Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 6 de abril de 2019

São Tomé e Príncipe - Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola coloca 25 milhões de dólares à disposição da agricultura são-tomense



São Tomé – O Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola (FIDA) decidiu colocar 25 milhões de dólares a disposição de São Tomé e Príncipe para financiar os sectores da agricultura, pesca e desenvolvimento rural, anunciou na passada terça-feira o representante da organização numa reunião de coordenação na presença do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus.

Na sua declaração, o representante do FIDA, Bernard Hein disse que “nossa ambição é triplicar o custo do Programa de Apoio Participativo da Agricultura Comercial (PAPAC) e levar esse novo projeto a um orçamento de 25 milhões de dólares”, tendo acrescentado a verba visa “consolidar os resultados” ao nível da produção do cacau, apoios às cooperativas de pimenta e café dentre outras metas já estabelecidas.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelou a contribuição dos parceiros e quadros técnicos nacionais para encontrarem “uma terapia” para impulsionar a produção agrícola do país.

“Estamos todos aqui como um corpo de médicos a volta do paciente não só para diagnosticar, mas também pare encontrar terapia viável e sustentável”, disse Jesus, considerando ser necessário “salvar a agricultura, salvar a economia” do arquipélago.

No seu discurso, o ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural Francisco Ramos disse o seu ministério tem o objetivo de “reduzir progressivamente as importações”, para as substituir “por produtos locais e alargar a base produtiva através do aumento e diversificação das produções agrícolas, pecuárias e pesqueiras e das exportações”.

Esta reunião de coordenação entre o FIDA os parceiros, surge no âmbito da revisão estratégica ‘Fome Zero’ e do Plano Nacional de Investimentos da Segurança Alimentar e Nutricional do Governo de Bom Jesus.

O FIDA, Fundo Internacional e Desenvolvimento Agrícola é uma das agências da ONU, criado em 1977, com sede em Roma, com missão de permitir que as populações rurais pobres em países em desenvolvimento possam superar a pobreza. Neisy Sacramento – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quarta-feira, 20 de março de 2019

Guiné-Bissau - BOAD financia obras no Aeroporto de Bissau

Bissau - O ministro dos Transportes e Comunicações Serifo Djaquité, anunciou no último fim de semana que o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), vai financiar com 27 milhões de euros as obras no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, de Bissau.

O governante guineense fez este anúncio à margem da 63.ª cimeira de ministros dos Transportes da Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (Asecna), que decorreu em Bissau na passada semana.

Segundo o ministro, a Guiné-Bissau já assinou o processo verbal com o BOAD, faltando agora que o Governo a ser formado, na sequência das eleições legislativas, inicie os procedimentos para o desbloqueamento dos fundos.

As obras de reabilitação do aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau irão comportar a renovação da pista de aterragem, construção de um novo edifício técnico e a renovação da aerogare.

Será construído ainda um novo salão presidencial que terá uma sala para o chefe de Estado, outra para embaixadores, sala para membros do Governo e outra ainda para o presidente do parlamento.

Fundada em 1959, a Asecna dedica-se à gestão dos espaços aéreos e ainda aos serviços de segurança da navegação aérea num espaço de mais de 16 milhões de quilómetros quadrados.

A Guiné-Bissau é membro da Asecna desde 2006 e a partir da reunião que decoreu em Bissau, passa a assumir a presidência rotativa de ministros dos Transportes da organização, por um período de 12 meses. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “Lusa”

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica: Finalistas vão beneficiar de financiamento

Estudantes finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado da Universidade Politécnica vão beneficiar, por um período de três anos, de um apoio financeiro para a elaboração dos seus trabalhos de fim do curso, mercê de um memorando de entendimento assinado, recentemente, entre esta instituição do ensino superior e a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN).

À luz do memorando, poderão receber este apoio, na ordem de quarenta e cinco mil meticais para o nível de licenciatura e setenta e cinco mil meticais para o de mestrado, estudantes finalistas dos cursos de Economia, Administração e Gestão de Empresas e Ciências Jurídicas que pretendam/estejam a elaborar trabalhos de final de curso relacionados com o ambiente de negócios.

Através deste memorando, as duas instituições pretendem contribuir para a elaboração de projectos de pesquisa conducentes ao desenvolvimento do sector privado no País, abordando, para o efeito, questões ligadas aos incentivos, aos constrangimentos, bem como às oportunidades existentes no mercado.

Assim, os estudantes deverão escrever os seus trabalhos de fim de curso sobre temáticas ligadas ao ambiente de negócios, tais como o Procurement do sector público e nas pequenas e médias empresas, implicação microeconómica da legislação laboral para o sector empresarial, implicações microeconómicas da tributação dos rendimentos de trabalho, da despesa e do capital para as pequenas e médias empresas, aspectos microeconómicos da governação corporativa nas pequenas e médias empresas, regimes de propriedade sobre a terra e o investimento privado, legislação sobre o comércio internacional e os custos de fazer negócios em Moçambique, credibilização industrial, interfaces da economia política e institucional das políticas do ambiente de negócios, e reformas para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Brasil - Expansão do porto de Itapoá vai ser financiado por instituição do setor privado



O BID Invest, instituição do setor privado do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiará parte da expansão do terminal portuário de contêineres de Itapoá. O empréstimo concedido é de R$ 150 milhões, com prazo de pagamento de oito a 11 anos.

O projeto atenderá aos padrões ambientais e sociais, incluindo monitoramento de emissões e consumo de energia e melhoria na estação de tratamento de efluentes, entre outros aspectos.

O investimento inclui a compra de novos equipamentos, a ampliação do pátio de contêineres e a adequação do cais, permitindo que a empresa possa receber até dois navios ao mesmo tempo. A capacidade de movimentação de contêineres passará de aproximadamente 500 mil TEUs para 1,2 milhão de TEUs. O Porto de Itapoá vem trabalhando no limite de sua capacidade há mais de um ano.

A assessoria do Porto Itapoá relata que desde o início da expansão do terminal, em 2017, vem conduzindo tratativas de uma nova estrutura de financiamento, com o objetivo de suportar a expansão do terminal. Esta nova estrutura pode contar com a participação de três grandes instituições financeiras, dentre elas, o BID Invest.

A operação pretendida poderá envolver recursos totais de R$ 450 milhões, sendo R$ 150 milhões de participação do BID Invest. A concretização da operação com o BID Invest, conjuntamente com os demais investidores, é pretendida ainda para o primeiro trimestre de 2019.

O BID Invest financia empresas e projetos sustentáveis para obter resultados financeiros e maximizar o desenvolvimento econômico, social e ambiental da região. Com uma carteira de US$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão e 330 clientes em 23 países, oferece soluções financeiras e serviços de consultoria. Loetz – Brasil in “NSC Total”

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Angola - Porto do Namibe pode vir a ser um pólo de desenvolvimento logístico no Sul do país



O Porto do Namibe poderá vir a ser um pólo de desenvolvimento logístico na Região Sul de Angola, após a conclusão em 2019 da segunda fase das obras de modernização, disse o presidente da sociedade gestora da infra-estrutura à agência noticiosa Angop.

Segundo o presidente da Porto Comercial do Lobito, António Samuel, na primeira fase do projecto foram despendidos 24 milhões de dólares e na segunda fase irá ser despendido montante semelhante.

Segunda fase termina em Agosto de 2019

A segunda fase, que teve início em Junho último e termina em Agosto de 2019, consiste na recuperação de 240 metros de cais e na pavimentação do parque de contentores do porto, sendo que o custo é financiado por uma doação de 20 milhões de dólares da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

Esta obra foi adjudicada ao grupo japonês TOA Corporation, tendo o respectivo contrato de empreitada sido assinado durante uma visita a Tóquio de uma delegação liderada pelo director-geral do Instituto Marítimo Portuário de Angola (IMPA), Victor de Carvalho.

Acordo de financiamento

A JICA e o IMPA assinaram em Fevereiro de 2017 o acordo de financiamento para a segunda fase deste projecto, que estava inserido no programa de recuperação, expansão e modernização dos portos de Angola adoptado um ano antes, a 15 de Janeiro de 2016, entre os governos de Angola e do Japão.

O acordo entre os dois governos abrange a recuperação total do cais do porto do Namibe, com comprimento de 480 metros, tendo a primeira fase ficado concluída em 2011 e incidido sobre uma extensão de 240 metros em funcionamento sob operação da empresa de capitais angolanos Sogester.

O porto, que foi construído em 1957 para servir quatro províncias do Sul do país, fica localizado na cidade de Moçâmedes, antiga designação colonial que entre 1985 e 2016 foi substituída por Namibe, nome da província de que é capital, explica o portal Macauhub. In “Agricultura e Mar Actual” - Portugal

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Guiné-Bissau - Porto de Bissau vai ser dragado

Mais de 50 anos volvidos, o porto de Bissau, capital da Guiné-Bissau, vai voltar a ser dragado. Os trabalhos arrancarão ainda este ano ou no próximo



Os trabalhos de dragagem do porto de Bissau serão financiados pelo Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), que para o efeito já desbloqueou um empréstimo de 15 mil milhões de francos CFA (cerca de 22 milhões de euros).

O ministro dos Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, Serifo Djaquite, que deu a notícia, acrescentou que no quadro deste projecto, serão igualmente realizados trabalhos de colocação de sinalização marítima na zona portuária para facilitar a atracagem de navios de maior porte.

O concurso para a selecção das empresas que serão encarregues de executar as obras deverá ser lançado a curto prazo.

A última dragagem do porto de Bissau ocorreu em 1960, em plena época colonial. In “Transportes & Negócios” - Portugal

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Cabo Verde - Ficase cria programa de apoio a estudantes diplomados e finalistas de licenciatura com dívidas de propinas

Cidade da Praia – A Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (Ficase) vai atribuir, no presente ano académico, apoios para pagamento de dívidas a estudantes que já concluíram a licenciatura e têm os certificados cativos.

De acordo com o anúncio publicado na página do Facebook da Ficase, o programa irá considerar os pedidos que deram entrada na entidade nos últimos dois anos académicos (2016/2017, 2017/2018), bem como aqueles que derem entrada, até o dia 31 de Agosto deste ano.

“Os apoios pontuais que a Ficase pretende atribuir, têm a natureza de uma comparticipação para pagamento de propinas em atraso e serão concedidos aos estudantes que tenham concluído a respectiva licenciatura em anos lectivos anteriores a 2017/18 e, que tenham os certificados e diplomas retidos pela instituição de ensino superior, por dívidas acumuladas ao longo do período de frequência do curso”, explica a publicação.

Por outro lado, “havendo disponibilidade financeira”, posteriormente, poderão ser atendidos os casos dos estudantes que se encontram matriculados no último ano do curso de licenciatura, com exames ou trabalhos de fim de curso por realizar, devido a propinas em atraso.

Esta é uma medida que será feita, mediante acordo tripartido entre a Ficase, o estudante e a respectiva instituição de ensino superior. In “Inforpress” – Cabo Verde

sábado, 7 de julho de 2018

Comissão Europeia - Novo estudo de mercado sobre as energias oceânicas

A Comissão Europeia publicou, recentemente, um novo estudo de mercado sobre as energias oceânicas, elaborado pelo WavEC Offshore Renewables e a empresa italiana COGEA.

Baseado no Roadmap Estratégico para a Construção do Setor de Energias Oceânicas, de 2016, publicado pelo Fórum de Energias Oceânicas, este novo estudo estima o potencial de desenvolvimento futuro na Europa segundo três cenários (otimista, médio e pessimista), o investimento necessário para alcançar esse potencial, e as lacunas, barreias e desafios relativos ao investimento privado. O estudo propõe, igualmente, recomendações para responder às ações propostas no Roadmap de 2016.

Os principais resultados deste estudo indicam que as energias oceânicas podem atingir os 3.9 GW em capacidade instalada cumulativa, em 2030, na Europa. Este valor desce para 2.8 GW no cenário médio, e para 1.3 GW no pessimista.

Excluindo os projetos de contenção de marés, o investimento necessário para atingir a capacidade do cenário otimista é de 9.4 mil milhões de euros. No cenário médio este valor desce para 7 mil milhões, e no cenário pessimista para 2.8 mil milhões. Até à data, globalmente, já foram investidos 6 mil milhões de euros, a maioria provenientes de fontes privadas. A CE, através de programas de financiamento, já investiu mais de 200 milhões de euros em atividades de investigação e desenvolvimento no setor, e o investimento dos estados membros através de fundos estruturais atingirá o marco de mil milhões em 2020.

Apesar de existirem diferentes instrumentos de financiamento nacionais e europeus para protótipos e projetos de demonstração, há uma falta de massa crítica financeira para acelerar o setor até projetos de dimensão comercial. Devido ao risco associado e o nível de investimento inicial necessário, o investimento privado e de capitais de risco é normalmente baixo e insuficiente, e empréstimos são sujeitos a taxas de juro elevadas. Assim, a maioria do investimento privado vem de fundos próprios, o que limita a disponibilidade de recursos.

Os fundos propostos no Roadmap para as energias oceânicas poderão levar o setor até à maturidade, através da utilização de fundos públicos para potenciar investimento privado, mas poderão não ser suficientes para avançar o setor até ao ponto de autossustentabilidade. É recomendada a implementação de mecanismos de suporte à produção, se possível com consistência a nível europeu, de modo a diminuir a incerteza associada aos proveitos dos projetos.

O setor do eólico offshore, um setor já pré-comercial mas ainda subsidiado, levou 13 anos a atingir o primeiro gigawatt de capacidade instalada na Europa, menos de três para duplicar essa capacidade, e cinco para quintuplicar. Atentando às diferenças técnicas, é possível que as energias oceânicas não sigam exatamente o mesmo percurso, mas uma visão clara e suporte estável permitirão avançar o setor, com ganhos a longo termo.

Ana Brito e Melo, Diretora Executiva do WavEC, comentando sobre o estudo, diz: “Reunir os recursos financeiros necessários para expandir a produção de energia por fontes renováveis oceânicas e competir no mercado de energia é sem dúvida um dos desafios mais difíceis que este setor enfrenta. Este relatório além de apresentar resultados sobre os níveis de financiamento necessários, discute mecanismos financeiros de apoio que devem ser implementados de uma forma consistente pelos Estados-Membros europeus.” In “WavEC” - Portugal

A publicação encontra-se disponível para consulta em língua inglesa aqui.

WavEC Offshore Renewables é uma associação privada sem fins lucrativos dedicada à consultoria e atividades de I&D na área da energia renovável marinha, aquacultura offshore e soluções especiais de engenharia.

WavEC Offshore Renewables – Centro de Energia Offshore
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terça-feira, 13 de março de 2018

Cabo Verde - Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial lança projecto “Reforço da Ancoragem Regional”

Cidade da Praia – O Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI) e a Agência Luxemburguesa de Cooperação ao Desenvolvimento lançaram ontem, 12 de Março de 2018, na Cidade da Praia, o projecto “Reforço da Ancoragem Regional do CERMI” (CVE/881).

Em nota de imprensa, a Agência de Cooperação Luxemburguesa explica que o projecto é implementado pela Lux Development (Agência de Cooperação Luxemburguesa) e conta com o financiamento global de dois milhões de euros (cerca de 220 mil contos).

O projecto vai contribuir para alcançar os resultados do programa “Melhoria da Governança do Sector Energético na África Ocidental (AGoSE-AO)” a nível do reforço das capacidades dos actores regionais no que se refere ao acompanhamento do processo de transformação do CERMI num centro regional e na implementação das formações em energias renováveis e eficiência energética.

De acordo com a nota, o projecto CVE/881 insere-se num amplo programa regional denominado AGoSE-AO, que abrange todos os países da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) e a Mauritânia.

O AGoSE-AO, é financiado pelo 11º Fundo Europeu para o Desenvolvimento em 32 milhões de euros (3,5 milhões de contos) e visa contribuir para o reforço da integração regional do sector energético, melhoria da governança do sector, permitindo, assim, aos Estados membros da CEDEAO atingirem os três grandes Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do ramo definidos pelas Nações Unidas.

O acto de lançamento do projecto, que acontece no âmbito do terceiro aniversário do CERMI, foi co-presidido pelo ministro-adjunto do primeiro-ministro para Integração Regional, Júlio Herbert, e pela embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa.

O encerramento foi presidido pelo ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, e contou com a presença do comissário de CEDEAO para Energia, Sediko Douka, corpo diplomático acreditado em Cabo Verde, entidades públicas e privadas, parceiros de cooperação, universidades, entre outros. In “Inforpress” – Cabo Verde

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

CPLP - Financia obras no Liceu Nacional de São Tomé para os XI Jogos Desportivos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu cerca de 330 mil euros de financiamento a obras de beneficiação de Liceu Nacional de São Tomé, no âmbito da realização da XI Edição dos Jogos Desportivos da CPLP, previstos para julho de 2018.



O protocolo de financiamento foi assinado a 30 de janeiro de 2018, na Sede da CPLP, pela Secretária Executiva, Maria do Carmo Silveira, e pelo embaixador de São Tomé e Príncipe junto da CPLP, Luís Guilherme de Oliveira Viegas, na presença do representante permanente de Portugal junto da CPLP, embaixador Mário Jesus dos Santos.

A presente ação dá seguimento aos compromissos assumidos no âmbito da X Reunião da Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP, ocorrida em Caminha, Portugal, entre 28 e 30 de julho de 2017, nomeadamente, à criação de condições materiais, financeiras e desportivas para a realização dos XI Jogos Desportivos.

Verificando-se a ausência de equipamentos por parte de São Tomé e Príncipe para alojar a totalidade dos participantes nos XI Jogos Desportivos da CPLP, foi decidido efectuar obras de beneficiação no Liceu Nacional de S. Tomé, para colmatar essa ausência e, concomitantemente, dotar São Tomé e Príncipe e a sua juventude de melhores condições de ensino.

A beneficiação desta infra-estrutura pretende criar as condições necessárias para acolher cerca de 400 participantes nos XI Jogos Desportivos da CPLP, assegurando as condições de higiene, saúde, segurança e conforto no alojamento e alimentação dos jovens atletas e das equipas técnicas que os acompanham.

Portugal depositou a verba em causa no Fundo Especial da CPLP, uma vez que este Estado membro assume, atualmente, a Presidência da Conferência de Ministros da Juventude e Desporto da CPLP e os XI Jogos Desportivos vão ser realizados no decurso do seu mandato. CPLP

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Moçambique – Acordo viabiliza melhorias no Corredor Logístico de Nacala

Cerca de três mil milhões de dólares norte-americanos serão investidos, nos próximos anos, visando o aumento da capacidade do Corredor Logístico de Nacala que liga a região carbonífera de Moatize, em Tete, ao porto de Nacala, com passagem pelo Malawi.

Para a concretização deste objectivo foi assinado em Maputo um acordo de financiamento e respectivos contratos financeiros vinculantes entre as companhias Vale e Mitsui.

Para além dos representantes das duas empresas, também participaram da cerimónia membros do governo, financiadores nomeadamente a Japan Bank for Internacional Cooperation – JBIC; Nippon Export and Investment Insurance – NEXI; Banco Africano de Desenvolvimento – BAD; e a Agência Sul-africana de Crédito à Exportação – ECIC.

Com a aprovação dos acordos estão criadas as condições necessárias para que a Vale e a Mitsui viabilizem os trabalhos de melhoramento do Corredor Logístico de Nacala, através de intervenções na linha, aquisição de material circulante, nomeadamente, vagões, locomotivas, bem como outro equipamento para o manuseamento de carga.

Falando durante a cerimónia, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, explicou que a aposta dos investidores representa a confiança no trabalho que o governo tem estado a desenvolver para tornar Moçambique num destino privilegiado do investimento directo estrangeiro.

Para Mesquita, com o financiamento previsto, o Corredor Logístico de Nacala vai conhecer significativas melhorias, sendo expectativa que atinja, efectivamente, a capacidade de 22 milhões de toneladas, das quais 18 milhões de toneladas destinam-se ao escoamento do carvão e os restantes quatro milhões de toneladas deverão ser alocados à carga diversa.

“Reiteramos o nosso cometimento e determinação na prossecução da criação de um ambiente atractivo de negócios, particularmente, a criação e actualização da legislação sobre o investimento, a promoção do ambiente de paz, a redução da burocracia, entre outros”, sustentou Mesquita.

Já o presidente da Vale Moçambique, Marcio Godoy, explicou que o montante previsto para o investimento, uma parte se destina a Moçambique e a outra ao Malawi e o prazo de reembolso do crédito é de 13 e 14 anos, quase metade do período da concessão do Corredor Logístico de Nacala.

Godoy destacou que para além de responder de forma eficiente às necessidades logísticas do transporte de carvão, o Corredor Logístico de Nacala desempenha um papel importante na integração regional, sobretudo porque pode atender às necessidades de escoamento de bens para Moçambique, Malawi, Zimbabwe e Zâmbia. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

África – 234 milhões de euros para revolucionar sector da agricultura

Vários países africanos, incluindo Moçambique, vão ter acesso a um financiamento internacional de 234 milhões de euros (280 milhões de dólares) para modernizar o setor da agricultura, a principal base da economia daquele continente

O financiamento surge no âmbito da Parceria para a Transformação Agrícola Inclusiva em África (PIATA), projeto financiado principalmente pela Fundação Bill Gates (fundador da Microsoft) e Melinda Gates, a Fundação Rockefeller e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A verba, que vai permitir a pelo menos 11 países do continente africano lançar uma "revolução verde", segundo os doadores internacionais, foi divulgada em Abidjan, na Costa do Marfim.

O objetivo deste apoio é "catalisar e apoiar a transformação agrícola inclusiva em pelo menos 11 países africanos, o que vai aumentar os rendimentos e melhorar a segurança alimentar de 30 milhões de pequenas explorações agrícolas familiares", sublinharam os doadores, à margem de um fórum promovido pela Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA), a decorrer naquela cidade costa-marfinense e que conta com vários Presidentes e ex-Presidentes africanos.

"África precisa de uma revolução agrícola que seja original e que ligue as milhões de pequenas explorações agrícolas às redes agroalimentares, criando extensas cadeias de fornecimento alimentar, emprego e oportunidades económicas para largos segmentos da população", sublinhou um relatório relativo ao atual estado da agricultura em África que foi divulgado no fórum.

"Tal transformação vai exigir compromissos políticos e financeiros, bem como políticas mais importantes por parte dos setores público e privado", reforçou o documento.

Apesar de mais de 50% da população africana estar ligada ao sector da agricultura, menos de 1% dos empréstimos bancários estão direcionados para este segmento de atividade, segundo dados referidos no fórum.

Para os participantes do fórum em Abidjan, "a injeção de recursos financeiros na transformação da cadeia de valor agroalimentar pode relançar uma nova fase de industrialização para a agricultura africana".

"A agricultura ainda é o melhor meio para um crescimento económico africano inclusivo e para a redução da pobreza", frisou ainda o relatório, destacando que os sistemas alimentares do continente funcionam graças aos pequenos proprietários que rondam os 41 milhões.

A AGRA vai ser a instituição que terá a responsabilidade de concretizar esta parceria com pelo menos 11 países considerados como prioritários: Gana, Nigéria, Mali, Burkina Faso, Ruanda, Uganda, Quénia, Etiópia, Tanzânia, Malawi e Moçambique. In “Revista PORT.COM” - Portugal

domingo, 21 de maio de 2017

Cabo Verde - Zona Económica Especial na ilha de São Vicente apoiada pela China

A China vai apoiar a criação de uma Zona Económica Especial ligada ao mar na ilha cabo-verdiana de São Vicente, um projeto que o governo cabo-verdiano acredita estará concluído até ao final da legislatura

A decisão de apoiar o projeto, que tinha sido apresentado pelo primeiro-ministro cabo-verdiano ao seu homólogo chinês durante o Fórum Macau, em outubro, foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, ontem (20), na cidade da Praia, durante uma reunião com o chefe da diplomacia cabo-verdiana, Luís Filipe Tavares.

"A China vai apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente, um projeto na área da economia marítima muito importante para o país, que tem o apoio total e incondicional do governo chinês", disse Luís Filipe Tavares.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde anunciou que o Governo chinês irá financiar também a construção de uma nova maternidade em São Vicente, para servir a região norte do país.

Durante o encontro, os dois ministros passaram em revista a cooperação económica e política entre os dois países, atualmente traduzida em 12 projetos, num valor estimado de 30 milhões de euros.

Luís Filipe Tavares adiantou que Cabo Verde vai começar agora a fazer o estudo de viabilidade económica dos projetos da Zona Económica Especial e da maternidade, estimando que estejam a funcionar até final da legislatura.

"Há uma firme vontade e uma decisão de apoiar estes projetos de Cabo Verde, nomeadamente a Zona Económica Especial que vai transformar São Vicente num grande centro de economia marítima e criar milhares de postos de trabalho", disse.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi lembrou que a cooperação chinesa tem sempre em atenção as necessidades do país, garantido o apoio necessário aos projetos cabo-verdianos.

"A economia chinesa começou a descolar a partir da criação das Zonas Económicas Especiais. Temos experiências consolidadas, boas e bem-sucedidas e capacidade para as construir. Se Cabo Verde quiser podemos fazer uma parceria importante na construção da zona de São Vicente", disse.

O chefe da diplomacia chinesa sublinhou a importância da posição geográfica de Cabo Verde, adiantando que o Governo cabo-verdiano "manifestou vontade de participar na iniciativa "Uma faixa, Uma rota", do Governo chinês.

A iniciativa, também conhecida como a "Nova Rota da Seda", pretende recriar a Rota da Seda que uniu a China aos mercados ocidentais durante séculos.

Na prática, trata-se de um conjunto de percursos ferroviários e rodoviários, oleodutos e portos, que se estendem da China até à Europa, com percursos alternativos que passam por países do Sul da Ásia, Índia, Irão e Turquia, e chegam à África.

Mais de meia centena de países aderiram à ideia, que é encarada por outros como uma iniciativa imperialista da China.

Além da reunião como o homólogo cabo-verdiano, o ministro chinês tem encontros de cortesia agendados com o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva e com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca. In “Correio das Ilhas” – Cabo Verde com “Lusa”

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Portugal - Fundação Inovação Bankinter investe em start-ups portuguesas

A Fundação Inovação Bankinter conta com um fundo aberto para financiar em parceria com investidores start-ups portuguesas nas quais pretende deter uma posição entre 5% e 10%.

Prestes a completar um ano de existência em Portugal, a Fundação Inovação Bankinter vai avançar com um fundo aberto para financiar em parceria com investidores start-ups portuguesas. O objetivo é deter uma posição entre 5% e 10%.

A fundação espanhola avaliou nos últimos dois meses 15 start-ups, das quais 6 passaram à fase seguinte, sendo esperado que, pelo menos, uma delas receba investimento.

Em Espanha já são 26 as start-ups que nos últimos anos receberam financiamento da Fundação Inovação Bankinter, sendo cinco delas fintech. O comércio eletrónico, o marketplace, as aplicações móveis e as ferramentas colaborativas são as áreas em que já investiu.

Numa primeira ronda de investimento pode ser esperado, no caso da start-up estar avaliada entre 1 e 4 milhões de euros, e mediante a maturidade da mesma, um investimento entre 50 e 200 mil euros.

A Fundação Inovação Bankinter organizou recentemente uma conferência em torno das start-ups como fonte de inovação, estando prevista a realização de mais dois eventos até ao final de 2017. Em 2018 está nos planos da fundação espanhola o lançamento de um Think Tank. In “Link To Leaders” - Portugal

sábado, 25 de março de 2017

Guiné-Bissau - BOAD financia rede de energia eléctrica

O Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) concedeu na 104ª sessão ordinária, um financiamento de 14,7 mil milhões de francos suíços (mais de US $24 milhões) para a Guiné-Bissau desenvolver a sua rede de eletricidade.

Os recursos serão utilizados para colocar no país, postos de transformação, relativa à interligação 225 kV na rede da Organização para o Desenvolvimento do Rio Gâmbia (OMVG). A introdução deste equipamento permitirá injectar energia produzida pelas barragens da organização na rede nacional da Guiné-Bissau e fornecer electricidade a 350 000 pessoas, ou seja, 22% da população guineense.

A concessão deste financiamento no quadro do projeto de energia OMVG inclui a construção pela empresa marroquina Vinci Energie-Cegelec de 1 667 km de linha de interconexão elétrica e a instalação de 15 subestações repartidas pelos quatro países membros que são a Gâmbia, a Guiné, o Senegal e a Guiné-Bissau. Balanta Mané – Guiné-Bissau in “Journal du Pays”

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

China – Projectos de energia solar no Brasil e hotelaria em Cabo Verde

Um projecto de hotelaria, em Cabo Verde, e outro dedicado à energia solar, no Brasil, vão receber financiamento do fundo chinês destinado a investimentos relacionados com os países lusófonos. O anúncio foi feito ontem pelo director-geral adjunto do departamento de gestão do fundo, Song Feng, que avançou que estão ainda a ser analisadas “meia dúzia” de propostas












O fundo chinês de mil milhões de dólares destinado a investimentos de e para o universo lusófono aprovou financiamento para um projecto de energia solar no Brasil e está prestes a aprovar outro de hotelaria em Cabo Verde.

O anúncio foi feito ontem durante uma sessão de apresentação do Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa aos empresários de Macau, de modo a que estes possam também concorrer a financiamento para projectos em países lusófonos.

O director-geral adjunto do departamento de gestão do fundo, Song Feng, afirmou que, além dos dois projectos em Angola e Moçambique, já anteriormente revelados, foi financiado um terceiro no Brasil, “um projecto solar pode atingir uma capacidade de 200MW (megawatts) na sua produção”. O projecto em causa tem um investimento total de 200 milhões de dólares e conta com financiamento de 20 milhões do fundo que pretende “posteriormente injectar mais”.

Referindo que há “meia dúzia de projectos na fase final de análise”, Song Feng chamou a atenção para um de “uma empresa de Macau que investiu em Cabo Verde, num hotel de cinco estrelas”, numa referência ao projecto do empresário David Chow, director executivo da Macau Legend.

Este projecto “ainda está na fase de análise, mas quase a finalizar” e deverá receber também 30 milhões de dólares de financiamento. “Já finalizámos quase todas as etapas, só falta uma aprovação para poder arrancar esse projecto”, que o fundo espera que consiga “trazer mais vantagens financeiras ao país.

O projecto de David Chow, cônsul honorário de Cabo Verde, prevê a construção de uma estância turística no Ilhéu de Santa Maria, que cobrirá uma área de 152700 metros quadrados e inaugura a indústria de jogo no país.

Quanto à candidatura do projecto do terminal do Porto de Sines, em Portugal, Song Feng disse apenas que ainda está a ser analisada e não revelou o valor do financiamento, indicando apenas que o fundo atribui entre cinco e 50 milhões, consoante a envergadura dos projectos.

O Fundo com um valor global de mil milhões de dólares já tinha aprovado o financiamento de dois projectos: um proveniente de Angola e um chinês para Moçambique.

O projecto agrícola em Moçambique, da empresa chinesa Wanbao, foi o primeiro a obter financiamento do fundo criado oficialmente em Junho de 2013, por iniciativa conjunta do Banco de Desenvolvimento da China e do Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização de Macau.

Avaliado em aproximadamente 200 milhões de dólares, o projecto na região do baixo Limpopo, perto da cidade de Xai-Xai, obteve “luz verde” do fundo que contribuiu com apenas 10 milhões de dólares.

O segundo projecto, proveniente de Angola, está relacionado com o fornecimento de equipamentos para a distribuição de electricidade. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

sábado, 1 de outubro de 2016

Macau - Generalização do português na mão das escolas

Macau financia e Portugal garante a formação de professores, mas cabe às escolas da região – grande parte instituições particulares com autonomia – decidir se querem ter mais alunos a aprender português

Portugal vai apoiar o plano de generalização do ensino de língua portuguesa nas escolas do ensino não superior de Macau com a formação de professores, e a região compromete-se a manter os incentivos para que as suas escolas particulares, que constituem a maior parte das instituições educativas, possam fazer a opção pelo idioma.

A educação e a difusão do português foram um dos principais tópicos abordados na quarta reunião da Comissão Mista Portugal-Macau que se realizou em Lisboa na última segunda-feira, copresidida pelo Chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, e durante a qual o responsável do Executivo da RAEM apresentou a proposta de plano quinquenal da região.

O documento prevê que a médio prazo seja fixado um número mínimo de hora de ensino de português nas escolas oficiais de Macau, cujos currículos estão sob tutela direta da Direção dos Serviços de Educação e Juventude, e o alargamento do ensino do idioma nas instituições que gozam de autonomia relativa no desenho das disciplinas, as escolas particulares. A atual legislação local determina que estas podem optar entre chinês, português e inglês como línguas veiculares de ensino e segundo idioma leccionado.

“Macau é, de facto, uma excelente plataforma para o desenvolvimento da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa. E Macau é também uma excelente plataforma para a difusão da língua portuguesa em toda a China. Por isso mesmo quero saudar, em nome do Governo português, a decisão das autoridades de Macau, inscrita no plano quinquenal [...] apresentado, de generalizar o ensino português em todas as escolas da região, tornando este um projeto com prioridade e apoio por parte das autoridades de Macau”, indicou Augusto Santos Silva no final do encontro.

O representante da diplomacia de Portugal comprometeu o país com apoio que Macau possa vir a requisitar. “Portugal estará naturalmente inteiramente disponível para apoiar a formação de professores naquilo que as autoridades de Macau entenderem necessário”, afirmou.

Sem avançar detalhes sobre eventuais novos incentivos ou um calendário de ação, Chui Sai On deu conta dos apoios já existentes para a segunda língua oficial do território. “Nós temos cursos de português nos vários níveis de ensino nas nossas escolas públicas e, quanto às escolas privadas, apoiamos pessoal docente e materiais didáticos”, afirmou.

No entanto, sublinhou, os resultados da implementação deste propósito vão depender da vontade das administrações das escolas particulares e respetivos alunos. “Estamos a criar muitas condições e oportunidades, para os nossos residentes e suas gerações futuras, de acesso ao ensino da língua portuguesa. Mas, quando se fala de educação, nós apenas proporcionamos oportunidades. A escolha depende de cada um”, afirmou o Chefe do Executivo.

“Quanto ao ensino superior, criamos também muitas oportunidades para as pessoas terem acesso aos cursos superiores em língua portuguesa”, acrescentou.

Mas, mais uma vez, a decisão cabe às instituições educativas. Recorde-se que no final do ano passado a Universidade de Macau pôs fim à oferta de português como língua opcional para alunos não vinculados ao departamento de Estudos Portugueses numa medida que se refletiu numa redução do número de turmas de português na instituição. Por contraste, o Instituto Politécnico de Macau tem vindo a reforçar a oferta, destacando-se no intercâmbio com instituições de ensino superior portuguesas. O atual quadro de troca de alunos entre universidades portuguesas e de Macau é visto como “marcante” pela diplomacia de Lisboa, assinalou Augusto Santos Silva após a reunião de segunda-feira.

O futuro quadro de financiamento da Escola Portuguesa de Macau, instituição cofinanciada pelo Ministério da Educação de Portugal e pela Fundação Macau, foi também abordado pelo Chefe do Executivo em declarações à imprensa, sem que Chui Sai On tenha dado conta dos termos de um novo protocolo que supra a saída da Fundação Oriente do quadro estatutário da instituição este ano. Mas o apoio será mantido para lá de 2017, reiterou o líder da RAEM.

“Temos apoiado [a Escola Portuguesa de Macau] de várias formas desde o seu estabelecimento. Nós vamos continuar a apoiar o funcionamento da Escola Portuguesa de Macau”, afirmou Chui Sai On.

Em 2012, a Fundação Macau comprometeu-se a garantir até 2017 o financiamento da Escola Portuguesa de Macau perante o fim das dotações da Fundação Oriente. Os novos estatutos da escola, revistos este ano, preveem que o Ministério da Educação português garanta 51 por cento dos orçamentos da instituição, sendo que esta deve financiar-se através de receitas próprias e outras proveniente de organizações como a Fundação Macau.

No encontro entre Lisboa e Macau, foi também abordada a importação de quadros especializados portugueses em Macau sob a perspectiva da língua, indicou Augusto Santos Silva.  “Gostaria de saudar o plano de formação de especialistas em língua portuguesa que as autoridades de Macau estão a realizar. Designadamente, garantindo a presença de quadros que sejam também capacitados na língua portuguesa, em áreas tão críticas como o Direito, as Finanças e a Gestão, a Saúde ou a Engenharia Civil,” afirmou o ministro. Maria Caetano – Macau in “Plataforma Macau”

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Moçambique – Oportunidades de financiamento continuam desaproveitadas

Empresários nacionais continuam a demonstrar falta de conhecimento das oportunidades de financiamento disponíveis para alavancar os seus negócios no âmbito da implementação do Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (FECOP).

O Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), entidade encarregue pela assistência aos empresários para o acesso a este financiamento considera que em 2015, dos 11 projectos submetidos apenas três foram aprovados.

Falando durante um seminário de divulgação dos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro do FECOP, Madina Ismael, quadro do IPEME pediu aos empresários moçambicanos, sobretudo os das Micro, Pequenas e Médias Empresas para que adiram à iniciativa tendo em conta as vantagens financeiras que este mecanismo apresenta.

Madina justificou que das 11 propostas de financiamento apresentadas em 2015, grande parte não foram aprovadas porque não satisfaziam os requisitos exigidos.

A fonte precisou que muitos empresários demonstram fraco domínio na elaboração de projectos, deficiente capacidade de preenchimento de fichas para além de ausência de garantias necessárias para o efeito.

Para o representante da Associação Moçambicana de Bancos, Oldemiro Belchior, explicou que o FECOP assegura que a nível intermédio as Micro, Pequenas e Médias Empresas possam ter um instrumento que as dê capacidade de intervenção nas áreas da indústria, serviços, agricultura e hotelaria.

Explicou igualmente que a mesma iniciativa tem dois níveis de cobertura: a primeira é a da possibilidade de ter uma percentagem de cobertura até 80 por cento para as Pequenas e Médias Empresas e a segunda vai até aos 100 por cento para as Micro-Empresas.

Orçado em cerca de 434 milhões de meticais o FECOP constitui um importante instrumento para o apoio ao desenvolvimento empresarial virado para as Micro, Pequenas e Médias Empresas. Três bancos estão envolvidos na operacionalização do fundo, nomeadamente, o Banco Internacional de Moçambique, Banco Comercial e de Investimentos, Moza e Banco Único.

Luísa Diogo, na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Câmara de Comércio de Moçambique manifestou-se convicta no sucesso do FECOP. “Esta é uma linha que trás uma experiência de sucesso. Um país para se desenvolver tem de ter empreendedores e os mesmos precisam ter um suporte financeiro para o efeito, daí vemos a importância do surgimento deste fundo”, sublinhou a antiga Primeira-Ministra.

Diogo destacou ainda que cada iniciativa de um empreendedor gera uma mudança na sua vida e na sua condição, pelo que um milhão de mudanças podem provocar outras mudanças dentro de um país.

Refira-se que o encontro da última segunda-feira foi o primeiro de uma série de três que deverão ser realizados em Maputo, Beira e Nampula, com vista a divulgação do FECOP. O evento foi co-organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique e o IPEME e tinha como objectivo principal tornar mais acessível a informação sobre aquela fonte de financiamento e incentivar a participação de mais empresas na procura de acesso efectivo aos fundos. In “Jornal de Notícias” - Moçambique