Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Burkina Faso - A startup NeereLab Technology lança "Djembé", um novo aplicativo para revolucionar as transferências de dinheiro

No sábado, 25 de julho de 2026, em Ouagadougou, a startup burquinense NeereLab Technology lançou oficialmente o Djembé, um novo aplicativo de transferência de dinheiro. Apresentada sob o tema "Na encruzilhada da inovação e da tecnologia", esta plataforma visa transformar o setor de dinheiro móvel, oferecendo uma solução de pagamento mais acessível e rápida, adaptada às realidades locais

Concebida como uma plataforma digital de serviços financeiros, a Djembé permite enviar e receber dinheiro instantaneamente em todo o mundo.

O aplicativo também integra funcionalidades de poupança, conversão de moeda e pagamentos digitais, com o objetivo de promover maior inclusão financeira.

Segundo Moumouni Ismaël Sinaré, cofundador da plataforma, a Djembé destaca-se pela sua independência das operadoras de telefonia móvel. "A Djembé também oferece soluções para pessoas sem smartphones, graças a um código curto que permite realizar pagamentos e saques em estabelecimentos autorizados."

"O objetivo é facilitar as transações financeiras, incluindo o pagamento instantâneo de salários e depósitos de seguros em caso de sinistro", explicou ele.

Com esta inovação, os autores pretendem democratizar o acesso a serviços financeiros, tanto para populações distantes do sistema bancário tradicional quanto para empresas que necessitam de soluções de pagamento rápidas e seguras.

Para Abdoul Latif Adama, também cofundador da Djembé, o aplicativo já conta com uma sólida rede de parceiros. "O aplicativo já colabora com diversas operadoras de dinheiro móvel no Burkina Faso, bem como com uma instituição financeira sediada no Canadá", indicou, destacando a ambição internacional da plataforma.

Presente na cerimónia de lançamento, o Dr. Boubacar Thiambiano, Diretor de Operações de Portfólio e Promoção da Educação Financeira, elogiou a iniciativa que, segundo ele, faz parte de uma dinâmica de transformação sustentável.

Ele destacou três dimensões principais do projeto: coesão social, inovação por meio da ação e desenvolvimento sustentável.

"Esta ferramenta tradicional promove a reunião, revoluciona as práticas diárias e permite a economia de recursos, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável", disse ele, traçando um paralelo entre o djembé, um instrumento de reunião nas culturas africanas, e essa nova solução tecnológica projetada para aproximar as pessoas por meio de serviços financeiros.

Já disponível na Play Store, o aplicativo Djembé visa facilitar transações financeiras nacionais e internacionais, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, contribuindo também para a modernização do ecossistema de pagamentos digitais no Burkina Faso. Frédéric Kambou – Burkina Faso in “Burkina24”


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Burkina Faso - Ibrahim Traoré diz que democracia “mata” e que eleições não resolvem problemas

O líder da junta militar do Burkina Faso diz que a democracia “mata” e que, neste momento, é inadequada para a realidade do seu país. Ibrahim Traoré afirma que a prioridade deve ser o restabelecimento da segurança e da soberania nacional, antes de qualquer processo eleitoral.

As declarações foram feitas recentemente, num discurso dirigido à nação, num contexto de agravamento da crise de segurança no país, marcada por ataques persistentes de grupos armados em várias regiões. Traoré sustenta que a realização de eleições, nas actuais circunstâncias, não resolveria os problemas estruturais e poderia, inclusive, agravar a instabilidade.

No mesmo posicionamento, o líder militar defendeu que o modelo democrático liberal não responde às especificidades do Burkina Faso e de outros países africanos, argumentando que, em certos contextos, a sua aplicação tem contribuído para o enfraquecimento do Estado e para o aumento da insegurança. Como exemplo, apontou situações de instabilidade vividas noutros países, associadas a processos políticos considerados frágeis.

Ibrahim Traoré chegou ao poder em Setembro de 2022, através de um golpe de Estado que derrubou o então líder da transição, num cenário já marcado por forte contestação popular e deterioração das condições de segurança. Na altura, a junta militar assumiu o compromisso de conduzir uma transição com vista ao regresso à ordem constitucional.

Entre as promessas iniciais estava a realização de eleições e a transferência do poder para um governo civil, assim que estivessem reunidas condições mínimas de estabilidade. No entanto, desenvolvimentos recentes indicam um afastamento desse calendário, com o prolongamento da transição e a adopção de medidas que reforçam o controlo do poder pela junta.

O Burkina Faso insere-se num contexto regional mais amplo, marcado por uma vaga de regimes militares no Sahel, onde a luta contra o terrorismo e a contestação à influência externa têm servido de base para redefinir modelos de governação. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Burkina Faso – Dispara produção de ouro após reforma que nacionaliza minas

Em 2025, o governo de transição concluiu a nacionalização de 5 activos de mineração de ouro, finalizando o processo iniciado em 2024 para reforçar o controlo sobre recursos minerais. Produção de ouro cresceu 47% num ano

O Fundo Monetário Internacional elogiou a "ambiciosa agenda de reformas governamentais" e a "gestão macroeconómica sólida" do Burkina Faso, no final de uma visita ao quarto maior produtor de ouro em África, que em 2025 atingiu uma produção recorde de 94 toneladas, mais 30 toneladas do que no ano anterior, segundo dados do ministro da Energia, Minas e Pedreiras, Yacouba Zabré Gouba.

O país é dirigido por um governo de transição presidido pelo capitão Ibrahim Traoré, desde Setembro de 2022, na sequência de um segundo golpe militar em oito meses. No espaço de quatro anos, as reformas do presidente interino fizeram disparar a produção de ouro, em 62% (de 58 toneladas em 2022 para 94 toneladas em 2025). A reforma incluiu a nacionalização de duas minas de ouro e a exigência de uma participação mínima de 15% em todos os investimentos estrangeiros no sector. Fiscalização mais apertada, para evitar o contrabando e a venda ilegal de ouro, também contribuíram para aumentar a produção.

"Políticas económicas sólidas e um rápido aumento das exportações contribuíram para o crescimento" e ajudaram o Burkina Faso a "manter a dívida pública numa trajetória sustentável, mantendo ao mesmo tempo a inflação sob controlo", afirmou Kenji Okumura, director-geral adjunto do FMI, chefe da delegação que visitou o país.

Segundo o FMI, que esteve no país poucos dias depois de o governo dissolver por decreto todos os partidos, num total de mais de 100 formações políticas, a economia do Burkina Faso têm-se mostrado "resiliente" no "meio de desafios humanitários e de segurança", graças a uma "gestão macroeconómica sólida" e uma "ambiciosa agenda de reformas governamentais".

Não é a primeira vez que o FMI elogia o governo interino do Burkina Faso, que, juntamente com o Mali e o Níger, iniciou um processo de ruptura com o Ocidente, principalmente com a antiga potência colonizadora da região do Sahel, a França. Os três países anunciaram a saída da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em Janeiro de 2024, após sanções da organização na sequência dos golpes de estado, e criaram a Aliança dos Estados do Sahel, organização apoiada pela Rússia, com quem formalizou uma parceria estratégica de defesa e de segurança.

Reformas tiram o país da lista cinzenta do GAFI

No relatório sobre a quarta revisão ao programa aprovado em 2023, com um financiamento de 302 milhões USD, divulgado em Novembro de 2025, o FMI diz que as autoridades locais cumpriram "todas as metas indicativas quantitativas, com excepção de uma", graças a um "desempenho sólido" do governo, prevendo um crescimento de 5% em 2025, impulsionado pela "forte produção de ouro".

Segundo o FMI, as reformas implementadas pelas autoridades locais permitiram ao Burkina Faso sair da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira (GAFI), organismo que vela pelo cumprimento das leis do branqueamento de capitais e melhoraram os indicadores estruturais que promovem a governação fiscal e a transparência. Isabel Bordalo – Angola in “Expansão”


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Burkina Faso – Anúncio do restabelecimento da pena de morte

O regime militar do Burkina Faso vai restabelecer no seu código penal a pena de morte, que tinha sido abolida em 2018, aplicada a uma série de crimes, anunciou ontem o Conselho de Ministros.


“Este projecto de código penal restabelece a pena de morte para uma série de crimes, entre os quais a alta traição, atos de terrorismo e espionagem”, precisou o serviço de informação do governo burquinês.

Segundo a Amnistia Internacional, a última execução registada no Burkina Faso remonta a 1988. A pena de morte foi abolida sob o regime civil de Roch Marc Christian Kaboré, 30 anos depois.

O Burkina Faso é governado por Ibrahim Traoré, que chegou ao poder após um golpe militar em setembro de 2022 e tem conduzido uma política autoritária e hostil ao Ocidente, cujos valores critica particularmente, com o país a aproximar de novos parceiros, como a Rússia e o Irão.

“A adoção deste projeto de lei insere-se na dinâmica das reformas globais do setor para uma justiça que responda às aspirações profundas do povo”, explicou o ministro da Justiça do Burkina Faso, Edasso Rodrigue Bayala, citado pelo serviço de informação do governo.

O texto, que deve ser aprovado pela Assembleia Legislativa de Transição, criada pela junta militar, também criminaliza “a promoção e as práticas homossexuais e similares”, segundo o governo.

Em setembro, pela primeira vez, o país aprovou uma lei que prevê penas de até cinco anos de prisão para os “autores de práticas homossexuais”. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 18 de junho de 2025

África – Mensagem do Presidente da União Africana transmitida ao Presidente de Transição do Burkina Faso

Uma mensagem verbal do Chefe de Estado de Angola na qualidade de Presidente da União Africana, João Lourenço, para o Presidente de Transição do Burkina Faso, Ibrahim Traoré, foi transmitida, terça-feira, em Ouagadougou, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António

Foto: MIREX

A missiva do Chefe de Estado angolano foi entregue na qualidade de Presidente da União Africana e exprime a solidariedade para com o povo burkinabe, assim como evoca os esforços para a pacificação, reconciliação nacional e estabilidade política no continente africano, de acordo com um comunicado de imprensa do MIREX.

Durante a audiência, Téte António disse ao Presidente de Transição do Burkina Faso que a sua missão a este país da África Ocidental transcreve-se no âmbito da Presidência da União Africana focada na partilha de experiência de Angola no reforço da construção da paz e do desenvolvimento económico de África.

O momento serviu ainda para as duas personalidades debruçarem-se sobre questões inerentes a instabilidade provocada pelos grupos jihadistas e terroristas e do impacto de insegurança nos países do Sahel.

Ibrahim Traoré agradeceu, também, a iniciativa do estadista João Lourenço, que é também o Presidente da União Africana pelo contacto de auscultação dos problemas que afligem a região de Sahel e em particular do Burkina Faso. In “Jornal de Angola” - Angola



sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Moçambique - Padre Timothée Bationo lança “O caminho da liderança e do triunfo na vida” na cidade da Beira

Na Livraria Fundza, cidade da Beira, o Padre Timothée Bationo Mafr lançou o seu livro “O caminho da liderança e do triunfo na vida”.



O livro, de 73 páginas, é composto por quatro secções, que, inspiradas nos pensamentos do escritor Robin Sharma e na história de vida do próprio autor, mostram os caminhos que levam o ser humano a tornar-se um bom líder e a triunfar em sua vida. 

“O presente livro é fruto de leitura constante de livros deste grande mentor americano e frutos de êxitos por nós conquistados”, afirma Pe. Timothée Bationo Mafr.

Na sua produção, “o texto foi trabalhado de tal forma que o autor se encontra facilitado, tanto na leitura e na apreensão dos conteúdos, bem como na descontracção activa que o próprio texto sugere, ao alternar a matéria com as histórias, parte delas adquiridas com base nas narrações de Gilson Souza ”, explica o autor.

“’O caminho da liderança e do triunfo na vida’ alterna ensinamentos com histórias que ajudam o leitor a visualizar a forma pela qual as nossas decisões e atitudes influenciam no rumo das nossas vidas”, avança a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o livro.

Timothée Bationo, sacerdote dos Missionários de África, nasceu em 1971, no Burkina Faso. Formado em Filosofia e Teologia, fez o Noviciado na Zâmbia e estágio pastoral em Moçambique, onde foi ordenado em 2004. Exerceu funções como Superior dos Missionários de África, Vigário Episcopal e co-fundador do Mojocas. Actualmente, dirige o Centro de Formação de Nazaré, dedicando-se à formação espiritual, catequese e promoção vocacional, contribuindo significativamente para as comunidades que serve. In “O País” - Moçambique


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

África – Aliança dos Estados do Sahel rumam à criação de uma moeda comum

O Presidente da Transição no Níger falou no domingo à noite sobre a possível criação de uma moeda comum com Burkina Faso e Mali.


“A moeda é um passo à frente desta colonização”, declarou o general nigerino Abdourahamane Tiani na televisão nacional nigerina, referindo-se ao franco CFA e à França, a antiga potência colonial.

Níger, Mali e Burkina Faso – três antigas colónias francesas agora governadas por regimes militares – agrupados na Aliança dos Estados do Sahel (AES), “temos especialistas (financeiros) e no momento certo, decidiremos”, continuou ele. “A moeda é um sinal de soberania”, continuou o General Tiani, e os Estados da AES estão “empenhados num processo de recuperação da nossa soberania total”. Ele garante que “já não se trata de os nossos Estados serem a fonte de financiamento da França”.

O líder nigerino não deu detalhes sobre a possível circulação de uma moeda futura. Este poderia, no âmbito da AES, substituir o franco CFA, actualmente comum aos oito países membros da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), incluindo o Níger, o Burkina Faso e o Mali.

Em Janeiro, os países da AES deixaram a CEDEAO com efeitos imediatos. Saliou Cissé – Casamansa in “Journal du Pays”