizador e Dino Cumbane Melhor Actor. Moya Langa venceu Melhor Actriz pelo filme "Chamas".

Nascida em Lisboa, filha de pais são-tomenses, Jéssica cresceu em São Tomé e Príncipe. Foi ali que começou a perceber que o seu interesse pelas artes a colocava num lugar diferente. A cineasta concorreu com o projecto “Nxka Ba Sulu”.

Formada em teatro e cinema pela East 15 Acting School, no Reino Unido, Jéssica tem vindo a construir uma carreira que atravessa diferentes geografias e linguagens artísticas, com destaque para o documentário “Chama-me Maria” (2022), que aborda a violência contra as mulheres em São Tomé e Príncipe e foi distinguido com o prémio de Melhor Curta-Metragem no São Tomé Fest Film.

O Prémio Destaque Afro-Brasil foi atribuído à curta-metragem brasileira "Um Oceano Inteiro", produzida por Carolina Porto e realizada por Carine Fiúza e Bruna Dias. O Kugoma 2026 integrou pela primeira vez actividades do FilmLab Moçambique e decorreu no CCFM, Museu Mafalala, Chapa 100 e Netkanema. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas”


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Lusofonia - Programa "Laç(z)os Artísticos" disponibiliza três bolsas para jovens lusófonos

A 2.ª edição do programa de mobilidade artística "Laç(z)os Artísticos" vai disponibilizar três bolsas para jovens dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste, com idades entre os 18 e os 30 anos. A submissão de candidaturas decorre de 01 de Agosto a 15 de Setembro de 2026


A iniciativa resulta de um protocolo de cooperação internacional assinado em 2026 entre a Direcção-Geral das Artes (DGARTES), o Camões I.P., a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e o El Corte Inglés.

O programa pretende apoiar a internacionalização de projectos artísticos nos espaços da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Ibero-América, incluindo América Latina, Espanha e Andorra.

Segundo a informação disponibilizada na página de Facebook do Instituto Camões, "podem candidatar-se pessoas singulares maiores de 18 anos, residentes ou com nacionalidade de um país membro da OEI e/ou da CPLP".

Os candidatos devem igualmente "exercer actividade profissional nas áreas das artes visuais, artes performativas, artes de rua ou cruzamento disciplinar e estar associados a entidades artísticas de cariz profissional" e não serão aceites candidaturas para "projectos no mesmo país de residência do candidato".

O programa tem também um valor total anual de €45.000,00 com a atribuição de 20 bolsas no valor de €2250 cada, das quais três são exclusivas para jovens lusófonos.

A apreciação das candidaturas decorre de 16 de Setembro a 13 de Novembro de 2026 e os resultados serão divulgados entre 16 e 20 de Novembro de 2026. Os projectos seleccionados deverão ser desenvolvidos em 2027.

As candidaturas elegíveis serão avaliadas por uma comissão com representantes da DGARTES, Camões I.P. e OEI, e pontuadas de 1 a 5 com base na relevância da proposta, competências do candidato, aplicabilidade do projeto à mobilidade e carácter inovador. A pontuação mínima para aprovação é 3.

As candidaturas terão ainda de ser submetidas eletronicamente através de um formulário que ficará disponível em tempo oportuno nos sítios da DGARTES, Camões I.P. e OEI.

Para mais informações, os candidatos deverão aceder à ligação: Laç(z)os Artísticos. Omar Prata – Angola in “Novo Jornal”


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Lusofonia - Quase metade dos guineenses e cabo-verdianos consideram emigrar

Um relatório do Afrobarometer indicou que quase metade dos guineenses e cabo-verdianos considera emigrar por motivos económicos. Em Angola, a percentagem de pessoas que pondera sair do país é de 38%, em São Tomé e Príncipe de 31% e em Moçambique de 21%


Quase metade dos guineenses e cabo-verdianos inquiridos considera emigrar por razões económicas, revela-se no relatório do Afrobarometer que aponta a mesma tendência em Angola (38%), São Tomé e Príncipe (31%) e Moçambique (21%).

Uma das principais razões que levam os entrevistados a considerarem emigrar são económicas, sendo que “a intenção de migrar aumentou substancialmente”, segundo o relatório “Beyond Borders: Citizen Perspectives on a Shifting Global Order” (Além das Fronteiras: Perspectivas dos Cidadãos sobre uma Ordem Global em Transformação), tornado público em Acra, Gana, e que se baseia em dados de inquéritos representativos a nível nacional de 38 países africanos.

Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), São Tomé e Príncipe destaca-se por ser o único a registar um declínio significativo na intenção de emigrar, descendo de 35% no período de 2016/2018 para 31% em 2024/2025.

No documento avalia-se também a percepção sobre o impacto económico dos imigrantes nos países de acolhimento. A maioria dos inquiridos em São Tomé e Príncipe (68%), Cabo Verde (65%) e Guiné-Bissau (54%) acredita que os estrangeiros que se mudam para o país para trabalhar têm uma influência “muito boa” na economia.

A Guiné-Bissau surge como um dos países mais acolhedores do continente, com cerca de 40% dos cidadãos entrevistados a defenderem que o país deveria receber mais trabalhadores.

Já Moçambique e Angola mantém opiniões mais divididas relativamente ao impacto positivo ou negativo dos imigrantes na economia.

No estudo analisa-se ainda as opiniões dos cidadãos dos países africanos sobre a abertura do comércio e a consciencialização do Acordo de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla inglesa).

O conhecimento sobre o AfCFTA varia entre os PALOP, mas permanece reduzido em termos gerais.

A Guiné-Bissau destaca-se com a maior taxa de conhecimento (27%), seguida por Cabo Verde (24%).

Em contrapartida, os níveis de conhecimento são reduzidos em Angola (13%), São Tomé e Príncipe (12%) e Moçambique (11%), revelando uma escassez de informação sobre a integração comercial do continente.

Em todos os PALOP, a maioria dos inquiridos prefere priorizar parcerias comerciais com todos os países a nível global, em vez de um comércio exclusivo intra-africano ou sub-regional.

Cabo Verde (79%) e São Tomé e Príncipe (77%) lideram a preferência pelo comércio global, seguidos pela Guiné-Bissau (70%), Angola (63%) e Moçambique (61%).

Por fim, ao nível do livre comércio, os entrevistados dos PALOP expressaram uma posição favorável, à excepção de Angola, onde o apoio à abertura transfronteiriça é maioritariamente rejeitado – apenas 45% apoiam -, evidenciando uma tendência protecionista considerável, na qual 40% prefere proteger os produtores nacionais.

No relatório apresentam-se novas conclusões sobre as opiniões dos cidadãos relativamente ao comércio transfronteiriço e à integração económica, à migração, ao papel e à influência de África na governação global e às percepções sobre a influência das principais potências globais no continente. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


terça-feira, 14 de julho de 2026

CPLP – Após 30 anos a Organização continua sem se afirmar junto da China, diz especialista

O especialista em relações internacionais Luís Bernardino considera que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) chega ao 30.º aniversário sem ter conseguido afirmar-se junto da China, onde continua pouco conhecida

“A China não conhece a CPLP”, resumiu Luís Bernardino, professor da Universidade Autónoma de Lisboa e coronel de infantaria na reserva do Exército Português, que recentemente participou em duas conferências em Pequim, na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim e na Embaixada de Portugal, sobre os 30 anos da organização, que se assinalam em 17 de julho. “Uma coisa que não se conhece também não se sabe como pode tirar vantagem dessa relação”, acrescentou.

Para Luís Bernardino, a organização “nunca se soube posicionar em relação ao Oriente” e continua afastada dos principais mecanismos criados por Pequim para aprofundar a cooperação com os países de língua portuguesa. “O Fórum de Macau não é a CPLP. É um instrumento da China para facilitar a cooperação com os países lusófonos e vai continuar a crescer. A CPLP está fora desta jogada, por enquanto”, considerou.

Criado em 2003, o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa reúne a China e os países lusófonos, mas funciona à margem da estrutura institucional da CPLP, embora utilize Macau como plataforma de ligação.

Para Bernardino, essa realidade traduz a forma como Pequim privilegia uma abordagem simultaneamente bilateral e multilateral, estratégia que descreve como “cooperação ‘bimultilateral’”. “A China relaciona-se bilateralmente com cada país, mas cria também fóruns multilaterais que reforçam essa cooperação. É uma abordagem pragmática que mais nenhuma grande potência desenvolveu em África”, defendeu.

O especialista em Segurança e Defesa em África sublinhou que a relação da China com os países lusófonos está longe de ser uniforme.

Enquanto com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) Pequim privilegia o financiamento de infraestruturas, o comércio, o desenvolvimento e, cada vez mais, a cooperação na área da defesa, com o Brasil a relação assume uma dimensão geopolítica distinta, impulsionada pelo bloco de economias emergentes BRICS e pela cooperação entre países do chamado Sul Global. “A China adapta a sua estratégia aos interesses que tem em cada região. Não existe uma abordagem única para todos os países da CPLP”, explicou.

No caso de Timor-Leste, Luís Bernardino considerou que a crescente importância estratégica do país no Indo-Pacífico deverá reforçar o interesse chinês, tanto pela posição geográfica como pela futura integração plena na Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). “A China olha para Timor-Leste como um parceiro estratégico no Indo-Pacífico, pela sua posição nas rotas marítimas e pela crescente relevância regional”, afirmou.

O investigador considerou ainda que a rivalidade estratégica entre a China e o Ocidente levou Pequim a reforçar a presença junto dos países lusófonos, sobretudo em África, onde a cooperação se expandiu para áreas como a segurança, a tecnologia e a defesa. “A cooperação deixou de ser apenas económica. A defesa tornou-se um dos pilares centrais da relação da China com praticamente todos os PALOP”, sustentou.

Essa evolução acompanha a transformação da presença chinesa em África, inicialmente centrada no apoio político aos movimentos de independência e, mais tarde, no financiamento de infraestruturas e acesso a matérias-primas.

Hoje, segundo Luís Bernardino, a estratégia inclui também formação militar, venda de equipamento, construção e modernização de portos e uma presença naval cada vez mais frequente no continente africano. “A China faz aquilo que uma potência global tem de fazer. É uma potência económica, mas sabe que também precisa de afirmar uma dimensão militar”, afirmou.

Apesar da crescente influência chinesa, Bernardino considerou que os países lusófonos, em particular os africanos, ainda não conseguiram retirar todo o partido dessa relação. “Há uma dependência crescente, sobretudo financeira. Os países têm de aprender a negociar melhor com a China e transformar esta cooperação numa verdadeira parceria estratégica, sem criar dependências excessivas”, defendeu.

O especialista considerou, por isso, que o maior desafio da CPLP, três décadas após a sua criação, passa por aumentar a sua visibilidade internacional e afirmar-se como interlocutor relevante junto de parceiros estratégicos como a China. “A CPLP é aquilo que os Estados-membros querem que ela seja. Se os próprios países não a valorizarem nos fóruns internacionais em que participam, dificilmente outros atores globais o farão”, disse.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau (actualmente suspensa devido ao golpe de Estado), Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


domingo, 26 de abril de 2026

Cabo Verde - Redução do financiamento internacional pode comprometer combate à malária

Cidade da Praia — A investigadora e docente Lara Goméz alertou que a redução do financiamento internacional poderá comprometer o combate à malária, sobretudo em países africanos com menor capacidade financeira.


O alerta foi feito na sessão de abertura da quarta conferência internacional “Malária nos PALOP”, promovida pela Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.

Segundo a investigadora, a diminuição dos apoios à saúde em África, incluindo através do Fundo Global, estará associada a mudanças políticas nos Estados Unidos, embora tenha ressalvado não dispor de dados totalmente confirmados.

Lara Goméz defendeu uma abordagem integrada no combate à doença, sublinhando a necessidade de articulação entre saúde humana, sanidade animal e ambiente, bem como o reforço da vigilância e da consciencialização das populações.

A docente considerou ainda que uma eventual redução da ajuda internacional poderá afectar países com fraca capacidade económica, ao limitar os recursos disponíveis para programas de combate à malária, incluindo em Cabo Verde.

Recordou que, após a pandemia da COVID-19, se registou um retrocesso nos indicadores da doença, com aumento da mortalidade, que ultrapassou as 600 mil mortes de crianças, maioritariamente em África, devido ao redireccionamento de recursos para o combate à pandemia.

Relativamente a Cabo Verde, indicou que o país já eliminou a malária por três vezes, mas enfrentou reintroduções associadas a casos importados.

Alertou que a presença de mosquitos e o aumento da sua densidade podem favorecer novos surtos, acrescentando que, entre o final de 2024 e 2025, foram registados casos de transmissão autóctone na zona de Fonton, entretanto controlados pelas autoridades sanitárias.

A conferência realiza-se pelo quarto ano consecutivo, no âmbito do Dia Mundial da Malária, com o objectivo de divulgar conhecimento científico e reforçar competências técnicas. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 12 de março de 2026

Fundação Calouste Gulbenkian - Apoio à realização de cursos de curta duração em artes cénicas nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa

Este apoio destina-se à realização de cursos de curta duração (masterclasses) em artes cénicas, através da atribuição de subsídios a instituições de produção artística sediadas em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe.


O concurso responde à falta de oportunidades de formação para artistas emergentes dos PALOP e pretende reforçar o seu contacto com práticas e tendências contemporâneas das artes cénicas.

São elegíveis cursos nas áreas de encenação e direção artística, cenografia e espaço cénico, iluminação, sonoplastia, figurinos e caracterização, dramaturgia, entre outras, assegurados por formadores de reconhecido mérito, nacionais ou internacionais.

Condições de Elegibilidade

Podem candidatar-se instituições de produção artística privadas, sem fins lucrativos, com sede em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe, com atividade comprovada na cena artística do país.

Cada instituição pode apresentar apenas uma candidatura no âmbito do presente concurso.

Os cursos devem:

- ter uma duração mínima de duas semanas;

- realizar-se até 30 de novembro de 2026;

- ser orientados por formadores de reconhecido mérito na área das artes cénicas.

Condições do apoio

As instituições são apoiadas até ao valor máximo de 7000 €, destinado exclusivamente a despesas elegíveis, nos termos definidos no Regulamento.

Como concorrer

- Só serão aceites candidaturas online;

- Faça o seu registo;

- Antes de submeter o formulário de candidatura, verifique todos os critérios de elegibilidade. Aconselhamos a leitura do Regulamento;

- A candidatura só será submissível depois de preenchidos todos os campos obrigatórios do formulário e feito o upload da documentação exigida no Regulamento;

- No final, clicar no botão “submeter candidatura”. De forma a prevenir dificuldades na submissão das candidaturas, evite submeter a sua candidatura nos últimos dias do prazo. Fundação Calouste Gulbenkian Portugal

terça-feira, 10 de março de 2026

PALOP e Timor-Leste - Projecto Procultura mudou vida de milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais, diz Instituto Camões

O programa apoiou milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.


A presidente do instituto Camões, Florbela Paraíba, admitiu em Maputo, que o projecto Procultura mudou, em sete anos, a vida de milhares de pessoas que, nos países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste, querem trabalhar na cultura.

“Houve formação, houve espaço de criação, os artistas precisam ter espaços tranquilos para criar, para aprender, para crescer juntos”, disse a presidente do Camões, à margem da apresentação dos resultados e encerramento do Procultura, que arrancou a 01 de Abril de 2019 e termina a 31 de Março, sessão que decorreu na cidade de Maputo.

Na ocasião, Paraíba disse que o projecto “permitiu-lhes internacionalizar as suas carreiras” e que “mais de 80% tiveram uma projecção internacional e regional, que é muito bom, mais de 60% têm hoje carreiras no sector”.

Para a Presidente do Instituto Camões, este sector da cultura “é sempre muito volátil, digamos assim, em termos de empregabilidade e fixar estas pessoas num sector em que elas querem trabalhar, em que elas sonham expressar-se, é muito importante. Portanto, os resultados são muito, muito positivos”, disse.

O programa apoiou, neste período, sob implementação do Instituto Camões com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e financiamento da União Europeia (UE), avaliado em 19 milhões de euros, milhares de estudantes, professores, artistas e empreendedores culturais em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e Timor-Leste, nas áreas da música, artes cénicas e literatura infanto-juvenil.

“Envolveu mais de 1800 estudantes, artistas, teve uma acção muito abrangente nas áreas da música, nas áreas da produção de literatura infanto-juvenil, nas artes cénicas e o objectivo era criar maior renda, maior possibilidade de emprego a estes profissionais, tanto aqueles que se exibem nas câmaras como aqueles que estão atrás das câmaras, técnicos de som, de iluminação, cenógrafos, no sentido de possibilitar espaço de criação cultural e artística”, apontou Florbela Paraíba.

Acrescentou a importância da formação que foi permitida a esses profissionais, além das várias residências artísticas e da mobilidade internacional, com a “possibilidade de intercâmbio de experiências”, incluindo entre as entidades de ensino superior e de ensino secundário destes países, que “puderem replicar” conhecimentos.

O Procultura, que terá continuidade para o Procultura II com 10 milhões de euros da UE entretanto anunciado, financiou o lançamento de cursos técnicos e de ensino superior na área cultural, actividades de 108 entidades, a maioria sem fins lucrativas, bolseiros do Ensino Superior, em que 106 estudantes terminaram os cursos.

Levou ainda à criação de mais de 600 postos de trabalho, além da realização de residências artísticas por 50 artistas e a mobilidade académica entre 11 universidades portuguesas e nove destes países.

“Formámos muitos professores também, formámos muitos estudantes, dando-lhes sensibilização. E, no fundo, isto é, um projecto para o Camões que corporiza aquilo que nós fazemos: O nexo cultura-desenvolvimento, a possibilidade de termos aqui um crescimento, uma cocriação em que nós e as entidades destes países agimos em parceria, potenciámos sonhos e damos acesso a igualdade de oportunidades a todos”, reconheceu Florbela Paraíba.

“A cultura não é residual, a cultura é investimento, é economia, é promoção da diversidade, é promoção da coesão nacional, de apropriação comunitária e, acima de tudo, é um factor de identidade e de futuro para todos aqueles que estão envolvidos”, enfatizou,

O Camões vai implementar o Procultura II, cuja nota conceptual já está a ser desenhada.

“Vai permitir, nesta segunda fase, consolidar as aprendizagens, continuar o crescimento e a mobilidade entre os artistas dos países, entre os técnicos dos países, entre os agentes culturais destes países, e dar-lhes também uma possibilidade de fortalecimento das capacidades a nível das entidades públicas de promoção da cultura nestes países, o que é também muito importante”, concluiu Florbela Paraíba. In “O País” - Moçambique


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Angola - Estão abertas as inscrições para o Prémio de Escrita para Teatro José Mena Abrantes

O Prémio de Escrita para Teatro José Mena Abrantes (PETJMA) está de volta para a sua quarta edição, em que o vencedor vai ser distinguido com um prémio monetário no valor de três milhões de kwanzas


O processo de inscrição teve início no mês passado e decorre até 11 de Maio do corrente ano, exclusivamente para dramaturgos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e de Timor-Leste. De acordo com o regulamento a que este jornal teve acesso, as candidaturas devem ser efectuadas exclusivamente por via online, através do endereço electrónico: premioescritateatro2026@gmail.com, e devem cumprir alguns requisitos essenciais.

Os mesmos estão relacionados com as idades, igual ou superior a 18 anos; não integrar nenhuma companhia ou grupo teatral ligado a qualquer membro do júri; submeter um texto totalmente inédito e original, redigido em língua portuguesa, que não tenha sido publicado ou editado por quaisquer meios, sejam electrónicos ou físicos.

O documento estabelece ainda que a obra concorrente deve conter, no máximo, 50 páginas, ou seja, deve estar devidamente estruturada e obedecer às normas formais de elaboração textual. Quanto à paginação, deve ser correcta, com o texto redigido em tamanho de letra 12, preferencialmente nas fontes “Times New Roman”, “Calibri” ou “Arial”, com espaçamento e margens ajustados. In “O País” – Angola 

Ficha de inscrição

Regulamento do concurso


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

PALOP - Obra sobre Independências Africanas já está nas bancas

A obra intitulada “50 Anos de Independências Africanas vistos pelos seus cidadãos” foi lançada em Lisboa, Portugal, na passada sexta-feira, na Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias


A Obra é coordenada pelo investigador e professor angolano, doutor em Ciências Sociais, Eugénio Costa Almeida, e pelo investigador e professor, doutor em Direito, Rui Verde, com a participação de cerca de 40 autores, entre os quais Chefes de Estado (actuais e antigos), detentores de cargos políticos, diplomatas, académicos, escritores, artistas e variados membros da sociedade civil.

O livro tem a chancela das editoras Perfil Criativo – Autores Clube e da Elivulu, possuindo algumas ilustrações do coordenador principal, Eugénio Costa Almeida, que também a apresentou juntamente com Rui Verde.

Esta obra reflecte a visão pessoal e crítica de um conjunto de autores sobre o jubileu das diversas Independências dos países falantes da língua portuguesa sem limitações da sua visão e pensamento. 

A escritora angolana Sandra Poulson participou na obra com um artigo “Jubileu de Ouro” e foi a única mulher a participar na sessão de autógrafos.

Numa sala cheia de intelectuais dos vários países falantes de português, celebrou-se e debateu-se os benefícios das Independências dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A obra traz textos inéditos que vão além da celebração histórica, abrindo espaço para uma leitura crítica do percurso das independências, do legado político e cultural, das transições democráticas e dos desafios económicos e sociais ainda presentes. Como salientam os coordenadores, esta não é apenas uma coletânea de memórias, mas um convite à reflexão sobre o passado, o presente e os caminhos futuros das nações africanas lusófonas.

O livro traz testemunhos de figuras como José Maria Neves, José Ulisses Correia e Silva, Domingos Simões Pereira, Joaquim Rafael Branco e Alcides Sakala Simões. O livro combina diferentes perspetivas de estadistas a intelectuais, oferecendo um mosaico plural das conquistas e fragilidades de meio século de Independência. A obra vai também ser lançada e vendida em Angola. In “Jornal de Angola” – Angola 


sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Brasil - FliParaíba 2025 transforma cidade de João Pessoa em palco literário internacional

Festival reúne autores do Brasil, África e Portugal e destaca diversidade literária, 170 lançamentos, mesas temáticas, manifestações culturais e shows de Maria Gadú e Mariana Aydar


João Pessoa - O Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, será o ponto de encontro entre Brasil, África e Portugal com a abertura do 2.º Festival Literário Internacional da Paraíba (FliParaíba 2025), que começou nesta quinta-feira (27/11). A programação estende-se por três dias e reúne uma série de atividades voltadas para a literatura e a produção cultural em língua portuguesa, incluindo feiras de livros, encontros com escritores, ações formativas e shows de Maria Gadú e Mariana Aydar.

O festival apresenta 10 mesas literárias, cada uma composta por um autor estrangeiro, um escritor de alcance nacional e um representante da Paraíba. Entre os convidados estão Itamar Vieira Júnior e os vencedores do Prémio Camões Silviano Santiago e Germano Almeida. A agenda inclui ainda duas conversas especiais, com foco em questões relacionadas à língua, às práticas literárias e ao diálogo entre diferentes tradições lusófonas.

Ao todo, mais de 30 autores participam da edição, vindos de várias regiões do Brasil e de países como Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde e Portugal. Entre eles, destacam-se a escritora guineense Odete Semedo, o rapper MC Marechal e os portugueses Afonso Cruz e Inês Pedrosa.

Segundo Pedro Santos, Secretário de Cultura da Paraíba e Coordenador do FliParaíba 2025, a definição das mesas e da programação ocorreu por meio de “uma curadoria conjunta entre a Secretaria de Cultura, a Associação Portugal-Brasil 200 Anos e a Empresa Paraibana de Comunicação”. Tal processo colaborativo permitiu estruturar uma programação que conecta a produção contemporânea da Paraíba com debates do Nordeste, do Brasil e do universo lusófono.

A edição deste ano ainda reforça a presença feminina e a diversidade étnica que caracterizam o estado. “Levamos ao centro das discussões autores e pensadores indígenas, ciganos, quilombolas e periféricos”, afirma Santos. A pluralidade também se reflete nas línguas que circularão durante o festival: além do português, o público poderá ouvir o tupi, língua materna dos povos Tabajara e Potiguara, e o calon, dialeto da língua Romani falado pelo povo cigano — lembrando que a Paraíba abriga a maior população cigana sedimentada do Brasil.

A programação do FliParaíba reúne 170 lançamentos de livros, feiras literárias, saraus, oficinas de xilografia e cordel, exposições, batalhas de poesia, contação de histórias e apresentações teatrais. As mesas abordam temas como A Língua como Território de Cidadania, Vozes Ancestrais, Territórios Literários em Trânsito, O Corpo Político da Língua, Literatura em Travessia e Leitura, Edição e Democracia.

Realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), a Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) e a Associação Portugal-Brasil 200 anos, o FliParaíba consolida seu papel como espaço de intercâmbio cultural e valorização da literatura produzida em países de língua portuguesa. Bianca Lucca – Brasil in “Correio Braziliense”


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Centro Estudos Internacionais Iscte - Chamada para submissão de artigos para a revista Cadernos de Estudos Africanos

Empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa: desafios, oportunidades e múltiplas facetas

Submissões até 1 de janeiro de 2026


Chamada para artigos

A revista Cadernos de Estudos Africanos anuncia a abertura de uma chamada para artigos dedicada ao tema: Empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa: desafios, oportunidades e múltiplas facetas.

À semelhança de toda a região da África Subsaariana, o empreendedorismo nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) tem ganho relevância ao longo das últimas cinco décadas, especialmente no contexto das profundas transformações sociais, económicas e políticas verificadas após as independências destes países. Os mesmos enfrentaram desafios significativos, como guerras civis, reconstrução pós-conflito, gestão de recursos naturais e a superação de dificuldades estruturais persistentes.

Assim, a investigação em empreendedorismo é essencial para compreender como as comunidades locais se adaptaram a essas adversidades e como vários setores de atividade e clusters económicos emergiram como motores de desenvolvimento económico. Este número especial propõe-se contribuir para uma melhor compreensão das múltiplas facetas do empreendedorismo nas nações africanas lusófonas, refletindo sobre o que se tem passado neste meio-século desde o advento das independências nacionais.

Com foco nos cinco PALOP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), o objetivo é explorar, nas diferentes perspetivas das ciências sociais, como as práticas empreendedoras se desenvolveram, que desafios e oportunidades surgiram e como essas economias moldaram os seus mercados e criaram políticas de fomento do setor privado.

Temáticas sugeridas incluem:

  • Empreendedorismo e dinâmica empresarial em África
  • Empreendedorismo e dinâmica económica em África
  • Empreendedorismo e dinâmica sociológica em África
  • Empreendedorismo e estado de direito em África
  • Empreendedorismo e multipartidarismo em África
  • Empreendedorismo e antropologia em África

Serão particularmente valorizados artigos ricos em trabalho de campo etnográfico, que adotem uma abordagem interdisciplinar e proponham quadros teóricos, conceptuais e éticos para compreender a complexidade das dinâmicas coloniais e pós-coloniais, bem como a invocação do som em processos de construção nacional em contextos africanos, especialmente nos cinco países mencionados.

Esta edição será coordenada por Renato Pereira, Associate Dean for Internationalization and Research no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa.

  • Os artigos podem ser em coautoria
  • Extensão: entre 8000 e 10.000 palavras
  • Línguas: português ou inglês
  • Prazo de submissão: 1 de janeiro de 2026
  • Submissão para: cadernos.cei@iscte-iul.pt

Instruções para publicação: 

https://revistas.rcaap.pt/cea/infoautores


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

PALOP – Banda desenhada dos países membros lança terceira colecção em Maputo com histórias de Moçambique, Angola e Cabo Verde

No passado dia 18 de setembro, foi lançada, a terceira colecção da iniciativa Banda Desenhada nos PALOP (BDPALOP), num evento realizado na ANIMA Estúdio Criativo, na cidade de Maputo, que reuniu organizadores, parceiros, argumentistas e ilustradores.


A cerimónia incluiu um painel de debate sobre os desafios e oportunidades da banda desenhada nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Neste painel, destacou-se o papel desta iniciativa para o impulsionamento da BD nos PALOP e que na primeira edição recebeu 70 candidatos, tendo o número subido para 300 nesta terceira.

Em entrevista à Moz Entretenimento, Fábio Ribeiro, Gestor do projecto BDPALOP, explicou que a nova colecção reúne 27 histórias de Moçambique, Angola e Cabo Verde, abrangendo desde narrativas afro-futuristas até retratos do quotidiano, para leitores de várias idades. Segundo Fábio, o resultado é uma celebração da pluralidade cultural unida numa única obra.

Por sua vez, Dai Varela, Coordenador do projecto em Cabo Verde, esta edição é o culminar de um processo contínuo de produção, formação e dedicação à valorização da banda desenhada nos países envolvidos. Já os bolseiros participantes consideraram a BDPALOP uma oportunidade única de mostrar o seu talento ao mundo, sendo para muitos a primeira experiência no género.

Em Maputo, a terceira colecção já está disponível no ANIMA Estúdio Criativo e no website oficial www.bdpalop.com. Depois de Moçambique, o lançamento será feito em Luanda (Angola), no dia 26 de setembro, e Praia (Cabo Verde), no dia 27 de setembro.

A BDPALOP é uma iniciativa de criação, divulgação e publicação de banda desenhada que visa fortalecer essa cadeia de valor cultural e fomentar hábitos de leitura nos PALOP. O projeto integra o programa PROCULTURA PALOP-TL, financiado pela União Europeia e cofinanciado e gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, com parceiros como o Estúdio Criativo Anima (Moçambique), BOMCOMIX Estúdios (Angola), Jovem Tudo (Cabo Verde) e A Seita (Portugal). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


sábado, 28 de junho de 2025

Macau - Competição “929 Challenge” vai premiar ‘startups’ dos PALOP e Timor-Leste

A quinta edição da competição “929 Challenge” em Macau vai incluir um prémio para a melhor ‘startup’ dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e de Timor-Leste, anunciou a organização.


Marco Duarte Rizzolio, co-fundador da “929 Challenge”, disse à Lusa que o prémio ‘Future Builders’ (Criadores do Futuro) foi criado para encorajar os participantes dos países lusófonos menos desenvolvidos. “Temos uma língua em comum, mas o patamar de desenvolvimento económico de cada um dos países é completamente diferente”, explicou Rizzolio, à margem de uma conferência de imprensa.

A última edição da competição para ‘startups’ chinesas e dos países de língua portuguesa registou um novo máximo, com mais de 1600 participantes em mais de 320 equipas. No entanto, em 2024, a “929 Challenge” não recebeu quaisquer projectos de Timor-Leste ou de São Tomé e Príncipe.

Com o novo prémio, Rizzolio disse esperar que na edição deste ano haja ‘startups’ de todos os nove países lusófonos. “O objectivo é isso, incentivar, mas também é ajudar (…). Se eles conseguem ganhar aquele prémio, já é algo de motivador para eles, para poderem desenvolver o projecto”, explicou.

A ‘startup’ portuguesa Iplexmed, que desenvolve dispositivos de diagnóstico genético rápido, venceu a edição do ano passado, enquanto a também portuguesa NS2, que fornece soluções inteligentes para monitorizar a qualidade da água para uma aquicultura sustentável, ficou em terceiro.

A única vez que uma equipa dos PALOP e de Timor-Leste chegou aos finalistas foi logo na primeira edição, lançada em 2021, em plena pandemia de covid-19, então apenas direccionada a estudantes universitários. Um projecto da Universidade Lusófona da Guiné-Bissau para instalar painéis solares na região de Gabu, no leste do país, ficou em segundo lugar.

“No final, quem ganha muitas vezes são equipas que têm já produtos maduros, serviços maduros”, explicou Rizzolio.

As inscrições estão abertas até 30 de Setembro, tanto para empresas como para equipas de alunos universitários.

Rizzolio, também professor da Universidade Cidade de Macau, recordou que a competição tem novos parceiros, incluindo a Startup Porto, a Cabo Verde Digital e a Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique.

Os melhores 16 planos – oito de empresas e oito de universitários – terão 10 minutos para convencer o júri da “929 Challenge” e potenciais investidores na final, em Novembro.

O outro co-fundador da competição, José Alves, sublinhou que a competição “ainda não é um sucesso” porque até agora não conseguiu atrair projectos para abrir portas em Macau.

“Precisamos de identificar as melhores ‘startups’, investir nelas e trazê-las para o mercado da China continental, ou levá-las da China para os países lusófonos”, explicou o docente.

O concurso é co-organizado pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) e por várias instituições da RAEM, incluindo todas as universidades.

O secretário-geral adjunto do Fórum de Macau, Danilo Afonso Henriques, reiterou na conferência de imprensa que “estabelecer ‘startups’ em Macau requer apoio continuado”. “Sem esforços colectivos e sustentados, esta visão corre o risco de permanecer por realizar, tornando redundante os esforços e trabalho árduo de tantos”, alertou o timorense. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


segunda-feira, 26 de maio de 2025

Centro Estudos Internacionais Iscte - Abertura de chamada de artigos para publicação na revista Cadernos de Estudos Africanos dedicado ao tema "Revoluções Sonoras"

A revista Cadernos de Estudos Africanos anuncia a abertura de chamada para submissão de artigos para um número especial dedicado ao tema "Revoluções Sonoras". Esta edição tem como objetivo assinalar os cinquenta anos das independências da Guiné-Bissau (1973), bem como de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e Angola (1975).

Coordenado por Marco Roque de Freitas (INET-md / NOVA FCSH) e Cristina Sá Valentim (ICS / ULisboa), este número temático propõe-se a explorar a relevância da cultura expressiva — incluindo o som, a música e a dança — nos processos de formação de subjetividades políticas, construção da nação, (re)criação, preservação, negociação e/ou contestação de identidades, memórias e patrimónios, bem como na elaboração de estratégias de poder orientadas tanto para a dominação quanto para a resistência.

As propostas de artigos (entre 8000 e 10.000 palavras) podem ser redigidas em coautoria, em inglês ou em português, devendo ser enviadas até dia 15 de julho de 2025, para cadernos.cei@iscte-iul.pt, com o assunto ‘Revoluções Sonoras’.

Todas as informações da chamada podem ser encontradas aqui.


domingo, 4 de maio de 2025

Lusofonia - Diversidade e influência marcam evolução do léxico português

A linguista Helena Figueira, do Priberam, considerou que há um aumento do léxico, com forte influência do português do Brasil e um crescente contributo dos PALOP, e desmistificou questões ortográficas, celebrando a diversidade da língua

Diversas e novas palavras são adicionadas aos dicionários de português com frequência, segundo a linguista do Priberam, embora haja um maior número de palavras provenientes do Brasil, não só pela dimensão da comunidade em Portugal, mas porque há uma maior exposição à variante do português do Brasil.

A especialista esclarece que as palavras no Priberam – dicionário online de português – são inseridas “por algum motivo, por alguma evidência ou de frequência, ou de atualidade, ou de sugestões dos utilizadores”, adiantando que as palavras são sempre analisadas.

Em relação a palavras vindas do Brasil, Helena Figueira afirmou que a causa de haver mais está nos utilizadores, pois grande parte deles são do Brasil.

No último ano, tem-se verificado um aumento de termos provenientes de países lusófonos como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, nos dicionários, sendo dipanda (independência), meninência (meninos e/ou meninas), manguana (amanhã) e baiar (fazer um feitiço contra alguém) alguns exemplos de palavras adicionadas que vêm dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

As palavras vindas dos PALOP “são menos do que provavelmente as que vêm do Portugal e do Brasil” porque os portugueses têm “menos acesso às coisas que são produzidas na língua desses países”, sublinha Helena Figueira.

Questionada sobre quais as palavras ‘brasileiras’ mais utilizadas pelos portugueses, a linguista disse que não tinha “dados das palavras mais usadas”, mas que essas são muito poucas, sendo que o que é mais usado são as preposições como ‘de’ e ‘em’.

“Às vezes o nosso discurso é muito pobre porque, em termos de alta frequência, as palavras mais frequentes, aquelas que nós usamos todos os dias, são as palavras mais normais que nós podemos encontrar para articularmos o nosso discurso”, acrescenta.

Acerca do Acordo Ortográfico – uma convenção que visa a unificação da ortografia entre os países lusófonos com o objetivo de facilitar a comunicação entre os países – a especialista explica que este lida apenas com a ortografia, a parte mais artificial da língua, enquanto os “brasileirismos” pertencem ao léxico e, por vezes, à sintaxe.

“Quando falamos em Portugal, em alguns casos encontramos ‘facto’, quando queríamos escrever ‘fato’, porque em geral, o ‘C’, de facto, não cai porque é pronunciado. Estamos a falar de equívocos ortográficos ou de erros ortográficos”, explica a linguista, acrescentando que os brasileirismos são “outra coisa completamente diferente” e que “fazem parte das interferências no português europeu, mas que não têm a ver com a parte ortográfica, têm a ver com interferências que vêm através de fontes ou contactos, com a literatura, a televisão e a internet”.

Em 05 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa, que foi estabelecida pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2009 e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) a 25 de novembro de 2019.

A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Angola - Prémio José Mena Abrantes tem abertas as inscrições

O Prémio de Escrita para Teatro José Mena Abrantes (PETJMA) está de volta para a sua terceira edição, este ano, com o tema “Independências” em celebração dos 50 anos da Independência de Angola, cujas inscrições decorrem desde o passado dia 11 de Janeiro e prolongam-se até ao dia 30 de Maio



Este ano, o prémio está aberto exclusivamente para dramaturgos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, com o objectivo de incentivar a criação de textos teatrais em língua portuguesa. O tema desta edição é Independências, em homenagem aos 50 anos da Independência de Angola e dos outros PALOP.

De acordo com a organização do PETJMA, para esclarecer dúvidas e prestar mais informações sobre o processo de candidaturas, realizou-se na Associação Cultural Elinga Teatro, em Luanda, uma sessão de perguntas e respostas. A sessão foi transmitida ao vivo pelo Instagram.

O primeiro classificado receberá como prémio um valor monetário, certificado de mérito, troféu original e publicação em e-book, assim como a possibilidade de encenação da obra pelo PETJMA, enquanto o segundo e terceiro classificados vão ter direito a certificados.

Criado em 2023, o Prémio de Escrita para Teatro José Mena Abrantes (PETJMA) homenageia o dramaturgo angolano José Mena Abrantes e incentiva a criação de textos teatrais em língua portuguesa.

A primeira edição, no âmbito do Circuito Internacional de Teatro (CIT), teve como vencedor “Navita, a filha amaldiçoada”, de Luwengo André, premiada com dois milhões de kwanzas.

Em 2024, a segunda edição, também no CIT, premiou “Comboio Mala”, de Ana Filomena Ferreira, com três milhões de kwanzas. In “Jornal de Angola” - Angola


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

PALOP - Quatro projectos na área da saúde vão receber 100 mil euros cada

Quatro projetcos na área das ciências da saúde nos PALOP vão receber nos próximos três anos cerca de 100 mil euros cada no âmbito de uma parceria da Fundação Gulbenkian e da Fundação “la Caixa”



A Fundação Gulbenkian indicou em comunicado que, “nos próximos três anos, quatro projectos na área do cancro, da pediatria e da relação entre a tuberculose e a diabetes serão apoiados no âmbito da iniciativa “We Forward – capacitação nas ciências da saúde dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa]”.

Na mesma nota adianta-se que os projetos foram selecionados por um júri internacional, de entre 20 candidaturas, em áreas de ciências da saúde consideradas fundamentais em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Em Angola, será apoiado o projeto da Universidade Katyavala Bwila – “Capacitação para a Investigação, Prevenção e Tratamento das Doenças Oncológicas em Albinos” – que tem ainda como parceiros o Hospital Central do Lubango, o Instituto Português de Oncologia do Porto e a GONCOinitiative, lê-se no comunicado.

Com a liderança da investigadora Maria Madalena Paulo Chimpolo, “o projeto surge como resposta ao elevado número de portadores de albinismo nas províncias da Huíla e Benguela – regiões marcadas por altos índices de exposição solar, vulnerabilidades sociais e uma elevada incidência de doenças oncológicas”.

Já na Guiné-Bissau, o projeto “Iniciativa em Oncologia”, promovido pela Universidade Jean Piaget, “pretende criar um ecossistema de investigação, integrando ensino, pesquisa e prestação de cuidados”.

Liderado pelo investigador Bubacar Embaló, “o projeto aposta no reforço da capacidade de resposta da Guiné-Bissau aos desafios oncológicos que atravessa, melhorando as infraestruturas e formando profissionais especializados para aumentar a taxa de diagnóstico precoce e as opções de tratamento”. Ainda na Guiné-Bissau, a Universidade Lusófona, receberá apoio para o projecto “que pretende perceber a relação entre a tuberculose e a diabetes mellitus, uma das doenças crónicas não transmissíveis que estão a emergir como um problema crescente na África Subsaariana, coexistindo com elevadas taxas de doenças infecciosas, como a tuberculose”.

Já em Moçambique, o projeto da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane pretende reforçar a capacidade dos Núcleos de Investigação de Pediatria que “têm como objetivo fazer investigação de ponta na área pediátrica, sobretudo na preparação de ensaios clínicos para novos medicamentos e vacinas, em colaboração com instituições externas e financiamento do EDCTP”. Liderado por José Sumbana, com este projeto visa-se “criar condições de infraestrutura e tecnologia e fortalecer recursos humanos ao Laboratório de Microbiologia da Universidade”.

A iniciativa “We Forward” nasceu em finais de 2024, fruto de um protocolo de colaboração entre a Fundação Gulbenkian e a Fundação “la Caixa” com o objetivo de desenvolver um programa que promovesse a capacitação na área das ciências da saúde nos PALOP, através do reforço de núcleos ou centros de investigação de instituições de ensino superior e a sua ligação a unidades de saúde nestes países. In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”