Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Moçambique - Teresa Taímo prepara lançamento de dois livros sobre história militar e segurança moçambicana

A escritora e investigadora moçambicana de História Militar, Teresa Taímo, prepara o lançamento de duas obras que abordam as músicas militares, a identidade, cidadania, defesa, segurança e os pressupostos para a construção de uma cultura de paz em Moçambique.

Uma das obras, intitulada Hinário Zumberani, apresenta um estudo sobre as músicas militares e de combate entoadas nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), e explora o papel dessas manifestações na cultura e memória militar.

A segunda obra, Moçambique: Identidade, Cidadania, Riquezas, Defesa e Segurança – Pressupostos de Educação para a Segurança Nacional e Paz Sistémica, debruça-se sobre questões relacionadas com identidade, cidadania, recursos, defesa e segurança nacional.

Natural de Chibuto, na província de Gaza, Teresa Taímo é licenciada em Gestão e Estudos Culturais pelo Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) e possui estudos avançados em Relações Internacionais, Defesa e Segurança pela Academia Militar Marechal Samora Machel. Tem também formação especializada em Direito Internacional Humanitário, pela Cruz Vermelha de Moçambique.

A investigadora tem desenvolvido trabalhos ligados à História Militar, Mulher, Paz e Segurança, tendo servido no Estado-Maior General / Quartel-General e na Direcção de Educação Cívico-Patriótica da Academia Militar Marechal Samora Machel.

Para além das duas novas obras, Teresa Taímo é autora de O Regresso do Descontente, romance sobre mitos e cultura, e A Refugiada, crónicas sobre os anseios das mulheres vítimas do terrorismo no Teatro Operacional Norte.

A autora tem igualmente participado em organizações e iniciativas de defesa dos direitos das mulheres e raparigas, incluindo acções de apoio a pessoas afectadas pelo albinismo e a crianças vulneráveis. In “Moz Entretenimento” - Moçambique




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Moçambique - Ajuda portuguesa faz a diferença num centro com 30 mil deslocados das cheias

No centro de acomodação de Chiaquelane, província de Gaza, o maior campo de deslocados das cheias em Moçambique, com 30.000 pessoas, militares portugueses já fazem a diferença, assistindo 120 deslocados no primeiro dia.


Cátia Venâncio, 26 anos, vive naquele centro há quase três semanas, com 12 pessoas da mesma família, desde que as cheias, as maiores em décadas em Moçambique, invadiram as casas no seu bairro, em Chókwè, a 250 quilómetros de Maputo.

Na terça-feira teve a sua primeira consulta, com os militares portugueses destacados no mesmo dia para aquele centro, tomado por centenas de tendas. Ali, da Força de Reacção Imediata (FRI) enviada por Portugal, na operação “Kanimanbo” (obrigado, em língua nacional changana), que chegou a Moçambique na sexta-feira, estão um médico, duas enfermeiras, dois socorristas, dois militares de apoio de serviços e um médico veterinário.

Atenderam no primeiro dia 120 pessoas, como Cátia: “Estou a sentir [dor de] cabeça, mais tosse, mais asma”.

Saiu do atendimento feito pelo contingente português, com medicamentos e recomendações, ao fim de alguns minutos de consulta. “Gostei”, diz, envergonhada, assumindo que regressa “satisfeita” à tenda transformada em casa, com as panelas do lado de fora. Ainda assim, confessa não ver a hora de voltar ao bairro, que as cheias destruíram, a cerca de 40 quilómetros daquele centro de acomodação de deslocados.

“Ficou tudo mal. Tem água, matope [lama]. Está cheiro de matope”, explica, admitindo o susto que viveu em 15 de Janeiro, com a água a tomar conta da cidade de Chókwè e do seu bairro. “Sim, porque temos medo de água”, confessa.

Naquele centro, que conta com quase um terço de todos os deslocados pelas cheias em Moçambique, o administrador do distrito de Chókwè, Narciso Nhamuhuco, coordena as operações e admite o alívio de mais uma equipa no apoio no terreno, agora com técnicos de saúde, de Portugal.

“Para nós é mais um alívio e uma gratificação que nós queremos fazer ao Governo português”, diz à Lusa, sublinhando o apoio que no terreno é dado por várias organizações, nacionais e internacionais, para minimizar as dificuldades destes deslocados, famílias inteiras e milhares de crianças.

“É neste momento mais fundamental que esta equipa chega, que para nós também é uma satisfação (…) também vai nos ajudar em advocacia do conhecimento, nos pontos de retorno da população que acções devem ser desenvolvidas com antecedência antes que a população se faça, neste caso, aos bairros”, diz Narciso Nhamuhuco.

Entretanto, na fila para o tratamento médico no posto rapidamente montado, assegurado pela equipa militar portuguesa destacada em Moçambique, Rodrigues Cundane, 25 anos, espera pela vez. “Sim, tenho um problema de saúde (…) Agora posso dizer tosse. Mas não sei porque estou assim”, explica à Lusa.

Vive numa das tendas daquele centro, mas está separado da restante família que fugiu de Conhane, a poucos quilómetros, pela estrada Nacional 101. “Estou numa tenda onde não estou com a minha família. São famílias juntadas e doenças são muitas”, desabafa, para logo a seguir afirmar que mesmo na condição de deslocado, está a ajudar os outros.

“Estou servindo pessoas, ornamentando casas de banho para necessidades menores e maiores. Eu construí três, com os meus comparsas que vivem comigo na tenda (…) Não temos assistência e nós estamos a lutar por nós. É tudo o que podemos fazer por enquanto”, diz.

A chamada para ser visto pela equipa portuguesa aproxima-se e Rodrigues agradece esse apoio: “É muito importante”.

Sabe que deixou tudo em casa, que acredita ter perdido para as cheias, mas relativiza. “Nem são tão importantes, são materiais. Estou a falar de vidas. Por exemplo, na minha zona umas avós [mulheres da família mais velhas], duas avós morreram, a terceira morreu mesmo aqui, estando aqui na zona dos refugiados. São as coisas que nós choramos”, conta.

Com alguns deslocados a tentarem regressar a casa, face à descida das águas em certas zonas, Rodrigues também anseia pelo momento de partir, como os outros que já arriscaram: “Porque estão a sofrer aqui, apesar de lá em casa não ter assistência médica, água (…) as pessoas regressaram, dizem que vão ver como vão sobreviver, porque aqui está muito pior”.

O tenente-coronel Carlos Alonso, médico veterinário, coordena a equipa militar portuguesa no centro de acomodação de Chiaquelane. Na missão que Portugal enviou para apoiar as autoridades moçambicanas nas cheias que desde Janeiro já afectaram mais de 720 mil pessoas, está responsável pelo controlo de segurança alimentar e apoio na qualidade das águas, saneamentos e desinfecções.

“Para as pessoas que estão aqui, do que nós temos visto, é que estamos a fazer alguma diferença, porque trazemos efectivamente material connosco, conseguimos dispensar. O que temos visto em alguns dos pontos, as equipas locais conseguem fazer o diagnóstico, mas não têm os fármacos necessários para poder fazer o tratamento. Estamos a conseguir ajudar alguma coisa a estas populações que estão deslocadas das suas casas e que estão sem acesso a outros cuidados mais diferenciados”, conta o oficial.

Acrescenta que no terreno, entre as necessidades “mais permanentes” identificadas em conjunto com as autoridades moçambicanas, está o apoio sanitário à população. “Eles têm dois postos de atendimento médico. Um dos postos [neste campo] não estava guarnecido, por isso deslocou-se uma equipa com um médico, uma enfermeira e uma socorrista para outro posto médico (…) Neste posto ficou uma enfermeira e um socorrista, e um militar de apoio, que estão a dar apoio sanitário directo, estão a atender as pessoas, adultos e crianças e a ver o que é que podemos fazer com os meios que temos”, detalha.

Na área do trauma, a missão portuguesa consegue fazer tratamento, além disso está munida de fármacos, que dispensa em função das necessidades após cada consulta e registo, inclusive, até, alguns injectáveis intramusculares.

“O que temos visto de forma transversal, há uma falta de formas medicamentosas para crianças, ou seja, crianças abaixo dos 5 anos que não tomam comprimidos, há uma falta de medicamentos em xarope. Alguns medicamentos, tudo o que é pomadas, colírios, tudo o que é de aplicação directa, sem ser comprimidos, não se está a conseguir, de forma geral, fazer chegar às populações”, detalha, assumindo o esforço de coordenar com as autoridades moçambicanas o reforço no acesso a medicamentos para este apoio.

Apesar das habituais dificuldades neste tipo de cenário, não esconde satisfação com a operação no terreno. “Queremos sempre fazer mais, mas dentro das possibilidades, creio que estamos a conseguir fazer alguma coisa e ajudar estas populações a terem o mínimo de condições”, afirma o tenente-coronel Carlos Alonso. Paulo Julião – Agência Lusa in “Jornal Tribuna de Macau”


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Moçambique – Inundações expõem áreas urbanas à presença de crocodilos

Cerca de 500 mil pessoas foram afetadas e número tende a subir; doenças, desnutrição e fuga descontrolada de crocodilos preocupam comunidade humanitária. A Unicef adverte sobre iminente “crise dupla” com o aproximar da temporada anual de ciclones


Inundações, riscos de doenças e exposição de áreas urbanas à presença de crocodilos fugindo sem controlo criam apreensão e perturbam a vida e os meios de subsistência em momento de chuvas intensas em Moçambique.

O alerta foi feito nesta terça-feira pela chefe do Escritório da ONU de Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, no país. Paola Emerson disse que 500 mil pessoas foram afetadas e o número tende a subir com a persistência das inundações e abertura de comportas de barragens para evitar o rompimento.

Casas feitas de argila

No Sul, as províncias mais afetadas são Gaza, Maputo e Sofala. Falando da capital de Gaza, Xai-Xai, a representante do Ocha enfatizou que 90% da população do país vive em casas feitas de argila “que basicamente se desintegram após alguns dias de chuva”.

Entre a infraestrutura afetada estão instalações de saúde, estradas e outras que oferecem serviços essenciais. Emerson disse que cerca de 5 mil km de estradas já foram danificados em nove províncias moçambicanas.

A Estrada Nacional número 1, a principal ligando a capital, Maputo, ao resto do país, está inacessível causando interrupções na cadeia de suprimentos.

Evacuações e novas transferências

O governo declarou emergência nacional e criou um centro de operações emergenciais em Xai-Xai, próximo do rio Limpopo. Após o local ter sido inundado, foi evacuado e uma nova transferência foi feita para o centro da capital de Gaza, “incluindo avisos sobre o risco de crocodilos em áreas inundadas”.

Além dos crocodilos, o chefe de comunicação do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, em Moçambique, Guy Taylor, falou da “água insalubre, dos surtos de doenças e da desnutrição como uma ameaça mortal para as crianças”.

Ele afirmou que a combinação dessas doenças transmitidas pela água e a desnutrição “pode ​​muitas vezes ser letal”, ao enfatizar que, antes das inundações, quatro em cada 10 crianças em Moçambique sofriam de desnutrição crónica.

Com a interrupção no fornecimento de alimentos, dos serviços de saúde e das práticas de cuidados o perigo é “empurrar as crianças mais vulneráveis ​​para uma espiral perigosa”.

Temporada anual de ciclones

O país entra na temporada anual de ciclones diante da qual evitar “uma crise dupla” significa prevenir doenças, mortes e perdas irreversíveis para as crianças, atuações que dependem de uma ação rápida, segundo Taylor.

Num país de crianças e jovens, com uma idade média de 17 anos, a ocorrência repetida de inundações e ciclones, como observado nos últimos anos, afetam estes grupos com mais intensidade. ONU News – Nações Unidas


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Moçambique – Associação Xitende apresenta “José Craveirinha, Esse Mandarim” de Francisco Noa

A Associação Cultural Xitende realizou a apresentação do livro do ensaísta e crítico literário moçambicano, Francisco Noa, na Universidade Save, na passada terça-feira. A apresentação do livro intitulado José Craveirinha, Esse Mandarim teve a apresentação do escritor, Elísio Miambo.


A apresentação da obra José Craveirinha, Esse Mandarim marcou o segundo dia de actividades do Festival Internacional de Poesia, que se es tá a realizar de 20 a 25 de Outubro em Gaza, na cidade de Xai-Xai, e conta com a participação de Portugal, Angola, Brasil e Moçambique, o país anfitrião.

O livro é uma homenagem no contexto do centenário do poeta-mor, José Craveirinha. O ensaísta e crítico literário, Francisco Noa, reflete sobre a vida e obra de Craveirinha, destacando o seu impacto histórico, cultural e existencialista, no espaço pátrio dos países em que o português é língua oficial, sobretudo, e noutros quadrantes. Este livro apresenta diversas comunicações feitas em diversos fóruns e eventos. In “O País” - Moçambique

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Moçambique - Realiza VIII Festival Internacional de Poesia

Sara Costa, João Borges de Oliveira, Eduardo Tchandja, e o ensaísta e crítico literário moçambicano, Francisco Noa, são alguns dos rostos do VIII Festival Internacional de Poesia (FIP) em Moçambique, que se realiza de 20 a 25 de Outubro, na província de Gaza.


Moçambique acolhe a oitava edição do Festival Internacional de Poesia, um evento que contará com nomes sonantes da Literatura. De Portugal, a escritora Sara Costa e o escritor João Borges de Oliveira, de Angola, o poeta Eduardo Tchandja, do Brasil, a pesquisadora e ensaísta actualmente radicada em Moçambique, Suely Vasconcelos, de Moçambique, o ensaísta e crítico literário, Francisco Noa, o ensaísta e pesquisador, Alberto Mathe, o ensaísta e pesquisador, Aurélio Ginja, o ensaísta e pesquisador, José dos Remédios.

Ainda de Moçambique, o evento contará com a presença da poeta Hera de Jesus, o poeta Léo Cote, o escritor e cineasta, Alex Dau, o escritor Jorge de Oliveira, o escritor Dragon bee Yoni, o sociólogo Elísio Macamo, o poeta Fernando Absalão, o escritor e editor Jessemusse Cacinda, e entre outros. 

Os convidados juntam-se ao elenco da Xitende, composto por diversos escritores tais como: o Almeida Cumbane, o Acácio Massingue, a Begnen Zaqueu, a Deusa d’África, o Dom Midó das Dores, o Edson Pereira, o Elísio Miambo, o Estevão Zitha, o Jordão Domingos, o Lahissane, a Matilde Matema, o Mbalapala, o Mupfana wa Xithokozelo, o Otildo Justino Guido, e músicos como Adérito Luís, Bartolomeu Hassane e Marcos de Aurora. 

A Associação Xitende realiza esta oitava edição no presente ano em que celebra os seus 29 anos de existência e continua firme na sua visão de ser um veículo de dinamização e divulgação da Literatura. In “O País” - Moçambique

terça-feira, 23 de julho de 2024

Moçambique - Jeconias Mocumbe revela “O lado sujo da metáfora” em livro

No próximo dia 2 de Agosto, às 17h, no Inhambane-Hotel Escola, na cidade de Inhambane, será lançado o livro “O lado sujo da metáfora”, da autoria do poeta e editor Jeconias Mocumbe. A obra será apresentada pelo professor Alberto Mathe e comentada por Stélio Daniel.

Na nota da Gala Gala, lê-se que, no quarto livro de poemas, Jeconias Mocumbe, que ainda apresenta duas colectâneas de poesia em co-autoria na sua bibliografia, adopta um estilo de texto curto, límpido e directo, em que a linguagem é cortante e atinge o ponto de ebulição.

“O lado sujo da metáfora” tem 84 páginas e está dividido em dois cadernos, nomeadamente, “A idade e outras vaidades” e “A ilha dos teus ossos em meus olhos”, que formam um único poema. O livro integra a colecção Biblioteca de Poesia Rui de Noronha, da Gala-Gala Edições.

Para o escritor Pedro Pereira Lopes, editor do livro, “a maior parte dos textos do livro revelam a profundidade e a subtileza do haicai, através de versos curtos e precisos. E avança, “a poesia de Mocumbe é marcada por uma escrita refinada, onde cada palavra é escolhida com meticulosa atenção para criar imagens simples, mas poderosas”.

Além disso, disse Lopes, “o autor explora a metapoesia, reflectindo sobre a própria arte de escrever e a complexidade das metáforas, desnudando as suas impurezas e contradições num exercício aparentemente despretensioso”, lê-se na nota de imprensa da editora.

Na ocasião de lançamento, haverá leituras de Edilson Chissano e uma actuação musical com Silas e Éneas. O evento é aberto ao público.

Jeconias Mocumbe nasceu Edilson Sostino Mocumbe, na província de Gaza. É formado em Ciências Policiais pela Academia de Ciências Policiais (ACIPOL). É co-mentor e secretário-geral do “Projecto Tindzila” e coordenador editorial da Massinhane Edições, selo editorial sediado em Inhambane, onde reside. Publicou os livros de poesia “Calvário e a Cruz” (2021), “Intervalos de demência” (2022) e “não faça nada até a madrugada sussurrar ou surrar à porta” (2022). É ainda co-autor de “Espiritualidade Poética” (2019) e “Strip-tease” (2023). Venceu, com o livro “Os Dedos da Agonia”, o Prémio Internacional de Poesia Lusófona Floriano Martins, edição 2024. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 6 de abril de 2021

Moçambique – Novo aeroporto de Chongoene na província de Gaza estará pronto até ao mês de Outubro


A empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM) garante que o aeroporto de Chongoene, em construção na província de Gaza, estará pronto até Outubro próximo. A garantia é dada pelo Administrador Financeiro e Porta-voz da instituição, Saíde Júnior.

Em entrevista exclusiva à “Carta”, Júnior lembrou que por efeitos da crise pandémica, as obras de construção da infra-estrutura demoraram um semestre, mas garantiu-nos que daqui a seis meses o aeroporto estará aberto ao tráfego aéreo nacional e regional.

Em termos de execução da infra-estrutura, que conta com um terminal de carga de 300 metros quadrados, o nosso entrevistado falou de níveis acima de 80%.

Refira-se que um ano antes do término das obras, a ADM desencadeou uma campanha, em que prevê investir 1.6 milhão de Meticais em marketing daquele aeroporto, de modo a evitar que após abertura ao tráfego não se torne num “elefante branco”, como o aeroporto internacional de Nacala, na província de Nampula.

Conforme noticiamos recentemente, o investimento está a ser aplicado para a realização de actividades como reuniões, espectáculos musicais, material de publicidade e campanhas de comunicação, formação de pessoal de atendimento/protocolo, técnico e operacional para o acto de inauguração da infra-estrutura.

Ademais, a empresa pública que gere os aeroportos em Moçambique pretende tornar aquela infra-estrutura sustentável, através do desenvolvimento de diversos negócios, com destaque para turísticos e logísticos.

O aeroporto de Chongoene está projectado para receber 220 mil passageiros por ano. A infra-estrutura está avaliada em 60.3 milhões de USD, financiados pela China. Evaristo Chilingue – Moçambique in “Carta de Moçambique”