Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Portugal – Cidade de Lisboa debate clima e segurança no Atlântico antes da COP30 no Brasil

Especialistas de todo o mundo reuniram-se em Lisboa nas vésperas da COP30, para debater forma como as alterações climáticas estão a transformar a segurança no espaço atlântico. O clima deixou de ser apenas um desafio ambiental, é uma questão estratégica de segurança e estabilidade global


Especialistas de todo o mundo reuniram-se em Lisboa este dia 30 de outubro para discutir a ligação entre segurança, defesa e alterações climáticas.

Nas vésperas da COP30, que decorrerá em novembro em Belém do Pará, no Brasil, o Atlantic Centre promoveu um seminário internacional, reforçando a ideia de que a crise climática deve ser tratada não apenas como uma urgência ambiental, mas como uma prioridade estratégica para garantir um Atlântico mais seguro, estável e próspero.

O Atlantic Centre é uma iniciativa portuguesa que promove a cooperação entre países do Atlântico nas áreas da segurança, defesa, governação marítima e desenvolvimento sustentável. Atualmente tem 27 Estados signatários, funcionando como plataforma de diálogo e formação sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional.

Clima como nova fronteira da segurança

O coordenador do Atlantic Centre, o contra-almirante Nuno Noronha de Bragança, sublinha que as alterações climáticas tornaram-se parte central dos desafios comuns que atravessam o Atlântico.

Entre os principais fatores de risco, o responsável destaca a desertificação no Sahel, o impacto crescente dos eventos meteorológicos extremos, a migração irregular e as tensões sobre os recursos naturais.

Em entrevista à ONU News a partir de Lisboa, Noronha de Bragança dá alguns exemplos. “Olhamos para as alterações climáticas, naquilo que é o impacto nas megacidades do continente africano que, fruto daquilo que são as alterações climáticas, transportam as pessoas e os jovens para as cidades superpovoadas”.

Infraestruturas vulneráveis e impacto humano

A vulnerabilidade das infraestruturas marítimas e costeiras é um dos pontos de maior preocupação. “Sessenta por cento do produto interno bruto depende de infraestruturas que sofrem com as alterações climáticas”, referiu Noronha de Bragança, recordando episódios de cheias e tempestades recentes na Europa e nas Américas.

O impacto chega também às comunidades dependentes do mar, sobretudo na África Ocidental e nas Caraíbas, onde as alterações nos ecossistemas marinhos afetam a pesca e o sustento das populações, obrigando a uma migração forçada. “Em 2040 teremos 12 milhões de jovens a entrar no mercado de trabalho africano e o impacto da migração irregular numa das rotas mais mortíferas para a Europa que é a rota das Canárias”, referiu.

Cooperação e resposta integrada

O seminário pretendeu destacar a necessidade de respostas coordenadas entre governos, forças armadas, proteção civil, ciência e sociedade civil. Para o contra-almirante, a segurança climática exige uma “abordagem de toda a sociedade”, capaz de responder de forma rápida a catástrofes e construir resiliência coletiva.

“Não há país isolado, não há agência isolada que consiga fazer face a estes desafios comuns. Exige de todos, e desta comunidade atlântica,”, defendeu.

Ciência, governação e tecnologia

Para o Atlantic Centre, o combate às alterações climáticas no Atlântico deve assentar em três pilares fundamentais: ciência, boa governação e tecnologia. “Escutar a ciência, escutar aquilo que é a perspetiva nacional. E, de facto, a perspetiva de segurança e defesa entra nisto”.

Entre os exemplos de cooperação nacional e internacional, destacou o Centro de Dados Oceanográficos Nacional, que reúne informação recolhida por várias instituições portuguesas e internacionais para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas.

“É mais fácil inovar na tecnologia do que inovar nas pessoas. Falamos muito, mas é preciso agir”, alertou, sublinhando que a tecnologia, incluindo inteligência artificial e computação quântica, pode ser uma aliada fundamental para antecipar riscos e planear respostas.

Propostas para a COP30

Embora o Atlantic Centre não vá participar diretamente na COP30, há ideias e recomendações que a instituição gostaria de ver debatidas em Belém. Entre elas está a revisão do direito internacional para lidar com a perda de território provocada pela subida do nível do mar, um fenómeno que ameaça a soberania de vários pequenos Estados insulares.

Outra proposta é reforçar o diálogo entre ciência, governação e tecnologia e garantir que o debate global sobre o clima inclua a dimensão de segurança. “Não há país nem agência isolada que consiga responder a estes desafios. É preciso cooperação, diálogo e, sobretudo, ação”, afirmou.

Parceria com as Nações Unidas

O Atlantic Centre tem vindo a reforçar a cooperação com as Nações Unidas e várias das suas agências, num esforço de convergência entre agendas de defesa, clima e segurança. “Temos trabalhado com inúmeras agências externas das Nações Unidas. É fundamental ter sempre presente o princípio da complementaridade”, referiu Noronha de Bragança.

O responsável destacou o papel central das Nações Unidas neste domínio e defendeu uma articulação constante. “A ONU tem um papel importantíssimo e continuará a tê-lo. O Atlantic Centre é mais uma iniciativa que trabalha em consonância com esses mesmos objetivos comuns, apoiando as convenções e tratados internacionais relacionados com o clima e o mar.”

Entre os temas ainda em aberto, Noronha de Bragança lembrou a necessidade de fortalecer a agenda clima-segurança no quadro das Nações Unidas e de integrar esta dimensão em convenções internacionais como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar ou a nova Convenção para a Proteção do Alto Mar. ONU News – Nações Unidas



quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Portugal - Doc’s Kingdom 2022 Gestos e Fragmentos em Arcos de Valdevez


Mariana Caló e Francisco Queimadela, João Vieira Torres, Alexandra Cuesta, Paula Gaitán e Boris Lehman são os cineastas convidados da 18ª edição do Doc’s Kingdom – seminário internacional de cinema documental, intitulada “Gestos e Fragmentos”, a partir do filme de Alberto Seixas Santos realizado em 1982.

Com o valor de 190 Euros, a inscrição no Doc’s Kingdom garante acesso a todo o programa em Arcos de Valdevez, das 18h de 1 de setembro às 12h de 6 de setembro, incluindo todas as sessões, debates, refeições, passeios e tertúlias. A inscrição diária custa 50 Euros. O Seminário é aberto ao público, com inscrições por ordem de chegada e lotação limitada.

Originalmente inspirado pelo seminário Flaherty, o Doc’s Kingdom mantém as mesmas características distintivas desde a sua primeira edição em 2000: ao longo de uma semana, o mesmo grupo vê filmes e conversa informalmente sobre eles; cada jornada inclui sessões de filmes de diferentes cineastas, propondo o diálogo entre os autores presentes e um debate colectivo aberto a todos os participantes, sem distinções hierárquicas entre realizadores, estudantes, professores, espectadores e organizadores; desde 2013, para encorajar a participação integral no seminário e intensificar a experiência de imersão total, o seminário não divulga antecipadamente o programa de filmes; ao longo do programa intensivo de projecções e debates, a experiência passa também pelo encontro com o lugar onde se realiza o Doc’s Kingdom, promovendo a relação com a comunidade local.

O Doc’s Kingdom é organizado pela APORDOC – Associação pelo Documentário desde 2000, tendo reunido nomes como Manuela Serra, João Pedro Rodrigues, Pedro Costa, Joana Pimenta, Adirley Queirós, Deborah Stratman, Forensic Architecture, Frederick Wiseman, Nicolas Pereda, Jodie Mack, Billy Woodberry, Maria Augusta Ramos, entre muitos outros, ao longo de 17 edições realizadas em Arcos de Valdevez, em Serpa e no Faial.

Materiais de apoio

Contactos - Comunicação - João Ricardo Oliveira | jrvtmo1@gmail.com | 912062271


 

sábado, 19 de março de 2022

Brasil - Paraty é palco de Seminário Internacional de Turismo Gastronômico



Entre os dias 27, 28 e 29 de março, acontece em Paraty, no Rio de Janeiro, o I Seminário Internacional de Turismo Gastronômico, que reunirá nomes importantes do segmento nacional e internacional. Durante o evento, serão abordadas as principais tendências e oportunidades que regem a gastronomia em todo o mundo.

“O segmento de turismo gastronômico tem motivado cada vez mais um número maior de visitantes ao redor do planeta. E o Brasil, com sua diversidade de sabores e temperos, é um forte candidato a despontar como um destino tendência no cenário pós-pandemia. Por isso, é importante nos anteciparmos e estruturarmos este segmento no país para oferecer experiências únicas aos nossos visitantes”, destaca o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto.

Como se antecipar às tendências e trilhar a próxima década do turismo gastronômico é exatamente um dos temas de conversas previstas durante o seminário.  Com mediação do professor da Universidade de Brasília (UnB), Elimar Pinheiro, o painel contará com a participação da diretora de Inteligência de Mercado e Competitividade da Organização Mundial do Turismo (OMT), Sandra Carvão; da coordenadora de Turismo do Sebrae Nacional, Ana Clévia Guerreiro; e do chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios, João Flávio Veloso.

A inspiração continua com a palestra “Um olhar para o futuro: cenários, perspectivas e tendências para o turismo gastronômico”, que deverá ser proferida pelo professor associado de Futuros do Turismo da Te Herenga Waka, Victoria University of Wellington da Nova Zelândia, Ian Yeoman.

Os sabores da Mata Atlântica e trufas tipicamente brasileiras, por exemplo, também estão no cardápio do evento. E quanto ao “prato firmeza”? Estará na palestra “o guia gastronômico das quebradas de São Paulo”.

As experiências das cidades criativas da gastronomia também estão entre os destaques da programação. No Brasil, quatro cidades ostentam este título internacional proferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). São elas: Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e Belém (PA), além de Paraty (RJ), que sediará o evento.

Para falar sobre a gastronomia como identidade para o turismo gastronômico no Brasil, foram convidados Anita Pires, do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia; Gilberto de Castro, presidente da Belotur; e José Sérgio Barros, secretário de Cultura de Paraty.

A realização do seminário é fruto de uma parceria entre o Ministério do Turismo e o Instituto Federal de Brasília (IFB), que devem lançar ainda o e-book Macrotendências em Turismo Gastronômico no Brasil.

Destaques

Atualmente em consulta pública até o dia 25 de março (clique aqui para participar), o Programa Nacional de Turismo Gastronômico também terá um painel próprio durante o seminário. A ideia é apresentar a proposta e os próximos passos da iniciativa, que deve orientar o posicionamento do país no segmento, norteando ações e políticas públicas.

Com moderação da coordenadora-geral de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Rafaela Lehmann, participarão do painel como convidados Ana Paula Jacques, pesquisadora e professora de Gastronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) e coordenadora do projeto Prospectivas para o Turismo Gastronômico no Brasil (IFB/MTUR); Osíris Marques, professor da Universidade Federal Fluminense e coordenador do projeto Experiências do Brasil Rural (UFF/MTUR/MAPA); e Richard Alves, consultor na área de gastronomia da Unesco e do Ministério do Turismo.

O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, Fábio Pinheiro, destaca que o evento contribuirá para o fortalecimento do segmento no país.

“No Brasil, a gastronomia movimenta cerca de R$ 250 bilhões por ano, segundo cálculos da Abrasel. Apesar desta cifra considerável, temos ainda um potencial gigantesco inexplorado, com intensa oportunidade de crescimento. Por isso, reunimos nomes e temáticas importantes para orientar, inspirar e fortalecer o turismo gastronômico no Brasil”, disse.

Outros temas previstos no I Seminário de Turismo Gastronômico são as “novas experiências do comer e viajar”, que contará com a participação de Rebecca Mackenzie, presidente e CEO da Culinary Tourism Alliance; Cristiana Beltrão, restauratrice e sócia do Grupo Bazzar; e Nuno Nobre, consultor em Food Culture Experiences.

Entre os nomes, Nuno é consultor há mais de 25 anos, fundou a marca Nuno Nobre Consultoria (NNC) atualmente representada em Portugal e Espanha. É curador e produtor de projetos como o Festival Internacional Ouriço-do-Mar, Aldeias do Xisto, Amar Beber Comer, Chefs Garden ou Endògenos. A nível internacional, trabalha com marcas como a Michelin e gere projetos em países como o Brasil, Espanha ou Perú.

Confira a programação completa aqui. In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Cabo Verde - Fundação quer afirmação do país com referências como Amílcar Cabral


O presidente da Fundação Amílcar Cabral (FAC), o antigo presidente cabo-verdiano Pedro Pires, afirmou que a realização de um seminário sobre o legado teórico do pai da nacionalidade é uma forma de Cabo Verde se afirmar


“Amílcar Cabral é estudado em mais de uma centena de universidades do mundo. A fundação também faz parte dessas organizações ou entidades que se preocupam em aprofundar o conhecimento daquilo que pensou e fez Amílcar Cabral", disse Pedro Pires, na cidade da Praia, à saída de um encontro com o Presidente da República, José Maria Neves.

O antigo combatente da liberdade da pátria foi recebido pelo chefe de Estado para abordar a questão da candidatura dos escritos de Amílcar Cabral ao programa da Unesco Memória Mundo e à realização do seminário internacional sobre o legado de Amílcar Cabral, marcado para quinta-feira, bem como sobre a preparação da celebração do centenário do nascimento de Amílcar Cabral (2024).

Pedro Pires lembrou que Amílcar Cabral não é um exclusivo africano, guineense ou cabo-verdiano, mas sim uma personalidade universal que deve ser valorizada.

"É importante as pessoas se interessarem cada vez mais por Amílcar Cabral e por aquilo que os investigadores têm feito lá fora", afirmou, notando que Cabral é um símbolo que ajuda Cabo Verde a afirmar-se.

Neste sentido, acrescentou que tudo o que diga respeito ao conhecimento, à difusão e à expansão das ideias de Amílcar Cabral é o objetivo maior para cumprir este compromisso.

O presidente da Fundação concluiu dizendo que convidou o chefe de Estado para presidir à cerimónia de abertura do seminário internacional sobre o legado teórico de Amílcar Cabral, a ter lugar na próxima quinta-feira.

Prometeu voltar ao chefe de Estado proximamente para dar uma informação mais detalhada da organização do centenário e ouvir a opinião e recomendações sobre este ato que considera ser "de grande importância" para a história de Cabo Verde.

O seminário é organizado pela FAC e pela Associação dos Combatentes pela Liberdade da Pátria (ACOLP), no quadro ainda dos 50 anos do desaparecimento físico do seu patrono (2023).

O programa "Memória do Mundo" foi estabelecido em 1992 pela UNESCO com o objetivo de contribuir para a preservação do património documental mundial.

A Fundação Amílcar Cabral, que tem como missão a preservação da obra e memória do seu patrono, promoveu, no âmbito do seu programa editorial, a edição de várias obras de Amílcar Cabral, entre as quais se contam "Unidade e Luta", "Cabo Verde: Reflexões e Mensagens" ou "A Emergência da Poesia em Amílcar Cabral".

Em 2015, criou o espaço museológico Sala-Museu Amílcar Cabral, onde pretende dar a conhecer às gerações mais novas e aos turistas que visitam a cidade da Praia, a história da luta de libertação liderada por Cabral. Agência Lusa




 

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Portugal - Seminário Internacional de Cinema Doc’s Kingdom 2021 regressa a Arcos de Valdevez

“O Movimento das Coisas” é o ponto de partida da presente edição do Seminário Internacional de Cinema Doc’s Kingdom, que regressa a Arcos de Valdevez de 1 a 5 de Outubro. O Seminário Doc’s Kingdom é organizado desde 2000 pela Apordoc — Associação pelo Documentário, também responsável pelo Festival Doclisboa


O único filme realizado por Manuela Serra — “O Movimento das Coisas” (Portugal, 1986/2021), estreado comercialmente 40 anos depois das filmagens em Lanheses, no Alto Minho — inspira o programa da presente edição, que celebra o reencontro no cinema com a presença de Manuela Serra, Jeannette Muñoz, Jessica Sarah Rinland, Naomi Uman e Sílvia das Fadas, entre outras realizadoras a anunciar.

Com um programa secreto até ao início de cada projecção, o Doc’s Kingdom 2021 reúne gestos que nos convocam para uma experiência táctil do cinema, incluindo um programa inédito de sessões especiais em 16mm, a partir do diálogo entre obras e cineastas que imaginam o lugar da comunidade na fragilidade do encontro e na sensibilidade do contacto, aí encontrando a sua força e a sua forma singulares.

O Doc’s Kingdom arranca na tarde de sexta-feira, 1 de outubro, com a conferência "A Vez do Cinema", organizada em parceria com o Cineclube de Arcos de Valdevez. A conferência reúne delegados de projectos — salas, laboratórios, escolas, livrarias ou residências artísticas — que são exemplares na sua dimensão simultaneamente local e internacional. Estão confirmadas, entre outras, as participações de Ao Norte (Viana do Castelo), Casa do Xisto (Barcelos), Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), Filmaporto Film Commission (Porto), Laboratório da Torre (Porto), Numax (Santiago de Compostela), Rua Escura (Porto), para além do Flaherty Film Seminar (Nova Iorque, EUA) e La Vulcanizadora (Santa Marta, Colômbia).

Originalmente inspirado pelo seminário Flaherty, o Doc’s Kingdom mantém as mesmas características distintivas desde a sua primeira edição em 2000: ao longo de uma semana, o mesmo grupo vê filmes e conversa informalmente sobre eles; cada jornada inclui sessões de filmes de diferentes cineastas, propondo o diálogo entre os autores presentes e um debate coletivo aberto a todos os participantes, sem distinções hierárquicas entre realizadores, estudantes, professores, espectadores e organizadores; desde 2013, para encorajar a participação integral no seminário e intensificar a experiência de imersão total, o seminário não divulga antecipadamente o programa de filmes; ao longo do programa intensivo de projecções e debates, a experiência passa também pelo encontro com o lugar onde se realiza o Doc’s Kingdom, promovendo a relação com a comunidade local.

Contrariando a dimensão quantitativa dos festivais e a formatação do espaço académico, o que aqui se propõe é uma experiência de cinema e uma experiência humana global, que desejavelmente se tornem uma só coisa. Este encontro visa proporcionar um salto no conhecimento e na visão de quem nele participa. Por um lado, através da experiência concentrada de projecções e debates. Por outro, usando como catalisadores a própria vivência de grupo e a oportunidade de mergulho num lugar inspirador, que extrai os participantes aos seus diferentes contextos habituais, convidando-os para uma experiência de imersão total.

O seminário insiste na dimensão colectiva desta experiência, propondo um programa único para todos os participantes, sem eventos paralelos e sem alinhamento prévio: em cada sessão, o grupo entra na sala de cinema sem mapa, aliando a disponibilidade e o risco para cooperar numa experiência que não pode antecipar. Doc's Kingdom - Portugal